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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Cafezinho 512 - O calo do dono
    No grupo do Telegram da Confraria Café Brasil, exclusiva para assinantes, surge um comentário do Joney, que levanta uma questão muito interessante. Ele diz assim: “Não sei se era sua intenção, mas diante do que escreveu lembrei de algo que tenho refletido e pensado, que é agir diferente dentro das minhas possibilidades limitadas, é claro. As vezes vale mais a pena comprar fora da Amazon, mesmo com o valor um pouco mais caro do que encher o rabo dessas Big Techs com mais dinheiro. Pediu comida para entrega, comprou na loja local, se possível pague um pouco a mais especialmente como gorjeta. Essa é uma forma de multiplicação de dinheiro, as vezes aqueles 20 reais para o motoboy tem proporção grande na renda dele e pode não te apertar. Comprar dos pequenos acho tão importante, pois corre o risco de no futuro livros ou produtos que ferem as "diretrizes da comunidade" deixem de estar disponíveis.” O Joney levanta duas lebres importantes: a distribuição de nosso dinheiro para a comunidade próxima, em vez de encher as burras das Big Techs... e a nutrição das alternativas de distribuição que a cada dia desaparecem, deixando nas mãos de meia dúzia de grandes empresas o poder de distribuir só aquilo com que elas concordam. Do jeito que fazia a mídia pré internet e que agora as Big Techs tentam fazer com seus algoritmos: não fuja dos temas e abordagens permitidos pela patota ou você será cancelado. Na verdade, trata-se da mesma questão, que diz respeito ao pêndulo que saiu de um extremo e está chegando no outro. Por muito tempo nos queixamos que não tínhamos liberdade de escolha, que éramos colonizados pelos conteúdos que meia dúzia de empresas distribuíam, que faziam com que a sociedade não tivesse liberdade de escolha e, portanto, seguisse uma cartilha hegemônica. Aí surgiu a internet. E as redes sociais. E por duas décadas acreditamos que estávamos livres para consumir e dizer o que quiséssemos. Até que a politização da sociedade e a pandemia revelaram a verdade: temos sim, mais liberdade. Desde que não pisemos no calo do dono da Big Tech. Passou da hora de nos preocuparmos com isso.   Vou continuar o raciocínio neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=YeNTCi5pUVM   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Cafezinho 511 - Estupidez induzida
    Li uma matéria dando conta de que ao longo do século 20, os cientistas notaram que o QI da humanidade estava subindo. Esse aumento na pontuação média de QI ficou conhecido como Efeito Flynn. A cada década, relata o Techs Times, a média de inteligência medida aumentou cerca de três pontos. Os especialistas acreditavam que esse aumento impressionante se devia a uma melhor educação, melhor nutrição e melhores cuidados de saúde. Mas num estudo recente, pesquisadores do Ragnar Frisch Center for Economic Research da Noruega analisaram 230.000 resultados de QI de homens que ingressaram no serviço nacional entre 1970 e 2009. E descobriram que, para cada geração, a pontuação caiu cerca de sete pontos em média. O efeito Flynn parece ter sido revertido. Isso não significa exatamente que estamos ficando mais burros. Mas o resultado é preocupante. O autor do artigo diz: “Vivemos em um mundo onde temos todos os tipos de conhecimento ao nosso alcance. Temos fácil acesso aos fatos e podemos nos educar com alguns cliques simples em nossos telefones e computadores. Então, por que isso está acontecendo?” E o blogueiro e economista da Marginal Revolution, Tyler Cowen, disse: “Em outras palavras, começamos a construir um ambiente mais indutor de estupidez”. Mas os cientistas ainda estão lutando para encontrar a causa. Bem, eu lancei em 2004 meu livro Brasileiros Pocotó onde cantava a bola: a continuar aquela quantidade de bobagem despejada pela mídia sobre uma juventude incapaz de julgar e tomar decisões, por uma educação deficiente, o resultado seria catastrófico. Taí. A nível global. Ter acesso à informação não vale de nada se não temos instrumentos intelectuais para transformar essa informação em conhecimento. E isso não vem do nada. Vem do exercício do pensamento, da comparação entre as coisas, da capacidade intelectual. Da ampliação de seu repertório e desenvolvimento da capacidade de julgamento e tomada de decisão. E isso não se consegue com a pisadinha, com a dancinha, com likes e curtidas, com lacração e superficialidade. Criamos um ambiente indutor da estupidez.   A reflexão continua neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=TR-Peejs5RI   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    10 min
  • Café Brasil 832 - Carta aberta ao Brasil revisitado
    Em 2016 viralizou uma carta aberta ao Brasil, que um norte americano que viveu quatro anos por aqui, casou com uma brasileira e depois retornou para os Estados Unidos, escreveu. A carta provocou impacto, mas o enfoque dele não é novo, não. Eu decidi revisitar esse programa para que possamos refletir sobre o que ele disse em 2016, e ver se melhoramos de lá para cá.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    27 min
  • Café Com Leite 11 – Sócrates Saiu Da Caverna
    Nos dois últimos episódios deste podcast nós falamos do Mito da Caverna de Platão e comentamos que algumas pessoas saem da caverna e voltam para contar como é lá fora, lembra? Hoje vamos falar de uma dessas pessoas, o filósofo Sócrates, que tentou mostrar aos outros as verdades que viu fora da caverna.  See omnystudio.com/listener for privacy information.
