Os vereadores de Jaguaruna reprovaram, nesta semana, um projeto de lei de origem do executivo que criaria mais cargos comissionados. Foram oito votos contrários e dois votos favoráveis. Em entrevista a Marcus Vinícius, no Jornal da Rádio Cidade - Edição das 13h desta quinta-feira (28), o vice-presidente da Câmara de Vereadores, Joel Vitor de Souza (MDB), explica que o PL criava uma vaga de procurador e outras quatro de diretores. Ele ainda detalha que o executivo esteve no legislativo apresentando o projeto, houveram solicitações de mudanças por parte dos vereadores, mas o município não acatou e enviou o projeto para a Câmara sem nenhuma alteração, então foi reprovado.
Um dos principais motivos para o projeto não ter sido aprovado, foi a criação do cargo de procurador com um salário de R$ 11,4 mil. De acordo com Joel, hoje o município possui dois assessores jurídicos e precisa de mais amparo nesta área, mas os vereadores não acharam que a criação deste cargo seria a opção mais adequada, e sim a contratação de mais um assessor.
“Analisamos e enxergamos que municípios do tamanho de Jaguaruna, não possuem seus procuradores”, comenta. Ele também compara que, o município de Tubarão, que tem cerca de 20 mil habitantes, está contratando um procurador por R$ 4,1 mil e o Jaguaruna faria, que tem apenas 20 mil moradores, faria essa contratação por mais que o dobro do valor (R$ 11,4). “Identificamos que a contratação de mais um assessor jurídico é muito mais favorável para a população, pela agilidade e resposta mais rápida”, destaca.
Em relação aos cargos de diretores, Joel afirma que os vereadores sugeriram que a criação destes postos fossem separados em outros projetos, para que a aprovação não fosse prejudicada. “O executivo ainda entendeu que deveria ser daquela forma, houve uma persistência muito grande do executivo, por esse e por outros, foi reprovado”, aponta.