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A Voz do Cerrado episodes

  • Três por Quatro: viagem de Lula gera mal estar no governo Bolsonaro?

    Do Brasil de Fato

    No episódio desta semana do Podcast Três por Quatro, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a economista Juliane Furno e a jurista Carol Proner falam sobre a viagem do ex-presidente Lula (PT) à Europa para o encontro com diversas lideranças internacionais.

    A viagem ganhou destaque na imprensa brasileira depois que Lula se encontrou com o presidente francês Emmanuel Macron, no último dia 17. A recepção de Macron a Lula foi encarada como um recado a Jair Bolsonaro (sem partido). O correspondente do jornal francês Le Monde classificou o encontro como "uma bofetada em Jair Bolsonaro".

    Aplaudido de pé durante evento no Parlamento Europeu no início da semana, o petista tem buscado dissociar a imagem do Brasil do grupo que atualmente controla o Poder Executivo. Será que a viagem gerou algum tipo de incômodo no governo Bolsonaro?

    Paralelamente, ocorreu a 9º edição do Fórum Jurídico de Lisboa, onde a proposta do semipresidencialismo foi tema de discussão. No Brasil, três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes defenderam, essa semana, o semipresidencialismo na ocasião do mesmo evento.

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    46 min
  • Geraldo Alckmin será vice do Lula? Conheça os possíveis nomes e suas chances de ocupar o posto

    Do Brasil de Fato

    "Eu já tenho 22 vices". Foi com essa frase que o ex-presidente Lula (PT) iniciou sua resposta, em entrevista coletiva concedida na segunda (15) na sede do Parlamento Europeu, na Bélgica, sobre a possibilidade de Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, ser candidato a vice em sua chapa para as eleições presidenciais de 2022.

    “Eu não estou discutindo vice ainda porque não discuti a minha candidatura. Quando eu decidir aí eu vou sair a campo para encontrar alguém para ser vice”, disse o petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o pleito do ano que vem. De acordo com estudos, o favoritismo é tamanho que ele pode até mesmo ganhar a eleição no primeiro turno.

    Lula não negou, contudo, que Alckmin pode ser escolhido para ocupar o posto. Na mesma entrevista, elogiou o ex-governador paulista: “Eu tenho uma extraordinária relação de respeito com Alckmin, eu fui presidente quando ele foi governador, nós conversamos muito. Não há nada que aconteceu entre mim e Alckmin que não possa ser reconciliado”.

    4 min
  • MST quer disputar assentos no Legislativo de 15 estados e DF em 2022

    Do Brasil de Fato

    Tradicional entidade do campo civil e popular, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que desde 1984 investe em uma expressiva luta em prol da reforma agrária, pretende agora ampliar o número de representantes da organização em parlamentos. A ideia é lançar mais candidatos tanto ao Poder Legislativo local como no Congresso Nacional.

    A 11 meses do pleito de 2022 – quando os brasileiros deverão eleger novos senadores, deputados estaduais, distritais e federais –, há candidaturas que estão em fase de acertos políticos e consolidação, portanto, o movimento ainda não sabe a quantidade exata de postulantes a esses cargos. Um número, no entanto, já está no horizonte da organização: haverá correligionários concorrendo em 15 estados e no Distrito Federal.

    “Nossa principal preocupação é a democracia, e ela passa pela distribuição da terra. O MST está, neste momento, fazendo todo um debate. Nossa estratégia principal sempre vai ser a luta pela terra e a reforma agrária, mas, pra isso, precisamos atuar em outros espaços”, afirma Alexandre Conceição, da direção nacional da entidade.


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    5 min
  • Lula é aplaudido de pé no Parlamento Europeu enquanto a grande mídia tenta em desespero emplacar a "3ª via"

    No Parlamento Europeu, Lula foi aplaudido de pé, porém a grande mídia omitiu o fato e segue na desesperada tentativa de viabilizar alguém da tal terceira via. 


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    19 min
  • A velha burguesia perdeu poder e hoje fica à sombra dos novos donos do mercado: os bilionários

    Da Rádio USP

    No século retrasado, os pensadores geniais definiram o estado como comitê que administra os negócios da burguesia. A ideia de Marx e Engels está expressa no Manifesto Comunista e na obra A origem da família, da propriedade privada e do Estado. As relações íntimas entre a antiga burguesia e a riqueza continuam valendo, mas, se o manifesto fosse reescrito hoje, talvez definisse o Estado como comitê executivo não dos burgueses, mas dos muito endinheirados e parasitários. “Aquela burguesia laboriosa do século 19, que tinha sido revolucionária ao alavancar os meios de produção, atualmente, é só coadjuvante se comparada ao protagonismo do capital financeiro”, diz Marília.

    Os donos do capital da modernidade trocaram os meios de produção pela especulação financeira e outros têm como hobby produzir naves espaciais. A antiga burguesia se ocupava da economia, enquanto seu sucessor a trocou pelo mercado, uma palavrinha enigmática definida por várias características exatas e dependente de vários fatores e infraestruturas da sociedade. “O fator esquecido pelos muito endinheirados, cujo aborrecimento é não saber onde colocar tanto dinheiro sobrando, é o “fator gente”, aquela turma gigantesca que vive de vender o único bem que possui: a sua capacidade de trabalho”.

    “A série de humor negro Succession mostra as entranhas das relações promíscuas entre um grupo de mídia, políticos e canibalismo familiar”, diz a colunista. A série foi premiada e aclamada pela crítica, e não se trata de uma caricatura. “É tudo verdade nessa ficção que imita o real”, afirma. “Escrúpulo é sinônimo de ser otário; ter na mão vários políticos poderosos é indispensável; e a única agenda que vale é levar a melhor, isto é, quem vai ganhar a corrida da acumulação de dinheiro e poder”.


