BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 20/07/2022 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é quarta-feira 20 de julho de 2022, meu nome é Sérgio Luiz Sousa, assessor de Agronegócios em Campos Novos (SC), e vamos falar sobre o cenário do trigo.

    O plantio da safra brasileira 22/22 encontra-se na fase final. No estado do Paraná, o plantio está encerrado, com área semeada totalizando 1,136 milhão hectares, sendo que 80% dessa área está em desenvolvimento vegetativo e 95% das lavouras em boas condições.

    O Rio Grande do Sul possui expectativa de plantio de 1,413 milhão de hectares, de acordo com a Emater, com 88% da área já plantada. Esse percentual é inferior ao da safra passada, devido ao excesso de chuva ocorrida neste período, que atrasou a implantação das lavouras, porém estas ainda estão dentro do zoneamento agrícola para a cultura no estado, que encerra no final do mês de julho. Atualmente as lavouras encontram-se 100% em fase de desenvolvimento vegetativo.

    Em Santa Catarina segundo dados da EPAGRI, há expectativa de aumento de 21% na área plantada em relação à safra 21/21, podendo atingir 124,7 mil hectares, sendo as regiões de Chapecó, Canoinhas e Curitibanos, responsáveis por 58% da produção catarinense.

    Nos demais estados produtores, mesmo com a ocorrência de seca ao longo do desenvolvimento da cultura, há expectativa de aumento de produção em função do aumento da área plantada e aumento de produtividade nos mesmos. Sendo Goiás, o estado mais adiantado, estando em início de colheita em suas áreas de sequeiro.

    Na Argentina, principal mercado de importação do Brasil, de acordo com dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires, dos 6,2 milhões de hectares previstos, 90,7% já está plantada, 23% estão em condições regular ou ruim, devido a seca que atinge a região noroeste do país.

    O valor do produto no mercado internacional foi influenciado para baixo, nos principais mercados mundiais, principalmente por dois fatores: colheita no hemisfério norte e possibilidade de escoamento da safra ucraniana, ambos aumentariam a oferta do produto no mercado internacional.

    No Brasil, o indicador Cepea/Esalq-Paraná registrou no dia 30 de junho, novo recorde nominal da série histórica iniciada em 2004, com a tonelada do cereal cotada a R$ 2.211,39. Porém com ajustes para baixo de preços no mercado internacional, a tendência que os preços internos do produto também recuem. Atualmente, o produto continua sendo comercializado no Brasil em média acima de R$ 2.180,00 a tonelada, preço esse sustentado principalmente pela cotação da moeda americana, que se valorizou frente ao real nas últimas semanas.

    E como podemos ajudar nossos clientes nesse momento? O Banco do Brasil disponibiliza a contratação de custeio agrícola e de comercialização para este e outros grãos de inverno. Consulte sua agência BB e parceiros agro, para outras informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Boa safra!
    4 min
  • 19/07/2022 - Cenário do tomate
    Olá, hoje é 19 de julho de 2022, meu nome é Maíra de Souza Régis sou assessora de Agronegócios em Brasília- DF, e falaremos hoje sobre o cenário do tomate.

    O tomate é uma cultura de grande importância dentro e fora do país, sendo uma das hortaliças mais consumidas no Brasil e no mundo. A produção pode ser destinada tanto para a indústria de processamento quanto para o consumo in natura.

    De acordo com o IBGE, o Brasil é o 9º maior produtor mundial da hortaliça e em 2020 produziu 3.75 milhões toneladas de tomate em uma área de quase 52 mil hectares. O rendimento médio nesse ano foi de 72,2 toneladas por hectare.

    Essas lavouras estão concentradas nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, com aproximadamente 50 mil estabelecimentos, dentre os quais grande parte, são de agricultura familiar.

    Os estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, concentram mais da metade da área e produção nacional, pois estão mais próximos das principais indústrias processadoras de tomate.

    Em junho, os preços do tomate recuaram em torno de 17% em relação ao mês anterior, verificado em todas as praças produtoras. Essa redução está relacionada à maior oferta do produto, dado o início da colheita da safra de inverno e as boas condições das lavouras, favorecidas pelo clima seco. Estima-se que quase 70% da safra de inverno deverá ser ofertada em julho.

