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María Alejandra Lafuente Casco, uma psicóloga da Cidade do México que, em 2014, assassinou e desmembrou seu marido, Allan Carrera Cuéllar. O crime, marcado pela frieza e brutalidade, contradizia drasticamente sua profissão, gerando grande repercussão e horror.
Lafuente, na época com 40 anos, drogou seu marido, de 41 anos, com benzodiazepínicos para incapacitá-lo. Em seguida, em sua própria casa, localizada na delegação de Tlalpan, ela o assassinou e utilizou uma motosserra para desmembrar o corpo.
Em uma tentativa de encobrir o crime e simular que a vítima ainda estava viva, a psicóloga começou a espalhar os restos mortais de seu marido por diferentes pontos da Cidade do México. Partes do corpo foram encontradas em sacos plásticos em bairros como Roma Sur e na colônia Valle Escondido, em Tlalpan. Durante esse período, ela utilizou o celular de Allan para enviar mensagens aos familiares dele, fazendo-os acreditar que ele estava vivo e em uma viagem de negócios.
A investigação, no entanto, não demorou a apontar para Lafuente. Traços de sangue e restos de tecidos foram encontrados em sua residência, desmentindo sua versão dos fatos. Após ser presa, a defesa de María Alejandra alegou que ela sofria de problemas psicológicos e que era vítima de violência doméstica, argumento que não foi suficiente para absolvê-la.
Em 2022, após um longo processo judicial, María Alejandra Lafuente Casco foi sentenciada a 46 anos e seis meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado em razão de parentesco e contra o respeito aos cadáveres. O caso ficou marcado na crônica criminal mexicana como um exemplo perturbador de como a violência pode se manifestar onde menos se espera, levando a mídia e o público a se referirem a ela como "a psicóloga que precisava de um psicólogo".