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Quem se lembra das encampações das empresas de telefonia e energia elétrica, que foram realizadas por Leonel Brizola, na década de 1960, quando era governador do Rio Grande do Sul?
Depois de quase 15 dias da Campanha da Legalidade liderada pelo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, finalmente João Goulart toma posse como presidente da república.
"Eu não vim aqui fuxicar com ninguém, eu vim aqui pra trabalhar, pra defender povo, eu vim aqui pra lutar. Eu quero que gente começa a respeitar nome de Juruna. Eu quero que gente trata índio brasileiro o mais possível dentro do melhor. Cada um de nós tem consciência e cada um de nós tem capacidade. Ninguém tem menos capacidade. Todos nós temos capacidade e todos nós temos inteligência e todos nós temos a vontade para assumir onde que existe poder. Eu acho esse já é fruto está nascendo aqui dentro do Brasil, esse já é sinal está nascendo aqui dentro do plenário. Único índio que tá falando hoje, único deputado que tá falando hoje: não é terceiro, não é quinto deputado, não é cinquenta deputado. Se tiver ao menos mais cinquenta Juruna, o Juruna já tinha mudado o Brasil."
Entrevista de Leonel Brizola ao jornal Correio Braziliense, na sede do partido, no Edifício Orly, em setembro de 2000. O ex-governador falou dentre diversos temas sobre o sistema eleitoral brasileiro, a questão da segurança e transparência das urnas eletrônicas e a falta comprovante de impressão de voto.
O deputado federal Doutel de Andrade (PTB-SC), ao usar a tribuna da Câmara, em sessão extraordinária de 29 de agosto, para informar a adesão do III Exército do Rio Grande do Sul, um dia antes, sob o comando do general Machado Lopes, na campanha da Legalidade, em 1961.
Em 28 de agosto de 1961, Ranieri Mazzilli enviou mensagem ao congresso nacional a decisão dos ministros militares sobre a inconveniência da volta de Jango ao país. A sessão extraordinária teve início às 20h e durou pouco mais de 3 horas.
Em 25 de agosto de 1961 começava no Brasil a Campanha da Legalidade liberada por Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul.
Jânio Quadros renunciara ao mandato de presidente e João Goulart, seu vice, encontrava-se em visita oficial à China.
“Nesta data, e por este instrumento, deixando com o Ministro da Justiça, as razões do meu ato, renuncio ao mandato de Presidente da República.” Brasília-DF, 25 de agosto de 1961. Jânio Quadros
Era uma manhã de terça-feira, 24 de agosto de 1954, quando o país foi surpreendido com o suicídio do presidente Getúlio Vargas, com o tiro no peito, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente. Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder. Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado.
Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco.
Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto.
O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida.
Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.“
Evento realizado em 12 de agosto de 1954 com a presença do governador do estado de Minas Gerais, Juscelino Kubsticheck.
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