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Bem-vindo ao Antigas Novidades, um espaço onde o tempo não passa – ele apenas gira no prato do toca-discos.
Nesta nova série de programas, te convido a embarcar numa viagem sonora por anos emblemáticos que moldaram o jazz como o conhecemos.
Prepare o ouvido, afine a memória e deixe-se levar por essa jornada entre o passado e o presente — onde o jazz não envelhece, apenas amadurece.
Porque, aqui no Antigas Novidades, o som é antigo, mas a emoção é sempre nova.No programa de hoje - Jazz de 1960: Blue Note Parte 01
A Night in Tunisia – Jimmy Smith (álbum Crazy! Baby)
Ghana – Donald Byrd (álbum Byrd in Flight)
This I Dig of You – Hank Mobley (álbum Soul Station)
No comando está o jornalista Aroldo Glomb! Na bancada: Demetrio Ferreira Czmyr ,Cristiano Moura, Bredi Vian Marinho e Aldo Portes de França.
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Quando falamos de psicodelia na música brasileira, muitos lembram de nomes como Os Mutantes, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Mas um artista que merece destaque especial nesse universo é Ronnie Von. Conhecido inicialmente como o “Príncipe” da Jovem Guarda, Ronnie surpreendeu o Brasil no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 ao mergulhar de cabeça em uma estética sonora ousada, experimental e recheada de referências místicas e espaciais.
Essa fase ficou eternizada em três discos cultuados que, hoje, são considerados joias raras do rock psicodélico nacional:
"Ronnie Von" (1968) – Um trabalho de transição, com arranjos elaborados, letras introspectivas e melodias que flertam com a psicodelia.
"A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais" (1969) – Um título que já entrega o clima fantasioso e surreal do álbum. Aqui, Ronnie Von mistura narrativa, poesia e experimentações musicais ousadas.
"A Máquina Voadora" (1970) – Um disco visionário, com forte influência de rock progressivo e conceitos espaciais, consolidando sua faceta mais experimental.
Entre as canções dessa fase, encontramos verdadeiras pérolas que mostram o quanto Ronnie ousou e inovou na música brasileira:
Meu Novo Cantar
Espelhos Quebrados
Sílvia, 20 Horas, Domingo
De Como Meu Herói Flash Gordon Irá Levar-Me de Volta para Alfa do Centauro, Meu Verdadeiro Lar
Pare de Sonhar com Estrelas Distantes
Regina e o Mar
Máquina Voadora
Continente e Civilizações
Cidade
Essas músicas são marcadas por letras enigmáticas, arranjos orquestrados, efeitos de estúdio e uma sonoridade que dialogava tanto com a Tropicália quanto com a psicodelia britânica e norte-americana. É como se Ronnie Von tivesse criado seu próprio universo musical, convidando o ouvinte a viajar por reinos imaginários, mares distantes e civilizações misteriosas.
No Antigas Novidades, vamos revisitar cada um desses álbuns, contar as histórias por trás das gravações, entender a influência cultural da época e descobrir como um ícone pop da TV brasileira se transformou em um dos nomes mais cultuados do rock psicodélico.
Prepare-se para embarcar nessa viagem sonora — porque, quando o assunto é Ronnie Von, a máquina voadora já está pronta para decolar! 🚀
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No programa de hoje - Jazz de 1960: Verve Records
Ella Fitzgerald – Mack the Knife
Ella Fitzgerald – I Cried for You
Ella Fitzgerald – Have Yourself a Merry Little Christmas
Ella Fitzgerald – Get Happy
Anita O’Day – To Keep My Love Alive
Anita O’Day – Angel Eyes
Stan Getz – Goodbye
Willie Dixon and Memphis Slim – Home to Mamma
Gerry Mulligan – Let My People Be
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Luto por Ozzy Osbourne! 22 de julho de 2025, Ozzy Osbourne faleceu aos 76 anos, encerrando uma das trajetórias mais marcantes da história da música. Neste episódio do podcast Antigas Novidades, homenageamos o eterno vocalista do Black Sabbath e ícone do heavy metal ouvindo cinco músicas que abriram discos inesquecíveis da sua carreira, seja com a banda que fundou o gênero, seja em sua poderosa fase solo.
