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Rogério Gimenes de Campos (UNILA) narra sua trajetória interdisciplinar nos campos da História, Filosofia e Letras Clássicas. Comenta suas pesquisas e interesses em autores não canônicos;na medicina antiga. Conversa sobre épodo curativo; a recepção dos estudos clássicos no contexto latino-americano e o platonismo andino. Depois, apresenta a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, localizada em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira. Explica ser um ambiente diverso, multicultural e plurilíngue. Na segunda parte deste episódio, apresenta-nos Heródico de Selímbria, diferencia as leituras de Diels e de Daniella Manetti, explica as menções a respeito de Heródico em Platão (Fedro e República) e em pseudo-Hipócrates (Epidemias).
Alexandre Hasegawa (USP) conta para os ouvintes o seu percurso até as Letras Clássicas e ao Latim. Descreve as atividades e proximidades dos grupos de pesquisa em que atua: VerVe (Verbum Vertere) e LATTIM. Em seguida, comenta sobre os projetos, traduções e coleções da Editora Mnema. Na segunda parte deste episódio, Alexandre Hasegawa apresenta a personagem Virgílio, o poeta latino do século I a.C., que escreveu durante o principado de Augusto. Hasegawa explica o percurso poético direcionado de Virgílio nos gêneros: humilde (Bucólicas); médio (Geórgicas) e elevado (Eneida). Destaca ser Virgílio o modelo para os poetas tanto contemporâneos quanto posteriores. Analisa a recepção, influência e fontes de Virgílio, poeta incontornável.
Mariana Figueiredo Virgolino (MAE/USP) relembra sua trajetória pessoal e acadêmica, explica como foi transitar em duas áreas no mesmo período ao cursar História e Direito, possibilitando uma visão multidisciplinar. Na segunda parte, Mariana Figueiredo apresenta a personagem Asclépio, um príncipe humano, heroicizado e posteriormente divinizado. Os principais centros de culto eram Epidauro, o centro difusor do culto; Trica; Tessália; Cós, de onde veio a família de Hipócrates; Pérgamo; Cios e Atenas. Mariana Figueiredo explica os rituais performados nos santuários, os tratamentos recomendados e as oferendas votivas. Descreve como o culto se espalhou pelo Mediterrâneo e chegou a Roma no séc. III A.E.C. Por fim, explica que a medicina racional hipocrática e a medicina religiosa não eram ramos separados, mas campos que se alimentavam mutuamente, com médicos frequentemente atuando como sacerdotes. Finaliza ressaltando o olhar holístico sobre a saúde
Adriene Baron Tacla (UFF) relembra sua trajetória, temas de interesse e formação em História e nos Estudos Clássicos. Comenta sobre suas pesquisas no campo da História Digital. Analisa as Humanidades Digitais e o ensino de História; a importância do letramento digital e o uso de ferramentas em sala de aula; diferencia o digital, o nascido digital e o que foi digitalizado. Sobre inteligência artificial, destaca possibilidades do uso como ferramenta para análise epigráfica e linguística histórica; ressalta o papel crucial do historiador e alerta para os riscos de imprecisões do ponto de vista histórico e arqueológico, além da questão da autoria. Na segunda parte, Adriene Baron Tacla apresenta a personagem Togirix, rei que porta um machado. Descreve o anverso e reverso nas cunhagens da Idade do Ferro, em moedas celtas que circulavam não apenas para pagamento, mas como elemento votivo. Analisa também a personagem Vercingetorix. Explica como a documentação numismática ajuda a entender a formação de várias alianças que vão adotar uma imagem monetária para ajudar a construir uma imagem de unidade, que não existia na Idade de Ferro.
Orlando Luiz de Araújo (UFC) conta para nós sua trajetória nas Letras que começou com interesse pela Literatura Brasileira. Relembra como as aulas do professor Eleazar Magalhães Teixeira, o criador do Núcleo de Cultura Clássica no Ceará, fisgaram-no para os Estudos Clássicos. A partir do seu interesse pelo teatro e das suas pesquisas sobre tragédia grega, especialmente obra de Sófocles, Orlando Araújo explica como o diálogo entre os gêneros o conduziu para a epistolografia. Em seguida, nos apresenta a personagem Alcífron, autor das cartas de pescadores, camponeses, parasitas e hetairas. Explica a estimativa destas 122 cartas que variam de V a.C a III d.C. Destaca os principais temas: as dificuldades cotidianas, a sobrevivência no mar e no campo, a relação entre o campo e a cidade, a busca por banquetes e a exclusão social. Explica a influência da comédia nova de Menandro; traços de retórica, elegia, épica e sentenças. Destaca a relevância da obra, o estilo e a possibilidade de ser voz para um grupo. Por fim, comenta sobre seu projeto de tradução e estudos das Cartas das Cortesãs, de Alcífron, e das Cartas de Amor, de Aristêneto para contribuir com pesquisas sobre questões de sexualidade e gênero.