    No entanto, os preços seguem em recuperação. No estado de Goiás, o maior produtor de tomate do país, a colheita já começou e há expectativa de produtividade de 147 toneladas por hectare do tomate indústria, com contratos sendo negociados a R$ 420,00 por tonelada.

    No RS, o tomate de mesa teve variação de +11% na semana, sendo cotado na Ceasa-RS, em média, a R$ 4,44/kg, podendo chegar a R$ 7,00/kg.

    Mesmo com o aumento nos custos de produção comparativamente à safra passada, as receitas e a produtividade maior têm permitido ao tomaticultor auferir margens remuneradoras para a atividade.

    O Banco do Brasil, principal parceiro do agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais linhas de crédito de investimento e de custeio para armazenamento, comercialização, plantio e condução das lavouras de tomate.

    Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 18/07/2022 - Cenário da citricultura
    Olá! Hoje é segunda-feira, 18 de julho de 2022, meu nome é Carlos Augusto Bortoletto, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Maringá e Paranavaí PR, e hoje vamos falar sobre o cenário da citricultura.

    As últimas duas safras de laranja apresentaram elevada taxa de queda de frutos, devido a questões climáticas. A situação deve se repetir na safra atual, onde está sendo estimada queda de 20% dos frutos, em média, devido, principalmente, a intensificação dos problemas fitossanitários, como o aumento da incidência de greening no Cinturão Citrícola, associado a outros problemas como bicho-furão, moscas-das-frutas, pinta preta e leprose.

    Os aumentos expressivos nos preços dos insumos e defensivos podem estar levando os produtores a restringirem as práticas de manejo da cultura, devido aos altos custos. O resultado tem sido um incremento significativo na incidência de pragas e doenças que afetam plantas e frutos, prejudicando a produtividade, e a qualidade dos frutos, e consequentemente, a comercialização do produto.

    Doenças como o cancro cítrico, provocam a queda prematura de frutos e desfolha das plantas, não afetam diretamente a qualidade da polpa dos frutos, mas há a depreciação pela presença de lesões na casca, e a comercialização fica prejudicada. Com um manejo adequado, a doença pode ser controlada, sem afetar à produção.

    Já o greening, além de necessitar de um controle muito mais rigoroso, é causado por um inseto que pode se deslocar de um pomar para o outro de forma descontrolada, o que tornam maiores os prejuízos causados pela doença.

    Apesar das margens apertadas, o citricultor deverá continuar investindo nos pomares a fim de manter a produtividade elevada, aproveitando os bons preços de comercialização. Investir na implantação de sistemas de irrigação e de energia fotovoltaica devem ser analisados pelos produtores a fim de mitigar riscos climáticos que vêm afetando sobremaneira a produção nas principais regiões produtoras de citros. O Banco do Brasil, financia estes investimentos, além da implantação de novas lavouras e de máquinas e implementos voltados a produção citrícola.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 15/07/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 15 de julho de 2022, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    As cotações internacionais do milho, na Bolsa de Chicago, vêm apresentando grandes oscilações nos últimos dias, influenciadas pelo cenário de inflação, alta dos juros e risco de recessão nas principais economias do mundo, permanência do conflito no Leste Europeu e as negociações para retomar as exportações de grãos da Ucrânia, além da recente queda das cotações do petróleo e o clima na safra americana, onde grande parte das lavouras do cinturão do milho atingiram a fase de polinização, que é crítica para determinar a produtividade da planta. Na terça-feira, dia 12, o contrato com vencimento em setembro/22 foi cotado a U$ 5,94 e dezembro/22 a U$ 5,86.

    No último reporte das condições das lavouras nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura Americano indicou que 64% estão em condições boas a excelentes, em linha com o mesmo período do ano passado. O relatório mensal de oferta e demanda foi divulgado pelo órgão nesta terça-feira, trazendo aumento da área plantada americana em relação ao estimado em junho, e como consequência apontou acréscimo de produção e dos estoques finais, pressionando ainda mais as cotações em Chicago.

