Na manhã desta terça-feira (12), por intermédio da 2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção de Tubarão (DECOR/PCSC), a Polícia Civil de Santa Catarina realizou mais uma fase da operação que apura a suspeita de delitos ligados às contratações de informática no município de Sangão, no Sul do Estado.
A 3ª fase da operação “Vale do Silício” cumpriu dois mandados de busca e apreensão, sendo um em residência e outro na Prefeitura do município, locais onde os policiais civis apreenderam telefones celulares e outros dispositivos de informática, que serão periciados e analisados nos próximos dias, além de dinheiro em espécie sem origem justificada.
Em entrevista a Marcus Vinícius, no Jornal da Rádio Cidade - Edição das 13h desta terça-feira (12), o delegado da 2ª Decor, Gustavo Muniz, conta que ainda em fevereiro foi realizada a operação “Cartel do Silício”, com o cumprimento de outros sete mandados de busca e medidas cautelares diversas da prisão.
Neste processo, que tramita perante o Tribunal de Justiça de Santa Catarina em razão de prerrogativa de foro, também foi decretado o afastamento cautelar do prefeito pelo prazo de 45 dias. Além de dar cumprimento à medida, a Polícia Civil comunicou a Câmara de Vereadores do município para as providências cabíveis.
“É uma operação que já vem desde o ano passado, em agosto de 2021, e versa sobre fraudes em licitações e conexos, desvios de recursos, peculato e corrupção e possivelmente organização criminosa em certames do ramo de informática”, afirma Gustavo. Ele relata que são mais de 30 processos, com nove mandados, nove mandados de busca e apreensão, oito prisões, dois afastamentos de servidores e obteve o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 1,1 milhão.
De acordo com o delegado, agora a Polícia Civil deve ouvir os envolvidos e fazer análise do material apreendido após a liberação da polícia científica. Ele também explica que o inquérito ainda não foi concluído, então ainda não há pessoas indiciadas. "Acredito que nos próximos dias teremos um desfecho, mesmo que não seja total”, avalia.
A operação desta terça (12) contou com a participação de peritos da Polícia Científica de Santa Catarina e o apoio da Delegacia de Trânsito, Crimes Ambientais e do Consumidor (DTCA) da PCSC de Tubarão.