    15 min
  • Cafezinho 510 - Ingênuos, céticos e cínicos
    Ao longo de minha carreira, aprendi a avaliar as expressões das pessoas naquelas reuniões de anúncio das novas estratégias. Tinha os novinhos, que não faziam ideia do que estava acontecendo e mostravam-se extasiados com aqueles planos que aconteceriam por mágica. Tinha os pragmáticos, que estavam preocupados com o impacto das mudanças em seu dia a dia. Tinha os mais velhos, os cínicos e os céticos, que estampavam no rosto aquela expressão de “pô, já vi isso antes. Nunca deu certo. Em algumas semanas tudo vai voltar ao normal, sempre foi assim. Que perda de tempo.” O maior desafio foi sempre trazer os céticos para o lado bom da força, para o comprometimento com o que devia ser feito. Com os cínicos não havia muito a ser feito. Normalmente já sabíamos quem eram e o trabalho era de isolá-los. A minha postura sempre foi assim:
    1. Primeiro eu conversava com os céticos individualmente, os provocava para que colocassem para fora suas objeções e ia tentando trabalhá-las. Se precisassem de algo, e esse algo fosse factível, cabia a mim garantir que obtivessem.
    2. Depois eu os mantinha em observação. Para isso contava com outras pessoas que estavam comprometidas e nas quais eu confiava.
    3. Se fosse o caso, eu isolava os cínicos. Transformava-os em ferramentas, que eu só usava quando precisasse. E tomava todo o cuidado para que sua peçonha não envenenasse os ingênuos.
    4. A cada indicador de sucesso da nova estratégia, eu fazia questão de evidenciar para os cínicos. Era como uma vacina que era ministrada aos poucos. Dava trabalho, mas a gente ia dobrando os caras.
    - Pô, Luciano, mas por que não mandava embora? Porque essa solução simplista nem sempre é a correta. Muitos dos céticos eram técnicos experientes, cujo trabalho junto aos clientes tinha um valor extraordinário. Perdê-los seria mais prejudicial do que tentar transformá-los. E no fim é isso mesmo, o papel da liderança é interpretar as expectativas e carências de cada um e tentar ajustá-los ao grupo.   A reflexão continua neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=O0Qj69pj5qY   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Cafezinho 509 - A moça da Gol
    Cafezinho 509 – A moça da Gol Como todo viajante aéreo frequente, sempre escolho assento no corredor. Se tiver que ir ao banheiro não atrapalha ninguém e na hora de sair é mais rápido. Quando o check in pela internet funciona é formidável, pois marco em casa o meu assento. Mas nem sempre é assim. Uma vez embarquei pela TAM de Passo Fundo para São Paulo, com mudança de voo em Porto Alegre. No embarque, a surpresa: – Vamos emitir seu bilhete com os dois trechos, mas não podemos marcar o assento de Porto Alegre para Congonhas. É claro que o maldito computador marcou a poltrona do meio. Protestei e ouvi: – É o sistema. Três dias depois eu estava em Florianópolis, embarcando para São Paulo pela Gol. Como eu chegaria muito cedo, deixei pra marcar assento no aeroporto e dancei. Só tinha lugar no meio… A atendente, vendo minha decepção insistiu com o “sistema”, e nada. Então, sem eu pedir, ela disse que ia ver lá dentro. A atendente da Gol não precisou que eu ficasse nervoso, simplesmente tomou a iniciativa de ir lá atrás dar uma olhada. No minuto seguinte voltou sorridente: – Consegui! O senhor se importa de viajar na primeira fileira? Claro que não. Enquanto ela emitia o cartão de embarque peguei um exemplar de meu livro Nóis, fiz uma dedicatória e entreguei para ela, a Rita.   – Pra você. Pela atitude. Ela agradeceu feliz, eu saí feliz e o próximo passageiro chegou para ser atendido, dando de cara com o enorme sorriso da Rita feliz. A moça da Gol não sabia se conseguiria resolver meu problema, mas tomou uma atitude:  foi atrás. Sem que eu pedisse. Demonstrou assim que se importava comigo, que estava atenta a meu conforto, que queria que eu ficasse satisfeito. Só faltou dizer que me amava! Se a Rita não tivesse conseguido o corredor, eu teria embarcado no meio, conformado, mas sinceramente agradecido a ela por tentar. Entendeu a mágica? Resolva o problema do cliente. Mas antes de qualquer coisa, faça com que ele perceba que alguém se importa com ele. Esse truque, que nada mais é que uma demonstração de civilidade, muitas vezes transforma limões em limonada.   A reflexão continua neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=4rwJNFGTmsA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Café Brasil 831 - Nossos problemas
    Problemas, problemas, problemas.... todo mundo tem problemas. Hoje vamos tentar descobrir como lidar com problemas, por que é tão importante entender os “problemas”, como eles são e pelo que são. Nosso relacionamento com problemas pode ser o problema. Como lidar com isso?See omnystudio.com/listener for privacy information.
