Áudios Novo Tempo

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Áudios Novo Tempo episodes

  • Fatos que não se veem
    5. Leia Provérbios 3:5. Embora seja um texto comum, que mensagem crucial
    ele tem para nós, principalmente no contexto do que estamos estudando?
    Marque V para verdadeiro ou F para falso:
    ( ) Devemos descansar em Deus, pois Ele nos dará tudo que Lhe pedirmos.
    ( ) Devemos confiar totalmente em Deus e não nos apoiar no nosso próprio
    entendimento.
    Embora o caso de Jó seja extremo, ele reflete a triste realidade do sofrimento em
    nosso mundo caído. Não precisamos da história de Jó nem de outras histórias
    da Bíblia para ver essa realidade. Nós a vemos ao nosso redor. De fato, todos nós
    a vivemos até certo ponto.
    “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce
    como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece” (Jó 14:1, 2).
    Portanto, a questão com a qual lutamos é: como explicarmos o sofrimento, aquele
    que parece não fazer sentido para nós, no qual é derramado sangue inocente?
    Como os primeiros capítulos do livro de Jó revelam, e conforme o que a Bíblia
    também mostra em outras partes, Satanás é um ser real e é a causa, direta ou indireta,
    de tanto sofrimento. Como vimos anteriormente neste trimestre (veja a lição
    dois), o conceito do grande conflito é muito eficaz para nos ajudar a lidar com
    a realidade do mal em nosso mundo.
    No entanto, às vezes é difícil compreender por que algumas coisas acontecem.
    Muitas vezes, as coisas simplesmente não fazem sentido. Em momentos como esses,
    quando acontecem coisas que não entendemos, precisamos aprender a confiar
    na bondade de Deus. Precisamos aprender a confiar em Deus mesmo quando
    não podemos ver facilmente as respostas. Mesmo quando não é possível ver coisas
    boas como resultado do mal e do sofrimento ao nosso redor.
    6. Hebreus 11:1 diz: “A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de
    fatos que se não veem.” A partir das coisas que vemos, como podemos aprender
    a confiar em Deus sobre as coisas que não vemos? Pelo que lemos do livro
    de Jó até agora, em que sentido Jó aprendeu a fazer exatamente isso? Como
    podemos aprender a fazer o mesmo?
    5 min
  • Chutes dos bebes
    Se esta é sua primeira gravidez, talvez demore um pouco mais para você perceber os movimentos do bebê, porque é uma sensação totalmente nova. Algumas mulheres a descrevem como uma cosquinha bem de leve, por dentro, como uma borboleta batendo asas.
    3 min
  • Basta a cada dia o seu mal
    4. Pense no destino imediato das pessoas descritas nos versos a seguir. A vida
    foi justa com elas?
    Jó 1:18-20
    A Bíblia reflete uma realidade cruel a respeito da vida em nosso mundo caído: o
    mal e o sofrimento são reais. Somente fazendo uma leitura superficial da Palavra
    de Deus e tirando alguns textos do contexto, poderíamos pensar que a vida
    aqui seja razoável, justa e boa, e que, se apenas permanecermos fiéis a Deus, não
    teremos sofrimento. É evidente que a fidelidade pode trazer muitas recompensas
    hoje, mas isso não quer dizer que ela construa uma barreira completa para a dor
    e o sofrimento.
    No Sermão do Monte, Jesus pregou uma mensagem poderosa, indicando por
    que devemos confiar em Deus e não nos preocupar com o que comeremos, beberemos
    ou vestiremos. Jesus utilizou exemplos da natureza como lições objetivas
    sobre as razões pelas quais podemos confiar na bondade de Deus para satisfazer
    nossas necessidades. Ele então acrescentou estas famosas palavras: “Não vos inquieteis
    pois pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo.
    Basta a cada dia o seu mal” (Mt 6:34, ARC).
    Repare: basta a cada dia o seu mal. Jesus não estava negando a presença do mal
    em nossa vida, mesmo a presença diária do mal (esse termo vem de uma palavra
    grega cujo significado pode ser “maldade”, “depravação” e “malignidade”). Na verdade,
    era o contrário. Jesus estava reconhecendo o predomínio e a presença do
    mal em nosso dia a dia. Como Cristo poderia não reconhecer isso? Como Senhor,
    Ele tinha muito mais conhecimento sobre o mal no mundo do que qualquer um
    de nós poderia ter, ainda que todos nós já conheçamos bem esse assunto.
    Quem já não provou um pouco, ou muito, do quanto a vida pode ser injusta e amarga? O fato de
    que Jesus reconheceu a realidade do mal pode nos trazer conforto e força em meio à maldade
    deste mundo?
