Um projeto de alerta ao feminicídio foi apresentado na Fundação Municipal de Cultura, a apresentação será através de uma releitura artística. Quem apresentou a ideia a pasta foi a Psicóloga da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Tubarão, Clarissa Enderle Silva. Em entrevista a Isadora Zarbato, no Estúdio Cidade desta segunda-feira (18), ela explicou como será a exposição:
“Lembrando que feminicídio é um agravante do homicídio, isso foi criado em 2015. De lá para cá, baseados nos boletins de ocorrência, foram registrados 356 feminicídios, em média 55 por ano. A nossa ideia é homenagear essas mulheres, vamos entrevistar as vítimas sobreviventes e familiares e a partir disso vamos produzir uma exposição de telas e um vídeodocumentário”.
A psicóloga explicou que visitará diversos municípios catarinenses, iniciando por Tubarão. A psicóloga ainda explica que articula outras parcerias para levar adiante o projeto, previsto para ser disponibilizado ao público em meados de novembro deste ano. “Queremos agora conseguir um patrocínio, cada quadro custa de R$ 600 a R$ 800 e queremos produzir 20 telas”, complementa.
O objetivo será o de promover a sensibilização, reflexão, denúncia, prevenção, atenção às vítimas de feminicídio e seus familiares por meio da linguagem imagética, enquanto forma de expressão artística, capaz de mediar uma realidade imposta a partir da violência, e operar a uma ressignificação desse real problema social.