BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 03/08/2022 - Cenário do leite
    Olá, hoje é quarta-feira, 03 de agosto de 2022, eu sou Marcelo Luiz Pinto, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares-MG e vamos falar sobre o cenário da pecuária leiteira.

    Os preços médios ofertados pelo litro de leite em julho de 2022 apresentaram média de R$ 3,1932, segundo o CEPEA, registrando o maior valor nominal da série histórica do CEPEA. Esse valor apresenta valorização nominal de 38,4% em relação ao pagamento de julho de 2021 e de 19,1% em relação a junho de 2022.

    Esse aumento significativo na cotação do leite é decorrente da menor oferta de leite no campo e pelo interesse dos laticínios em garantir matéria prima para a indústria.

    A relação de troca entre o leite e a ração de milho com farelo de soja vem melhorando desde abril, com a queda na cotação do milho e a valorização do leite. Em junho de 2022, foram necessários 36 litros de leite para aquisição de 60kg da ração, contra 56 litros no início de 2022.

    Ainda assim, o produtor de leite deve seguir monitorando o custo de produção, que ainda impacta a rentabilidade da atividade. O produtor pode aproveitar o momento para adquirir o milho nas cotações favoráveis que estão se apresentando neste momento.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o BB Custeio Agropecuário, antecipando as compras dos principais insumos utilizados na atividade e se protegendo contra possíveis alta na cotação do milho para o período de aquisição do grão. Com a abertura do novo Plano Safra 22/23, o produtor de leite pode planejar e contratar investimentos com o BB, aumentando sua capacidade de armazenamento de grãos para ração do rebanho leiteiro através do PCA.

    Para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br/bbcast-agro ou busque por “BBCast Agro” em sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 02/08/2022 - Cenário do lúpulo
    Olá, hoje é 2 agosto de 2022, meu nome é Daniel Vallocci, sou Gerente de Setor na Gerência de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil, em Brasília DF e vamos falar sobre a cultura do lúpulo.

    O lúpulo é uma planta trepadeira e que necessita de longos períodos de luz (aproximadamente 17 horas por dia) durante a floração para produzir. É o principal ingrediente na produção de cervejas, pois confere amargor e aroma à bebida. De modo geral, são utilizadas de 40 a 300 gramas de lúpulo, a depender do tipo/estilo da cerveja, para a produção de 100 litros da bebida.

    O Brasil destaca-se no cenário mundial de produção de cerveja, sendo o 3° maior produtor. No entanto, praticamente todo o lúpulo utilizado é importado. Em 2019, o Brasil importou 3.600 toneladas de lúpulo, de acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo – Aprolúpulo.

    Mas este cenário está mudando. Há alguns anos, institutos de pesquisa e produtores brasileiros têm desenvolvido o cultivo de variedades adaptadas às diferentes regiões do Brasil, bem como estudado o manejo da planta.

    O que aparentava ser difícil, produzir uma planta extremamente exigente em luminosidade, foi resolvido com a criatividade de nossos produtores, que instalaram sistemas de iluminação artificial para aumentar as horas de luz por dia.

    As primeiras plantas cultivadas no Brasil produziam em torno de 200 g de lúpulo seco por planta, enquanto as cultivadas na Alemanha produzem em torno de 800 g.

    Atualmente, com a evolução de técnicas de manejo, a produção já alcança aproximadamente 500 gramas de lúpulo seco por planta!!! Com isso, no ano passado, o Brasil já produziu 24 toneladas do produto.

    A adaptação de variedades de lúpulo nas diferentes regiões do Brasil tem levado a um aumento do número de produtores e à inserção do país no seleto mercado de excelência em cerveja.

    O lúpulo produzido por aqui apresenta qualidade e possui características únicas, conforme a variedade da planta, solo e o clima do local de produção.

    A Aprolúpulo possui mais de 180 associados, que juntos, cultivam cerca de 50 ha em 16 estados brasileiros. O tamanho médio das áreas cultivadas é de 0,5 a 1,0 ha. Além das grandes cervejarias, o mercado da cerveja artesanal é um grande demandante deste produto.