Nascido em Birmingham, na Inglaterra, Ozzy se tornou um símbolo do rock sombrio, teatral e potente. Mesmo diagnosticado com Parkinson e enfrentando sérios problemas de saúde, ele seguiu nos palcos até o fim — com direito a um show final emocionante em julho de 2025, na sua cidade natal, cercado por fãs.
🖤 Neste episódio especial, vamos ouvir e comentar cinco faixas de abertura que ajudaram a construir o mito de Ozzy Osbourne:
🎧 1. “Black Sabbath” – do álbum Black Sabbath (1970)
A faixa que inaugurou o heavy metal. Com trovões, sinos e um clima apocalíptico, essa música não só abre o primeiro disco da banda, como abre um novo capítulo na história do rock pesado. Uma introdução sombria para uma lenda que nascia ali.
🎧 2. “Wheels of Confusion” – do álbum Vol. 4 (1972)
Um épico em camadas que mostra um Sabbath mais ambicioso e maduro. Com passagens melódicas e riffs quebrados, a faixa dá o tom de um disco experimental, que marcou a transição da banda para territórios ainda mais ousados.
🎧 3. “Hole in the Sky” – do álbum Sabotage (1975)
Com uma explosão imediata de riffs e agressividade, essa abertura mostra o Sabbath em sua fase mais afiada. A letra aborda temas cósmicos e existenciais, enquanto Ozzy canta com uma urgência quase profética.
🎧 4. “Bark at the Moon” – do álbum Bark at the Moon (1983)
Já em carreira solo, Ozzy abre seu terceiro álbum com essa faixa icônica que mistura horror, energia e técnica apurada. Um clássico dos anos 80 que ajudou a definir o metal daquela década e consolidar sua imagem como showman sombrio.
🎧 5. “Perry Mason” – do álbum Ozzmosis (1995)
Uma abertura poderosa e moderna para os anos 90. Com uma sonoridade mais limpa e arranjos elaborados, Ozzy mostra que ainda era relevante mesmo após décadas de estrada. A música é carregada de críticas sociais e refrões grudentos — fórmula perfeita do mestre.
👑 Ozzy Osbourne não foi apenas o Príncipe das Trevas. Foi o criador de um universo musical onde o sombrio, o teatral e o brutal coexistem com sensibilidade, humor e emoção. Sua voz, seus riffs e seu legado seguirão vivos enquanto houver alguém disposto a ouvir o som de um trovão seguido de um acorde distorcido.
⚰️ Sua despedida dos palcos aconteceu em 5 de julho de 2025, em Birmingham, sentado em um trono adornado com um morcego — uma cena que resumiu sua mística como figura central do rock pesado.
📢 Ouça agora este episódio especial do Antigas Novidades e celebre com a gente a trajetória de um dos maiores artistas da história. Porque os clássicos não morrem. E Ozzy... Ozzy é eterno.
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A morte de Ozzy Osbourne e o nosso tributo neste podcast rock clássico! Especial despedida de Ozzy Osbourne!
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No programa de hoje - Jazz de 1960: Argo Records
Jazztet - I Remember Clifford
Jazztet - Killer Joe
Jazztet - Hi-Fly
Art Farmer Quartet - Out of the Past
Ramsey Lewis Trio - Here' Tis
Ramsey Lewis Trio - Old Devil Moon
Ahmad Jamal - Little Old Lady
Ahmad Jamal - Ahmad's Waltz
Roland Kirk Quintet - The Call
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Tim Maia Racional, Vol. 1 é o quinto álbum de estúdio do cantor e compositor brasileiro Tim Maia, lançado no início de 1975 através do selo Seroma - pertencente ao próprio cantor carioca. As gravações ocorreram nos estúdios RCA entre julho e agosto de 1974. O álbum foi largamente ignorado pela crítica especializada na época do seu lançamento e apresentou vendagem inexpressiva, muito em função de seu baixo apelo comercial - tendo em vista as letras que divulgavam uma seita com poucos adeptos - e da distribuição semi-amadora da gravadora independente do cantor carioca.
Com o passar dos anos, apesar das tentativas de Tim de apagar o disco da memória popular - com destruição ativa do material, além de proibição de relançamento e desencorajamento de regravações, o álbum passou a ser alvo de um status cult, com os discos de vinil originais tornando-se raros e caros. A partir dos anos 1990, com o resgate da música negra brasileira da década de 1970, cresceu a pressão para o relançamento dos álbuns, o que só veio a ocorrer depois da morte do artista. O disco é tido como um dos pontos altos da carreira de Tim Maia, muito em razão de seus arranjos e da qualidade da voz do cantor carioca.
