Todos os anos, por lei, o poder legislativo precisa aprovar uma previsão de receitas e gastos e dizer onde cada centavo do dinheiro público vai ser empregado. É uma época de muita disputa entre os representantes do trabalhadores, que lutam por mais dinheiro na saúde, educação, segurança alimentar, moradia, Previdência e outras políticas de interesse do povo, e os representantes dos empresários, que não querem pagar impostos, mas jogar toda a conta nas costas dos trabalhadores, e ainda pressionam para que o governo gaste o máximo possível no pagamento dos juros da dívida.
Pois bem, no meio dessa queda de braço, depois de um rombo deixado pelo governo Bolsonaro, o Congresso Nacional aprovou o orçamento federal de 2024 sem déficit. Isso significa que o Brasil não vai gastar mais do que arrecada. Meta foi questionada pela própria base do governo, pois representa menos investimentos nas áreas sociais. E, no meio dessa discussão, R$ 48 bi vão para emendas parlamentares.
Em Minas Gerais, mesmo com grande desinvestimento promovido nos últimos anos pelo governo Zema (Novo), previsão para 2024 é de déficit de R$ 8 bilhões. O desinvestimento foi feito com a justificativa de que o governo estaria "arrumando as contas" do estado. A arrumação pretendida por Zema, como se vê, não veio.
Outros destaques desta quarta-feira, 20/12/2023:
- Mães de crianças com deficiência relatam rotina muito cansativa de tarefas no cuidado, que, na maioria das vezes, recai apenas sobre as mulheres. Falta de auxílio do Estado, pouco apoio dos equipamentos públicos e despreparo da sociedade são os problemas.
- Argentina realiza primeira grande marcha contra governo extremista de Javier Milei.
- Em Gaza, Israel segue destruindo hospitais e assassinando civis palestinos.
Foto: Mário Agra / Câmara dos Deputados