BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 28/09/2022 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é 28, de setembro de 2022, eu sou João Vitor Bastos, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Londrina - PR e hoje vamos falar sobre o mercado do café arábica.

    Com a colheita finalizada e natural aumento de disponibilidade no mercado físico, somado às precipitações ocorridas recentemente e que tendem a permanecer no cinturão cafeeiro neste final de setembro, as cotações do café foram pressionadas negativamente em parte da semana passada em Nova Iorque e no Brasil.

    No entanto, o que prevaleceu foram as informações de menor safra brasileira 2022 revisada pela Conab e os baixos estoques certificados na Ice, fazendo com que o contrato referência, Dez/22, encerrasse o período de 16 a 23/09 com valorização de 1,95%, cotado a US$ 220,45 centavos de dólar por libra peso. Caso os números divulgados se concretizem, a relação estoque consumo até a próxima safra deverá permanecer bastante estreita.

    No mercado físico interno, os preços os oscilaram dentro da estabilidade, com leve recuo de 0,5% nas principais praças de comercialização, variando entre R$ 1240 e R$ 1290 a saca de 60 Kg. A elevada volatilidade nas cotações do café deverá continuar presente, em especial nesse momento em que ocorrem as floradas. Assim, o clima no Brasil segue como foco de atenção do mercado.

    Com a produção cada vez mais vulnerável às mudanças e aos fenômenos climáticos adversos, a irrigação de lavouras cafeeiras, que já vinha sendo um fator determinante nos resultados de produtividade do café conilon, também aumenta sua importância para as lavouras de café arábica, as quais passaram por dois anos sob influência de eventos climáticos adversos.

    Neste contexto, o Banco do Brasil disponibiliza linhas de crédito rural destinadas à implantação de sistemas de irrigação, que permitem amortizar o investimento ao longo de várias safras. Isso permite ao produtor obter maior produtividade, favorecendo a elevação dos resultados financeiros da atividade.

    Ainda, considerando o momento de elevada volatilidade de preços, também é importante que o produtor planeje adequadamente a comercialização da sua produção, negociando o café em momentos favoráveis de preços. Para isso o BB também disponibiliza linhas de crédito para comercialização.

    Consulte seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 27/09/2022 - Cenário da laranja
    Olá! Hoje é terça-feira, 27 de setembro de 2022, meu nome é Leobino Santos, sou Assessor(a) de Agronegócios do Banco do Brasil em Belém - PA, e falaremos sobre o cenário da citricultura.

    A safra 2022/2023 de laranja está iniciando com perspectiva de aumento de 54 milhões de caixas na produção. Porém, ainda que as condições das lavouras para a safra estejam favoráveis, as margens do produtor podem ser impactadas pelo custo de produção elevado.

    A demanda pela fruta continua forte, já que os estoques de suco estão reduzidos. No Brasil, o cenário aponta para manutenção dos preços em bons patamares, aumento da produção e da demanda até que haja recuperação das perdas ocorridas nas duas safras anteriores.

    A primeira estimativa da safra 2022/2023 divulgada pelo Fundecitrus em maio apontava expectativa de uma safra de quase 317 milhões de caixas de 40,8 kg de laranjas para o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais.

    No entanto, em novo relatório divulgado pelo Fundo agora em setembro, os baixos volumes de chuvas últimos meses, apenas metade do normal climatológico, prejudicaram o crescimento dos frutos, ocasionando redução em relação a expectativa anterior. A nova previsão é de que sejam produzidas cerca de 314 milhões de caixas, ainda assim uma recuperação de mais de 19% em relação à temporada passada.

    Apesar do desempenho positivo, a maior produção não é suficiente para gerar excedentes, devido à elevada demanda industrial e aos baixos estoques de suco. Assim o cenário é de bastante equilíbrio entre oferta e demanda.

    Outro ponto importante no relatório do Fundecitrus remete à redução da área de produção de laranjas, a qual teve redução de 3,6% na área plantada com laranjas de 2018 para 2022 no cinturão citrícola. Isso pode impactar o cenário futuro da citricultura, limitando as safras seguintes a produções máximas de 350 milhões de caixas de 40,8 kg.

