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Hoje fiz um exercício esquisito. Imaginei que estamos daqui a um ano, e que a Oryon falhou por completo. E em vez de fugir dessa ideia, tentei perceber porquê — como se já tivesse acontecido, e eu estivesse só a olhar para trás a explicar. Chama-se pré-mortem, uma técnica criada por Gary Klein e publicada na Harvard Business Review, que ajuda a identificar riscos reais melhor do que perguntar "o que pode correr mal". Neste episódio partilho as razões que imaginei — algumas mais fáceis de admitir do que outras — e o que vou mudar, agora, ainda a tempo. No fim, desafio-te a fazer o mesmo exercício com o teu próprio projeto.
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Zero to One. Zero to CEO. O título deste livro sempre me incomodou — parecia que estava a citar Peter Thiel sem querer, há 33 episódios. Esta semana li o livro a sério e testei as ideias contra a minha realidade, em vez de as aceitar ou rejeitar sem pensar. Neste episódio explico a tese central — porque competir é para perdedores e construir um monopólio é o objectivo — onde acho que Thiel tem razão (o nicho absurdamente específico que escolhi para a Oryon), e onde acho que erra completamente para quem não tem o capital e o mercado de Silicon Valley. Primeiro episódio do novo formato de agosto — mais longo, um por semana, à quinta.
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No episódio passado falei sobre o peso de levar "nãos" no outreach e a dúvida que fica quando as respostas negativas se acumulam. Hoje partilho o sistema prático e direto que montei esta semana para fazer essa rejeição servir para alguma coisa. Inspirado num princípio simples de engenharia que uso na Oryon Studio — tratar erros como dados em vez de fracassos —, explico como comecei a registar, categorizar e analisar cada resposta negativa e cada silêncio. Neste episódio desmonto a ideia de que todos os "nãos" são iguais, mostro o método de quatro passos para identificar padrões na abordagem comercial e partilho a minha maior descoberta dos últimos dias: a diferença entre ter um problema no produto e ter um problema nos primeiros trinta segundos de conversa. Uma reflexão prática sobre como deixar de sentir a rejeição como um peso cego e começar a usá-la como informação para ajustar o próximo passo.📩 [email protected] | 📱 @tmagalhaes9 | 🔗 Oryon
Esta semana levei mais um não. Não foi o primeiro, e não vai ser o último. Já perdi a conta a quantos "não", "agora não é boa altura" e silêncios completos recebi desde que comecei o outreach para a Oryon. Neste episódio falo sobre o que a rejeição repetida faz à cabeça — a voz silenciosa que aparece depois de várias semanas a duvidar do produto, da ideia, e de mim próprio. E partilho a distinção que mais me tem ajudado: separar a rejeição do produto da rejeição pessoal, que a cabeça, por defeito, trata sempre como a mesma coisa.
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No ano passado nasceram em Portugal 247 mil empresas. Somos o terceiro país da União Europeia que mais empresas cria. Parece uma excelente notícia — até se olhar para o que essas empresas realmente são. Segundo o INE, as empresas individuais representam dois terços de todas as empresas portuguesas e geram apenas 3,4% da facturação do país. Representam 22% das pessoas ao serviço, mas só 1,9% do pessoal remunerado — porque quem trabalha é o próprio dono, e não há salário, há o que sobrar no fim do mês. Neste episódio explico a diferença entre abrir uma empresa, criar um emprego para ti, e construir uma organização que funciona sem ti. Com um teste simples que podes fazer em trinta segundos — e que a maioria das pessoas nunca fez ao próprio negócio. Não é sobre startups. É para qualquer pessoa que já pensou em trabalhar por conta própria.📩 [email protected] | 📱 @tmagalhaes9 | 🔗 Oryon
Há dias em que sinto que estou atrasado. Atrasado em relação a quê? Não sei dizer — ninguém me deu um prazo. Mas a sensação está lá, todos os dias. Esta semana descobri que os dados dizem o contrário do que sinto. Um estudo do MIT, da Northwestern e da Wharton, com dados reais de 2,7 milhões de pessoas que criaram empresas, mostra que a idade média de quem funda as empresas que mais crescem no mundo é 45 anos — não 25. Neste episódio falo sobre a régua que usamos para nos medirmos, de onde ela veio, e porque quase sempre estamos a compará-la com a pessoa errada. Não é um episódio sobre empresas. É sobre uma coisa que quase toda a gente da minha idade sente e ninguém tem coragem de dizer.
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Há uma pergunta que evito fazer sobre a Oryon: será que estou a construir algo que vai custar postos de trabalho? Os números são reais e citados por nome — Oxford Economics, MIT, Acemoglu-Restrepo, McKinsey. O saldo global pode ser positivo. Mas 56% dos trabalhadores deslocados por automação nunca conseguem transitar para um novo emprego, mesmo quando existe vaga próxima. Neste episódio examino, sem conforto fácil, o que isto significa especificamente para a Oryon — e assumo três compromissos públicos e concretos, incluindo recusar clientes cujo único objectivo seja cortar pessoal.
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Steven Bartlett disse recentemente que duas taças de vinho lhe arruinaram três dias de vida — ele sabe disso porque tem um Whoop no pulso, a medir tudo. Eu não tenho Whoop. Não porque não queira — porque estou a queimar poupanças para construir a Oryon, e esse dinheiro tem outro destino. Neste episódio falo sobre a diferença entre energia como luxo tecnológico e energia como sobrevivência sem orçamento nenhum. O que realmente uso — sem gadgets, sem suplementos caros — e porque optimização é fase para quem já não está só a tentar sobreviver.
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Oitenta e oito por cento das empresas dizem que usam inteligência artificial. O Census Bureau dos Estados Unidos — que mede uso real, não intenção — encontrou vinte por cento. Sessenta e oito pontos de diferença. Chama-se o AI Reality Gap, e ninguém em Portugal está a discuti-lo. Neste episódio explico de onde vem essa distância, porque é ainda maior na indústria (80% das fábricas americanas sem qualquer automação), e porque Portugal — sem dados públicos sobre isto — está provavelmente ainda mais atrás. E explico porque é exactamente nessa distância, entre o que se acredita e o que se faz, que a Oryon aposta tudo.
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Nunca respondi a esta pergunta neste podcast: em que momento desisto da Oryon? Não retórica — uma resposta real, com três critérios concretos que defini para mim mesmo. Também é o primeiro episódio em vídeo do Zero to CEO. Sem filtros, como sempre — só desta vez também com câmara.
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