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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Café Brasil 830 - Adultecer
    Adultecer nada mais é que virar... adulto. Vivemos um tempo em que a linha entre a infância e a idade adulta está mais tênue do que nunca. Para todo lado, adolescentes de 30, 40 e até 50, 60 anos... Afinal, o que é que faz as pessoas virarem adultas, hein? Cuidado pra não derrubar o disjuntor no episódio de hoje...See omnystudio.com/listener for privacy information.
    38 min
  • Café Com Leite 9 – Cobra-Kai e o Mito Da Caverna
    Na história do mundo, muitas pessoas se dedicaram a estudar o que é viver a vida, o que é verdade e mentira, como pensamos, como nos relacionamos. A essas pessoas nós chamamos de filósofos, e conhece-los nos ajuda a compreender melhor a vida e nos prepararmos para ela. É sobre os filósofos, que vamos falar hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    23 min
  • Cafezinho 506 – O cagonauta
    Vou retomar aqui um de meus textos que se tornou clássico... e que agora interpretei sob o olhar da incivilidade: O Cagonauta. O Pereira me contava das dificuldades em conseguir que seus funcionários fossem mais eficientes. A turma não tinha senso de urgência nem de propriedade; ele tinha de ficar o tempo todo em cima para que as coisas acontecessem. O pessoal só trazia problemas, seus gerentes eram medrosos e ele estava a ponto de mandar a maioria embora e procurar gente mais competente. O Pereira dirigia sua empresa com mão de ferro, quando entrava na sala as pessoas se encolhiam. Ninguém queria ser a vítima do dia, desmontada ao cometer um erro ou emitir uma palavra mal colocada. A única coisa que todos seus funcionários tinham em comum era…Medo. Medo do Pereira. O Pereira era um cagonauta. Cagonautas são os sujeitos que passam a vida rodeados de cagões. E os bons cagonautas cumprem pelo menos quatro regras:
    1. humilham os subordinados;
    2. punem quem traz as más notícias;
    3. castigam quem falha na primeira tentativa;
    4. não dão espaço para a comunicação franca.
    Cada vez que o Pereira humilhava um funcionário na frente dos outros 50, criava 51 cagões. Ninguém queria ser o próximo a ser esculhambado, portanto o melhor é não se expor, ficar quieto no seu canto, escondido. Quando alguém cometia um engano, era trucidado pelo cagonauta e deixava de ter iniciativa própria. Ninguém queria correr riscos. Quem é que seria besta de levar a má notícia ao Pereira? Melhor deixar o tempo passar… E o problema ia crescendo, crescendo… Quando chegava ao conhecimento do cagonauta, era tarde demais, já estava fora de controle, não dava pra corrigir. E o Pereira bradava: – Bando de incompetentes! Olha, canso de encontrar cagonautas por aí, e nenhum deles percebe que são eles que criam o monte de cagões incompetentes que os circundam! Se o seu chefe é um cagonauta, tome cuidado. Ele está te treinando para ser um…Cagão!   Vou continuar a reflexão neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=AoTEv3oDntE   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    7 min
  • Cafezinho 505 - A república dos ogros
    A palavra incivilidade é derivada do significado latino "não oriundo de um cidadão". Civilidade, portanto, compreende a forma como a pessoa gostaria ou acha que deveria ser tratada e como ela trata o próximo. Os atos de incivilidade não são violências físicas, mas sim “pequenas violências” que comprometem a chamada conduta socialmente desejável, ou seja, a interação civilizada entre as pessoas. Existe um consenso geral de que houve um aumento na descortesia e incivilidade nos últimos 20/30 anos, mas não há concordância quanto aos motivos desse aumento. A maioria dos especialistas sugere uma combinação de fatores individuais, familiares e organizacionais que contribuem para esse aumento. Por exemplo: os trabalhadores de hoje estão simplesmente estressados, porque muitas vezes são convidados a fazer mais trabalho e geralmente recebem menos suporte de suas lideranças. O local de trabalho também se tornou mais diversificado. Trabalhadores de diferentes origens podem reagir de forma diferente às situações. Os comportamentos que uma pessoa pode perceber como "frios" ou "grosseiros" podem ser vistos de forma diferente por outro indivíduo. Acabo de ler um post de um viajante falando de como ficou encantado com a cidade de Praga, capital da república Checa. Ao mesmo tempo, a pessoa se revelou assustada com a grosseria com que foi tratada nas lojas, restaurantes e hotéis. Qualquer pergunta era respondida com grosseria. O que a incomodou a princípio, logo se revelou um traço cultural daquele povo. O que para nós, no Brasil é considerado simpatia, gentileza, para eles é considerado bajulação e tentativa de obter benefícios. Em outras palavras, há também um elemento de subjetividade para a percepção da grosseria, assim como a beleza é nos olhos do espectador. Há quem defenda que o aumento da grosseria e incivilidade pode ser atribuído à família e ao efeito da tecnologia, como a televisão e a internet. Em nossa sociedade tecnologicamente focada, somos cada vez mais competentes para lidar com máquinas e software, e menos para tratar uns com os outros. E já vi pesquisas que indicam que o indivíduo grosseiro no trabalho é três vezes mais propenso a estar em uma posição mais alta do que o indivíduo que sofre a descortesia. É mole? Talvez por isso a sensação de que vivemos numa república de ogros.   Vou continuar a reflexão neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=z23Y3KS6iQc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min
  • Um convite para você
    Vem aí a Live de lançamento da segunda temporada do Podcast Café Com Leite. Será dia 12/7 a partir das 18 horas. Vamos contar detalhes, falar dos bastidores, trazer alguns convidados e muito mais! Marque presença acessando o http://podcastcafecomleite.com.br  See omnystudio.com/listener for privacy information.