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    6 min
  • Zé Dirceu, Carol Proner e Ju Furno debatem o “fator Moro” nas eleições de 2022 em podcast

    Do Brasil de Fato


    O ex-juiz Sergio Moro ainda não é oficialmente pré-candidato à Presidência da República na eleição de 2022, mas seus compromissos indicam para uma candidatura próxima. No próximo dia 10, o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro irá se filiar ao partido político Podemos.

    Nas redes sociais, Moro foi lembrado por ter dito, em novembro de 2016, ao jornal O Estado de S. Paulo que “jamais entraria para a política”. O que pode parecer um contraste entre a sua atuação na Operação Lava Jato e a prisão do ex-presidente Lula (PT), quando ganhou destaque nacional, e as decisões políticas de agora, foi apontado, na verdade, como uma continuação do seu ativismo judicial.

    No episódio desta semana do Podcast Três por Quatro, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a economista Juliane Furno e a jurista Carol Proner analisam a trajetória e a possível candidatura do ex-juiz sob o espectro político. Também é discutida em que posição estaria tal candidatura de Moro: mais perto de Bolsonaro ou Ciro Gomes?

    Ainda neste episódio, os três discutem os impactos da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climática, realizada em Glasgow, na Escócia, nesta semana, sobre os programas políticos de setores progressistas da sociedade brasileira. Os partidos e entidades deste setor estão preparados para o debate da pauta ambiental?

    48 min
  • Falta de componentes e alta das matérias primas elevam preço dos carros novos

    Da Rádio USP

    Ter um carro novo tem ficado cada vez mais difícil para os brasileiros, nem os modelos mais populares escapam do aumento de preço das montadoras, muito acima da inflação. Até o momento, segundo a empresa KBB Brasil, especializada em cotações de preços de automóveis, os veículos novos tiveram aumento cinco vezes maior que a inflação do ano medida até agora.

    Guilherme Moreira, economista e pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (FIPE), vinculada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em entrevista à Rádio USP afirmou que, desde o início da pandemia, houve um aumento de várias matérias primas, como o alumínio, o cobre e o aço, o que acabou refletindo no custo dos carros.

    Outro fator que contribuiu para esse aumento, segundo o economista, foi a parada na produção de diversos componentes e também das montadoras, causada pela necessidade de lockdown durante a pandemia, o que levou muitas empresas a darem férias coletivas e causou uma desorganização nos estoques, especialmente de componentes eletrônicos. “Muitas peças, principalmente as que usam componentes eletrônicos, os semicondutores, tiveram uma retração na oferta e consequentemente aumento nos preços”.

    Para Moreira, não há solução no curto prazo, pois o restabelecimento dessas produções [dos componentes], tão importantes para a fabricação dos carros de hoje, deve demorar, portanto não há chance de queda dos preços dos automóveis tão cedo.

    Usados seguem a tendência de alta

    Com o preço dos carros novos nas alturas, muitos consumidores optaram pela compra de um veículo usado. Mas Moreira alerta que esses carros tiveram um aumento até maior que os  novos, pois o aumento da demanda por carros usados fez os preços subirem. “Se você considerar o IPC da Fipe, acumulado até agosto, vai perceber que os carros novos subiram em torno de 14% e os carros usados, mais de 20%”.

    O economista recomenda que aqueles que queiram  comprar seu primeiro carro ou trocar o seu usado, que esperem pelo menos a oferta se normalizar. “Talvez a curto prazo aconteçam algumas promoções ou alguns modelos possam cair um pouco de preço.”

    5 min
  • Vacina em spray desenvolvida pela USP contra covid-19 pode estar disponível em 2023

    Da Rádio USP

    A USP desenvolveu uma vacina para covid-19 em spray, apresentou a proposta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e aguarda autorização para início de estudos em humanos. O imunizante desenvolvido pelo Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FMUSP) da USP tem como objetivo ser mais uma ferramenta de combate ao novo coronavírus.

    “Nós estudamos em detalhes a resposta imune de 220 convalescentes que haviam tido a doença, que se recuperaram, e aí nós pensamos em um peptídeo, estudando bem o vírus, que contemplasse uma resposta muito forte de anticorpo que neutralize o vírus, mas também desse uma boa resposta celular”, contou ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição Jorge Kalil Filho, professor de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP, diretor do Laboratório de Imunologia do InCor e coordenador da pesquisa de desenvolvimento da vacina.

    Kalil explica que a administração nasal da vacina foi por causa da aplicação ser realizada na mesma região onde ocorre a entrada do vírus no corpo humano. A imunoglobulina A (IgA) é responsável pela defesa contra o coronavírus. O intuito é estimular essas células do sistema imunológico localizadas na mucosa nasal, de forma a criar um maior número de anticorpos.  Segundo o professor, as vacinas intramusculares produzem uma quantidade menor de anticorpos, sendo a versão em spray uma forma mais eficaz na criação de defesa contra a doença, como para o impedimento da infecção.

    O imunizante apresentou em seus testes iniciais grande resposta imunológica quando aplicada. Atualmente, foi solicitado à Anvisa a autorização para iniciar o teste clínico em pessoas.  Os testes pretendem entender qual é a forma mais eficiente do funcionamento da vacina nos voluntários. O estudo irá testar questões relacionadas ao número de doses, quantidade de imunizante e como este reage em diferentes organismos.

    15 min

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