    6 min
  • Destinos injustos
    3. Leia Jó 15:14-16. Que verdade Elifaz apresentou a Jó? Assinale a alternativa
    correta:
    A. ( ) Todo sofrimento é fruto dos nossos pecados.
    B. ( ) Não podemos esperar nada de Deus, pois Ele é justo, e nós, pecadores.
    C. ( ) Todos os homens nascidos de mulher são pecadores, injustos e corruptos.
    D. ( ) Deus perdoaria os pecados de Jó, se ele somente os confessasse.
    Novamente Elifaz falou a verdade, assim como os outros amigos haviam falado,
    dessa vez, porém, a respeito da pecaminosidade de todo ser humano.
    O pecado é uma realidade universal da vida na Terra, assim como o sofrimento.
    E, como também sabemos, no fim das contas todo sofrimento é resultado do pecado.
    Além disso, não há dúvidas de que Deus pode usar o sofrimento para nos ensinar
    lições importantes. “Deus sempre tem provado Seu povo na fornalha da aflição.
    É no calor da fornalha que a escória se separa do verdadeiro ouro do caráter cristão”
    (Patriarcas e Profetas, p. 129).
    Há, porém, um problema mais profundo com relação ao sofrimento. O que dizer
    das vezes em que não vemos benefício algum como resultado do sofrimento?
    E quanto ao sofrimento dos que não tiveram, em seu caráter, a escória separada do
    ouro, pois foram mortos instantaneamente? O que dizer dos que sofrem sem conhecer
    o Deus verdadeiro ou qualquer coisa a Seu respeito? E as pessoas cujos sofrimentos
    apenas as tornaram amargas, furiosas e revoltadas com Deus? Não podemos
    ignorar esses exemplos nem tentar colocá-los numa fórmula simples. Fazer isso
    talvez nos tornasse culpados dos mesmos erros cometidos pelos acusadores de Jó.
    Independentemente das lições que Jó e seus acusadores pudessem aprender, e
    da derrota que Satanás enfrentaria mediante a fidelidade de Jó, o destino dessas
    outras pessoas certamente não parece justo. O fato é que essas coisas não são justas,
    nem razoáveis ou corretas.
    Enfrentamos desafios semelhantes hoje. Uma criança de seis anos morre de
    câncer. Isso é justo? Uma universitária de vinte anos é tirada à força de seu carro
    e abusada sexualmente. Isso é justo? Uma mulher de trinta e cinco anos, mãe de
    três filhos, morre em um acidente automobilístico. Isso é justo? O que dizer dos
    19 mil japoneses mortos no terremoto de 2011? Todos eles eram culpados de alguma
    coisa, para que aquele terremoto fosse considerado uma punição justa? Se
    não, essas mortes também não foram justas.
    Essas são questões difíceis.
    4 min
  • Sangue inocente?
    Muitas vezes ouvimos sobre o assunto do sofrimento de “inocentes”. A Bíblia
    até mesmo utiliza a expressão “sangue inocente” (Is 59:7; Jr 22:17; Jl 3:19), geralmente
    no contexto de agressão ou até assassinato de pessoas que não mereciam
    o que lhes aconteceu. Se utilizarmos essa interpretação de “sangue inocente”, então,
    veremos que nosso mundo está repleto de muitos exemplos disso.
    Por outro lado, a Bíblia fala sobre a realidade da pecaminosidade e corrupção
    humanas, o que levanta uma questão válida sobre o significado do termo “inocente”.
    Se todos pecaram e transgrediram a lei de Deus, quem de fato é inocente?
    Como disse alguém: “Sua certidão de nascimento atesta sua culpa.”
    Embora teólogos e estudiosos da Bíblia tenham debatido por séculos a exata
    natureza da relação humana para com o pecado, a Bíblia deixa claro que o pecado
    impactou toda a humanidade. O conceito da pecaminosidade humana não se encontra
    apenas no Novo Testamento. Ao contrário, a investigação do tema no Novo
    Testamento é uma expansão do que foi escrito no Antigo Testamento.
    2. O que os textos seguintes ensinam sobre a realidade do pecado? 1Rs 8:46;
    Sl 51:5; Pv 20:9; Is 53:6; Rm 3:10-20. Complete as lacunas de acordo com o
    conteúdo dos textos:
    Esses textos nos ensinam que ___________________ nós _____________________ em
    pecado. Portanto, somos todos ___________________ e merecemos a _________________.
    Além do claro testemunho das Escrituras, qualquer pessoa que tenha conhecido
    o Senhor pessoalmente e tido um vislumbre da bondade e santidade de Deus
    conhece a realidade da pecaminosidade humana. Nesse sentido, quem dentre nós
    é verdadeiramente “inocente”? (Vamos desconsiderar por enquanto a questão dos
    bebês e das crianças).
