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Considerado um dos maiores vultos da poesia lírica portuguesa e o grande poeta arcadista português, a sua fama de poeta satírico e contador de histórias picantes e obscenas é incontornável. Manuel Maria Barbosa du Bocage traz-nos hoje um poema para relembrar às pessoas que há alternativas ao açambarcamento de papel higiénico, em tempos de quarentena pandémica.
Alice Vieira é considerada uma das maiores escritoras portuguesas na literatura infanto-juvenil, tendo editado cerca de 5 dezenas de títulos com a editora Caminho. Na sua obra literária contam-se também várias incursões pela literatura para adultos e pela poesia. “São um Perigo, as Palavras”, é o poema desta semana, de Alice Vieira.
Aqui Há Poesia não poderia deixar de assinalar a data que se avizinha. A 8 de março, assinala-se o Dia Internacional da Mulher. Apesar de alguma controvérsia sobre a origem da celebração desta data, todas essas possíveis origens apresentam um ponto comum: estimular a igualdade de género. Para esta edição, Aqui Há Poesia com um texto de uma das 3 Marias, acusadas, julgadas e condenadas pelo Estado Novo, por escreverem um “livro pornográfico e atentatório da moral pública e bons costumes”, intitulado “Novas Cartas Portuguesas”. O texto desta edição é de Maria Velho da Costa, pode ser encontrado no livro “Cravo”, e intitula-se “Revolução e Mulheres”.
Um poeta do Minho. Médico de profissão, Jorge Sousa Braga nasceu em Cervães, Vila Verde. A poesia acompanha-o desde a infância. Escreveu o seu primeiro poema aos 8 anos, e desde aí deixou que as letras tomassem um lugar definitivo na sua vida. É um dos poetas pertencentes à geração pós-revolução, que traz na sua escrita um humor, umas vezes refrescante, outras vezes cru, simples. Identifica-se também na sua escrita uma influência emanada da sua atividade profissional. O poema desta semana sai do livro “O Poeta Nú” e intitula-se “3 AM”.
Da Polónia, para português. Prémio Nobel da literatura, em 1996, Wislawa Szimborska teve uma longa vida dedicada às letras. Colaborou regularmente com a imprensa, como editora de poesia e colonista, a par da sua escrita poética. Foi laureada com inúmeros prémios literários, destacando-se o Prémio Goethe, em 1991, seguindo-se o já mencionado Prémio Nobel.
Não podíamos deixar de falar de Amor. Com o Dia de S. Valentim a chegar, Aqui Há Poesia de Rómulo de Carvalho, que trouxe à poesia a físico-química da vida. Para quem segue os caminhos dos livros, este autor deverá ser mais conhecido pelo seu pseudónimo: António Gedeão. Esta semana, Aqui Há Poesia para o dia de namorados, “Este é o Poema do Amor”. Até breve.
João Habitualmente, um poeta do Porto. As tertúlias poéticas, da noite portuense, são uma influência assumida na forma como nos traz as palavras e nos surpreende a cada estrofe, recusando fidelidade aos géneros literários habituais. É, para mim, um dos maiores poetas contemporâneos portugueses, ao qual iremos, seguramente voltar.
Poeta, escritor e ensaísta anglo-americano, é considerado, por muitos, um dos grandes autores do séc.XX. Originário de uma família de classe média inglesa, estudou em Oxford, travando amizades com outros escritores do seu tempo e afirmando-se com um poeta de qualidade. A publicação do seu primeiro livro tornou-o um porta-vez de uma nova geração de autores. Viajou pelo mundo, adquiriu cidadania americana, e veio a falecer em Viena, na Áustria, em 1973. Fechamos o mês de janeiro, dedicado a poetas de outras terras, com o poema “Canção” (título original “Refugee Blues”), com uma tradução de Jorge Emílio, encontrada no livro “Rosa Do Mundo 2001 Poemas Para o Futuro”, da Assírio & Alvim.
A Beat Generation começou por ser um grupo de amigos e acabou como um movimento que revolucionaria o meio artístico e literário americano e mundial. O termo foi cunhado por Jack Kerouac, para descrever este grupo de inconformados, subversivos e degenerados escritores e poetas, que se levantou como um movimento para o qual confluiu uma juventude letrada, em busca de um novo rumo, assumindo um estilo de vida alternativo, anticonformista e “contra o sistema” . Este movimento trouxe à ribalta autores incontornáveis como Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs ou Ferllinghetti. O poema de hoje leva-nos numa viagem geracional, até à beat generation, com Lawrence Ferlinghetti, “Em tempo de revolução, por exemplo”.
2016 levou consigo 3 figuras incontornáveis do panorama musical mundial: David Bowie, Prince e… Leonard Cohen. A poesia das suas canções é um absoluto deleite de ouvir. A sua calma voz embala e cativa desde a primeira estrofe. Aos 30 anos, quando decidiu enveredar por uma incursão na música, que durou até à sua partida, era já um reconhecido e consagrado autor de romances e poesia. A tradução é de Jorge Sousa Braga e Carlos Tê, a poesia é de Cohen.
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