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    3 min
  • 01º/08/2022 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 01º de AGOSTO de 2022, meu nome é NIVIA BASSI, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em NOVO HORIZONTE, SP, e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    De acordo com a UNICA, a moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul atingiu 46,35 milhões de toneladas processadas até 16 de julho, aumento pouco significativo, de quase meio % em relação à quantidade moída no mesmo período do ano passado. No acumulado da safra, a moagem apresentou queda de 9,5%, totalizando quase 234 milhões de t, frente a 258 milhões de t em 2021. Até o dia 16 de julho, 255 unidades estavam em operação.

    O Centro de Tecnologia Canavieira, CTC, divulgou a produtividade do corte no mês de junho em 77,5 t/ha, meio % inferior à produtividade do ano passado. Canaviais velhos, acima do quinto corte, representaram um percentual superior a 27%, fator que contribui com a queda da produtividade observada.

    De maneira geral, os municípios de SP apresentaram queda de produtividade, com exceção de São José do Rio Preto, com aumento de 7%, favorecido por melhor índice de chuvas e canaviais mais novos. MS teve a queda de produtividade mais expressiva (20%), causada pela falta de chuvas no período de crescimento e desenvolvimento da cultura.

    A qualidade da matéria-prima colhida, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana, apresentou recuo de 3,3 % no acumulado da safra 22/23, com o indicador marcando 130,45 kg de ATR/t de cana.

    De acordo com o OBSERVATÓRIO DA CANA, a produção de açúcar totalizou 12,7 milhões de toneladas, redução de 17,7% frente às 15,3 milhões de toneladas na safra passada.

    Quanto ao etanol, do começo da safra até a primeira quinzena de julho, as vendas globais (mercado interno e exportação) das unidades produtoras totalizaram 8,3 bilhões de litros, redução de 1,5% em relação ao mesmo período da safra anterior. Este resultado reflete a redução da cana processada no período e a decisão das usinas de alterar o mix de produção em favor do etanol (56%).

    A preferência pela produção de etanol deve mudar nesta safra em decorrência da redução dos estoques de açúcar, que impacta positivamente os preços do adoçante no mercado mundial.
    O cenário permanece positivo para a atividade, mesmo com a alta nos custos de produção da cana-de-açúcar.

    O Banco do Brasil dispõe de linhas de financiamento para custear a cana soca, investir em máquinas e implementos, na melhoria da estrutura produtiva, na irrigação e na renovação de canaviais.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 29/07/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 29 de julho de 2022, meu nome é Danila Sá, sou assessora de agronegócios no Banco do Brasil em Barreiras – Bahia e falaremos sobre o cenário do milho. 

    As cotações do milho em Chicago operaram em baixa na quarta-feira (27) e o contrato de setembro/22 fechou em US$5,95/bushel com queda de 1,25 pontos e o de dezembro/22 foi negociado por US$ 5,99/bushel com perda de 1,75 pontos. Na noite do dia 26 os contratos futuros recuaram após atingir a maior alta em uma semana, em meio às preocupações sobre o clima quente e seco que persistem em parte do Centro-Oeste dos Estados Unidos.

    Soma-se à pressão baixista atual, o acordo para o escoamento de grãos pelo Mar Negro, que deve levar a Ucrânia a enviar, ainda nesta semana, suas primeiras exportações de grãos, que vinham paralisadas desde o final de fevereiro deste ano.
    No mercado interno, os futuros do milho na B3 operaram com recuo na quarta-feira (27), devolvendo parte dos ganhos obtidos nos últimos dias. Assim, os contratos com vencimento em setembro/22 fecharam em R$ 86,93, com queda de 0,64%.

    Já no campo das exportações brasileiras, as discussões sobre o envio de milho para a China estão abertas. Há expectativa de que em setembro o Brasil comece a exportar milho para o gigante asiático, tendo em vista que a safra norte-americana poderá ter redução de 20 milhões de toneladas. A Ucrânia também tende a ter uma quebra de safra na mesma magnitude da estadunidense, deixando um gap de oferta no mercado, que pode ser uma oportunidade para o Brasil.

