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Eu não faço amor,
faço poesia;
a luxúria é vazia
para quem mergulhou na dor
e hoje tem vício de viver;
sou distante,
dessas noites o destino me priva,
não consigo entreter,
me conectar;
o momento ofegante
fica à deriva,
insiste em se dissipar,
não chega ao flerte,
não entra no quarto,
não deixa a roupa no tapete,
não sobe na cama;
para mim tudo é um parto,
toda gente me desama
sem antes me provar
Só perco o sono até mais tarde,
perdido no meu pensar;
achei que diante do fogo eu fosse covarde,
mas eu tenho é muita vontade de amar
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Eu não faço amor,
faço poesia;
a luxúria é vazia
para quem mergulhou na dor
e hoje tem vício de viver;
sou distante,
dessas noites o destino me priva,
não consigo entreter,
me conectar;
o momento ofegante
fica à deriva,
insiste em se dissipar,
não chega ao flerte,
não entra no quarto,
não deixa a roupa no tapete,
não sobe na cama;
para mim tudo é um parto,
toda gente me desama
sem antes me provar
Só perco o sono até mais tarde,
perdido no meu pensar;
achei que diante do fogo eu fosse covarde,
mas eu tenho é muita vontade de amar
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Tantos dias chorando as tuas saudades,
tantas noites sonhando as tuas devassidades,
e numa manhã repentina,
com um insight de surdina,
eu te superei;
o que somos não sei,
"amigos" foi um termo que no passado precipitadamente afirmei;
teu jeito matreiro e confuso,
meu pensamento caótico e difuso;
como a nossa relação, somos muitos difíceis de entender;
tem uma dose razão o lado que me manda te esquecer,
mas a verdade,
com toda sinceridade,
é que agora contigo não sei o que fazer
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Não há nada para me perguntar,
eu conheço as regras do jogo
na cartilha coloquei fogo,
não quero jogar;
ponho todas as cartas na mesa
para não ter incerteza,
sem blefes,
sem flertes,
mostro a minha cara
e ninguém me encara;
um ais de paus do naipe de ouros é diferente,
eu sou o caos na normalidade aparente,
num jogo de amor não se pode perder
não existe desacerto algum
não é um embate,
é partida de empate,
placar de um a um;
mas elas assustadas me deixam vencer,
largam o jogo,
deixam a mesa,
negam fogo,
apegam-se ao pudor
na noite de amor,
escolhem a tristeza
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Você é um vício,
o arrepio de estar à beira do precipício;
você é louca,
mas sou eu que vou para o hospício,
se ficar mais um segundo sem a sua boca
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Eu conheço aqueles olhos
e eles me conhecem,
pelas lentes de outras dimensões,
de outras vidas não me esquecem;
eu confio naquele olhar como se entre nós houvesse um laço
que nunca teve lugar, nunca teve espaço,
desses olhos não preciso fugir, não preciso disfarçar
Eu conheço aquele sorriso,
ele me dá um aviso
do qual não sei lembrar,
é um sorriso bonito
tão lindo que seria impossível na memória não se eternizar,
é por alguns segundos,
mas o sinto como se fosse infinito,
dois lábios que se abrem para as maravilhas do mundo revelar;
ela tem um charme que é impossível não captar
inadmissível não se deixar levar,
de onde…
de onde eu te conheço
e como te deixei escapar?!
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Eu amo demais,
eu amo assaz,
amo em dobro,
amo e nunca tenho logro,
porque quando as pessoas percebem que me amam,
já é demasiado tarde;
o amor que me dão é covarde,
não corre atrás,
e mesmo que corresse,
o fim é de fato esse,
não há o que se conserte,
não há desejo que se desperte,
quando as palavras malditas já melaram tudo,
não há melô,
não há prova de amor,
não há pau duro
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A primeira mulher que amei
o meu amor desfez
quando me definiu, “um personagem”,
ofensa de nova roupagem;
pobre alma disparatada,
uma vida repleta de elogios
e romances que não dão em nada,
não sabia o quão profundamente estava errada,
eu não sou um personagem,
sou a história,
homem imponderável,
não existo,
aconteço!
E no dia em que for apenas uma memória,
sei que dirão,
“dele não me esqueço”
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Quando estou conversando com você,
sinto que as palavras ficam na ponta do pé,
mas nunca põem a cabeça para fora da janela,
não saem pelos seus lábios de lua;
você foge de mim, mesmo caminhando ao meu lado na rua,
você me tem como sábio, mas eu só lanço para o ar ideias nuas
Já anunciei o cessar-fogo,
mas você vê segundas intenções nos meus atos,
para você tudo é um jogo,
e nas entrelinhas dos fatos
o seu charme vira coquetismo,
meu espírito, forma de ocultismo,
poli amor ou um polimorfismo de relações,
muito presumidos e apegados a suposições;
é um bem-me-quer que não quero
eterno placar de zero a zero
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Você sente minha falta,
sofre calado
e se orgulha de eu não ouvir isso da sua boca,
a si mesmo renega os próprios sentimentos,
fazendo essa cara blasé de homem racional,
você acredita ter o controle de tudo,
e mesmo nas frias madrugadas
quando não é mais possível aturar,
o seu coração salta a cadeia de montanhas geladas
que você construiu em torno de si,
na primeira calmaria você se esquece do próprio sofrimento,
não abandona essa fé de ser um homem sem fé no amor,
sem fé em si próprio,
um peito de pedra;
perdido a esmo, você aceita fácil demais o seu fim,
não tenta mudar,
entender,
melhorar,
amadurecer,
evoluir,
isso me levar a crer
que você não consegue encarar,
só sabe fugir,
com seu ar de propriedade
você esconde a minha saudade,
tenta escapar da verdade;
você ainda me quer,
sofre calado
não se atreve a dar um passo,
no fundo, eu ainda tenho muito espaço
nesse peito gelado para me sentir
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