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Parece mentira, mas o podcast chega, esta semana, ao seu primeiro aniversário. E a gente temia que ia faltar assunto pra tanta conversa sobre política... Pra comemorar, decidimos fazer um programa especial, com a presença de duas representantes de um dos podcasts que mais amamos na podosfera internacional: a Thaís Lima e a Cintia Bailey do Chá com Rapadura!
Foi uma verdadeira conversa de comadres: falamos sobre a trajetória do Chá com Rapadura, que vai completar 5 anos em junho; sobre a diferença entre a prevenção à Covid na Inglaterra, onde as meninas do Chá moram, e aqui no Brasil; e claro que não faltou marmota.
Não é de hoje que humor e política andam de mãos dadas, mas ainda assim muitas vezes essa junção dá muito o que falar, afinal como não atribuir a uma hiperexposição de figuras esdrúxulas em programas humorístico parte da responsabilidade por torná-los eleitoralmente viáveis, como o caso de Jair Bolsonaro e afins. Mas sem dúvida o humor tem um papel incrível de denúncia de descalabros, podendo chegar a muita gente. Para falar desses aspectos e sobre muito mais, As Cunhãs entrevistam o humorista Moisés Loureiro, que durante as eleições de 2020 fez um show com piadas sobre candidatos a prefeito de Fortaleza. Moisés é ator e improvisador desde 2006, tendo passado por diversas companhias de teatro do Ceará, e em 2017 foi premiado com o primeiro lugar do quadro "Quem Chega Lá?", do programa Domingão do Faustão, da TV Globo. Por ser uma entrevista com um humorista, lógico que a entrevista está engraçada, mas acima de tudo está muito instrutiva e interessante.
Este é o segundo episódio com o quadro As Cunhãs Entrevistam. O primeiro foi com o ator Silvero Pereira e, se você não escutou ainda, vai lá no episódio 38. A entrevista também está incrível.
Foi preciso a interferência do supremo tribunal federal para a tão cobiçada CPI da Covid sair do papel. A ideia de fazer uma investigação no senado ganhou força depois do desastre humanitário que todos assistimos acontecer em Manaus, quando pessoas morreram por falta de oxigênio enquanto o governo enviava caixas e mais caixas de cloroquina e outros medicamentos ineficazes para a cidade. Contrário à CPI, o governo tentou de tudo para inviabilizá-la, inclusive argumentando que a CPI deveria existir, mas só se investigasse estados e municípios, o que se tornaria impraticável. No fim, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), fez um arranjo que inclui investigações sobre o uso de recursos federais por estados e municípios, mas o que interessa mesmo é o que será apurado da atuação de Bolsonaro, Pazuello e a cambada de incompetentes do governo federal. Com Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, será que essa CPI pode render mesmo ou vai dar em pizza?
Aproveitamos o episódio para explicar como funciona uma CPI, discutir sobre as disputas internas que já chacoalham essa CPI da Covid e trouxemos histórias de CPIs antigas, que tiveram resultados práticos nas diferentes esferas de poder.
Neste 13 de abril, a capital do Ceará, Fortaleza, lar das cunhãs, completa 295 anos de existência. Data que merece ser festejada, mas que também deve servir pra pensar em como tornar essa cidade gigante, belíssima, um pouco melhor pra todos os seus moradores. O programa de hoje tem essa missão: homenagear, mas também cutucar Fortaleza, e pra isso temos convidados especiais que falam sobre sua relação com a capital e o que fariam se fossem prefeitos. Cada resposta tá melhor que a outra, por isso não dá pra perder!
Neste episódio, focamos na política local de Fortaleza para avaliar os 100 primeiros dias da gestão do prefeito José Sarto (PDT). E aconteceu um bocado de coisas: início da vacinação, discussões sobre a reforma da Previdência municipal, medidas que aproximam a gestão de igrejas evangélicas, posse de aliados derrotados, parentes de aliados e de adversários nos mais diversos cargos... Para analisar esse início de gestão, tivemos o apoio da cientista política Monalisa Soares (UFC), do vereador Gardel Rolim (PDT) e da covereadora Lila Salú (PSol).
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Pedimos a cunhãzetes e curumins para enviarem as dúvidas que ainda pairam no ar sobre a Covid-19, e vieram muitas perguntas, todas super-pertinentes. Ddaí levamos essas dúvidas para profissionais da saúde - na verdade, foi quase uma junta médica que nos trouxe respostas. Muito legal poder contar com o apoio de tantos profissionais tão qualificados para trazer esclarecimentos mais do que necessários sobre a Covid.
Colaboraram com este programa: Fabrício Martins, médico pneumologista que atua na Escola de Saúde Pública do Ceará; Liduína Rocha, médica obstetra e integrante do Coletivo Rebento; Lu Pinheiro, cirurgiã bucomaxilo facial que trabalha no hospital Instituto José Frota; Antonio Silva Lima Neto, o dr. Tanta, médico epidemiologista e gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Fortaleza; Luciano Pamplona, médico epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Comunitária da UFC; Edson Holanda Teixeira, médico imunologista e professor do Departamento de Patologia e Medicina Legal da UFC; e Keny Colares, infectologista e professor do curso de Medicina da Unifor.