Lado A
1. "Imunização Racional (Que Beleza)" 5:08
2. "O Grão Mestre Varonil" 0:24
3. "Bom Senso" 5:08
4. "Energia Racional" 0:15
5. "Leia o Livro Universo em Desencanto" 2:50
6. "Contato com o Mundo Racional" 3:06
Lado B
1. "Universo em Desencanto" 3:43
2. "You Don't Know What I Know" 0:35
3. "Rational Culture" 12:09
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No programa de hoje: Jazz de 1970: Atlantic Records
1 - Mose Allison
2 - Gary Burton
3 - Gary Burton & Keith Jarrett
4 - Yusef Lateef
5 - Joe Zawinul
6 - Rahsaan Roland Kirk
7 - Duke Ellington
8 - İlhan Mimaroğlu
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No episódio de hoje, vamos embarcar em uma viagem pelo som poderoso e nostálgico da banda sueca Black Bonzo, um dos maiores representantes do rock progressivo contemporâneo com alma dos anos 70.
Diretamente de Skellefteå, na Suécia, o Black Bonzo surgiu em 2003 com uma proposta ousada: resgatar a essência do prog rock clássico com muita originalidade e intensidade. A banda é formada por:
Magnus Lindgren – vocais
Joakim Karlsson – teclados, sintetizadores e vocais de apoio
Anthon Johansson – guitarras
Martin Lidström – baixo
Mikael Israelsson – bateria, percussão e vocais de apoio
🎧 Neste episódio, você vai ouvir e descobrir curiosidades sobre três álbuns incríveis:
O disco de estreia que apresentou o estilo único da banda, cheio de Hammond, Mellotron e vocais dramáticos.
▶️ Músicas que vamos tocar:
"Lady of the Light"
"Brave Young Soldier"
"Freedom"
Considerado o auge criativo do grupo, com climas épicos e letras densas.
▶️ Músicas que vamos tocar:
"Thorns Upon a Crown"
"Iscariot"
"Sound of the Apocalypse"
Mais direto, com pegada hard rock, mas mantendo o DNA progressivo.
▶️ Músicas que vamos tocar:
"Guillotine Drama"
"Zephyr"
"Supersonic Man"
Prepare-se para uma jornada sonora repleta de solos vintage, letras intensas e arranjos que remetem a nomes como Yes, Uriah Heep, Jethro Tull e King Crimson — mas com a identidade única do Black Bonzo.
Ouça agora e mergulhe no universo progressivo do Black Bonzo!
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💿 Lady of the Light (2004)💿 Sound of the Apocalypse (2007)💿 The Guillotine Drama (2009)
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O álbum No Sleep 'til Hammersmith, lançado em 27 de junho de 1981, é um dos discos ao vivo mais celebrados da história do rock pesado — e o primeiro álbum do Motörhead a alcançar o topo das paradas britânicas. Aqui está tudo o que se sabe sobre ele:
Apesar do título, nenhuma música do álbum foi gravada no Hammersmith Odeon (famosa casa de shows de Londres). O nome é uma brincadeira com o ritmo insano de turnê da banda, sugerindo que eles não dormiriam até chegarem ao show final da turnê, no Hammersmith.
Lemmy dizia: “Fizemos tantos shows naquela turnê que não sabíamos mais em que cidade estávamos. Só sabíamos que o último era no Hammersmith.”
O título também antecipa o espírito “sem descanso” da vida na estrada — algo que Lemmy e o Motörhead representavam como ninguém.
As faixas do disco foram gravadas durante a turnê britânica chamada "Short Sharp Pain In The Neck Tour", em 1981. As datas e locais mais usados nas gravações foram:
Leeds Queens Hall – 28 de março de 1981
Newcastle City Hall – 29 e 30 de março de 1981
A maioria das faixas veio dos dois shows em Newcastle, considerados pelos técnicos como os que melhor captaram a energia da banda ao vivo.
