O prefeito de Imbituba, Rosenvaldo da Silva Júnior, e o prefeito de Laguna, Samir Ahmad, estiveram reunidos, na tarde desta quinta-feira (07), para tratar de um assunto que se arrasta há décadas: o limite territorial entre os dois municípios dentro do bairro de Itapirubá. Na reunião, também estiveram presentes, o vice-prefeito Clésio do Marcão, o Presidente da Câmara, Elísio Sgrött, os vereadores de Imbituba, Eduardo Faustina e Rafael Melo, o vereador de Laguna, Kleber Roberto Lopes, bem como, os representantes dos setores jurídicos de ambas as prefeituras.
Segundo o prefeito Samir Ahmad, essa é uma situação que se arrasta há muito tempo e precisa de uma definição. “A questão não boa pra ninguém, muito menos para a população que vive a indefinição territorial. Tudo precisa ser medido, para que haja um caminho que resguarde o direito do cidadão que mora em Itapirubá”, reiterou o Chefe do Poder Executivo de Laguna.
Em entrevista a Marcus Vinícius, no Notícias da Cidade Edição de Sábado (9), Rosenvaldo conta que ficou definida uma comissão com membros dos setores jurídico, de administração, e planejamento das duas prefeituras. Representantes das Câmaras de Vereadores também farão parte do grupo de trabalho. “Vão estudar historicamente o que diziam as leis e estudarem o atualmente o que ficariam melhor entre as cidades”, afirma. Ele também destaca a importância dos municípios chegarem a um acordo em relação ao assunto. “Procuramos um entendimento para um problema que se arrasta há tantos anos. O prejuízo maior é para a comunidade. Muitos frequentadores de Itapirubá sabem da dificuldade que se tem de não saber se quem atende é Imbituba ou Laguna”, declara.
Rosenvaldo destaca ainda que esta definição não depende exclusivamente dos município, a situação deve ser aprovada por uma lei estadual. “Buscamos um entendimento para que a gente entre em acordo e defina o local correto dessa divisão, assim é mais fácil chegar ao governo estadual”, avalia. Ele diz que também é necessário a aprovação de outros órgãos competentes, então o processo pode demorar um pouco. “Se tiver um bom entendimento podemos caminhar bastante neste ano e talvez no ano que vem a gente possa ter alguma definição”, comenta.