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O seguro rural no Brasil enfrenta um momento de incertezas. Com a crescente volatilidade do clima, a proteção das lavouras tornou-se vital, mas o setor sofre com cortes orçamentários. O especialista Gláucio Nogueira Toyama, da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais, avalia que o desafio não é apenas do produtor, mas de todo o ecossistema do agronegócio.
Durante a abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, oficializou um pacote de medidas estratégicas para o fortalecimento do agronegócio brasileiro. O destaque central foi o anúncio de uma nova linha de crédito de R$ 10 bilhões, vinculada ao programa MOVE Brasil, especificamente destinada à modernização de máquinas e implementos agrícolas, como tratores e colheitadeiras.
Os recursos, oriundos do superávit do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico sob gestão da Finep, têm como foco o fomento à indústria nacional e à inovação tecnológica. Segundo Alckmin, o financiamento deve chegar à ponta final em um prazo de 20 a 30 dias, com a promessa de juros reduzidos para estimular a troca de frotas e a tecnificação do campo. Uma inovação importante desta modalidade é a permissão para que cooperativas agrícolas acessem o crédito diretamente para investir em agricultura digital.
Além do aporte para equipamentos, o governo federal sinalizou um empenho direto na renegociação de dívidas rurais. O plano em elaboração pretende contemplar tanto produtores em situação de inadimplência quanto aqueles que seguem adimplentes, visando destravar a capacidade de investimento e elevar a competitividade do setor.
O mês de abril, marcado pelo Dia Mundial do Café, celebrado no dia 14, traz uma novidade importante para o agronegócio brasileiro. O grupo Jequitinhonha Alimentos anunciou a criação de um novo braço estratégico: a Comércio de Cafés Brasil, a COCABRAS.
A iniciativa amplia a atuação da empresa no setor cafeeiro e reforça a presença do grupo em diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a origem até a comercialização.
Em um cenário de clima cada vez mais instável e custos elevados no campo, o produtor de café tem buscado alternativas para aumentar a produtividade sem comprometer a rentabilidade — e, principalmente, reduzindo os riscos na lavoura.
Especialistas apontam que o caminho passa por uma combinação de boas práticas, planejamento e uso estratégico de tecnologia.
Que o agro é orgulho do mineiro, todo mundo já sabe. Mas a empresa que dá assistência ao produtor também é motivo de orgulho. Uma pesquisa de satisfação encomendada pela Emater –MG revelou alto índice de aprovação do trabalho da empresa entre produtores rurais do estado. De acordo com o levantamento, 94,4% dos entrevistados classificaram como ótima ou boa a experiência com a instituição.
A pesquisa foi feita pelo Instituto Leal-M, que atua há mais de 30 anos na área de pesquisa de opinião e mercado. Foram entrevistados, presencialmente, dois mil produtores rurais, em 180 municípios de todas as regiões do estado.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais, o Senar Minas, completou 33 anos de atuação no dia 7 de abril, com números que refletem a força do trabalho no campo e o investimento em qualificação profissional. Desde a criação, em 1993, mais de quatro milhões de pessoas já foram atendidas em todo o estado. Só por ano, cerca de duzentas mil participam de cursos e capacitações em diversas áreas do agronegócio.
Além da formação profissional, o Senar Minas também oferece assistência técnica e gerencial gratuita, atendendo atualmente 11 cadeias produtivas e contribuindo diretamente para o aumento da produtividade no campo.Ao longo dessas mais de três décadas, o trabalho tem impactado desde pequenos produtores até grandes propriedades, sempre com foco na aplicação prática do conhecimento e na melhoria dos resultados.
Em entrevista, a senadora Tereza Cristina alerta para o momento crítico do seguro rural no Brasil, marcado pela redução da área segurada e pela limitação de recursos — cerca de R$ 500 milhões, abaixo do mínimo esperado. Para reverter o cenário, ela defende a aprovação de um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, sob relatoria de Pedro Lupion, além de maior participação do governo e novas fontes de financiamento, como o BNDES. A proposta busca modernizar o modelo diante do aumento dos riscos climáticos e ampliar a proteção ao produtor rural.
O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário cada vez mais desafiador. Mesmo com uma leve recuperação nos preços de alguns produtos, como o leite, o produtor rural ainda lida com endividamento elevado, aumento de custos e dificuldade de acesso ao crédito.
Além disso, problemas estruturais e a falta de apoio mais eficaz do Estado seguem a atividade no campo. O deputado federal pelo Paraná, Pedro Lupion, do Republicanos, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária disse que o estado falha na assistência ao produtor.
O seguro rural no Brasil enfrenta um momento de forte retração, justamente quando os riscos climáticos aumentam e o agronegócio passa por mudanças estruturais no financiamento.
Segundo o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Dyogo Oliveira, o setor deixou de depender majoritariamente de crédito público e passou a operar com maior participação de recursos privados — o que aumenta a necessidade de proteção contra perdas.
As exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 2,4 bilhões com o embarque de 1,5 milhão de toneladas, no acumulado de janeiro a fevereiro deste ano. Em relação ao mesmo período do ano anterior, os números apontam queda de 5,2% no valor e alta de 0,3% no volume. Mesmo com essa retração, Minas se mantém como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários, respondendo por quase 11% da receita do agro nacional. Esses dados indicam que o recuo da receita esteve muito mais associado ao comportamento dos preços e ao mix da pauta de exportações do que a perda física de embarques.
Apesar da retração, as políticas de apoio e a busca por novos produtos e mercados seguem em alta. Thales Fernandes, Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais destaca que a diversidade no Estado é fundamental.
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