Ace of Spades
Stay Clean
Metropolis
The Hammer
Iron Horse / Born to Lose
No Class
Overkill
(We Are) The Road Crew
Capricorn
Bomber
Motorhead
Destaques:
“(We Are) The Road Crew” virou um hino em homenagem à equipe de estrada — uma das poucas bandas a celebrar isso.
“Motorhead”, a última faixa, é mais acelerada que a versão de estúdio e fecha o disco com força.
Chegou ao 1º lugar das paradas britânicas, algo surpreendente para uma banda de som tão cru e pesado.
Mostra o auge da formação clássica: Lemmy, Fast Eddie Clarke e Philthy Animal Taylor.
Captura a brutalidade e carisma dos shows ao vivo do Motörhead, com um som direto, sem overdubs exagerados.
Inspirou outras bandas a lançarem discos ao vivo mais autênticos, como Metallica e Slayer.
Lemmy nunca gostou de regravar vocais em álbuns ao vivo. O que ouvimos no disco é, praticamente, exatamente o que o público escutou nos shows.
A capa traz o caminhão de palco do Motörhead com os equipamentos — reforçando a vibe de banda de estrada.
O álbum vendeu mais de 100 mil cópias só na primeira semana no Reino Unido.
No Sleep 'til Hammersmith não é só um álbum ao vivo — é um documento da ferocidade e honestidade do Motörhead no palco. O título expressa perfeitamente a alma da banda: vida na estrada, noites sem dormir e som em volume máximo.
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#motorhead, #lemmy #rock #aovivo
Entre os anos de 1986 e 1989, o Iron Maiden viveu uma de suas fases mais ousadas, criativas e — ao mesmo tempo — divisivas. Foi um período marcado por experimentos sonoros, álbuns conceituais e grandes turnês mundiais, consolidando ainda mais o status da banda como um dos maiores nomes da história do heavy metal. #IronMaiden #Anos80 #HeavyMetal
Tudo começou em 1986, com o lançamento do álbum "Somewhere in Time". Nesse disco, a banda inovou ao introduzir guitarras sintetizadas, algo inédito até então em sua discografia. O som ficou mais futurista e atmosférico, refletindo nas letras e na arte inspirada em ficção científica. Faixas como "Wasted Years" e "Stranger in a Strange Land" se tornaram clássicos, mas outras — como "Déjà Vu" — dividiram opiniões por sua composição mais fraca e repetitiva. #SomewhereInTime #WastedYears #SynthGuitars
Já em 1988, o Iron Maiden lançou seu primeiro álbum conceitual, o épico "Seventh Son of a Seventh Son". Inspirado em lendas e simbolismos sobre o sétimo filho, o disco apresentou uma sonoridade ainda mais progressiva, cheia de camadas, interlúdios e transições, com letras que exploravam profecias, visões e dualidade espiritual. Singles como "Can I Play with Madness", "The Evil That Men Do" e "Infinite Dreams" estouraram nas paradas do Reino Unido. #SeventhSonOfASeventhSon #Conceitual #ProgMetal
Para registrar essa fase grandiosa, em 1989 a banda lançou o vídeo ao vivo "Maiden England", gravado durante a turnê do álbum anterior. Além de performances impecáveis, o show marcava o fim simbólico de uma era clássica da banda — que logo veria mudanças importantes. #MaidenEngland #AoVivo #Turnê
A formação do Iron Maiden nesse período é considerada por muitos fãs como a definitiva:
Bruce Dickinson nos vocais,
Steve Harris no baixo e liderando as composições,
Dave Murray e Adrian Smith nas guitarras,
e Nicko McBrain na bateria.
Essa química entre técnica, melodia e agressividade resultou em discos que até hoje são reverenciados. #BruceDickinson #SteveHarris #AdrianSmith #DaveMurray #NickoMcBrain #FormaçãoClássica
Mas nem tudo era perfeito: Adrian Smith, um dos principais compositores da banda, deixou o grupo logo depois — insatisfeito com os rumos mais crus que o Iron Maiden tomaria nos anos seguintes. #AdrianSmithSaiu #FimDeUmaEra
Entre 1986 e 1989, o Iron Maiden provou que era possível evoluir sem perder a identidade — mesmo arriscando e enfrentando críticas. E deixou como legado uma trilogia sonora que ainda ecoa nos palcos do mundo inteiro. #LegadoMaiden #MetalOusado #AnosDeOuro
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