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A disputa pelo governo do Ceará em 2022 promete ser bem mais agitada do que foi há três anos, quando Camilo Santana, do PT, ganhou de lavada. Desde o começo do ano passado, os atores interessados em participar dessa disputa movimentam suas pedras. Do lado governista, temos os que tentam se firmar como possíveis opções para a sucessão de Camilo. Já do lado da oposição, a ideia é ir aos poucos minando o poder do governador e de seus aliados, para quem sabe encerrar o ciclo político dos Ferreira Gomes que já vai completar 16 anos.
Ainda tem a turma do meio, que se posiciona por conveniência, ora com o governo, ora com a oposição, e que poderá ser o fiel da balança no fim das contas. e, lógico, tem o cenário nacional, que pode influenciar bastante os acontecimentos por aqui.
Aproveitamos pra dar mais detalhes sobre a campanha de financiamento das Cunhãs. A ideia é dar uma profissionalizada ainda maior no podcast, comprar equipamentos, pagar os serviços que contratamos, enfim, fazer um podcast ainda melhor. Pra se tornar um assinante das Cunhãs, é fácil: basta entrar no site apoia.se/ascunhaspodcast, ou mandar um pix pelo seu aplicativo de banco, para a chave [email protected].
Pode contribuir com qualquer valor, mas a partir dos r$ 10 tem uma recompensa: um episódio extra exclusivo, uma vez por mês. Os que contribuírem em março, logo, logo, terão o episódio extra (prometemos que vai ser recheado de boas fofocas políticas). Qualquer coisa, entra nas nossas redes sociais - Twitter e Instagram, no ascunhaspodcast, que lá tem todos os detalhes de como contribuir.
A política brasileira teve um salto a la duplo twist carpado na semana que passou. O ministro Edson Fachin, do STF, decidiu invalidar as decisões da vara da justiça federal de Curitiba em relação aos processos contra o ex-presidente Lula e enviar tudo para Brasília. Na prática, a decisão fez com que as condenações de Lula fossem canceladas e devolveu a ele os direitos políticos. Ou seja, Lula pode ser candidato a cargos eletivos a partir de agora e, oficialmente, já é pré-candidato à presidência em 2022.
A decisão mexeu muito na movimentação das personalidades políticas do país. Até máscara Bolsonaro colocou, prometeu vacinas, colocou Pazuello na parede. Tá tentando aparecer como o grande defensor das vacinas e da ciência. Movimentações políticas aconteceram também em outros partidos, como o PSDB, o PSOL… Muita conversa tá em curso e muito mais conversas vão acontecer.
Mas e pra 2022 mesmo, o que pode acontecer até lá? Neste episódio, falamos dos vários cenários possíveis. Para isso, ouvimos os vereadores Guilherme Sampaio (PT) e Julio Brizzi (PDT) e trouxemos muitas, mas muitas especulações. Também falamos sobre os três anos da morte de Marielle Franco e deixamos recadinhos sobre o combate à Covid-19 no "Diz, Cunhã".
Nesta semana em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, As Cunhãs falam sobre dados muito negativos, de violência contra as mulheres, que têm crescido no Brasil e mais especificamente no Ceará nos últimos anos. Casos de feminicídio têm se tornado mais comuns, ao mesmo tempo em que seguem subnotificados pelo Estado, e as mulheres trans sofrem ainda mais pela negação de sua identidade de gênero e ao direito de existir. O episódio apresenta dados da Rede de Observatórios de Segurança e traz um depoimento da ativista Maria da Penha Fernandes Maia, que lutou muito para dar origem à Lei Maria da Penha. Nos desabafos do Diz, Cunhã, as Cunhãs falam, claro, dessa nova etapa do confinamento por causa da Covid-19.
Lembrando que agora o podcast pode não só ser ouvido, mas também pode ser visto no Youtube, no canal As Cunhãs.
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Bolsonaro e seus filhos têm repetido que não estão envolvidos em casos de corrupção, que estão limpos, mas bem sabemos que lista de histórias escabrosas envolvendo essa família e aliados não é pequena. só que as investigações, na imensa maioria das vezes, não avançam, dando uma impressão imensa de impunidade e, ao mesmo tempo, permitindo que Bolsonaro mantenha seu discurso de homem íntegro, não corrupto.
Essa sensação de que nada vai acontecer com ele, de que ele pode fazer qualquer coisa enquanto estiver no poder, que nada vai acontecer para puni-lo, é algo que incomoda muito, principalmente porque isso está deteriorando muito a democracia, ao desqualificar o próprio sistema Judiciário.
No programa de hoje, relembramos e atualizamos vários casos que envolvem essa família e que seguem a passos lentos, ou completamente paralisados, na Justiça, como a interferência do presidente na Polícia Federal, o Caso Queiroz, os atos antidemocráticos que são alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal, além, claro, das dezenas de pedidos de impeachment que seguem na gaveta da Presidência da Câmara dos Deputados.
Aproveitamos para discutir a politização da Justiça e o que isso causa na imagem dos órgãos do Judiciário e à própria democracia.
E ainda temos uma novidade: o quadro "Diz, Cunhã" de hoje é colaborativo, feito a partir de sugestões de cunhãzetes e curumins. Tem cada desabafo melhor que o outro.
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