    No Brasil, a colheita do milho 2ª safra vêm avançando, com estimativa de 40% da área colhida, de acordo com a CONAB. O relatório de julho da companhia não trouxe grandes novidades para a safra de milho brasileira em relação ao relatório de junho, mantendo-se a previsão de safra recorde, em 115,6 milhões de toneladas. As cotações internas seguem pressionadas pelo mercado internacional e todo o contexto macroeconômico mundial, além da entrada do milho 2ª safra, com a evolução da colheita. A referência CEPEA/B3 encerrou o dia 12 de julho cotado a R$ 83,12 a saca.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Conheça o simulador de opções, acessando o app do BB em Menu, selecionando Opção Agro.

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    3 min
  • 14/07/2022 - Estimativas de safra USDA e Conab
    Olá, hoje é quinta-feira, 14 de julho de 2022, meu nome é Alexandre Bittencourt, sou Assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil e falaremos sobre as projeções de safra divulgadas pelo USDA e Conab.

    No último dia 07 de julho, foi divulgado o 10º relatório da safra de grãos brasileira da Conab, ainda como foco na safra 2021/22, que foi estimada em 272,5 milhões de toneladas, 6,7% superior à safra passada. O enfoque maior, em nosso podcast será dado para as culturas que ainda seguem com algum manejo à campo, como o Milho 2ª safra e culturas de inverno.

    No caso do milho, a Companhia apontou produção de 115,7 milhões de toneladas, elevação de apenas 0,4% em relação à estimativa anterior, contudo32,8% superior à obtida na safra 2021/22. Em relação ao milho 2ª safra, a produção estimada também foi elevada em 0,5% relação ao relatório de junho/22 para 88,5 milhões de toneladas, quantidade 45,6% superior à obtida na safra passada. Conforme o acompanhamento da colheita, a Conab apontou que 39,8% da área já foi colhida até o dia 09 de julho.

    Para as safras de inverno, destacamos o trigo, onde foi apontada perspectiva de produção de 9,03 milhões de toneladas, volume que reflete uma elevação de 7% frente ao relatório de junho/22 e 17,6% frente a safra passada. Esse aumento em relação ao relatório de maio, se deu em função de uma elevação de 18% na produtividade esperada para o Estado do Paraná.

    Agora, vamos falar um pouco do relatório do USDA, que apontou perspectiva de redução na oferta mundial de algodão, soja e trigo, e manteve estável safra mundial de milho 2022/23.

    Já para a safra 2022/23 norte-americana, o relatório apontou redução na produção esperada para a soja e algodão e elevação na de milho e trigo.

    Em relação ao algodão, ocorreu redução de 6% na estimativa de produção em relação ao relatório anterior, refletindo uma redução na condição das lavouras entre boas e excelentes de 46% para 39% entre 13 de junho e 10 de julho de 2022.

    No caso do milho, na contramão da estimativa do mercado e da condição das lavouras, que tiveram seu percentual entre condições boas e excelentes reduzidas de 72% para 64%, o USDA apontou elevação de 1,14 milhão de toneladas a perspectiva de produção para 368 milhões de toneladas.

    Para a soja, o relatório trouxe o reflexo da redução da área em relação a inicialmente estimada para a safra e já apontada no relatório de estoques e área divulgados pelo USDA em 30/03. Assim, o relatório de julho/22 apontou redução de 1,05 milhão de hectares na perspectiva de cultivo, refletindo diretamente na redução de 3,8 milhões de toneladas na perspectiva de produção, em relação ao relatório de junho.

    No caso do trigo, também foi apontada estimativa de elevação na produção norte americana de 1,2 milhão de toneladas, passando para 48,5 milhões de toneladas.

    Apesar do relatório trazer dados de neutro a baixista para a maioria das commodities, o mercado financeiro também pesou de forma negativa para as cotações na CBOT. O mercado segue em forte clima de aversão a risco, com a continuidade da elevação da inflação em nível global, crescimento aquém do esperado para importantes economias e receio de uma recessão na economia mundial. Apesar desses fatores, desde o dia 13/07 a precificação dessas commodities segue em recuperação.

