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Frango recebe hormônio para crescer mais rápido? A ciência explica por que essa é uma das crenças mais difundidas sobre a produção animal. No Brasil, o uso de hormônios para estimular o crescimento de aves destinadas ao consumo é proibido. E, além da legislação, a prática não tem viabilidade técnica ou econômica para a cadeia produtiva. O crescimento mais acelerado dos frangos, observado atualmente, é resultado de décadas de avanços em genética, nutrição, manejo e sanidade. Melhorias que permitiram aumentar a eficiência da produção e aproveitar melhor o potencial das aves.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, a utilização de hormônios para estimular o crescimento de frangos não é permitida no país. A gerente de negócios da Kemin, Gisele Neri, explica por que a ideia de que as aves recebem essas substâncias não corresponde à realidade.
As chuvas antecipadas em importantes regiões produtoras de café favoreceram a florada e renovaram as expectativas para a safra 2027. Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Alta Mogiana, Matas de Minas e Espírito Santo registram uma abertura expressiva de flores. Mas, apesar do cenário positivo, o desafio agora é garantir que as flores se transformem em frutos e que as plantas consigam manter seu desenvolvimento diante das oscilações climáticas.
A vitivinicultura brasileira ganha um novo reforço na área de controle de qualidade e pesquisa. A Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno, a ANPROVIN, iniciou as operações de um laboratório voltado à realização de análises físico-químicas de vinhos, sucos e outros derivados da uva. A estrutura está instalada no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no Distrito Federal, e deve atender vinícolas, empresas e instituições de pesquisa de todo o país.
O laboratório foi equipado com tecnologia de alta precisão e utiliza métodos oficiais reconhecidos pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho, a OIV. A proposta é ampliar o acesso dos produtores a análises especializadas e, ao mesmo tempo, contribuir para a qualidade e a competitividade dos produtos brasileiros.
O confinamento terceirizado, conhecido como boitel, tem sido uma alternativa para pecuaristas que buscam mais eficiência na terminação do gado e maior previsibilidade dos custos de produção. O sistema funciona como uma espécie de hotel para os animais. O produtor envia o gado para uma estrutura especializada, que fica responsável pela alimentação, manejo, assistência veterinária e mão de obra durante a fase de engorda.
A expansão da agricultura irrigada no Nordeste passa também pelo acesso ao crédito. Em uma região marcada pela produção no Semiárido e pelo destaque do Vale do São Francisco, produtores enfrentam o desafio de viabilizar financeiramente novos projetos e investimentos em tecnologia. Segundo a Codevasf, os projetos públicos de irrigação administrados pela companhia movimentam cerca de oito bilhões e 150 milhões de reais por ano em Valor Bruto da Produção. São aproximadamente 125 mil hectares cultivados e 356 mil empregos gerados.
Para tentar facilitar o acesso dos produtores às linhas de financiamento, a empresa de irrigação Netafim criou o programa Financia Mais NE. A iniciativa reúne distribuidores, consultores especializados em crédito rural e instituições financeiras para auxiliar na estruturação dos projetos.
A escolha da semente deixou de ser apenas uma decisão sobre qual cultivar plantar. Com custos elevados e margens cada vez mais apertadas no campo, características como germinação, vigor e uniformidade passaram a ter peso maior na busca por produtividade.
Estudos oficiais indicam que sementes de alta qualidade podem elevar a produtividade da soja entre dez e quinze por cento. Em determinadas condições, segundo a Embrapa, sementes mais vigorosas podem representar um ganho de até quatrocentos quilos por hectare.
A área potencial tratada com defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras cresceu 5% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. O avanço representa 59 milhões de hectares a mais tratados, elevando o total para cerca de 1 bilhão e 200 milhões de hectares nos seis primeiros meses de 2026.
Os dados são de um levantamento da Kynetec Brasil, encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal, o Sindiveg. Além da área tratada, o volume total de defensivos utilizados também aumentou. A alta foi de 4,5% no primeiro semestre.
Produzir mais em menos tempo e com o mesmo espaço é um dos principais desafios da piscicultura. E é justamente nesse ponto que o melhoramento genético começa a fazer diferença na criação de tilápias no Brasil. A tecnologia permite selecionar os peixes com melhor desempenho e utilizar esses animais na reprodução. O resultado são gerações mais eficientes, capazes de ganhar peso mais rapidamente e aproveitar melhor a ração.
O processo é semelhante ao que já acontece há décadas em cadeias como a avicultura e a suinocultura. Na tilapicultura, a novidade é que esse nível de seleção genética vem sendo aplicado de forma cada vez mais intensa.
As mudanças no regime de chuvas têm aumentado os desafios para quem produz no campo. Períodos de seca e os chamados veranicos, quando a chuva fica vários dias sem aparecer durante o ciclo das culturas, podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade.
Nesse cenário, os bioinsumos vêm ganhando espaço como aliados do produtor rural. Produtos de origem biológica, como biofertilizantes, biodefensivos e bioestimulantes, podem ser utilizados em conjunto com os defensivos agrícolas e ajudar as plantas a lidar melhor com situações de estresse.
As indenizações do seguro de vida do produtor rural mais que dobraram em Minas Gerais no primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e junho, foram pagos R$ 16,3 milhões a segurados e beneficiários. O valor representa um crescimento de 127% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg.// A arrecadação do segmento também avançou. Foram R$ 210,3 milhões, alta de 17,8% na comparação com o primeiro semestre do ano passado.
O seguro de vida do produtor rural tem uma finalidade diferente das modalidades que protegem a lavoura, os animais, as máquinas ou as instalações da propriedade. Nesse caso, o foco é o próprio produtor e os beneficiários indicados na apólice. Dependendo das coberturas contratadas, o seguro pode prever indenização em situações como morte, invalidez permanente causada por acidente e doenças graves, entre outras previstas no contrato.
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