BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 24/10/2022 - Cenário da avicultura de corte
    Olá, hoje é 24 de outubro de 2022, meu nome é Emerson Gheri, sou Assessor(a) de Agrone-gócios no Banco do Brasil em Rio Verde (GO) e falaremos hoje sobre o cenário da produção de frango de corte.

    O Brasil, segundo o USDA, produzirá no ano de 2022, cerca de 14,4 milhões de toneladas, redução de 0,7% quando comparado ao volume produzido em 2021. Já estimativas da CO-NAB preveem a produção de mais de 15,5 milhões de toneladas de carne de frango em 2022, recuo de 0,36% ante a produção de 2021.

    Com o aumento no preço do milho e do farelo de soja em setembro de 2022, principais in-sumo utilizados na fabricação da ração, verificou-se aumento no custo de produção, que de acordo com a EMBRAPA AVES e Suínos, foi de R$ 5,45 por kg de Pvivo produzido em agosto e passou para R$ 5,49 por kg de Pvivo em setembro, pressionando as margens do avicultor independente.

    A relação de troca kg de milho e kg de farelo de soja por kg vivo de frango caiu 2,2% e 5,7%, respectivamente, reduzindo o poder de compra do avicultor.

    De acordo com a SECEX, as exportações de carne de frango nos nove primeiros meses de 2022, aumentaram 5,3% em relação ao mesmo período de 2021, sendo exportado cerca de 3,4 milhão de toneladas, com preço médio de US$ 2.070,0,00 a tonelada de carne de frango.

    Devido ao aumento do custo de produção da atividade e considerando que um dos itens de custos remete ao consumo de energia elétrica, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de financiar a implantação de sistemas para geração e distribuição de energia, contribuindo para redução da conta de energia e a sustentabilidade da atividade.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 24/10/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 24 de outubro, meu nome é Alexandre Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja.

    O movimento dos fundos na Bolsa de Chicago continuará oscilando, em principal, conforme evoluem os trabalhos de colheita da safra norte-americana, que já está em fase final, bem como com informações sobre o andamento dos trabalhos de plantio da nova safra da América do Sul. Os números do relatório do USDA de outubro ainda devem continuar sendo assimilados pelo mercado. Somado a isso, os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional também serão foco de atenção na semana.

    No financeiro, a volatilidade ligada à indicadores econômicos (desaceleração da economia mundial) ao redor do mundo e à guerra entre Rússia e Ucrânia, pode pressionar os contratos futuros de soja.

    As condições meteorológicas para o plantio na América do Sul também devem seguir direcionando as cotações. Os trabalhos de plantio no Brasil, avançam em bom ritmo, com cerca de 22% da área estimada já semeada até 14/10, principalmente nos estados do MT, PR, SP e GO. Na semana o mercado seguirá ainda oscilando em campo misto, mantendo estabilidade, porém com viés de baixa.

    Em relação ao milho:

    Com previsão de clima favorável para o avanço da colheita nos EUA, o mercado em Chicago pode refletir o aumento da disponibilidade de oferta do grão pelo maior país produtor, podendo trazer pressão negativa nas cotações esta semana. A colheita estava 5 pontos percentuais abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Com o clima favorável apontado, fica a expectativa se a colheita da safra 2022/23 vai igualar o ritmo da safra 2021/22.

    Pressão negativa adicional poderá ocorrer caso os reportes de exportação de milho norte-americano venham abaixo do esperado, com especulações sobre a demanda pelo grão.

    A evolução do plantio da safra argentina, que começa a apresentar alguns problemas devido à falta de chuvas, afetando o plantio antecipado de milho, poderá favorecer as cotações brasileiras.

    No mercado interno, a comercialização seguirá retraída, com o produtor cauteloso com a volatilidade das cotações externas e o dólar, podendo refletir em uma semana de estabilidade nos preços domésticos.

    Para o café:

    Custos de rolagem devem continuar a favorecer maior oferta e bons resultados de exportação. A projeção de manutenção de clima favorável mantém tendência de pressão negativa nos preços.

    Início de colheita em importantes centros de produção, clima favorável e preocupações com o consumo também adicionam componente negativo aos preços.

