Em 2025 o Brasil registrou 1.568 assassinatos de mulheres em razão de seu gênero, este número, divulgado Fórum Brasileiro de Segurança Pública, representa o maior em uma década e é parte de uma série que só cresceu desde 2015, ano da tipificação do feminicídio no Código Penal. O dado se deve em parte a um melhor reconhecimento do crime, o que se demonstra pelo percentual de feminicídios entre os homicídios dolosos de mulheres que passou de 9,4% em 2015 para 40,3% em 2024.
Por outro lado, um fator que pode estar relacionado ao aumento de violência simbólica e física, seja no ambiente digital ou no cotidiano das mulheres brasileiras, é o crescimento dos chamados movimentos masculinistas ou red pill.
Diante desse quadro, no episódio de hoje do Visões Populares a gente conversa com Bruna Camillo. Formada em Ciências do estado pela UFMG, ela é doutora em ciências sociais pela PUC- MG e pesquisa gênero , misoginia e políticas públicas. Sua tese de doutorado teve como título “MASCULINISMO: misoginia e redes de ódio no contexto da radicalização política no Brasil”.
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