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A Semana Internacional do Café de 2026 vai abrir oficialmente as celebrações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, marco que será comemorado em 2027. O evento será realizado de 11 a 13 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte, com a participação de produtores, pesquisadores, empresas, compradores e representantes de instituições nacionais e internacionais.
Com o tema “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”, a programação vai abordar os principais desafios e oportunidades da cafeicultura, incluindo mudanças climáticas, competitividade, ciência, tecnologia e acesso a novos mercados. A abertura vai contar comá uma palestra de Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café, sobre as transformações do setor no mundo e o papel do Brasil na cafeicultura internacional.
Os períodos de estiagem acompanhados por temperaturas elevadas podem comprometer o desenvolvimento da soja e reduzir a produtividade das lavouras. Para minimizar os prejuízos, especialistas recomendam que o produtor invista no manejo preventivo, com atenção à umidade do solo, ao desenvolvimento das raízes e à fase da cultura.
Segundo Julia Barreto, coordenadora de Desenvolvimento Técnico de Mercado no Grupo UbyAgro, a falta de água interfere diretamente nos processos fisiológicos da planta. Os efeitos variam conforme a duração do estresse hídrico e o estágio de desenvolvimento da lavoura.
Minas Gerais se destaca na produção nacional de hortaliças, mas os produtores enfrentam desafios relacionados aos custos, aos preços e às condições climáticas. Uma análise do Sistema Faemg Senar, com base em dados da Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE, mostra que o estado responde por aproximadamente 46% da produção brasileira de cenoura, 44% de alho e 33% de batata-inglesa e abóbora.
As hortaliças têm papel importante na alimentação dos brasileiros e na economia de milhares de propriedades rurais. Segundo a analista de agronegócio do Sistema Faemg Senar, Mariana Marotta, o desempenho varia de acordo com a cultura e depende de fatores que influenciam diretamente a produção e a rentabilidade.
A circulação do Streptococcus agalactiae sorotipo III vem ganhando espaço e aumentando o desafio sanitário para a tilapicultura brasileira. Inicialmente associado a surtos registrados no Nordeste, o sorotipo já foi detectado em outros polos produtores, o que indica uma ampliação da distribuição geográfica da bactéria. O cenário reforça a importância do diagnóstico, da vigilância epidemiológica e, principalmente, da adoção antecipada de medidas de prevenção.
Dados do Boletim Sanitário da Tilápia, referentes ao período de abril a junho deste ano, mostram que, entre 154 análises específicas para o sorotipo III, 17 tiveram resultado positivo. O índice corresponde a 11% das amostras avaliadas.
No mesmo período, a bactéria foi identificada em 39 de 309 análises, com positividade de 13%. Já o sorotipo Ib apresentou 28 resultados positivos em 156 análises, o equivalente a 17,9%. A circulação simultânea de diferentes sorotipos mostra que os programas sanitários precisam levar em conta o histórico de cada propriedade e o perfil epidemiológico da região.
O produtor rural que sofreu prejuízos com chuvas e granizo deve ficar atento à documentação e aos prazos para buscar apoio financeiro. O Sistema Faemg Senar reúne orientações para comprovar danos, acionar seguros e solicitar a renegociação de dívidas rurais. O alerta ganha força com a previsão de intensificação do El Niño entre outubro e dezembro deste ano, com possíveis reflexos no regime de chuvas e nas temperaturas.
Em setembro, chuvas de granizo atingiram cafezais no Sul de Minas, durante o período de florada. A queda de flores e os danos em folhas e galhos podem comprometer parte da produção da próxima safra. Para orientar os produtores afetados, o Sistema Faemg Senar elaborou uma nota técnica com informações sobre Seguro Rural, Proagro, crédito rural e outras alternativas para enfrentar os prejuízos.
Os bioinsumos estão ganhando espaço nas lavouras brasileiras. No primeiro semestre de 2026, a área tratada com produtos biológicos chegou a 46 milhões e 200 mil hectares, crescimento de 18,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do CropData, da CropLife Brasil, e mostram que esses produtos estão chegando a mais áreas de cultivo, em combinação com insumos convencionais no manejo agrícola.
O avanço ocorre em um momento de retração no mercado de fertilizantes. Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos, a ANDA, as entregas do produto ao mercado brasileiro caíram 22,3% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a julho, a queda foi de 8,8%. Entre os fatores apontados estão as tensões geopolíticas e a alta dos preços do enxofre, matéria-prima utilizada na produção de fertilizantes fosfatados.
Nesta sexta-feira, dia 9 de outubro, é comemorado o Dia Mundial do Ovo. A data é uma oportunidade para esclarecer algumas dúvidas sobre um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros. Segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal, a ABPA, o consumo de ovos no Brasil deve chegar a 301 unidades por habitante em 2026. O número é um recorde e representa um aumento em relação ao ano passado, quando o consumo per capita foi de 288 unidades. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 62 bilhões e 200 milhões de ovos.
O médico-veterinário Gustavo Perdoncini, coordenador de marketing da unidade de negócio de Avicultura da MSD Saúde Animal, destaca as características e a importância do alimento.
Na pecuária, a qualidade da água é tão importante quanto uma alimentação balanceada. O recurso influencia diretamente a saúde, o ganho de peso e o desempenho produtivo dos bovinos. A água representa entre 50% e 70% do peso corporal do animal e participa de processos importantes, como a digestão e a absorção de nutrientes.
Segundo o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, a perda de água pelo organismo pode ter consequências graves para o rebanho.
A produção florestal brasileira bateu recorde em 2025. Segundo o IBGE, o setor movimentou R$ 47,9 bilhões , alta de 6,7% em relação ao ano anterior. A maior parte desse valor veio da silvicultura, formada pelas florestas plantadas, que respondeu por R$ 41 bilhões e cresceu 8,6%.
E Minas Gerais teve papel de destaque nesse resultado. O estado liderou o valor da produção da silvicultura no país, com R$ 9,2, o equivalente a 22,5% do total nacional. Minas também foi responsável por 84,6% de todo o carvão vegetal produzido a partir de florestas plantadas no Brasil.
O avanço de javalis e javaporcos tem provocado prejuízos à produção rural e ameaçado a biodiversidade em Minas Gerais. Os impactos são mais relatados no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba, onde os animais danificam lavouras, áreas de preservação e recursos hídricos. Um levantamento do Ibama, divulgado em 2022, aponta que Minas é o terceiro estado brasileiro com maior número de municípios com registros da espécie: são 198 cidades, sendo 64 classificadas com prioridade extremamente alta em relação aos riscos ambientais.
O problema foi debatido em um fórum realizado em São Paulo, que reuniu representantes do setor agropecuário, pesquisadores e autoridades para discutir estratégias de controle.
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