    No Brasil, a colheita da segunda safra está em andamento. A Conab indica que até o último dia 23, no país já havia sido colhido 60% de sua área semeada.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB, conheça o simulador de Opções acessando o app do BB, acessando no menu principal a aba Opção Agro.
     
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    3 min
  • 27/07/2022 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 27 de julho de 2022, eu sou João Vitor Wolff Bastos, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Londrina – PR e hoje vamos falar sobre o mercado de café arabica.

    O clima segue favorecendo os procedimentos de colheita, que já alcançam aproximadamente 60% dá área em produção de café arábica. O produto segue apresentando boa qualidade, contudo os produtores seguem relatando produtividade aquém da inicialmente esperada.

    O mercado do café vem apresentando acentuada volatilidade nos últimos dias, de um lado os fundamentos altistas são direcionados pelos dados de estoques baixos e oferta inferior à última projeção do USDA, visto o menor rendimento das lavouras brasileiras. A atenção também segue direcionada para o clima e seu reflexo na safra de 2023 no Brasil, visto o prolongamento e extensão do período seco e sua influência sobre florada, que ocorre normalmente de setembro a dezembro de cada ano. Como fatores de pressão negativa, estão a possibilidade de recessão mundial e sua influência no consumo.

    Estes fatores provocaram elevadas oscilações nas cotações na bolsa ICE Nova York, que variaram nos últimos sete dias de 1,95 US$/libra a 2,19 US$ /libra e internamente entre R$1.220 e R$ 1330,00 por saca de 60 kg para o produto de boa qualidade.

    Com a elevada volatilidade e produção aquém do esperado, os produtores seguem comercializando de forma compassada o produto, direcionando vendas para cumprir os compromissos financeiros previamente assumidos. Essa menor intenção de venda, associada aos estoques baixos seguem no radar do mercado, que assimila a incorporação desses fatores na precificação do produto, além das incertezas sobre a oferta e demanda da próxima safra.

    No mercado interno, além do foco na colheita e comercialização da produção, o produtor já direciona as atenções para os tratos culturais, que se iniciam logo após a colheita. E para atender essas necessidades, as linhas de custeio do Plano Safra 22/23 já seguem disponíveis para contratação, com juros de 5 a 6 % no Pronaf, 8 % no Pronamp e 12 % para demais produtores.

    Com a expectativa de manutenção de preços elevados, o momento segue oportuno para elevação dos tratos culturais da lavoura do café para viabilizar elevação de produtividade, assim como para a negociação dos insumos, visto os descontos atrativos nas compras à vista. Para maiores informações sobre as condições de custeio da safra, procure sua agência de relacionamento ou nossos parceiros agro.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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  • 26/07/2022 - Cenário do girassol
    Olá, hoje é terça-feira, 26 de julho de 2022, meu nome é Maria Jania, Assessora na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil em Brasília – Distrito Federal e vamos falar sobre o cenário do girassol.

    A produção mundial de girassol da safra 2022/23 está estimada em 50,4 milhões de toneladas pelo Departamento de Agricultura do Estados Unidos – USDA. Essa quantidade é 12,2% inferior à obtida na safra 2021/22, resultado da estimativa de redução de 46% na produção ucraniana, que era o maior país produtor de girassol e teve o cultivo dessa safra impactado pelo conflito ainda em andamento no seu território.

    No Brasil, estamos na fase de colheita do produto da safra 2021/22. A estiagem na fase de desenvolvimento e enchimento de grãos afetou a produtividade inicialmente prevista em alguns estados produtores do Centro-Oeste, mas, mesmo assim, a produção está estimada em 57,1 milhões de toneladas, quantidade 58% superior à obtida na safra anterior, conforme informações da Conab.

    Como informação, os estados do Centro-Oeste representam 94,6% da produção nacional, sendo o Goiás responsável por 68,3% da produção, o Mato Grosso por 24% e o Distrito Federal por 2,3%.

    A comercialização do produto já ultrapassa os 90% no estado do Goiás, e com preços remuneradores para o produtor, visto que com o conflito na Ucrânia, o maior país produtor da semente oleaginosa como já citamos, os preços nacional e internacional do produto tiveram elevação acentuada em 2020. No mercado interno, a saca do produto no estado do Goiás está sendo comercializada em torno de 160 reais, valor 13% superior ao recebido no mesmo período do ano passado.

