Depois de lembrar seus leitores “das palavras que, anteriormente, foram ditas
pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado”
pelos apóstolos (2Pe 3:2), Pedro passou a adverti-los de maneira específica
sobre os escarnecedores. Conhecendo os riscos de sua advertência, o apóstolo
recorreu à autoridade das Escrituras.
2. Leia 2 Pedro 3:3, 4. Qual é o argumento dos céticos quanto ao retorno de
Cristo? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A. ( ) A promessa da vinda de Cristo é falsa, pois Seu sacrifício não foi aceito
pelo Pai.
B. ( ) Jesus está demorando para vir buscar Seus filhos.
C. ( ) Cristo não ressuscitou. Por isso, Ele não voltará.
Havia uma semelhança importante entre aqueles que promoviam a falsa liberdade
e os que expressavam ceticismo em relação à segunda vinda de Jesus.
O primeiro grupo, “seguindo a carne”, andava “em imundas paixões” (2Pe 2:10); enquanto
isso, os que negavam o retorno de Cristo andavam “segundo as suas próprias
paixões” (2Pe 3:3).
Não é apenas uma coincidência o fato de que as paixões pecaminosas levam a
falsos ensinamentos, não é mesmo?
Pedro alertou que os escarnecedores fariam uma pergunta incisiva: “Onde está
a promessa da Sua vinda? ” (2Pe 3:4). Ao fazer essa pergunta, eles desafiariam uma
crença cristã existente há muito tempo: a da breve volta de Jesus à Terra. Afinal
de contas, especialmente porque Pedro estava falando sobre os últimos dias, esses
escarnecedores apresentariam a realidade inegável de que muitos cristãos haviam
morrido, e as coisas, de fato, continuavam do mesmo jeito que sempre estiveram.
Superficialmente, essa não era uma pergunta ilógica. Ellen G. White escreveu
que até o santo Enoque ficou perturbado, pois viu que o justo e o ímpio “iriam para
o pó juntamente, e que esse seria seu fim” (Patriarcas e Profetas, p. 85). Se até Enoque,
que viveu antes do Dilúvio, lutou com essa pergunta, quanto mais aqueles que
viveram durante os milhares de anos depois e os que viveriam nos “últimos dias”?!
O que dizer de nós, adventistas do sétimo dia? Nosso próprio nome promove a
ideia do segundo advento de Cristo. No entanto, Ele ainda não veio. Como adventistas,
também enfrentamos os escarnecedores, assim como Pedro havia predito.