Weberson Grizoste (UEA) conta sua trajetória nos Estudos Clássicos, a partir da religião e da literatura latina. Explica como relaciona Gonçalves Dias, considerado o Virgílio brasileiro, com a Amazônia, a língua e as literaturas nas suas práticas pedagógicas e pesquisas. Fala sobre o grupo Latinitates - Estudos clássicos e humanísticos e sobre o Laboratório de Cultura Clássica, a divulgação dos estudos clássicos e as apresentações teatrais, na praia. Em seguida, Weberson Grizoste apresenta a personagem Eneias e destaca que a definição depende da fonte. Para Virgílio, o troiano que lança as bases da gente latina na Itália; para Homero, a grande esperança troiana protegida pelos deuses; para Ovídio, o homem da religião romana destinado à divinização; e para Tito Lívio, trata-se de uma figura histórica que inicia a trajetória de Roma no Lácio. Por fim, interpreta a trajetória de Eneias, a vida e a morte como faces diferentes de uma mesma moeda. Comenta ainda sobre outras personagens que estão no caminho de Eneias: um catálogo de mortes.
Luiz Carlos André Mangia Silva (UEM) conta para nós sua trajetória nas Letras Clássicas, a partir da poesia e tradução poética. Comenta sobre o jornal "Colunas Gregas", que faz parte de um projeto de extensão sobre a Grécia antiga e temas da literatura lusófona em diálogo com o clássico. No segundo bloco deste episódio, Luiz Carlos André Mangia Silva apresenta a personagem Leônidas de Tarento, epigramatista do período helenístico. Analisa os principais temas: votivos e sepulcrais. Destaca a sensibilidade e singularidade do poeta por incluir trabalhadores simples, a infância e mulheres parturientes em seus epigramas. Por fim, demonstra relevância e atualidade deste poeta e estabelece conexões e diálogos na atual exposição da antologia grega.
Marly de Bari Matos (USP) compartilha sua trajetória acadêmica nos estudos clássicos, desde o contato inicial com o Latim até o trabalho de tradução das cartas de Cícero, além de sua pesquisa sobre a representação da infância na literatura latina. Comenta ainda sobre dois grupos de pesquisa: Educação e Games que integra estudantes de Letras com outras áreas da tecnologia e gamificação; tradução e estudo da literatura técnica e didática romana, incluindo o De Re Rustica. No segundo momento, Marly de Bari Matos apresenta-nos a personagem Dido, uma das maiores personagens da literatura latina dentro da Eneida. Ela é apresentada como uma refugiada que fugiu do reino de seu pai após seu irmão, Pigmalião, assassinar seu marido, Siqueu. Ela foi acolhida na costa da Líbia, onde erigiu Cartago. Eneias a encontra no Canto I, em um templo dedicado a Juno, sua protetora. Marly apresenta as transformações da personagem, ao longo do poema épico, e o desfecho. Explica a relação com outros gêneros, o elegíaco, principalmente quando trata do par amoroso.
Tereza Pereira do Carmo (UFBA) conta como chegou aos estudos clássicos por meio da leitura, da mitologia e do latim. Comenta sobre o projeto de Extensão AdMithos que integra performances com contação de mitos. Analisa o potencial da extensão e a relação com a permanência dos estudantes. Descreve que explora a cidade de Salvador com os alunos e relaciona os estudos clássicos ao contexto local. Na segunda parte deste episódio, Tereza Pereira do Carmo nos apresenta a personagem Tiestes a partir do castigo de Tântalo. Em seguida, explica as versões do mito de Tiestes através das fontes, de Homero a Higino e compara com a versão de Sêneca.
André Malta (USP) conta esta experiência multifacetada nos estudos clássicos e no jornalismo. "Isto aqui não é grego", seu canal no Youtube, traz temporadas que vão desde a Ilíada, traduções e tradutores, autores greco-latinos até a literatura contemporânea. Na segunda parte deste episódio, André Malta nos apresenta a personagem Hermes, um deus multiforme, mensageiro, condutor e próximo do universo humano. Ele analisa as representações de Hermes nas principais fontes, interpreta trechos memoráveis da Ilíada e da Odisseia em que Hermes aparece. Por fim, nosso convidado indica leituras sobre o tema para os ouvintes.
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