
Sign up to save your podcasts
Or


Mais do que uma bebida, o café é sinônimo de história, memória afetiva e tradição que atravessa gerações. E em Minas Gerais, onde o aroma do grão faz parte da identidade cultural, o Dia Nacional do Café, comemorado no dia 24 de maio, ganha um sabor ainda mais especial. Uma marca que vem se destacando nesse cenário é a Poema Café, que integra o grupo Jequitinhonha Alimentos — uma empresa com 28 anos de história e consolidada no setor. Para celebrar a data, a Poema Café está ampliando o seu portfólio e levando a autenticidade da Chapada de Minas para novos mercados no Brasil e no mundo.
A expansão da marca traz novas linhas de cafés gourmet e especiais, desenvolvidas para valorizar importantes terroirs brasileiros, como a Chapada de Minas, Cerrado, Matas de Minas e Caparaó. Os produtos chegam em embalagens de 250 e 500 gramas, nas versões em grãos torrados ou moídos. Os cafés especiais da marca trazem notas sensoriais complexas e pontuação superior a 85 pontos, enquanto a linha gourmet oferece equilíbrio e alta qualidade. Cada lote passa por um perfil de torra exclusivo para garantir a excelência na xícara.
A demanda global por café solúvel está mudando o mapa da cafeicultura em Minas Gerais. O principal reflexo desse movimento é o avanço do café conilon, uma variedade mais resistente ao calor e à seca, que vem ganhando espaço em diferentes regiões do estado. Em 2025, Minas produziu cerca de 584 mil sacas de conilon, um crescimento expressivo de 50% em relação ao ano anterior. No Brasil, a produção também bateu recorde histórico, chegando a 20 milhões e 800 mil sacas. Mesmo representando apenas cerca de 2% da produção cafeeira mineira, o conilon é hoje a espécie que mais cresce proporcionalmente. O avanço é puxado principalmente por regiões que, até pouco tempo, não eram consideradas tradicionais no cultivo de café.
É o caso do Norte de Minas, do Vale do Jequitinhonha, do Vale do Rio Doce e de áreas do Noroeste do estado. Nessas regiões, as temperaturas mais elevadas e a menor altitude favorecem o desenvolvimento da cultura, especialmente com o uso de irrigação.
O podcast AGROTEMPO viaja até a região das Matas de Minas para contar uma história de superação que vem do Sítio Manhuaçuzinho. De trabalhadores safristas a produtores premiados, a família de Reinildes Raposo de Barros transformou o destino através da qualidade.
A caminhada começou em 1999, mas foi em 2013 que a semente do café especial foi plantada — literalmente. O que era apenas o sustento da agricultura familiar ganhou um novo rumo quando o filho de Reinildes, Mateus, formou-se em degustação. Em 2020, o veredito técnico: o café da família alcançou 83,5 pontos, entrando oficialmente no seleto grupo dos cafés especiais. Mas, no início, abrir as portas do mercado não foi fácil.
Mais do que produzir grãos e fibras, o agronegócio brasileiro reafirma sua força no campo social. Em Uberaba, Minas Gerais, o projeto "NutriJuntos" acaba de realizar a primeira colheita da nova safra, consolidando um modelo que une educação e segurança alimentar.
Fruto de uma parceria estratégica entre o Instituto UbyAgro e a Fazu, Faculdades Associadas de Uberaba, a iniciativa utiliza uma área de dois mil metros quadrados dentro da fazenda da faculdade para o cultivo de hortaliças. O diferencial é a participação ativa de alunos e professores, que transformam o aprendizado teórico em impacto real na mesa de quem precisa.
O mel produzido no semiárido mineiro está adoçando o paladar de consumidores em países como Suíça, Bélgica e Kuwait. Unindo o sabor único das floradas de aroeira e café com um rigoroso padrão de certificação internacional, os pequenos produtores do Norte de Minas já somam 350 toneladas exportadas desde 2022. O destaque vai para a agricultura familiar, que encontrou no mercado externo uma oportunidade de valorização e crescimento.