    As últimas cotações, tanto da laranja indústria quanto para mesa, apontam para uma valorização de cerca de 2% em relação ao mês de agosto, com a laranja indústria alcançando o valor de R$31,89 por caixa e a laranja mesa R$39,95 por caixa.

    O Banco do Brasil dispõe de linhas de investimento para melhoria da estrutura produtiva, irrigação, máquinas, implementos e renovação de pomares. Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.
    4 min
  • 26/09/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 26 de setembro, meu nome é Alexandre Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês hoje as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja:
    •As condições climáticas estão favoráveis para o início do plantio na América do Sul e irão gradativamente direcionar as cotações internacionais, exercendo pressão negativa já no curto prazo.
    •Mesmo com perspectiva da colheita seguir atrasada nos EUA em relação a anos anteriores, a elevação na disponibilidade de soja também tende a pressionar cotações. Fator atenuante, pode ser a apuração da produtividade, que tende a refletir os dados de redução condições das lavouras entre boas e excelentes.
    •O mercado seguirá sensível aos dados de oferta, visto que o corte na produção esperada efetuada pelo USDA no dia 12/09 mostrou que os estoques seguirão baixos. Em contraponto, também se posicionará frente os reflexos econômicos baixistas no consumo mundial.
    •Com a redução nos preços internos observados durante a semana anterior, vendedores tende a retrair suas intenções de venda. Contudo, os fundamentos apresentados devem exercer alguma pressão de baixa no preço físico interno durante na semana, contudo não superiores a 1%.

    Para o milho:
    •O avanço da colheita de milho nos EUA pode pressionar negativamente as cotações no mercado externo, de acordo com a oferta da safra nova americana. Mercado na expectativa das confirmações de produtividade a campo e o ritmo da colheita.
    •Preocupações com a economia global e o crescimento econômico de importantes nações podem ser fatores baixista nas cotações externas..
    •Internamente, a necessidade de liberar espaço nos armazéns (especialmente no Centro-Oeste, que já está iniciando a safra de soja verão) e de caixa dos produtores, para pagamento de seus compromissos, podem refletir em uma semana de estabilidade com viés de baixa no curto prazo, na medida em que a comercialização do grão comece a destravar.
    •Para a próxima semana as condições climáticas são favoráveis para o início do desenvolvimento das lavouras de milho da safra verão, podendo influenciar negativamente no mercado interno.
     
    Para o café:
    •As recentes chuvas em regiões produtoras e o início da safra 2022/23 devem favorecer as floradas e elevar a demanda por insumos para a nova safra. Há previsão de continuidade do tempo úmido, mas ainda é cedo para que se possa ter uma previsão precisa da produção futura.
    •O mercado tende a manter-se bastante volátil neste momento em que se tem a maior disponibilidade do grão com o final da safra Brasil 23, continuidade das precipitações, volume de florada e tamanho da safra 23.
    •Da mesma forma, o menor volume da safra 22 e consequente manutenção de estreitamento na relação estoque consumo pode sustentar especulações e limitar quedas nas cotações.
    •Assim, dentre os fatores citados, a maior disponibilidade de café oriundo da safra Brasil 22 e o clima favorável, no momento, tendem a atuar como fatores baixistas nos preços do café ao longo da semana.

    E finalizando com o Boi Gordo temos:
    •Frigoríficos bem posicionados em suas escalas de abate devem seguir atuando dentro de suas necessidades e dosando o fluxo de negociações no curto prazo.
    •No mercado atacadista, a segunda quinzena do mês normalmente é marcada por uma desaceleração no consumo e, dessa forma, menor reposição entre atacado e varejo, fato que pode exercer pressão negativa no preço da carne bovina.
    •O mercado de reposição segue desaquecido e com poucos negócios realizados. O valor da arroba deve continuar ditando o ritmo na reposição e o volume de negócios ainda não é suficiente para recuperação dos preços, com a oferta maior que a demanda.
    •Considerando a demanda interna sazonalmente menor, em especial na última semana do mês, somando ao menor fluxo de compras dos frigoríficos voltados ao mercado interno, não são esperadas grandes oscilações no valor da @ no curto prazo.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável!

