BBCast Agro

BBCast Agro

By BrotoBusiness
Download on the App Store

BBCast Agro episodes

  • 31/08/2022 - Cenário da cachaça
    Olá, hoje é quarta-feira, 31 de agosto de 2022, meu nome é Celso Cavados, Sou Gerente na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil e falaremos sobre o cenário da cachaça.

    Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil. Sua origem se data por volta dos anos 1500 e foi o primeiro destilado produzido nas américas. Atualmente é a terceira bebida destilada mais consumida no mundo.

    Em 2021, foram exportados mais de 7 milhões de litros de cachaça, para 67 países, por mais de 50 empresas, gerando receita de 13,17 milhões de dólares. Os principais países de destino foram os Estados Unidos, Alemanha, Paraguai e Portugal.

    Conforme dados do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, divulgados no Anuário da Cachaça de 2021, o Brasil possuía em 2020 1.131 produtores de Cachaça registrados e um total de 5.523 Marcas desses Produtos Registradas no Mapa.

    A região Sudeste possui 69% dos estabelecimentos registrados para produção de cachaça, seguida pela Nordeste, Sul, Centro-oeste e região Norte. Em relação a produção, os estados mais representativos são Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Ceará e Paraíba.

    Conforme o Instituto Brasileiro da Cachaça - IBRAC, o Brasil possui capacidade instalada para produção de Cachaça de aproximadamente 1,2 bilhão de litros anuais, porém se produz anualmente menos de 800 milhões de litros. O setor gera mais de 600 mil empregos diretos e indiretos e a quantidade de produtores informais pode chegar a 89%. Para termos idéia, a cachaça representa 72% do mercado de destilados no Brasil.

    A qualidade da cachaça é regulamentada pelo Decreto nº 6.871, de 2009 e pela a Instrução Normativa nº 13, de 2005 do MAPA, que fixam os Padrões de Identidade e Qualidade do produto. Além da qualidade da matéria prima, processo de fermentação e destilação, o tipo da madeira utilizada nas barricas de envelhecimento como Carvalho, Amburana, Ipê, interferem no sabor e qualidade da cachaça.

    No tocante a matéria prima, a cana-de-açúcar, fatores como fertilidade do solo, tipo de adubação, variedade da cana, tratos culturais, manejos de colheita e pós colheita, além das condições climáticas, podem afetar diretamente a qualidade do produto e refletir na qualidade da cachaça produzida.

    E para auxiliar na melhoria do manejo e da produção da cana-de-açúcar, O Banco do Brasil conta além do tradicional custeio, com linhas como a Moderagro, para que o produtor e a agroindústria possam investir na construção e modernização de infraestrutura, aquisição de máquinas, equipamentos e demais materiais para produção de cachaça.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 30/08/2022 - Cenário de pastagens
    Olá, hoje é 30 de agosto de 2022, meu nome é Vinicius Veras, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Dourados (MS), e vamos falar sobre pastagens.

    De acordo com a Universidade Federal de Goiás, em 2020, o Brasil possuía mais de 160 milhões de hectares de pastagens, das quais cerca de 65% encontram-se degradadas e necessitam de intervenção para reverter esta situação. Fatores climáticos, como a falta de chuvas regulares, calor excessivo e geadas tendem agravar este quadro.

    A escassez de pastagens acaba por fazer com que ocorram atrasos na terminação dos animais para abate, além da venda de animais mais leves. Ainda, a degradação das pastagens gera necessidade de aumento do uso de concentrados/rações para manter a produção, elevando os custos, o que impacta diretamente o fluxo de caixa e as margens do produtor.

    Em 2011, houve um marco histórico na pecuária brasileira. Até então, era comum grandes áreas de pastagens, com pouca ocupação de animais e a partir daquele ano passou-se a adotar um maior número de animais em uma menor área de pastagem. Este fato demonstra a racionalização do uso deste recurso, explorando-se o máximo potencial das áreas.

    Ainda em relação às pastagens e à bovinocultura, um dos temas de grande preocupação atualmente remete às emissões geradas pela atividade, uma vez que no processo produtivo há emissão de metano, resultado do processo de eructação (arroto) dos animais. Neste contexto, a pecuária sustentável ganha destaque. De acordo com pesquisa publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em 2009, em situação normal, com boa oferta de pastagem e de água, um bovino, em 26 meses, emite aproximadamente 73 quilos kg de metano, ou 445 gramas do gás por quilo de carne. Já em um pasto degradado, com superpastejo, sem qualquer medida de recuperação ou preservação da pastagem, em que o animal é malnutrido, este fica pronto para o abate somente com 42 meses e pode emitir cerca de 115 kg de metano, ou 736 gramas por quilo de carne.

