Ambiente é o Meio - USP

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Ambiente é o Meio - USP episodes

  • Ambiente é o Meio #193: Mostra fotográfica conta a história do povo Paiter Suruí
    esta semana o Ambiente é o Meio recebe a arquiteta Lahayda Mamani Poma para falar sobre a mostra de fotografias Paiter Suruí, Gente de Verdade, sobre a história do povo indígena Paiter Suruí, em exposição no Instituto Moreira Salles, do qual é cocuradora.
    Lahayda explica que o povo Paiter Suruí, que significa gente de verdade, é uma etnia indígena das regiões que vão do Mato Grosso até Rondônia, e que o contato desse povo com pessoas não indígenas aconteceu há apenas 50 anos, quando a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) chegou ao território nos anos 1970. 
    Sobre a exposição, a curadora conta que são fotografias que datam da década de 1970, quando essa população teve o primeiro contato com uma câmera fotográfica, até o ano de 2007, quando as fotos analógicas passaram a ser substituídas pelas digitais. Lahayda informa que as imagens expostas foram reunidas pelo Coletivo Lakapoy de comunicadores indígenas e não indígenas a partir do interesse de Ubiratan Suruí pelas fotografias que sua mãe guardava em casa.
    São mais de 800 imagens que, por serem fotografias feitas pelos próprios Paiter Suruí, contam com um olhar humano, uma vez que a câmera fotográfica é bem-vinda dentro da aldeia. A arquiteta explica também que a mostra vai ficar exposta até o dia 2 de novembro no Instituto Moreira Salles, em São Paulo. Mas quem não puder comparecer pessoalmente à exposição pode realizar uma visita virtual no site do instituto.
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    27 min
  • Ambiente é o Meio #192: Lógica capitalista explica colapso climático
    esta semana o Ambiente é o Meio recebe o professor Eduardo Sá Barreto, do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), para falar sobre a crítica ecossocialista, tema de seu novo livro Pequeno Guia para a Crítica Ecossocialista do Capitalismo, publicado pela Editora Lutas Anticapital.
    Para o professor Barreto, apesar de Karl Marx não ter elaborado uma teoria ambiental em sua crítica ao capitalismo, há escritos que apresentam sensibilidade ecológica. Afirma ainda que, em sua crítica sobre a economia política, Marx fornece ferramentas teóricas fundamentais para analisar a crise ambiental. Sobre seu livro, o professor afirma que foi escrito com o objetivo de popularizar o debate ambiental, apresentando fundamentos teóricos e implicações práticas para um público amplo interessado tanto por questões ambientais quanto por críticas sociais.
    O capitalismo, segundo o professor, não consegue superar sua lógica destrutiva, crescendo continuamente, expandindo o consumo e usando a tecnologia para acelerar a produção, o que, segundo ele, é o oposto do que seria necessário para enfrentar a crise ecológica. Enfatiza também que, atualmente, vivemos um cenário de escassez, resultado do colapso climático.
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    26 min
  • Ambiente é o Meio #191: Tomografia revela a produção de carbonato de cálcio por corais paulistas
    esta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Guilherme Henrique Pereira Filho, do Departamento de Ciências do Mar (IMar) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para falar sobre a captura de carbono por corais alcatrazes, presentes no Arquipélago de Alcatrazes, no litoral de São Paulo.
    Pereira inicia o episódio explicando que corais são animais do grupo dos cnidários que vivem em associação com as algas e produzem carbonato de cálcio em seu esqueleto. Conta também que os corais sofrem com as mudanças climáticas mas, no entanto, corais localizados no Atlântico Sul lidam melhor com as ondas de calor e, mesmo sofrendo branqueamento, conseguem se recuperar.
    O professor diz ainda que o IMar estuda os corais do Arquipélago de Alcatrazes há uma década e que, entre os estudos, realizaram uma tomografia computadorizada do esqueleto de um dos corais. A princípio, o objetivo foi observar o crescimento da colônia de corais e analisar os efeitos sofridos pelas mudanças climáticas. No entanto, durante a análise puderam estimar a quantidade de carbonato de cálcio produzido pelos corais da região. Segundo o pesquisador, estima-se que são produzidas, anualmente, cerca de 170 toneladas de carbonato de cálcio ao redor do arquipélago.
