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Do Brasil de Fato
O ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma coletiva de imprensa para sites da mídia independente nesta quarta-feira (19), às 10h30.
O petista falou, principalmente, sobre as eleições presidenciais deste ano, nas quais seu principal opositor é o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
Do Brasil de Fato
O ex-presidente Lula, do PT, segue chamando a atenção no cenário pré-eleitoral e figurando em destaque nas pesquisas de opinião que projetam possíveis resultados para o eleito. Um levantamento divulgado nesta quarta (12) pela Genial Investimentos e Quaest Consultoria mostra que o petista lidera as intenções de voto e venceria em todos os cenários de segundo turno, considerando as simulações feitas.
Do Jornal da USP
De acordo com publicação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 2020 a fome cresceu 30% na América Latina. No Brasil, essa situação é ainda mais preocupante: quase 20 milhões de pessoas estão passando fome no País e 44% estão em algum grau de insegurança alimentar.
Em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, a professora Thais Mauad, coordenadora do Grupo de Estudos em Agricultura Urbana do Instituto de Estudos Avançados da USP e integrante do Grupo de Trabalho Políticas Públicas de Combate à Insegurança Alimentar e à Fome, explicou que esse cenário se agravou devido à falta de políticas públicas e à pandemia, que gerou a crise econômica.
Diante disso, a professora destaca a importância da agricultura urbana, por ser uma fonte de alimentação fresca e saudável a um preço mais acessível . “A agricultura urbana tem diversos benefícios. Então, ela traz o consumidor para perto do produtor, o custo ambiental da comida cai muito e o preço também. Ela pode ser uma fonte importante de renda para as pessoas”, afirma.
Thais ressalta também os impactos que poderiam ocorrer se as políticas públicas fossem efetivadas nesse sentido. O Instituto Escolhas, por exemplo, fez um mapeamento de terrenos ociosos. “Eles pegaram só os terrenos ociosos na região de Sapopemba e viram que, se esses terrenos fossem ocupados por agricultura urbana, se alimentariam 80 mil pessoas.”
A professora destaca que se hoje houvesse um maior mapeamento dessas regiões focalizadas em locais com o problema da fome, seria um norte para a criação de hortas urbanas. “Essas hortas urbanas trabalham em geral de maneira agroecológica. Elas prestam um serviço grande à biodiversidade da cidade, atenuam ilhas de calor e têm papel social importante”, enfatiza.
Ela prossegue falando que há espaço na periferia para a agricultura urbana. No caso do centro expandido, esse espaço é reduzido, mas poderiam ser feitos os tetos verdes. Thais completa que “qualquer pessoa que tenha seu quintal em casa, os chamados produtivos, deve começar a plantar, porque isso é para segurança alimentar”.
Do Jornal da USP
Na visão do professor Glauco Arbix, a ciência no Brasil nada tem a comemorar em 2021. Para ele, os dois últimos anos foram os mais preocupantes que vivemos em todos os tempos, e não somente por conta da pandemia, “mas também pelas sombras geradas e pelos ataques que a gente observa contra a democracia, pelo aumento do desemprego e das desigualdades sociais, pelas injustiças raciais, pelo aumento do feminicídio e da violência contra a sociedade”. E o mais grave é o conhecimento que se tem de que, muitas vezes, esses ataques se originam dos próprios órgãos de governo. “Se a gente olhar para a educação, a ação deletéria do Ministério da Educação está na raiz do enorme retrocesso que vive todo o sistema de ensino no Brasil.”
Da própria sede do governo federal, em Brasília, vem a determinação para o corte de verbas para a pesquisa científica e para as universidades, “num aberto contraste com o peso da ciência e sua atuação para gerar vacinas e medicamentos que salvaram a vida de milhões de pessoas”, diz, antes de prosseguir: “A negligência do governo diante do desamparo crescente da população aparece na inflação, que hoje está por volta de quase 10%”. Sem falar na destruição da Amazônia e da impunidade que o governo oferece aos mineradores, pecuaristas e madeireiros ilegais. “As cicatrizes que marcam o Brasil recente vão exigir muita perseverança para serem superadas.”
O estrago econômico, político e social que o Brasil vive é muito grande para ser ignorado, argumenta o colunista. “Bolsonaro despertou e deu voz para um Brasil que muitos acreditavam não existir. Foi e continua sendo apoiado por uma elite predatória, que se espalha pela economia e pela imprensa que se diz de direita, pelo Judiciário e pelos partidos que compõem o Centrão.” Por tudo isso, a expectativa do professor Glauco Arbix, para 2022, é a de que os ventos mudem de direção. “E que o governo que desdenhou da ciência, que se casou com o obscurantismo e semeou o ódio retorne aos porões da ignorância da nossa sociedade.” Afinal, as tempestades não podem durar para sempre.
A Veja (cada vez mais sem credibilidade) publicou em sua coluna que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann vai se utilizar de juristas conhecidos para expor as contradições do Moro. Gleisi tem que ir além e escancarar que Sérgio Moro não foi somente um problema jurídico mas que também é o responsável pela crise econômica que estamos vivendo.