    Isso ocorre porque falhas na alimentação, em especial durante o período seco do ano, podem levar o os animais a perder peso. Com isso, para recuperar a massa perdida haverá maior emissão de metano para a produção do mesmo quilo de carne. No período chuvoso, quando os rebanhos bovinos costumam ser alimentados com boa disponibilidade de pastagens, a emissão de metano nos pastos é cerca de nove vezes inferior ao registrado no período seco, quando as pastagens são escassas e apresentam menos nutrientes.

    Para a implantação, manutenção e recuperação das pastagens, que proporcionam maior peso dos animais em menor tempo, com sustentabilidade, o Banco do Brasil disponibiliza recursos de investimentos, como o ABC, que podem auxiliar os produtores nas estratégias de produção mais adequadas, racionalizando a utilização das pastagens.

    Contem sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 29/08/2022 - Cenário do frango
    Olá, hoje é 29 de agosto de 2022, meu nome é Emerson Gheri, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Rio Verde (GO) e falaremos hoje sobre o cenário da produção de frango de corte.

    De acordo com dados preliminares do IBGE, o Brasil produziu, no primeiro semestre de 2022, aproximadamente 7,4 milhões de toneladas de carne de frango, volume 1,7% superior ao registrado no mesmo período de 2021.

    A previsão do USDA para o Brasil, no ano de 2022, é de aumento de produção em 1,4%, produzindo cerca de 14,7 milhões de toneladas.

    Devido à redução de 15,5% no preço do milho no primeiro semestre de 2022, observou-se o reflexo deste movimento no custo de produção, que de acordo com a EMBRAPA AVES e Suínos, passou de R$ 5,51 por kg de Pvivo produzido em janeiro/22 para R$ 5,45 em julho deste ano.

    Ainda que tenha havido esta redução em alguns itens, o custo de produção permanece em patamares elevados. No entanto, em razão da baixa oferta de aves no mercado independente, o preço pago pelo frango vivo, entre janeiro e junho de 2022, aumentou 40% no Estado de Minas Gerais e 20% em São Paulo, sendo cotados atualmente, respectivamente, a R$ 6,60 e R$ 6,10 o kg peso vivo. Este fator alivia a pressão sobre a rentabilidade do avicultor.

    Em relação ao mercado externo, os embarques de carne de frango nos sete primeiros meses de 2022 aumentaram 6% em comparação ao mesmo período de 2021, totalizando 2,6 milhão de toneladas.

    Conforme dados disponibilizados pela SECEX, até a terceira semana de agosto de 2022, foram exportadas 254 mil toneladas, com preço médio de US$ 2.100,0,00 a tonelada de carne de frango.

    Para a estocagem do milho necessário à produção de frangos, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de financiar a construção ou ampliação de armazéns destinados a guarda do grão, por meio do Programa para construção e ampliação de armazéns (PCA), o que possibilita a compra do cereal em momentos de preços favoráveis, como no período da colheita.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 26/08/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 26 de agosto de 2022, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    Os últimos dias foram de valorização nos contratos futuros na Bolsa de Chicago. Os primeiros vencimentos, setembro/22 e dezembro/22, encerram o dia 23 de agosto cotados a 6 dólares e 60 centavos por bushel e 6 dólares e 55 centavos por bushel, respectivamente. Apesar da diminuição das preocupações com o escoamento de grãos da Ucrânia pelo Mar Negro, com mais navios partindo dos portos ucranianos na última semana, as valorizações foram fundamentadas no clima quente e seco que está afetando as lavouras do hemisfério norte.

    Para a União Europeia, o departamento de agricultura norte-americano (USDA) reduziu em 8 milhões de toneladas a produção da safra 22/23, estimada no relatório de agosto em 60 milhões de toneladas.

    A China, que é o segundo maior produtor do cereal, com safra estimada em 271 milhões de toneladas, emitiu o primeiro alerta nacional de seca no dia 19 de agosto, após semanas de calor extremo que atingiram diversas regiões, inclusive áreas de plantio de milho, movimentando o mercado externo sobre possível aumento de demanda chinesa, caso a produção seja afetada.

    No caso dos Estados Unidos, o viés de alta nas cotações decorreu da sinalização de piora consecutiva nas condições das lavouras do país, conforme relatório da segunda-feira, dia 22, onde 55% das áreas foram consideradas boas a excelentes, redução de 2% em relação à semana passada e 5% inferior ao observado no mesmo período do ano passado. Esta redução nas condições das lavouras foi maior do que o mercado esperava, resultando em especulações sobre nova redução na produção total de milho norte-americano. O relatório de Oferta e Demanda a ser publicado pelo USDA em setembro, com levantamento a campo, será importante para a mensuração da produtividade do milho nos EUA.