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana e até a próxima!
    5 min
  • 26/09/2022 - Cenário da produção de ovos
    Olá, hoje é dia 26 de setembro de 2022, meu nome é Diego Berti, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Varginha/MG e falaremos sobre o cenário da produção de ovos.

    Com base em informações de associações regionais, o portal OvoSite aponta que o plantel de galinhas em produção instalado em setembro apresenta o menor volume dos últimos 4 anos, atingindo 111,6 milhões de cabeças, redução de 7,6% se comparado com o mesmo período do ano passado e que deve resultar em um mercado de ovos com oferta mais ajustada.

    De acordo com informações obtidas no SIDRA (sistema IBGE de recuperação automática), divulgadas no início deste mês, ao compararmos o 4º trimestre de 2019, que foi o período com o maior número de estabelecimentos produtores de ovos já registrado, com o 2º trimestre de 2022, verificou-se uma redução de 4,4%, movimento que pode estar relacionado ao período de pandemia da Covid-19, aumento de custos e preços pressionados negativamente.

    Em relação aos principais itens que compõem o custo de produção de ovos, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em agosto/2022 o preço médio do milho foi 14,08% inferior ao de janeiro/22 e 16,34% menor ante agosto de 2021. Já o preço médio do farelo de soja aumentou 1,35% de janeiro/22 a agosto/22, e a cotação é 15,50% superior ao do farelo de soja em agosto/21.

    De janeiro a agosto de 2022, o preço médio da caixa de 30 dúzias de ovos brancos registrou aumento de 47,1%, sendo comercializada, em agosto, por R$ 155,87, maior preço médio registrado este ano.

    Neste cenário, observa-se a melhora na relação de troca milho/dz de ovos e manutenção da relação de troca farelo de soja/dz de ovos nos últimos 6 meses, o que tem aumentado o poder de compra do avicultor e melhorado as margens da atividade.

    A boa perspectiva sobre a colheita nos Estados Unidos, a estimativa de safra brasileira volumosa e estoques elevados desta temporada são bons indicadores de que os custos de produção tendem a se manter estáveis. O ajuste entre oferta e demanda de ovos proporcionado pela redução de matrizes em postura tem sustentado os preços da proteína.

    Considerando o início do Plano Safra 2022/23, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de investir em modernização dos galpões de postura, construção de silos graneleiros e fábrica de ração e aquisição de sistemas de geração de energia alternativa, promovendo a eficiência e a sustentabilidade dos negócios.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 23/09/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 23 de setembro de 2022, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    De acordo com o Departamento de Agricultura dos norte-americano, a colheita de milho nos Estados Unidos já iniciou e atingiu 7% no relatório divulgado no dia 19.

    Apesar do início da colheita, os preços internacionais se mantiveram sustentados nos últimos dias, refletindo a redução na estimativa da produção da safra norte-americana no Balanço de Oferta e Demanda do USDA de setembro, que reduziu em cerca 10 milhões de toneladas a produção da safra 22/23 em relação a estimativa de agosto, devido ao calor e seca no desenvolvimento das lavouras.

    A produção total está estimada em 354 milhões de toneladas, quase 30 milhões de toneladas a menos que a registrada na safra 21/22.

    Na terça-feira, dia 20, o contrato com vencimento em dezembro/22 foi cotado a U$ 6,92 bushel, alta de 2%, mas na sessão seguinte recuou para US$ 6,85/bushel, devolvendo parte dos ganhos recentes.

    No Brasil, o plantio do milho 1ª safra vem avançando nos estados ao sul do país. De acordo com a CONAB, o Rio Grande do Sul já semeou 35% da área, Paraná 32% e Santa Catarina 30%.