    E para auxiliar o produtor rural na condução da sua atividade, o Banco do Brasil disponibiliza além das linhas de custeio para os produtores já iniciarem o planejamento da safra 2022/23, linhas de comercialização para auxiliá-lo na sua estratégia de vendas e linhas de investimento como o PCA, para que o produtor também possa ampliar a capacidade de armazenagem dos seus grãos e tenha a oportunidade de decidir o melhor momento para comercializar sua produção. Consulte sua agência BB e sua Assistência Técnica, para outras informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Boa safra!
    3 min
  • 25/07/2022 - Cenário da produção de ovos
    Olá, hoje é dia 25 de julho de 2022, meu nome é Diego Berti, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Varginha/MG e falaremos sobre o cenário da produção de ovos.

    Os avicultores continuam com o plantel de matrizes reduzidos, efeito da diminuição do alojamento de pintainhas ocorrido de janeiro a abril de 2022, que teve como objetivo adequar a oferta para melhor remuneração da caixa de ovos.

    De acordo com a Secretária de Comércio Exterior (SECEX), as exportações brasileiras de ovos (in natura e processados) no primeiro semestre de 2022 somaram US$ 44,326 mi e 13.473 toneladas, valores estes, respectivamente 28,8% e 11,6% superiores aos registrados no 1º semestre de 2021. O incremento na receita é resultado da elevação do preço médio em dólar, que aumentou 15,4% neste período.

    Em relação aos principais itens que compõem o custo de produção de ovos, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em junho/2022 o preço médio do milho foi 1,95% menor que em maio/22 e 7% menor que o mesmo período de 2021. Já o preço médio do farelo de soja aumentou 1,27% de maio/22 a junho/22, e a cotação é 10,43% superior ao do farelo de soja em junho/21. Desde o início do ano de 2022 verificou-se queda nas cotações de milho e farelo de soja, as quais, até o momento, têm se mantido estáveis após abril de 2022.

    De janeiro a junho de 2022, o preço médio da caixa de 30 dúzias de ovos brancos registrou aumento de 37,8%, sendo comercializada, em junho, por R$ 146,00. No entanto, esse valor é 5,87% inferior ao observado em abril/22, mês com o maior preço médio do ano.

    Neste cenário de preços dos insumos e preço da caixa de 30 dúzias de ovos, a melhora nas relações de troca milho/dz de ovos e farelo de soja/dz de ovos verificadas nos últimos 4 meses tem aumentado o poder de compra do avicultor e melhorado as margens da atividade.

    Considerando o início do Plano Safra 2022/23, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de investir em modernização dos galpões de postura, construção de silos graneleiros e fábrica de ração e aquisição de sistemas de geração de energia alternativa, promovendo a sustentabilidade dos negócios.

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    4 min
  • 22/07/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 22 de julho de 2022, meu nome é Rogério Sampaio, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Luis Eduardo Magalhães (BA) e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    As cotações internacionais da soja, tendo como referência a Bolsa de Chicago - CBOT, vem apresentando, em julho, patamares de preços abaixo de U$ 15,00/Bushel, sendo cotada em 20/07 a U$ 14,90, queda de 11,36%, na variação dos últimos 30 dias. Para setembro, os contratos estão abaixo da cotação atual, sendo negociados por U$ 13,96/ Bushel.

    As condições climáticas norte-americanas, apresentaram nos últimos relatórios, chuvas esparsas, em menores volumes e permanência de clima quente e seco. De acordo com o último relatório do USDA, 61% da área cultivada encontra-se em condições boas e excelentes. Inicialmente, a previsão de área a ser semeada era de 36,4 milhões de ha, mas na última publicação foi apontada uma área de 35,41 milhões de há, sendo corrigida a produção estimada para 122,61 milhões de toneladas ante as 126 milhões de toneladas iniciais.