    No Brasil, o preço físico, referência Campinas/CEPEA, acumulou valorização de 1,4% nos últimos 8 dias úteis, seguindo as valorizações no mercado externo e a retração na comercialização por parte dos produtores, que aguardam maiores valorizações no mercado à vista.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Conheça o simulador de opções, acessando o app do BB em Menu, selecionando Opção Agro, lembrando que é possível simular e contratar a Opção desejada diretamente no aplicativo.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 25/08/2022 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quinta-feira, 25 de agosto, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    O relatório do USDA do início de agosto trouxe novidades ao cenário de oferta e demanda de pluma, contrariando a expectativa do mercado de redução no consumo, o Departamento manteve a previsão de consumo global em relação ao mês de julho/22, mesmo em meio a notícias sobre inflação e a recessão em países como China e Estados Unidos.

    Outro fundamento altista presente no relatório remete à previsão de menor oferta de pluma, devido principalmente à estimativa de recuo da produção norte-americana em 18% em razão da seca que está acometendo as lavouras do país, já considerado irreversível em parte das lavouras.

    O mercado internacional assimilou estes fatos e números, refletindo na apreciação das cotações da pluma, que subiram 15% entre os dias 10 e 22 de agosto, sobretudo nos contratos para dezembro de 2022.

    No Brasil, a colheita se aproxima do fim, com praticamente 90% das áreas já colhidas. Os números até então indicam redução de produtividade, em especial nos dois maiores produtores nacionais: Mato Grosso e Bahia, em decorrência de adversidades climáticas. No entanto, importante ressaltar que, apesar desta redução, a safra brasileira deverá ofertar um volume de pluma 10% superior ao observado na safra 2020/21, face o aumento de área.

    Devido ao cenário de incertezas econômicas globais no médio/longo prazo, importante que o cotonicultor aproveite os momentos de valorização da pluma para comercializar e também proteger suas margens com a utilização do Termo de Moedas e Opções Agro do BB, como forma de proteção contra as oscilações negativas na cotação do dólar e da pluma nos mercados externo e interno.

    Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 24/08/2022 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 24 de agosto de 2022, eu sou José Antônio, assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Boa Esperança-MG, e hoje vamos falar sobre o mercado de café arábica.

    Com a colheita em fase de finalização e grande parte das áreas já em trabalhos de varrição, o produtor passará agora a focar nos tratos culturais para a próxima safra e na comercialização do grão ora colhido. O clima favorável tem contribuído para a obtenção de produtos de excelente qualidade nesta safra, superior ao registrado em 2021.

    As chuvas ocorridas no início de agosto, entre 10 e 20 mm, nas regiões do Sul de Minas e SP, reduziram as preocupações com a umidade do solo neste momento. No entanto, caso as chuvas não ocorram de forma regular nos próximos meses as preocupações e incertezas sobre a floração da safra 2022/23 permanecerão, trazendo volatilidade adicional ao mercado global de café.

    A menor disponibilidade atual do produto e o volume aquém do potencial da produção da safra 22 Brasil têm propiciado a sustentação das cotações internacionais no curto prazo entre 210 e 220 centavos de dólar por libra peso e dos preços internos entre 1.230 e 1.300 Reais por saca.

    No médio e longo prazo, as cotações futuras mostram tendência de queda, em função das perspectivas favoráveis para a produção mundial na safra 22/23, contando, para isso, com a projeção clima benéfico para a florada e desenvolvimento da safra no Brasil. Por esta razão, é importante que o produtor realize vendas escalonadas aproveitando altas de preços e faça uso do mercado de Opções, a fim de mitigar riscos e garantir suas margens de comercialização.

    Com as boas perspectivas de demanda do café a nível mundial, a manutenção das lavouras com tecnologia adequada contribui para uma melhor produtividade e consequente rentabilidade. E para isso, o Banco do Brasil disponibiliza nesta safra volume recorde de recursos para custeio, investimento e comercialização, acompanhando as demandas do setor.

    Consulte seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 23/08/2022 - Cenário da tangerina
    Olá! Hoje é terça-feira, 23 de agosto de 2022, meu nome é Marcia Cristina Calixto, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Bauru-SP, e hoje vamos falar sobre o cenário da tangerina.