    Os trabalhos de campo estão ligeiramente mais avançados em relação ao mesmo período do ano passado e, até o momento, as condições para a safra de milho verão 22/23 no sul do país estão favoráveis.

    Na primeira estimativa da safra nova, o órgão apontou produção de 28,98 milhões de toneladas no verão, volume 16% superior em relação à safra 21/22, apoiada em uma recuperação na produção da região sul.

    O preço físico, referência Campinas/CEPEA, manteve-se estável nos últimos dias, cotado a R$ 84,24 a saca em 21/09. Essa estabilidade observada resulta do suporte nas cotações internacionais, além da demanda firme pelo grão, com as exportações batendo recordes nos últimos dois meses.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 22/09/2022 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quinta-feira, 22 de setembro, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    O mês de agosto apresentou variação positiva de 17% na cotação internacional da pluma. A divulgação do relatório mensal do USDA informando a perspectiva de redução na produção de importantes players, como Paquistão e EUA, devido ao clima adverso foi o principal direcionador da alta observada nas cotações.

    Contudo, a China, maior consumidora de pluma do mundo, no início de setembro voltou a restringir a circulação de pessoas com medidas protetivas e lockdowns, devido à ocorrência de casos de Covid-19, que preocupa o país.

    Já em setembro, o boletim do USDA apresentou dois fatores que afetaram a cotação internacional da pluma: o recuo na demanda e aumento na produção mundial, impulsionada pela recuperação das lavouras nos Estados Unidos. Desta forma, a variação de preços no mês foi negativa em quase 12% até o momento.

    No Brasil, a colheita está finalizada e mesmo com a redução de produtividade nos principais estados produtores, o país poderá alcançar uma produção total 8,5% superior à safra passada, ou seja, cerca de 2,55 milhões de toneladas de pluma.

    O alento positivo ao mercado interno é que as exportações brasileiras em agosto foram 24% superiores às de agosto de 2021 e a previsão é que se intensifiquem, devido aos contratos já firmados anteriormente pelos cotonicultores.

    Visando proteger as receitas da atividade, a exemplo da volatilidade observada nas cotações entre agosto e setembro, os cotonicultores poderão utilizar o Termo de Moedas e Opções Agro do BB, como forma de proteção contra as oscilações negativas na cotação do dólar e da pluma nos mercados externo e interno.

    E o melhor, a simulação e a contratação das Opções Agro BB podem ser realizadas diretamente no APP do Banco do Brasil de forma rápida e prática.

    Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 21/09/2022 - Cenário do café conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 21 de setembro de 2022, meu nome é Thiago Ribeiro, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Cachoeiro de Itapemirim-ES e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    As lavouras de café conilon - robusta, em algumas microrregiões isoladas do Espírito Santo passaram por um período de ventanias intensas nos últimos trinta dias, que desfolharam os cafezais e provocaram a queda de flores, o que pode afetar a produção da próxima safra.

    É importante destacar que esse período é determinante no ciclo da cultura, pois definirá o seu potencial produtivo para a próxima safra, sendo o volume e uniformidade fatores decisivos para uma boa produção.

    No mercado externo, na bolsa de Londres, o café tipo conilon, contrato nov/22, encerrou a semana passada com desvalorização de US$24,00 por tonelada, sendo negociado a US$ 2.202/t. O preço do produto no mercado físico interno tem mantido tendência de estabilidade nas últimas semanas cotado à R$ 720,00/saca de conilon tipo 7, na COOABRIEL.

    As exportações de café conilon entre janeiro e agosto de 2022, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) totalizou pouco mais de 1 milhão e 32 mil sacas, sendo Colômbia, Espanha, Argentina, EUA e Alemanha os principais destinos. Nosso principal concorrente e maior produtor mundial da variedade, o Vietnã, registrou alta de 14,7% nos seus embarques entre jan e ago deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 20 milhões de sacas de 60 Kg.