O segredo vem da transição entre o Cerrado e a Caatinga. É dessa mistura de biomas que nasce um mel com perfil sensorial diferenciado, extraído de flores nativas como a aroeira. O resultado? Um produto que caiu no gosto de mercados exigentes na Europa e no Oriente Médio. Somente nos primeiros meses de 2026, a Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas, a Coopemapi, já embarcou 42 toneladas para o exterior.
O calendário do pecuarista brasileiro é marcado por um desafio cíclico e implacável: a chegada da entressafra. Com a diminuição das chuvas, as pastagens perdem qualidade, o solo fica seco e o gado acaba sofrendo com a escassez de forragem. Sem uma estratégia definida, o resultado é um só: perda de peso do rebanho e prejuízo no bolso do produtor.
Para evitar que o potencial produtivo caia junto com o nível dos pastos, o uso do volumoso suplementar torna-se o principal aliado na fazenda. O zootecnista e assessor técnico da Connan Nutrição Animal, Gustavo Paranhos, destaca que o volumoso não é apenas um "quebra-galho" para a fome do animal, mas a base biológica para o desempenho do gado.
Com clima favorável e regiões com umidade propícia, Minas Gerais está se destacando na produção de cogumelos.
A maior concentração de produtores está na região Sul, no entanto, alguns municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, como Nova Lima e Rio Acima, também se destacam.
As espécies mais cultivadas e comercializadas como Shiitake, Shimeji, com variações como o branco, o preto, e o salmão e o Portobello, também conhecido como Paris. A atividade é impulsionada pela agricultura familiar, com cultivo orgânico e uso de tecnologia de climatização, destacando-se o agroturismo e a venda direta ao consumidor.
Em Carrancas, no sul do Estado, a história de Gil Medeiros é de oportunidade. Ele começou a produção por curiosidade e hoje conseguiu se consolidar como fornecedor na região.
Começou no dia 22 de abril e vai até 22 de maio de 2026 a consulta pública sobre a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) das Etapas III e IV do Projeto Público de Irrigação Jaíba, localizado no norte do estado de Minas Gerais. A ação é organizada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A concessão visa à implantação da infraestrutura de irrigação, à ocupação de áreas para produção agrícola e à execução de atividades de manutenção e operação do sistema.
Além da Codevasf, a iniciativa tem a participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência da República (SEPPI/CC/PR).
Os documentos, estudos de viabilidade e o formulário de contribuição estarão disponíveis aos interessados no site da Codevasf:
https://www.codevasf.gov.br/
O fortalecimento da economia brasileira passa, estrategicamente, pela segurança do setor produtivo e pelo planejamento financeiro das famílias. Na semana passada, Brasília foi palco de importantes articulações entre o mercado segurador e o Governo Federal. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, recebeu a diretoria da CNseg, Confederação Nacional das Seguradoras para discutir pautas que podem mudar o cenário do seguro rural.
O encontro focou em projetos de lei que visam modernizar o setor. Atualmente, o setor de seguros já representa mais de 6% do PIB brasileiro, mas o potencial de crescimento é ainda maior. Um dos pontos centrais da reunião foi o apoio de Alckmin ao projeto de lei que amplia os recursos para o seguro rural. Atualmente apenas 5% da área produtiva do Brasil conta com algum tipo de seguro.
A safra de café 2026 em Minas Gerais deve apresentar recuperação na produção, mas ainda vai ficar longe de uma supersafra. É o que revela uma pesquisa inédita do Sistema Faemg Senar, realizada entre fevereiro e março deste ano, com 5 mil produtores assistidos pelo programa ATeG Café+Forte em diferentes regiões do estado, principal produtor de café do país.
O levantamento aponta que a produção média deve crescer 23,6% em relação à safra de 2025. O avanço é puxado principalmente pelo café arábica, com alta estimada de 22,8%, enquanto o conilon pode registrar crescimento ainda maior, de 37,7%. A produtividade média projetada é de 32,9 sacas por hectare.
Apesar do aumento, a safra 2026 é considerada de recuperação, segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Ana Carolina Gomes.
From the publisher's feed