    A tangerina é uma das frutas mais produzidas e consumidas no Brasil e no mundo. Em 2020, segundo o IBGE, o Brasil colheu pouco mais de 1 milhão de toneladas em cerca de 55 mil hectares. Atualmente, 84% da produção concentra-se nos estados de SP, MG, PR e RS, sendo que o Estado de São Paulo se destaca como principal produtor, com produtividades elevadas, próximas a 32 t/ha, bem acima da média nacional que é de 18 t/ha.

    A área cultivada com tangerinas do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais aumentou 3% nos últimos três anos, para quase 12,6 mil hectares, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura. Foram identificados 3 mil hectares com pomares novos (até 3 anos), que deverão começar a produzir ainda nesta safra. A produção está concentrada entre Tangor Murcott e Tangerina Ponkan, que tem expandido para o sul de Minas Gerais, com destaque para o município de Campanha.

    Em São Paulo, o acúmulo da estiagem pelo terceiro ano consecutivo causou forte impacto nos pomares, provocando morte das raízes, com consequente redução da produtividade. Em Minas Gerais, além das altas temperaturas, as geadas reduziram o tamanho e a qualidade das frutas produzidas.

    A oferta da Ponkan foi bem distribuída ao longo do primeiro semestre, porém devido às restrições econômicas no país e à queda de temperatura em maio e junho, o consumo foi menos alavancado que o esperado. De acordo com o indicador CEPEA, o preço médio acumulado em 2022 foi de R$ 45,00 a caixa de 27 kg da fruta, valor 40% superior ao registrado em 2021.

    No Rio Grande do Sul, onde as tangerinas são chamadas de bergamotas, as principais variedades produzidas são Montenegrina, Caí, Pareci e Okitsu. A área total plantada no estado já ultrapassa 13.000 ha, sendo a maior parte composta por pequenas propriedades. A safra segue sendo colhida e a expectativa para este ano é de frutos grandes, com ótima qualidade. Os produtores estão satisfeitos com o retorno da Montenegrina, que está sendo comercializada a R$ 50,00 a caixa de 25 kg.

    Investir em novos plantios e na renovação das lavouras, combinado à sistemas de irrigação e energia fotovoltaica devem ser analisados pelos produtores, a fim de aproveitar o bom momento da cultura. Para isso, conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 22/08/2022 - Cenário da piscicultura
    Olá, hoje é 22 agosto de 2022, meu nome é Marcelo Matsumura, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em São João da Boa Vista – SP, e vamos falar sobre a criação do peixe panga.

    No fim da década de 1980, o Brasil iniciava a criação de tilápia, e o Vietnã, do panga. Mas só em 2012 chegaram as primeiras informações ao Brasil de um caso de sucesso de criação de peixes do Vietnã: o panga ou Pangasius (Pangasianodon hypophthalmus) peixe nativo do rio Mekong, sudeste da Ásia. Atualmente, o Brasil produz cerca de 500 mil toneladas de tilápia, e o Vietnã, 3 milhões de toneladas de panga por ano.

    A legislação brasileira permitiu a criação da espécie no Brasil, com a exigência de que seja conduzida tanque escavado. Com isso, a criação de panga tornou-se uma excelente opção de diversificação para os produtores rurais que possuem recursos hídricos na propriedade.

    Testes realizados com o panga no Estado de São Paulo mostraram uma excelente adaptação ao clima (principalmente com relação ao inverno), excelentes índices zootécnicos, viabilidade para a indústria e aceitabilidade pelo mercado consumidor, tanto pela cor, tamanho e sabor.

    Uma das principais características desse tipo de criação é a produtividade (cerca de 200 toneladas de peixe por hectare de lâmina d’água), enquanto o modal da tilápia em São Paulo produz por volta de 20 toneladas de tilápia por hectare de lâmina d’água. O panga também é menos dependente oxigenação da água e, quando há queda de energia, pode sobreviver várias horas sem aeração da água.

    O consumo de peixe pelo brasileiro (menos de 5 kg/habitante/ano) ainda é pequeno perto do consumo global (≈ 20 kg/hab/ano). A América Latina só consome mais peixe que o continente africano. O aumento da produção de peixes através da piscicultura no Brasil irá proporcionar para a população uma fonte proteica alternativa e bem saudável. Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), existe no Brasil 1 milhão de produtores, e a piscicultura movimentou em 2021 cerca de R$ 8 bilhões e, ainda, gerou 1 milhão de empregos diretos e mais 2 milhões de empregos indiretos.

    E, para os produtores que desejam implementar ou expandir sua atividade de piscicultura, o Banco do Brasil possui linhas de crédito e recursos disponíveis para investirem na infraestrutura, custeio da aquisição dos alevinos, arraçoamento dos peixes e demais necessidades para condução da atividade.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 19/08/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 19 de agosto de 2022, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    As cotações internacionais da soja, tendo como referência a Bolsa de Chicago - CBOT, iniciam agosto com alta volatilidade, com o vencimento de novembro/22 oscilando entre U$S 13,69 a 14,54/bushel, encerrando o dia 17/08 cotado a US$ 14,06/bushel.

