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Katia Pozzer (UFRGS) nos conta neste episódio como abandonou o curso de Química e, no início do curso de História, apaixonou-se pelas aulas de História Antiga Oriental. Essa paixão a levou a uma bela trajetória, em que se destacam as aulas de língua acádica por correspondência com o professor Emanuel Bouzon, o doutorado na Universidade de Sorbonne e a criação do LEAO, o Laboratório de Estudos da Antiguidade Oriental, que congrega pesquisadores de todas das regiões do Brasil (site: www.ufrgs.br/leao; instagram: @leao.ufrgs). No segundo bloco, Katia Pozzer apresenta Naqi’a (e nos ensina, primeiramente, a pronunciar seu nome: a sílaba tônica é “qi’a”!), rainha assíria do século VI-V AEC. Esposa, nora, mãe e avó de reis – dentre os quais o mais conhecido é seu neto Assurbanipal –, foi sempre muito atuante e esteve ligada a questões de política interna. A Rainha-Mãe, como era designada, foi uma mulher de poder, que mandou construir um palácio em homenagem a seu filho, o rei Assarhadon – caso único na história da Mesopotâmia, visto se tratar de uma prerrogativa do poder masculino –, para o qual convidou todo o panteão dos deuses assírios. Não sem razão, em sua representação pictórica, Naqi’a traz à mão um espelho, instrumento não de sua vaidade feminina, mas metáfora de sua condição de ser um reflexo dos deuses na terra.
By Podcast ArchaiKatia Pozzer (UFRGS) nos conta neste episódio como abandonou o curso de Química e, no início do curso de História, apaixonou-se pelas aulas de História Antiga Oriental. Essa paixão a levou a uma bela trajetória, em que se destacam as aulas de língua acádica por correspondência com o professor Emanuel Bouzon, o doutorado na Universidade de Sorbonne e a criação do LEAO, o Laboratório de Estudos da Antiguidade Oriental, que congrega pesquisadores de todas das regiões do Brasil (site: www.ufrgs.br/leao; instagram: @leao.ufrgs). No segundo bloco, Katia Pozzer apresenta Naqi’a (e nos ensina, primeiramente, a pronunciar seu nome: a sílaba tônica é “qi’a”!), rainha assíria do século VI-V AEC. Esposa, nora, mãe e avó de reis – dentre os quais o mais conhecido é seu neto Assurbanipal –, foi sempre muito atuante e esteve ligada a questões de política interna. A Rainha-Mãe, como era designada, foi uma mulher de poder, que mandou construir um palácio em homenagem a seu filho, o rei Assarhadon – caso único na história da Mesopotâmia, visto se tratar de uma prerrogativa do poder masculino –, para o qual convidou todo o panteão dos deuses assírios. Não sem razão, em sua representação pictórica, Naqi’a traz à mão um espelho, instrumento não de sua vaidade feminina, mas metáfora de sua condição de ser um reflexo dos deuses na terra.

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