    Como entramos em fase crítica nesse período de julho e agosto para a definição do potencial produtivo das lavouras norte-americanas, o clima seguirá como ponto focal para a precificação das cotações na CBOT, visto que são esperadas temperaturas acima da média para a maioria do cinturão produtor do país. As questões econômicas também deverão permanecer presentes.

    Esses fatores, adicionam volatilidade ao mercado, mas também trazer oportunidades. Os momentos de combinação de elevação cambial e das cotações internacionais podem ser aproveitados pelo produtor para firmar parte de suas vendas.

    Mais uma vez, o cenário aponta para um bom momento para o produtor aperfeiçoar a gestão e utilizar as opções Agro BB. Faça a simulação e contrate diretamente no aplicativo do Banco do Brasil e em caso de dúvidas converse com seu gerente de relacionamento para maiores informações. E, conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    5 min
  • 13/07/2022 - Cenário do amendoim
    Olá, hoje é quarta feira, 13 de julho de 2022, meu nome é Nivia Bassi, sou Assessora de Agronegócios no Banco do Brasil em Novo Horizonte - SP e hoje vamos falar sobre a cultura do amendoim.

    O Estado de São Paulo é responsável por 93% da produção nacional de amendoim. A safra 2022 finalizou com fortes impactos climáticos durante a produção, com queda de produtividade observada no noroeste do Paraná e oeste Paulista. Já na região central do Estado de São Paulo, a produtividade foi próxima a normalidade com alguns relatos pontuais de queda.

    A área plantada aumentou em média 15 %, com o destaque de iniciantes na atividade, o que refletiu no aumento de procura por máquinas e implementos agrícolas ligados à produção. E a expectativa é que, para esta safra, a procura por investimentos, principalmente em armazenagem seja o destaque do setor.

    Cerca de 45% da produção nacional é exportada, principalmente para a Rússia, Argélia, União Europeia, Ucrânia e África do Sul. Os impactos da guerra Rússia-Ucrânia, seguem afetando de forma significativa as exportações brasileiras, uma vez que a dificuldade de escoamento da produção contínua acentuada, com os embarques ocorrendo lentamente devido aos altos custos do transporte marítimo em nível mundial.

    Na última safra, a época da colheita coincidiu com a redução das exportações, fazendo com que os preços pagos ao produtor sofressem significativa redução. O impacto foi maior para os produtores que não tinham estrutura de armazenamento próprio e que se viram obrigados a comercializar a produção em momento desfavorável.

    No segundo semestre de 2021 os preços variavam entre R$ 90,00 e R$ 100,00/saca, já no final da safra, entre abril e maio deste ano, oscilou entre R$ 60,00 e R$ 65,00/saca. Nos últimos dias, o preço recebido pelo produtor, encontra-se entre 60 e R$ 70,00 / saca, devido a dificuldade de comercialização no exterior e estoques elevados em nível de produtor.

    Os custos de produção aumentaram cerca de 40%, principalmente pela elevação dos gastos com fertilizantes, sementes e arrendamentos. E hoje, o óleo diesel, é o que gera maior preocupação com a proximidade do preparo de solo e plantio.

    Face ao cenário exposto, produtores têm optado pela armazenagem da produção, respaldados pelos financiamentos oferecidos pelo Banco do Brasil para estocagem do amendoim, a fim de aguardar melhores momentos para comercialização.

    O Banco do Brasil possui linha de crédito de longo prazo para construção, ampliação e reforma das unidades armazenadoras, viabilizando uma das principais estratégias para o produtor de amendoim passar por momentos de crise como o atual, bem como crédito para aquisição de máquinas e equipamentos. E o custeio para aquisição de insumos e pagamento de serviços para a nova safra que se inicia nos próximos meses.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 12/07/2022 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é terça-feira, 12 de julho, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    Os acontecimentos no cenário macroeconômico mundial, como lockdown em províncias chinesas, inflação, risco de recessão e desaceleração da economia global resultaram no recuo da previsão da demanda mundial de pluma e, consequentemente, impactou de forma negativa a cotação da pluma no mercado internacional, que teve queda de 20% no mês de junho.