    As condições climáticas norte-americanas apresentam previsões mais favoráveis para segunda quinzena de agosto, com temperaturas mais amenas e estimativas de chuvas nos estados produtores. De acordo com o último relatório do USDA, 58% da área cultivada encontra-se em condições boas e excelentes. A área semeada na safra 2022/23 divulgada no último relatório foi de 35,29 milhões de ha, diminuição de 1% em relação ao anterior. A produção estimada foi ajustada para 123,30 milhões de toneladas ante as 122,61 milhões de toneladas, contrariando as expectativas de mercado.

    Outros fatores também têm influenciado o mercado internacional são o posicionamento do dos agentes frente à possível recessão na economia mundial e mecanismos para conter a inflação, também em nível global, além da possível redução na demanda por commodities, incluindo incertezas sobre a demanda chinesa em função da diminuição do crescimento do seu PIB.

    Para a safra brasileira 2021/22, o relatório de acompanhamento de safra divulgado em agosto pela Conab, apontou área cultivada de 40,95 milhões de ha e produção de 124,04 milhões de toneladas, redução de 10,2% em relação safra 20/21.

    Em seu último, relatório o USDA manteve a estimativa de cultivo de 42 milhões de ha no Brasil na safra 22/23, aumento de 2,41% em relação à safra passada.

    No Brasil, o preço da oleaginosa vêm acompanhando as cotações externas e variações cambiais. O indicador Esalq/BMF/BOVESPA, em 17/08, foi cotado a R$ 184,28/ saca, redução de 2,6% em relação ao início de agosto. Contudo, o prêmio nos portos vem apresentando elevação nos últimos dias, cotado para o mês de setembro em torno de 2,70 US$/Bushel.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB. Consulte seu Gerente de relacionamento para maiores informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 18/08/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 18 de agosto de 2022, meu nome é Vinicius Veras, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Dourados (MS), e vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    O mercado físico de boi gordo tem registrado pressão negativa dos preços da arroba, com frigoríficos operando com escalas alongadas. Animais padrão China mantém ágio de R$ 20/30 em relação a animais disponibilizados no mercado doméstico, em função do ritmo das exportações se manter em alta.

    A cotação da arroba do boi no dia 1g/08/22 Indicador Boi Gordo CEPEA/Esalq/B3 foi de R$ 314,20, já o mercado futuro apresenta cenário de estabilidade com pequena queda, apresentando cotações no valor de R$ 314,75 nos contratos com vencimento para outubro de 2022.

    A Secretaria de Comércio Exterior reportou que o embarque de carne bovina para o exterior, nos primeiros 10 dias úteis de agosto com 88,8 mil toneladas, com média diária exportada de 8,8 mil toneladas, o que representou valorização de 7,6% frente ao observado no mês agosto do ano anterior.

    O preço médio da tonelada exportada na segunda semana de agosto ficou em US $ 6.283, representando alta de 10,6%, quando comparado com o mês de agosto de 2021.

    Diferentemente do previsto, o mercado interno continuou arrefecido, com muitos frigoríficos ainda ausentes da compra de animais. Poderá ser possível verificar a retomada das indústrias ao mercado nos próximos dias, buscando preços ainda mais baixos, sinalizando para posição de conforto em relação a escala de abates.

    Somado a isso, a JBS concedeu férias coletivas aos funcionários em seis plantas frigoríficas destinadas exclusivamente ao mercado interno. Uma no MS, duas no PA e três no MT. A Friboi também anunciou o fechamento definitivo da unidade de Juara, no MT.

    Essa paralisação de importantes plantas de abate direcionadas ao mercado interno, a manutenção de escalas de abate alongadas e estoques de carne elevados nos frigoríficos, além da redução na demanda de carne bovina no mercado interno, acabam por estender a pressão negativa dos preços da arroba da carne bovina.

    Para estes e outros desafios, o Banco do Brasil disponibiliza recursos de custeio e investimentos que podem auxiliar os produtores nas estratégias de produção mais adequadas à entressafra e para superação dos desafios do mercado. O Banco do Brasil disponibiliza também a oportunidade de contratos de opções e a termo, como forma de proteção na hora de comercialização dos animais prontos para abate.

    Contem sempre com a assessoria em agronegócios e de toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável.

    Obrigado e até a próxima.
    4 min

About BBCast Agro

From the publisher's feed

Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…