Alice Vieira diz-se de têmpera jornalística, o que parece, de soslaio, ser incongruente com os seus livros e as histórias com aquele adocicado latente.
Alice está sempre atenta à narrativa da vida, sem medos, à espera que esta lhe ofereça os seus frutos, sem precisar de recorrer ao fausto ou a perniciosos adjectivos! As histórias são mesmo como a fruta e, por isso, boas mesmo quando são cruas. E capazes de atravessar gerações… ainda que não conheçam o Chico Fininho ou o escudo.
Alice aceitou tomar um dos seus 14 cafés diários connosco e esta foi a conversa possível perante o entusiasmo e a respectiva descarga adrenérgica de quem partilha uma mesa minúscula com um ídolo que tanto se admira (desde os verdes anos, desde as primeiras páginas do "Rosa, Minha Irmã Rosa" ou de "Úrsula, a Maior").