    2 min
  • Café Brasil 829 - Treine a mente!
    O cérebro é como um músculo, se não se exercita, atrofia. E os músculos mentais não se desenvolvem sozinhos. Em vez disso, você deve treiná-los ativamente em um programa de treinamento mental estruturado e consistente. Somente fortalecendo esses músculos mentais você terá a chance de dar o seu melhor, obter os resultados desejados e alcançar seus objetivos atléticos. Vamos nessa hoje?See omnystudio.com/listener for privacy information.
    28 min
  • Cafezinho 504 – (Des)honestidade intelectual
    Outro dia, alguém me perguntou como faço para lidar com os comentários discordantes em redes sociais. E eu disse prontamente: desde que eu perceba que a discordância da pessoa foi educada e ela sinceramente está exprimindo um ponto de vista, trato com educação e genuinamente interessado em compreender seu ponto. Alguém que me escreve discordando educadamente, está interessada em que eu produza o meu melhor. Então precisa ser bem recebida. O que não aceito é a falha de caráter. É alguém começar um raciocínio baseado numa premissa falsa, na desonestidade intelectual, numa notícia evidentemente manipulada, e a partir daí desfilar argumentos. Eu paro a leitura imediatamente, não perco meu tempo com a desonestidade intelectual. Sabe por quê? Porque mesmo num debate entre pontos de vista diferentes, tem de haver uma ética. Que parta do princípio de que os dois lados estão sendo honestos aos fatos. Tudo bem interpretar os fatos de forma diferente, é assim mesmo que funciona, mas eu disse in-ter-pre-tar. A pessoa tem contato com o fato e tira dele suas conclusões. E aí parte para o debate sobre suas conclusões. Mas o fato não muda. James R. Schlesinger, que foi Secretário de Defesa dos Estados Unidos nas gestões Nixon e Ford, disse uma frase sensacional: “Todos têm direito à suas próprias opiniões, mas não a seus próprios fatos.” Por isso, na tal ética do debate, é fundamental exercer a humildade do “essa é a minha opinião”, “foi isso que eu concluí”, “é isso que eu acho”. Entendeu? Assumir a responsabilidade por sua opinião, e não pelo fato. Vou continuar a reflexão neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=NW3OyKdBBa4   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    10 min
  • Cafezinho 503 - Quantos anos eu tenho
    Acabo de completar 66 anos de idade. Sessenta e seis... Aproveito para agradecer os parabéns que tantos enviaram. Em aniversários, as reflexões vêm em enxurradas. Quero abrir este vídeo com um texto de José Saramago, chamado “Quantos anos tenho?”, que traz uma perspectiva interessante sobre esse tema... Ele diz assim: Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo. Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança. Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia. Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas… Valem muito mais que isso O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?! O que importa é a idade que sinto. Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios. Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto.   Esta reflexão continua neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=QKjbRNBikCg   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min
  • Café Brasil 828 - O catalisador
    Todo mundo tem alguma coisa que quer mudar. Os marqueteiros querem mudar as opiniões de seus clientes, e os líderes querem mudar as organizações. As startups querem mudar de setor e as organizações sem fins lucrativos querem mudar o mundo. Mas mudar é difícil. No episódio de hoje, reproduziremos um Podsumário que foi distribuído exclusivamente pra assinantes do Café Brasil. Tenha bom proveito!See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 14 min
  • Cafezinho 502 – Prenda o elefante!
    No Cafezinho anterior falei do trabalho de Jonathan Haidt, e da imagem do pequeno ginete que controla o poderoso. Assista ouça lá. Haidt cinco tipos de fundamentos morais para pessoas, que elege a política moral, que define cinco tipos de fundamentos morais para pessoas. Veja em qual você se encaixa: Moralizador 1: Danos. Sobre se a pessoa fornece ou alivia danos. Favorece virtudes como bondade, gentileza e preconceito, e desaprova vícios como crueldade e agressão.  Moralizador 2: Justiça. Sobre justiça e reciprocidade. Sobre agir com justiça em relação nas trocas e outras recíprocas. Prefira o altruísmo ea cooperação e desaprova a ganância e a ingratidão. Moralizador 3: Grupo. Sobre fidelidade ao grupo. Sobre se sacrificar ou não por outros membros do grupo. Fidelidade e patriotismo como virtudes e deslealdade e divergência como diferenças. Moralizador 4: Autoridade. Sobre autoridade e respeito. Sobre o respeito às estruturas organizacionais, às instituições e seus líderes. Vê o respeito, o direito a ser feito como virtudes e considera subordinação como vícios. Moralizador 5: Pureza. Sobre pureza e santidade. Sobre práticas do corpo que causam repugnância e doenças físicas e práticas, como a religiosidade que ajudam a proteger uma alma. Vê a castidade, piedade e espiritualidade como virtudes e gula, inveja e ira como vícios. Bem, a Texas Tech University tem uma página na qual você pode fazer seu teste para saber em qual desses cinco tipos de moralizadores você se submete. Está em inglês e vou colocar o link na descrição deste episódio. https://www.idrlabs.com/morality/6/test.php Conforme os testes que Haidt fez com seus estudantes Justiça, a turma progressista, da esquerda, está mais ligado aos moralizadores Dano que Autoridade ou Pureza. Já os mais à direita, dam mais importância aos moralizadores Grupo e do que a Dano e Autoridade. Tá bem feito com estudantes, a garotada cheia de estudantes como o mundo e disposto a mudar o que não seja porrada, e não com senhores eu. E descobri que me basear nos moralizadores de Haidt, sou de esquerda. Vou ter de prender meu elefante. Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=2s0bkBykdLo   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a seu processo de determinação e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    11 min