    Voltando ao momento da safra no Brasil, com o início da granação dos cafezais no ES e considerando o período prolongado de estiagem ocorrido nos últimos meses no estado, mesmo em lavouras irrigadas, faz-se importante aumentar o controle em relação a infestação de ácaros e insetos e seguir todas as recomendações de prevenção e manejo adequados para a época, sempre atendendo todos os critérios de sustentabilidade a fim de buscar a qualidade do produto, agregando valor à produção.

    E, para atender essas demandas e desafios da atividade, o cafeicultor pode contar com o apoio do Banco do Brasil, que disponibiliza linhas de crédito para investimento, assim como de linhas de crédito para comercialização do produto e o custeio da próxima safra.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 20/09/2022 - Cenário da suinocultura
    Olá, hoje é 20 de setembro de 2022, meu nome é Alexandre Correa Petry, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Pato Branco - PR e falaremos sobre o cenário da suinocultura independente.

    O segundo semestre de 2022 está se mostrando mais favorável à suinocultura brasileira em comparação ao primeiro semestre deste ano.

    A exportação de carne suína, que no primeiro semestre de 2022 fechou em 458 mil toneladas e redução de 10% em comparação com o mesmo período de 2021, tem apresentado sinais de recuperação neste início de 2º semestre.

    No mês de agosto, o volume exportado de carne suína resfriada ou congelada foi de 106,3 mil toneladas, desempenho recorde mensal, de acordo a Secex. Os bons números continuam no mês de setembro, pois dados preliminares da primeira semana, indicaram média diária de 5.184 toneladas. Se o ritmo for mantido, o volume embarcado em setembro também será excelente.

    No mercado interno, o preço do suíno terminado, que esteve pressionado negativamente em boa parte do primeiro semestre, iniciou movimento de recuperação mais expressivo a partir do mês de maio/22, atingindo a máxima cotação no mês de agosto, quando foi registrado R$ 7,95/kg em algumas praças do estado de Minas Gerais. Porém, a partir da segunda quinzena de agosto observou-se desaceleração dos preços e as cotações atuais estão abaixo de R$ 7,00/kg, segundo o CEPEA.

    A justificativa para a recente pressão baixista remete ao movimento de preços no 1º semestre, quando a elevação do preço da carne de frango e os altos preços da carne bovina, fizeram com que aumentasse a demanda interna por carne suína, elevando seu preço. Somava-se ainda, o fluxo elevado de exportação, como já mencionado. No momento, observa-se comportamento contrário, com a população buscando proteínas mais baratas, pressionando negativamente os preços do suíno terminado. Ainda assim, espera-se que o preço do suíno se mantenha estável nos próximos meses.

    Apesar do recuo no preço do milho e da soja ocorrido nos últimos meses, a rentabilidade da suinocultura continua pressionada, em função da elevação dos custos de produção. Assim, o suinocultor precisa ficar atendo em relação ao mercado de grãos, especialmente à volatilidade das cotações gerada pelos dados da safra norte-americana.

    Nesse cenário, é importante utilizar mecanismos de proteção contra a alta dos preços dos insumos, que pode ser tanto a aquisição antecipada do milho e do farelo de soja, como a proteção de preços no mercado financeiro, por meio das opções Agro do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 19/09/2022 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 19 de setembro de 2022, meu nome é Wladimir Saavedra, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Araçatuba - SP, e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    Foi divulgado pela Conab em agosto o 2º Levantamento de safra 2022/23. Este levantamento é importante, pois os dados são obtidos por meio de censo das unidades produtoras do Brasil, refletindo de forma mais precisa as intenções industriais do setor sucroenergético.

    Assim, a área cultivada com cana-de-açúcar, na safra 2022/23, está estimada em quase 8,13 milhões de hectares, redução de 2,6% ante a safra passada. A migração de áreas para o cultivo de soja e milho foi apontada como o principal motivo desta redução.

    A produtividade média esperada na safra 2022/23 é de 70,48 t/ha, 1,6% superior a 2021/22. Apesar do aumento, o déficit hídrico, geadas e granizo, aliados à maior utilização de áreas acima do terceiro corte, prejudicaram a produtividade em ambas as safras.

