O segmento de alimentos com proteína adicionada já movimenta R$ 2 bilhões por ano no Brasil, segundo dados do Euromonitor. Em busca de um estilo de vida mais saudável, a proteína é frequentemente atrelada ao ganho de massa muscular e à saciedade, lógica que cria uma noção falsa de que devemos consumir uma maior quantidade desse nutriente. Nadine Marques, nutricionista e pesquisadora da Cátedra Josué de Castro, explica o “mito proteico” disseminado entre os consumidores.
Segundo a nutricionista, esse mito consiste na ideia de que haveria um risco aumentado de deficiência na ingestão de proteínas, sendo bastante ligada à desnutrição infantil. “Ele foi construído especialmente com base em interesses econômicos ligados a um sistema agroalimentar, que produz cada vez mais alimentos de origem animal e precisa destiná-los”, acrescenta.
Com base nas variadas funções fisiológicas desse nutriente, criou-se uma noção falaciosa de que as proteínas seriam um nutriente superior em relação aos carboidratos e às gorduras. Na realidade, estudos em nutrição humana demonstram que, ao ingerir uma quantidade de energia suficiente, o teor de proteínas também será suficiente. Nadine destaca que “apenas 3% dos brasileiros têm um consumo insuficiente de proteínas, consumimos, em média, mais do que a quantidade deste nutriente recomendada para que nosso corpo funcione bem”.
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Boletim Alimentação e Sustentabilidade
Parceria: Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis, Rádio USP e Jornal da USP Produção: Professor Arilson Favareto, Estela Sanseverino e Nadine MarquesCoprodução: Cinderela Caldeira, Breno Marino e Henrique GiacominEdição: Rádio USPVocê pode sintonizar a Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, pela internet em www.jornal.usp.br ou nos principais agregadores de podcast como Spotify, iTunes e Deezer.
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