    30 min
  • Café Com Leite 10 – Saindo da Caverna
    No episódio anterior contamos a história do Mito da Caverna, do filósofo Platão. Hoje vamos dizer o que acontece quando alguém sai da caverna e vê o mundo exterior! Você vai adorar!See omnystudio.com/listener for privacy information.
    21 min
  • Cafezinho 508 - Mais do mesmo
    Compartilhei no Facebook um texto de Rafael Rez que merece ser usado neste Cafezinho. Diz assim: O TikTok está aos poucos estragando todas as plataformas digitais. O Twitter criou recentemente uma timeline baseada em vídeos curtos. O Instagram mudou completamente a proposta inicial para vídeos curtos e stories em vídeos. O Youtube começou a dar um destaque desproporcional aos shorts, dando um tiro no próprio pé e forçando os criadores de conteúdo que sempre apostaram em vídeos mais profundos a criar vídeos curtos de entretenimento. Pouco a pouco cada plataforma vai perdendo seu caráter de exclusividade, sua proposta de valor original e matando seu diferencial. Estão todas querendo copiar o modelo atual da moda e corrompendo aquilo que as tornava únicas. No passado a Volvo já foi reconhecida pelos carros seguros, a Mercedes pelo status e a Land Rover pelos utilitários. Hoje todas as marcas de carro tentam ser tudo ao mesmo tempo e nenhuma tem mais um espaço exclusivo na mente do cliente. Aos poucos estamos vendo a padronização de todas as redes sociais, vai ficando tudo igual e sem exclusividade. O desespero pelo curto prazo matando a estratégia de longo prazo estraga qualquer negócio, seja físico ou digital. Quem não aprende as lições do passado fatalmente cometerá os mesmos erros no futuro. Uma pena ver isso acontecendo. Vou continuar a reflexão neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=XTFtYvIfEfI   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    11 min
  • Cafezinho 507 – O monstro é ...ista
    Eu voto para presidente desde a eleição de Collor em 1990. Votei no Collor, no FHC, no Serra, no Alckmin, no Serra de novo e no Aécio. Quando a gente diz esse nomes hoje em dia, a reação de qualquer é Bleargh!!!! Pois é... mas quando lembramos da alternativa... Nunca fui chamado de Collorista, FHcista, Serrista, Alckmista ou Aecista. O nome do político no qual votei nunca foi rótulo ou serviu para definir minha competência ou meu caráter. Era simplesmente uma escolha entre duas que se apresentavam. Mas aí veio Bolsonaro. E de repente – póu! - Bolsonarista. E pessoas passaram a julgar meu caráter pelo voto que dei. Olha, eu sou corinthiano e sempre que Lula alardeava que também era, eu me incomodava. Mas fazer o quê? O fato dele torcer pelo mesmo time que eu não fazia com que eu fosse igual ou pensasse como ele. Deus me livre.   Mas agora... as pessoas ficam procurando criminosos que tenham votado em Bolsonaro, para dizer “só podia ser bolsonarista, igual você!” Viu o tiroteio de Foz do Iguaçu? Pois é. Foi um bolsonarista que atirou num petista. Percebe? “Bolsonarista” é um rótulo definidor de caráter. Numa sociedade onde as pessoas se estapeiam para gritar “chega de segregação!”, “somos todos iguais!” “não importa a cor da sua pele, sua preferência sexual ou seu gênero!”, somos todos iguais, entendeu? I-guais! Menos os bolsonaristas. E aí apareceu em São João do Meriti – Rio de Janeiro, um monstro disfarçado de anestesista estuprando mulheres no momento do parto. E a turma correu pra saber em quem ele vota. Deu Ciro Gomes. Mas ah, se desse Bolsonaro... Chegamos a um estado das coisas em que o sujeito é mais ou menos monstro dependendo de em quem ele votou. Você consegue perceber a estupidez desse raciocínio? Aliás, isso é raciossímio. Bem, vou continuar a reflexão neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=80N7BAEtx6c   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min