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    29 min
  • Ambiente é o Meio #190: Sazonalidade climática interfere na produção energética em Belo Monte
    esta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Rodolfo Aureliano Salm, da Faculdade de Biologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), para falar sobre os desafios socioambientais decorrentes da Usina de Belo Monte, enfrentados pelas comunidades indígenas da região.
    O professor Salm inicia o episódio contando que a região de Volta Grande do Xingu conta com terras indígenas homologadas e que, para a construção de Belo Monte, precisariam ser alagadas. Alagamento que não ocorreu, segundo o professor, já que optou-se pela criação de canais artificiais em Volta Grande, “mas isso não significa que não houve impactos ambientais na região”, adianta.
    Salm afirma que a produção de energia em Belo Monte é muito baixa por conta da sazonalidade climática da região, algo que deveria ter sido levado em consideração quando a usina foi construída. Outro ponto mencionado pelo professor é que, diferentemente do que a maioria da população acredita, a energia elétrica não é uma energia 100% limpa, uma vez que para a construção de hidrelétricas o local passa por um processo de desmatamento.
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    29 min
  • Ambiente é o Meio #189: Arborização urbana adequada promove saúde ambiental e da população
    esta semana, o Ambiente é o Meio recebe a arquiteta e urbanista Léa Gejer, coordenadora de projetos técnicos da rede global de Governos Locais pela Sustentabilidade, o Iclei, para falar sobre o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU).
    Léa explica que o Iclei atua em todo o mundo prestando suporte para governos locais sobre questões de sustentabilidade. Além disso, ela também explica que existe uma grande diversificação na questão da arborização das cidades, afirmando que algumas cidades são mais arborizadas que outras, e também que dentro das próprias cidades existem diferenças na arborização. A arquiteta explica que essa diferença dentro das próprias cidades acontece da seguinte forma: as áreas mais valorizadas contam com uma presença maior de árvores, enquanto bairros em áreas menos valorizadas quase não têm arborização.
    Sobre o PlaNAU, Léa conta que é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que também faz parte do Programa Cidades Verdes e Resilientes, que tem como objetivo orientar e articular a política de arborização das cidades brasileiras.
    A arquiteta explica, ainda, que a arborização urbana adequada é capaz de promover a biodiversidade; proteger a água e o solo; reduzir processos erosivos, a poluição do ar e a poluição sonora; melhorar a estética das cidades; regular o clima dos centros urbanos e também promover melhoras na saúde da população.
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    29 min
  • Ambiente é o Meio #188: Livro aborda como o colonialismo continua impactando povos originários
    esta semana o Ambiente é o Meio recebe o indígena militante dos direitos humanos Givanildo Manoel da Silva, conhecido como Giva, para falar sobre seu novo livro, Terra de Sangue, Sangue na Terra: O Rastro do Colono-Capitalismo em Pindorama, que busca compreender os problemas dos povos indígenas na atualidade.
    Ao longo do episódio, o autor fala sobre como se descobriu indígena e sobre como o colonialismo e o capitalismo, chamado por ele de colono-capitalismo, realizaram o apagamento da memória indígena nos povos originários. Silva também diz que as práticas capitalistas de hoje são as mesmas do período colonialista, apenas mais modernas.
    Sobre a questão da preservação das comunidades e territórios indígenas, que estão em crescente devastação por conta do capitalismo, de acordo com Silva, um grande avanço seria a criação de um Estado pluriétnico, que permitiria que os povos originários defendessem seus territórios. 
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    28 min
  • Ambiente é o Meio #187: Livro traz relatos das vítimas do desastre ambiental em Mariana
    esta semana, o Ambiente é o Meio recebe a pesquisadora Gabriela de Paula Marcurio, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), para falar sobre o livro A Máquina do Terror: A Luta das Pessoas Atingidas pela Samarco em Mariana, de sua autoria, que retrata os impactos do desastre ambiental de 2015.
    O livro, decorrente de uma pesquisa iniciada durante a graduação de Gabriela após contato com as vítimas do rompimento da barragem de Fundão, retrata os impactos sofridos por nove comunidades rurais da região, com destaque para a comunidade rural de Paracatu de Baixo, a mais atingida pelo rompimento. 