    Por outro lado, não é bem essa a questão. Jó era um pecador. Nesse sentido ele
    não era inocente, assim como seus filhos também não eram. Contudo, o que ele
    havia feito, ou eles haviam feito, para merecer a sorte que recaiu sobre eles? Não
    seria essa, talvez, a grande pergunta da humanidade em relação ao sofrimento? Diferente
    dos “provérbios de cinza” (Jó 13:12) de seus amigos, Jó sabia que não merecia
    o que lhe estava acontecendo.
    O amor e a santidade de Deus intensificam nosso senso de pecaminosidade. Essa percepção nos
    ajuda a enxergar nossa absoluta necessidade da cruz?
    6 min
  • O protesto de Jó
    Elifaz, Bildade e Zofar tinham um argumento: Deus pune o mal. Infelizmente,
    o argumento deles não se aplicava à situação de Jó. O sofrimento de Jó não era
    um exemplo de castigo retributivo. Deus não o estava punindo por seus pecados,
    como posteriormente Ele fez com Coré, Datã e Abirão. Jó também não estava colhendo
    o que plantara, como muitas vezes pode ser o caso. Nada disso! Jó era um
    homem justo; o próprio Deus havia dito isso (Jó 1:8). Portanto, Jó não somente não
    merecia o que havia lhe acontecido, ele sabia que não merecia aquilo. Foi isso que
    tornou suas queixas tão fortes e amargas.
    1. Leia Jó 10. Ao considerar as circunstâncias de Jó, suas palavras ao Senhor
    faziam sentido? O que estava errado e o que estava certo em seu discurso?
    Aqueles que creem em Deus não fazem perguntas semelhantes em momentos
    de grande tragédia? “Por que, Senhor, Tu tiveste o trabalho de me criar?”, ou “Por
    que Tu estás fazendo isso comigo?” ou ainda “Não teria sido melhor se eu nunca
    tivesse nascido do que ter sido criado e agora enfrentar tudo isso?”
    Além disso, o que tornava tudo mais difícil de compreender era o fato de que
    Jó sabia da sua fidelidade a Deus. Ele clamou ao Senhor: “Bem sabes Tu que eu não
    sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da Tua mão” (Jó 10:7).
    Há uma ironia difícil nessa história: diferente do que seus amigos diziam, Jó não
    estava sofrendo por causa de seu pecado. O próprio livro revela o contrário: Jó estava
    sofrendo exatamente porque ele era muito fiel. Os dois primeiros capítulos do
    livro defendem essa ideia. Jó não tinha como saber que era essa a causa. E, mesmo
    que tivesse, provavelmente isso teria aumentado sua frustração e amargura.
    Por mais singular que seja a situação de Jó, ela é também universal no sentido
    de que lida com o problema universal do sofrimento, especialmente quando a dor
    parece tão desproporcional diante do mal que alguém possa ter feito. Uma coisa
    é exceder o limite de velocidade e receber uma multa; outra é fazer a mesma coisa
    com o objetivo de matar alguém.
    Permaneça em oração pelo grande evangelismo e pelas pessoas que estão
    se preparando para o batismo.
    O que você pode dizer a alguém que acredita que está sofrendo injustamente?
    5 min
  • Sangue inocente
    O escritor argelino Albert Camus lutou com a questão do sofrimento humano.
    Em seu livro The plague [“A peste”], ele utiliza uma peste como metáfora
    para os males que provocam dor e sofrimento à humanidade. Camus descreve
    uma cena na qual um garotinho, afligido pela pestilência, tem uma morte terrível.
    Posteriormente, um padre que havia testemunhado a tragédia disse a um médico
    que também estivera ali: “Esse tipo de coisa é revoltante, pois ultrapassa nossa
    compreensão humana. Mas talvez devamos amar o que não compreendemos.”
    O doutor, enfurecido, retrucou: “Não, padre! Tenho uma ideia muito diferente do
    amor; e até o dia da minha morte, me recusarei a amar um sistema em que crianças
    são torturadas” (Albert Camus, The plague; New York: First Vintage International
    Edition, 1991, p. 218).
    Essa cena reflete o que temos visto no livro de Jó: respostas superficiais e nada
    convincentes ao que não possui uma solução simples. Assim como o médico da
    história acima, Jó também sabia que as respostas dadas não correspondiam à realidade
    em questão. Portanto, eis o desafio: como encontramos respostas que fazem
    sentido para o que, muitas vezes, parece sem sentido? Nesta semana continuaremos
    nossa busca.
    5 min

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