    Mesmo com a redução das condições boas/excelentes da safra norte-americana de 40% para 37% e possível tendência de abandono de áreas de cultivo, o preço na bolsa de Nova Iorque não apresentou variação positiva significativa para o início de julho.

    No Brasil, a colheita atingiu cerca de 11% da área de plantio com previsão de diminuição na produção nacional que, segundo a ABRAPA, é devido à seca que atingiu, principalmente, o algodão segunda safra de Mato Grosso e Bahia entre os meses de abril e maio.

    Com isso, a produção nacional da safra 21/22 foi revisada de 2,82 milhões de toneladas de pluma para 2,6 milhões de toneladas. Mesmo com esse decréscimo, a produção atualmente estimada ainda é 10% superior que a obtida na safra 20/21 e também segue como um fator baixista para a precificação da cotação CEPEA (SP), que apresentou valor médio de R$ 6,14/lbp neste início de julho.

    Importante ressaltar que a cotação interna chegou a alcançar patamar superior a R$ 8,00/lbp (variação negativa de 23%) em maio.

    Neste momento de incertezas econômicas globais e elevada volatilidade em NY, com movimento de fundos migrando para investimentos de menor risco, importante que o cotonicultor assegure suas margens e para isso o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas, como forma de proteção às oscilações nas cotações do dólar e da pluma nos mercados externo e interno. A simulação e contratação das Opções Agro pode ser realizada de forma simples e rápida diretamente no app do Banco do Brasil.

    Em caso de dúvidas, procure seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 11/07/2022 - Cenário do café conilon
    Olá, hoje é segunda-feira, 11 de julho de 2022. Eu sou Gildenize Barbosa Ferreira de Oliveira, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares-ES e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    A colheita da variedade no Brasil segue em andamento e com atraso em relação ao ano passado. Estima-se que tenha atingido 63% da área cultivada, abaixo dos 73% registrados no mesmo período do ano passado e também da média dos últimos 5 anos (79%). Dentre os motivos para este atraso estão: a safra maior, a demora na maturação dos frutos e as dificuldades encontradas em relação à mão de obra qualificada para os trabalhos de colheita, haja vista a competição com a safra da pimenta-do-reino.

    No Espírito Santo, o conilon está apresentando um bom rendimento após secagem e a perspectiva é de boa safra, com produção um pouco acima da média obtida na safra anterior.

    O clima está cooperando com a colheita e maturação dos frutos, com tempo seco e ensolarado na maior parte das áreas produtores de café. Há previsão que estas condições se mantenham nos próximos 10 dias. No entanto, podem ocorrer chuvas isoladas no ES e áreas produtoras da Bahia, mas sem prejudicar o ritmo de colheita.

    No mercado futuro, a bolsa de Londres segue apresentando baixa volatilidade. A entrada no mercado da safra do Vietnã, a partir de outubro, por ser mais competitiva e volumosa que a brasileira, poderá pressionar negativamente as exportações brasileiras.

    No mercado interno, a indústria segue demandando mais conilon, reflexo da possível quebra da produção de café arábica. No balanço mensal de junho, o café conilon sofreu pressão baixista em razão da entrada da safra, com o natural aumento do grão disponível. O café conilon tipo 7, em Vitória no ES recuou 1,45%, passando de R$ 690 para R$ 680 a saca de 60kg.

    Com o lançamento do novo Plano Safra 2022/2023, o Banco do Brasil disponibiliza ao produtor linhas de crédito para atender às necessidades na condução das lavouras. Para mais informações, procure seu gerente de relacionamento.

    E para ouvir este e outros BBCast Agro, acesse blog.broto.com.br/bbcast-agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência e também no canal do Broto no Youtube.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 08/07/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 08 de julho de 2022, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil Avaré (SP), e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    As cotações internacionais da soja, tendo como referência a Bolsa de Chicago - CBOT, iniciaram o mês de julho apresentando queda em relação a junho, com o contrato Jul/22 sendo cotado, em 06/07 a U$ 15,80, queda de 5,7% em relação ao fechamento de junho. Para set/22, os contratos estão abaixo da cotação atual, sendo negociados a U$ 13,41/Bushel.