    Para a safra 2022/23, a estimativa de produção de cana-de-açúcar é de 572,7 milhões de toneladas, decréscimo de 1% em relação ao ciclo 2021/22.

    Nesta safra, o ATR médio é estimado em 133,2 kg/t, redução de 6% ante à safra anterior. Com isso, o volume previsto de produção de etanol à base de cana-de-açúcar é de 25,83 bilhões de litros, redução de 2,2% em relação à temporada anterior. O déficit de produção de etanol deverá ser suprido pelo aumento na produção de etanol de milho.

    Na safra 2022/23, devido à conjuntura interna e externa do etanol e do açúcar, o volume processado de cana tende mais para a fabricação do etanol em detrimento ao açúcar. O acumulado divulgado pela UNICA no mês de setembro, aponta o mix um pouco mais alcooleiro no centro-sul, com 54,8% para o etanol e 45,2% para o açúcar.

    Uma possível inclinação açucareira pode ser explicada pelo volume deste produto comercializado antecipadamente, por meio de contratos preestabelecidos. O descompasso entre oferta e crescimento da demanda pós-pandemia tem mantido os bons preços, pois os principais países concorrentes: Índia, Tailândia e Austrália não tem conseguido aumentar suas ofertas do adoçante.

    Até o momento, observam-se condições climáticas mais favoráveis para o desenvolvimento da cultura do que na safra anterior, o que, mesmo com a alta nos custos de produção, tem resultado em cenário positivo para a atividade.

    O Banco do Brasil dispõe de linhas de financiamento para custear a cana soca, investir em máquinas e implementos, na melhoria da estrutura produtiva, na irrigação e na renovação de canaviais.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 16/09/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 16 de setembro de 2022, meu nome é Giuliano Pradella, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó-SC e falaremos sobre o cenário da soja.

    As cotações da soja na Bolsa de Chicago atingiram o valor de U$ 15,40/bushel em 14/09, alta de 2,12% em relação ao início deste mês. Para o vencimento em novembro, as cotações vêm oscilando entre U$ 14,12 e U$ 14,92/bushel.

    Segundo os dados do USDA publicados em 12/09, a perspectiva para a safra de soja 2022/23 nos EUA foi reduzida para 119,16 milhões de toneladas, recuo de 4,15 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa de produção foi mantida em 149 milhões de toneladas em uma área de 42 milhões de ha. Na Argentina, a estimativa é de 51 milhões de toneladas em 17 milhões de hectares cultivados.

    Além da influência do clima na safra dos EUA, que já inicia a sua colheita nos próximos dias, o mercado da soja é influenciado por fatores, como o tamanho da safra sul-americana, o posicionamento dos agentes frente à possível recessão na economia mundial, mecanismos para conter a inflação, incertezas sobre a demanda chinesa face a diminuição do crescimento do seu PIB, dentre outros.

    A previsão do INMET para o mês de setembro indica tendência de chuvas acima da média em grande parte da Região Sul, divisa do Mato Grosso do Sul com São Paulo, costa leste da Região Nordeste e no-roeste da Região Norte com total de chuva previsto acima dos 120 mm.

    Nas demais áreas a previsão é de chuvas próximas e ligeiramente abaixo da média, sendo que na regi-ão do MATOPIBA, leste do Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e norte de Minas Gerais os acumulados de chuva poderão ser inferiores a 60 mm e em algumas localidades pode não ocorrer registro de chuva. Para o longo prazo, permanece a estimativa de ocorrência de La Niña, com incidência do fenômeno climático pela terceira safra consecutiva.

    No Brasil, o preço da oleaginosa vêm acompanhando as cotações externas e variações do câmbio. O indicador Esalq/BMF/BOVESPA, em 14/09, foi cotado a R$ 187,54/ saca, redução de 1,8% em relação ao início de setembro. Contudo, o prêmio nos portos tem se mantido valorizado, precificado para o mês de setembro em torno de 2,50 US$/Bushel.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…