    Outros fatores também têm influenciado o mercado internacional, sendo: o cenário de alta dos juros nas principais economias do mundo; A permanência da guerra entre Rússia e Ucrânia, que tem gerado dificuldades nas exportações de grãos e as incertezas da demanda chinesa em função das restrições provocadas pela Covid.

    A última divulgação da Conab apontou a safra nacional em 124,04 milhões de toneladas, redução de 10,2% em relação à produção da safra 20/21, e produtividade média de 3.029 kg/ha em 40,95 milhões de ha.

    Para a próxima safra, a estimativa atual é que sejam cultivados 42 milhões de ha, aumento de 2,41% em relação à safra passada, conforme o USDA.

    Seguindo as cotações externas, que apresentaram movimento de baixa no início de julho, os preços da oleaginosa no Brasil, seguem em estabilidade nos últimos dias. O indicador Esalq/BMF/BOVESPA, em 20/07, foi cotado a R$ 191,61/ saca, redução de 1,72% em relação a variação do mês de julho. O prêmio nos portos vem apresentando queda em função da baixa demanda internacional cotado para o mês de julho em 0,75 US$/ Bushel.

    A comercialização da safra brasileira 21/22 alcançou 75%, abaixo do índice de 81% neste mesmo período na safra 20/21 e abaixo dos 80% da média das safras anteriores. Estima-se que 20% da produção prevista 22/23 já foi comercializada.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB. Consulte seu Gerente de relacionamento para maiores informações.

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  • 21/07/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 20 de julho de 2022, meu nome é Vinícius Veras, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Dourados – MS, e vamos falar sobre o cenário da pecuária de corte.

    O mercado físico do boi gordo segue com os preços da arroba em estabilidade, com algumas praças compradoras testando preços um pouco abaixo da referência, conforme se apresentam as escalas de abates nas regiões. Desta forma, a oferta de animais pelos pecuaristas tende a direcionar o mercado no curto prazo.

    A cotação da arroba do Boi, conforme Indicador Boi Gordo CEPEA Esalq/B3 no dia 18/07/22 foi de R$ 327,05/arroba. O mercado futuro também mantém cenário de estabilidade, apresentando cotações no valor de R$330,60 nos contratos com vencimento para out/2022.

    Nesta segunda-feira (18), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reportou que o embarque de carne bovina fresca, refrigerada e congelada alcançou 89,1 mil toneladas nos 11 primeiros dias úteis de julho. No ano passado, o volume total exportado em julho foi de 165 mil toneladas. A média diária exportada ficou em 8,1 mil toneladas, com alta de 7,7% ante o observado no mês de julho do ano passado.

    A demanda chinesa segue contribuindo para os maiores embarques de carne bovina e as indústrias estão fechando novos contratos por conta do dólar em bons patamares. Os preços médios na parcial de julho ficaram próximos a 6.660 dólares por tonelada, alta de 22,4% frente aos dados divulgados em julho de 2021.

    O mercado interno se mantém estável, com negócios em marcha lenta, podendo operar preços com pequenas quedas no atacado, provocado, em parte, pela provável reposição mais lenta entre atacado e varejo, característica da segunda quinzena do mês, panorama que deve reverter no início do próximo mês, com recebimento dos salários.

    O aumento dos valores envolvidos do Auxílio Brasil poderá estimular o consumo de produtos básicos, que se confirmado, tende a ser um fator importante para estabilidade dos preços no atacado.

    Com a manutenção do bom volume e preços das exportações e o mercado interno em estabilidade, tem se fortalecido a prática do diferencial de preço pago pelas indústrias frigoríficas para animais de qualidade (com até 4 dentes), que se destinam a exportação. Abre-se então uma oportunidade para que o pecuarista passe a ofertar animais de qualidade para atender este nicho de mercado e auferir maiores margens à atividade.

    Para este e outros desafios, o Banco do Brasil disponibiliza recursos de investimento e custeio que podem auxiliar os produtores na implantação das tecnologias e manejos necessários para alcançar a produção de animais qualificados para exportação, assim como oferece proteção de preços por meio dos contratos de opções e a termo, a fim de auxiliar na comercialização dos animais prontos para abate com maior segurança.

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