    O clima norte-americano vem transcorrendo dentro da normalidade e o plantio da soja encontra-se finalizado. Segundo o USDA, em seu último relatório de 30/06, a área semeada atingiu 35,74 milhões de ha, redução de 2,91% ante o relatório de março e 1,28% superior à safra anterior. Além do aumento de área, outros fatores também têm influenciado o mercado internacional, sendo: o cenário de alta dos juros nas principais economias do mundo; permanência da guerra entre Rússia e Ucrânia, que tem gerado dificuldades nas exportações de grãos; e as incertezas da demanda chinesa em função das restrições provocadas pela Covid.

    A colheita da safra 21/22 no Brasil está finalizada. A última divulgação da Conab apontou a safra nacional em 124,27 milhões de toneladas, redução de 10,1% em relação à produção da safra 20/21, com produtividade média nacional de 3.032 kg/ha e área cultivada de 40,99 milhões de ha. Para a próxima safra, a estimativa atual é que sejam cultivados 42 milhões de ha, aumento de 2,41% em relação à safra passada, conforme o USDA.

    Seguindo as cotações externas, que apresentam movimento de baixa no início de julho, os preços da oleaginosa no Brasil também apresentam queda nos últimos dias. O indicador Esalq/BMF/BOVESPA, em 06/07, foi cotado a R$ 188,11/saca, redução de 3,5% em relação a cotação de 30/06.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro BB e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro de soja podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB. Consulte seu Gerente de relacionamento para maiores informações.

    E conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 07/07/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 07 de julho de 2022, meu nome é Vinícius Veras, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Dourados (MS), e vamos falar sobre o cenário da pecuária de corte.

    Após a reação dos preços ocorridas nas últimas semanas, o mercado físico do boi gordo mostra sustentação em boa parte das praças pecuárias do Centro-Sul e os frigoríficos operam com escalas de abate de 7 dias.

    A cotação da arroba no dia 05/07/22, indicador CEPEA/Esalq/B3, foi de R$ 323,55. Já o mercado futuro mantém cenário favorável, cotado a R$336,75 para o contrato out/2022.

    A Secretaria de Comércio Exterior divulgou que o faturamento das exportações de carne bovina fresca, refrigerada e congelada ultrapassou U$ 1 bilhão em junho/22. A média diária foi de US$ 49,6 milhões, valorização de 43,3% frente ao observado em junho do ano passado, que ficou em US$ 34,61 milhões. O câmbio favorável aumenta o poder de compra dos frigoríficos, que chegam a pagar até R$ 30,00/arroba a mais por animais com padrão de exportação, o chamado boi China. O preço médio da tonelada embarcada teve aumento de 31,7% ante junho/21.

    Apesar da alta no valor da arroba, o mercado interno se mantém firme, com boa procura do produto neste início de mês, período de entrada de massa salarial. Ainda, conta com as altas recentes das proteínas concorrentes, frango e suínos.

    O mercado mantém otimismo quanto ao consumo interno no segundo semestre, dado o ano eleitoral, a retomada gradual da economia, menor taxa de desemprego e programas de redução de impostos e distribuição de renda. Esses fatores podem potencializar o consumo de carne bovina, que já começa a dar suporte aos preços no atacado.

    Do lado da oferta de animais, observa-se um aumento de 5% no volume de fêmeas abatidas nos dois trimestres de 2022. Desta forma, o mercado do bezerro e do boi magro segue arrefecido, com elevada oferta e preços estáveis.

    Neste momento, pecuaristas começam a se programar para a safra das águas que se aproxima, em especial no que tange a reforma e renovação de pastagens, atividades estas que serão realizadas na próxima estação chuvosa. Para estes e outros desafios o Banco do Brasil disponibiliza recursos de investimento e custeio que podem auxiliá-los na programação e realização destas operações, assim como disponibiliza contratos de opções e a termo para auxiliar na comercialização dos animais prontos para abate com maior segurança.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…