Uma licitação de artigos didáticos esportivos, da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), precisou ser cancelada por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A notícia acabou repercutindo de forma negativa em todo o estado no início desta semana.
Em entrevista a Marcus Vinícius, no Jornal da Rádio Cidade - Edição das 13h desta terça-feira (1), o presidente da Fesporte, Kelvin Soares, esclarece sobre o assunto. Ele conta que surgiram informações de irregularidades no edital e que uma das empresas que participou do processo denunciou que as compras dos materiais foram feitas em um único lote e não separadas pelas modalidades esportivas. O presidente reconhece que realmente houve o cancelamento do processo, mas afirma que a Federação não efetivou a compra. “No momento que houve o pedido de suspensão, nós imediatamente já cancelamos a licitação. Não teve prejuízo de ninguém”, ressalta.
Kelvin ainda conta que, em um levantamento feito pela pasta, a Fesporte identificou o edital de junho de 2017, no valor de R$ 8,2 milhões para a compra dos materiais. Ele detalha que, na ocasião, o documento foi editado. “Os lotes foram separados, criando assim, no nosso ponto de vista, a oportunidade de concorrência. Não era um único lote, como dá a entender as informações que foram repassadas”, declara.
Mesmo com a alteração, o TCE pediu que a homologação do processo fosse suspensa e então a Federação decidiu pela suspensão total da licitação. “Em seguida, no dia 26 de janeiro, houve o cancelamento por parte do Tribunal”, relata. O presidente afirma que as acusações feitas pela mídia, de que a situação foi ocultada, não são verdadeiras. “O TCE fez a publicação no dia 23 de fevereiro”, comenta.