    A pesquisadora conta que, com o rompimento da barragem, os rejeitos foram despejados e se misturaram com a água do rio Gualaxo do Norte, formando um turbilhão de lama que empurrou casas, carros, animais e árvores, fazendo com que as comunidades fossem inundadas. Gabriela conta ainda que os moradores das comunidades foram evacuados apenas no dia seguinte ao rompimento.
    Além de perder seus bens, as vítimas do desastre em Mariana também precisam conviver com outros problemas decorrentes do rompimento da barragem. A pesquisadora conta que os moradores relatam problemas de saúde e sintomas relacionados à contaminação por metais pesados, enquanto a mineradora afirma que os rejeitos não são tóxicos.
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    29 min
  • Ambiente é o Meio #186: Brasil tem dinheiro para financiar transição energética
    esta semana, o Ambiente é o Meio recebe a diretora executiva do Instituto Internacional Arayara, Nicole Figueiredo de Oliveira, para falar sobre os investimentos brasileiros na exploração de petróleo, realizados principalmente através dos leilões pelo Conselho Nacional de Política Energética e pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
    Nicole informa que existem dois tipos de leilão de blocos exploratórios: o leilão de partilha, no qual a empresa que adquiriu o bloco partilha os recursos advindos da exploração com a União, e o leilão de concessão, em que a empresa que adquiriu o bloco tem o direito de explorar o petróleo daquele local sem a necessidade de compartilhar os recursos adquiridos por um período de tempo – geralmente 20 anos.
    Ao elencar as ações governamentais em favor da exploração de petróleo, Nicole chama a atenção da sociedade quanto aos prejuízos ambientais e aumento do aquecimento global advindos da exploração. Lembra que, há mais de dez anos, autoridades do Painel Intergovernamental de Cientistas das Mudanças Climáticas (IPCC) orientam para a necessidade de não mais perfurar novos poços e encerrar os já existentes para conter o aquecimento global em 1,5ºC. Sem contar com a toxicidade para a biodiversidade de vazamentos que ocorrem durante a extração de petróleo.
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    29 min
  • Ambiente é o Meio #185: Antiecologismo faz oposição ao ambientalismo
    esta semana, o Ambiente é o Meio recebe o economista, pesquisador e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Clóvis de Vasconcelos Cavalcanti para falar sobre o antiecologismo brasileiro.
    O professor explica que o antiecologismo é a oposição, a resistência a ideias e ações ambientalistas que promovem a defesa do meio ambiente. Segundo Cavalcanti, os antiecologistas são os que acreditam num meio ambiente adaptado às suas necessidades, e não o contrário. 
    Cavalcanti cita, ao longo do episódio, figuras brasileiras aliadas ao movimento ambientalista que atuam na proteção ao meio ambiente. Afirma, ainda, que os povos originários são os maiores aliados dos ambientalistas no combate ao antiecologismo. 
    Ouça o episódio completo no player acima.
    26 min
  • Professor defende economia ecológica para desenvolvimento sustentável
    Neste episódio do Ambiente é o Meio, o professor José Marcelino conversa com o professor aposentado da Universidade de Pernambuco Clóvis de Vasconcelos Cavalcante, que é membro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (Eco-Eco). O professor Cavalcante destaca sua formação em Economia com forte base matemática e suas experiências com figuras importantes, como o fundador da bioeconomia, o economista e matemático Nicholas Georgescu-Roegen. Segundo Cavalcante, foi dessa forma que iniciou seu caminho na economia ecológica e nos fundamentos da economia tradicional.
    O professor Cavalcante conta ainda como foi a criação da Eco-Eco e sua experiência com outros expoentes brasileiros, como Gilberto Freyre e Celso Furtado, cujas obras criticam a obsessão com o PIB (Produto Interno Bruto) e defendem critérios biológicos de economia e produção.
    Cavalcante lembra também da experiência no Butão, local onde conheceu o conceito de Felicidade Nacional Bruta (FNB). Afirma que felicidade pode ser ilimitada e não causa danos ambientais, ao contrário do crescimento econômico.
     Ouça o episódio completo no player acima.
    26 min

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O programa discute temas ambientais e sociais, analisa questões de sustentabilidade por meio de entrevistas com especialistas e pesquisadores da área no âmbito do município, do Estado, do País e do planeta.