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Fontes:
Lava Jato jogou no desemprego 4,4 milhões de trabalhadores, afirma CUT - CUT - Central Única dos Trabalhadores
O plano de Gleisi para ‘desconstruir’ Sergio Moro na campanha | VEJA (abril.com.br)
Do Brasil de Fato
A economia brasileira vai de mal a pior. Os dados apresentados pelo IBGE nesta semana mostram o Brasil em recessão técnica. O PIB do país segue em queda, aliado a índices crescentes de inflação e desemprego. Estes são alguns dos destaques desta semana no Tempero da Notícia, programa produzido pelo Brasil de Fato, com apresentação do jornalista Rodrigo Vianna.
Do Brasil de Fato
Pelo menos 52 pesquisadores ligados à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) informaram nesta segunda-feira (29) que estão apresentando uma renúncia coletiva de suas funções na diretoria de avaliação do órgão.
Entre os motivos alegados, os cientistas afirmam que não têm conseguido trabalhar seguindo padrões acadêmicos e que a Capes não tem atuado para defender a avaliação dos programas de pós-graduação. Afirmam também que existe uma "corrida desenfreada" para abertura de novos cursos de pós a distância.
Esta é a segunda demissão em massa em um órgão importante da Educação federal brasileira em menos de um mês. No início de novembro, cerca de 30 profissionais que atuavam na organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pediram demissão, a menos de duas semanas da realização das provas.
Do Brasil de Fato
No episódio desta semana do Podcast Três por Quatro, a economista Juliane Furno, a jurista Carol Proner e o historiador Valério Arcary analisam os elevados índices de desemprego que assolam o Brasil, com participação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu,
Segundo um ranking feito pela agência de classificação de risco Austin Rating, a taxa de desemprego no Brasil é a quarta maior entre as principais economias do mundo, com base em dados do terceiro trimestre deste ano. Entre os países do G20, é o pior nível. A taxa de desemprego no país é de 13,2% no país, o dobro da média internacional, de 6,5%.
Ao mesmo tempo, o país atingiu um nível de 72,9% de endividamento das famílias, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). É o maior índice desde 2010, quando a organização iniciou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
Mas como chegamos a esse cenário? Baixo crescimento prolongado? Problemas estruturais? A inflação tem algum peso nesses dados?
Do Jornal da Usp
Em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, a pesquisadora Mariana Chies Santos, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, comenta sobre a recente pesquisa Panorama da Violência Letal e Sexual Contra Crianças e Adolescentes no Brasil, lançada pela Unicef e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Seus dados revelam que o País tem, em média, 7 mil assassinatos e 45 mil estupros de crianças e adolescentes por ano.
Mariana destaca que a maioria dos adolescentes assassinados no Brasil é de meninos negros, com idades entre 15 e 19 anos. A violência sexual, por sua vez, acomete principalmente meninas de até 13 anos de idade. Segundo a pesquisadora, a pandemia também influenciou uma alta nos índices de estupros e abusos: “A pessoa que vitima essas crianças é, geralmente, alguém conhecido, então elas correm risco mesmo dentro de casa. Com a pandemia, as meninas ficaram muito tempo sem ir para a escola, e muitas vezes não tinham acesso à internet para contatar algum professor e denunciar a situação”, conta.
Embora a pesquisa não forneça dados sobre a escolarização das crianças e adolescentes vitimizados, Mariana afirma saber por estudos qualitativos na área que a maioria deles não teve acesso a direitos básicos. “Desde a promulgação da Constituinte de 88 e do Estatuto da Criança e do Adolescente, essa parcela da população é considerada prioridade absoluta do Estado brasileiro. A eles deveriam ser fornecidos todos os tipos de políticas sociais”, diz Mariana, que reforça também a importância do ensino dos direitos e da educação sexual nas escolas: “Sem isso, a criança não entende o que está acontecendo dentro de sua própria residência e não tem espaço para denunciar”.
A pesquisadora adiciona que 15% das vítimas de violência urbana foram mortas em decorrência de intervenção policial: “É uma instituição pensada para proteger a população e ela não deveria matar crianças e adolescentes, independentemente do que eles tenham feito”, diz. Por fim, Mariana conclui que a sociedade e instituições públicas devem pensar em maneiras de auxiliar na proteção dessa parcela da população, com o apoio do Estado.
Do Brasil de Fato
Único instituto que ainda mostrava Lula (PT) em situação de empate técnico com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na disputa presidencial de 2022, o Paraná Pesquisas divulgou novo estudo nesta segunda-feira (22) com o petista à frente do atual mandatário, com mais de 5 pontos percentuais de vantagem.
O levantamento dos dados foi feito com eleitores com 16 anos ou mais em 26 Estados e Distrito Federal em 164 municípios brasileiros entre os dias 16 e 19 de novembro de 2021. O grau de confiança é de 95%.
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