areias:sonoras
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areias:sonoras episodes

  • areia sonora 0.9 (a fama )
    a fama dura duas horas apenas, um quarto de hora, que vai, ho, que vai... a fama dura três minutos e trinta e cinco segundos, ou menos até. risquei um Xis com giz...escuitarmúsica: Lara La. · + electrodoméstico.
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  • areia sonora 0.8 (faíscas)
    vês tu também essas faíscas que mexem como careixas vorazes engolindo a escuridade jaspeada? escuitarmúsica: jody hamilton. dripping; ivanovna. the fear.
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  • areia sonora 0.7 (passou o dia passou a romeria)
    passou o dia passou a romeria... são miguelinho das uvas maduras, quanto me tardas, que pouco me duras. escuitarmúsica: letting up despite great faults. maybe I'll hide with you; mayapple weather. the world called today, they sounded pissed.+ paisaxe sonora #61 (recolhida por servando barreiro, escoitar.org)
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  • areia sonora 0.6 (quando digo amo-te)
    quando digo amo-te digo: quero que me des licença pra te amar. quando dizes amo-te, queres que eu te ame. no caminho... quando digo amo-te, não te estou amando... quando te abraço, se calhar, sim. escuitarmúsica: kylo. swing sway; dr. dog. ain't it strange. (a cigarra foi vía escoitar.org)
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  • areia sonora 0.5 (conto achado num sapato)
    é difícil fazer o que um quer fazer quando sabe que não lhe convém, mas também é muito duro fazer o que a um lhe convém quando um não o quer fazer. E também custa muito trabalho não fazer algo que queres fazer e não podes fazer... porque não o deves fazer. conto achado num sapatouma vez fui meter o pé num sapato e manquei a deda gorda com uma pedrinha que dentro havia. Saquei o pé e meti a mão à procura da areia molesta. Cá está! Já topei! Aí está a condenada! mas que é isto? pedra não é, isto é uma bola de papel! abri a bolinha e nela alguém escrevera: num sapato uma pedrinha havia uma vez, mas não era pedra, era papel.assim acontece às vezes, que o que um parece não é sempre o que de certo é. escuitarmúsica: cantaloup. closer. enfant unique. embrace the city tight.
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  • areia:sonora #038 (memória de cor)

    Quando eu era moço cria que a memória era herdável. Que tudo o que aprendemos até o momento de passarmo-lo á nossa descendência se transmite nos genes.

    A memória é, dalgum jeito, como um .jpg que cada vez que se abre e se volve guardar vai perdendo informação e gerando artefatos estranhos.

    "A fraxilidade da memoria é unha casa que vai quedando sen mobles, ás veces como costume, un despiste constante; ás veces por forza, porque escolles enterrar algúns recordos ou un trauma xa o fai por ti; outras, só é o tempo e a perda de capacidades cognitivas."
    verónica do rexo, ladaíña atlántica #14 | de cando as memorias se apagan.

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    música:

    fanny e alexander. cando eu era mozo | BY-NC-SA.

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  • areia:sonora #037 (fama e lenha verde)

    "Êxito, sucesso, isso que coisa é? Quem é que põe a vara de medir?

    Diziamos ontem: "A fama dura duas horas apenas..."

    Quando era rapaz queria ser muitas cousas e não cheguei ser nada mas, dalgum jeito, fum todo.

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    música:

    las buenas noches. mañana | BY-NC-SA.

    agradecimentos: castañas no verán + malvada profe.

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  • areia:sonora #036 (asmr a peidos)

    O ASMR relaxa; os peidos fazem rir, rir relaxa; asmr + peidos: win win.

    "Rosalía de Castro e a súa obra literaria a peidos", "Unha cita co aire a peidos", "A Mennulara a peidos", "Hamlet a peidos", "Cadeas a peidos", "Fábrica Íntima a peidos"...

    Inspirado numa fantasia do @bertez.

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    música:

    tracky birthday. cheeseburglar ©+.

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  • areia:sonora #036 (asmr a peidos)O ASMR relaxa; os peidos fazem...
    areia:sonora #036 (asmr a peidos) O ASMR relaxa; os peidos fazem rir, rir relaxa; asmr + peidos: win win.“Rosalía de Castro e a súa obra literaria a peidos”, “Unha cita co aire a peidos”, “A Mennulara a peidos”, “Hamlet a peidos”, “Cadeas a peidos”, “Fábrica Íntima a peidos”… Inspirado numa fantasia do @bertez. música: tracky birthday. cheeseburglar ©+. download
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  • areia:sonora #035 (a morte é muda)

     

    A morte é o não ser, nem estar. Nada, ninguém, nenhures. A morte é silêncio absoluto. [...] A morte é muda como o "h".

    Uma procissão de prantos enjeridos, detem-se, fai-se um silêncio que escacha co rascar do fundo do caixão contra o chão do nicho e estouram os berros e laidos e saloucos todos; liberados.

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    música:erik satie. gymnopédie n.º 1 (fragmento) CC-BY
    kine hjeldnes. let it die CC-BY-NC
    robin mitchell. when I'm gone CC-BY-NC-ND
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as areias comuns metem-se nos olhos,
as areias sonoras entram pelas orelhas.