    O inverno no hemisfério norte normalmente eleva a demanda de café, mas a economia mundial fragilizada preocupa e limita pressão positiva de demanda pela bebida.

    Com a expressiva redução nos preços da saca nas últimas duas semanas, o produtor deverá reduzir as vendas.

    Após dois anos de relação estoque/consumo baixa, a safra 22/23 ainda apresenta estoques certificados (Ice Futures) abaixo de 400 mil sacas (menor nível de 23 anos) e estoques na Green Coffee Association em 6,37 milhões.

    Assim, espera-se que os preços físicos no mercado interno permaneçam pressionados negativamente na semana.

    E, finalizando com o boi gordo, temos:

    Na tentativa de ampliar o mercado para a carne brasileira, e diminuir a dependência da China, o ministro da agricultura viajará ao Japão e à Coreia do Sul para negociar a exportação do produto.

    No mercado de reposição, em função da maior oferta de animais, o cenário ainda indica baixa para a próxima semana.

    O mercado chinês seguirá ditando o ritmo dos embarques e, por isso, as negociações deverão seguir influenciadas pelas movimentações cambiais do país asiático, seus impactos no preço negociado com os exportadores, que vem recuando. Esse fato, naturalmente, traz pressão negativa ao valor pago aos pecuaristas pela arroba do boi gordo.

    Assim, a tendência é de acomodação dos preços, com o mercado físico se mantendo em estabilidade. Dessa forma, parece pouco provável a possibilidade de recuperação dos preços ao longo do mês de outubro.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável!

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 21/10/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 21 de outubro de 2022, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    Os últimos dias foram de desvalorizações nas cotações no mercado externo. Os contratos futuros na Bolsa de Chicago seguiram movimento baixista apoiados pela recente depreciação na cotação do trigo, preocupações com o baixo nível de água no Rio Mississipi causado pela estiagem, rio este importante para o escoamento de grãos dos Estados Unidos, o que pode levar o mercado a buscar milho de outros países. Ainda, a exportação em volume inferior se comparada ao mesmo período do ano passado dá a sensação de menor demanda por milho norte-americano. Desta forma, o contrato com vencimento em dezembro/22 encerrou na quarta-feira, dia 19, cotado a U$ 6,78 por bushel.

    Apesar das desvalorizações recentes, o preço está historicamente acima da média, se sustentando em patamares elevados, mesmo com a colheita nos Estados Unidos chegando em mais da metade da área total. As reduções nas produções de milho norte-americanas e europeias, em torno de 25 milhões de toneladas em relação ao que se esperava inicialmente, de acordo com o USDA, limitam maiores baixas nas cotações no mercado externo.

    No mercado interno, o preço físico, referência Campinas/CEPEA, encerrou no dia 19 cotado a R$ 85,41 a saca, valorização de 2,29% nos últimos 7 dias úteis. A variação positiva do dólar no período, apesar da volatilidade, e as exportações nacionais aquecidas apoiaram o movimento altista nos preços domésticos. De acordo com relatório da Anec, Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, outubro poderá ser o mês em 2022 com o maior volume exportado, podendo chegar a 7,2 milhões de toneladas, conforme a projeção mais otimista da Associação.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 20/10/2022 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quinta-feira, 20 de outubro, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    Mesmo com os problemas climáticos ocorridos no Paquistão (chuvas e enchentes) e nos EUA (seca, sobretudo no Texas) que poderiam restringir a produção mundial, as cotações internacionais da pluma no contrato dez/22 recuaram 2,56% na primeira quinzena de outubro. O cenário macroeconômico teve grande influência: corte na produção de petróleo por parte da OPEP+, recessão e inflação em vários países e expectativa de desaceleração da economia mundial, que reduziu a previsão mundial de demanda pela pluma.

    Os EUA seguem com mais de 22% das lavouras colhidas, porém podem ter o maior índice de abandono de áreas da história, o que pode favorecer as cotações externas da pluma.

    Até o momento, o Brasil comercializou cerca de 50% da produção da safra 22/23, número 10% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, refletindo a atenção aos movimentos do mercado e boa gestão dos cotonicultores nacionais ao realizar contratos de venda futura com preços mais atrativos.

    No momento, os produtores seguem no processo de beneficiamento da safra 21/22, que alcançou quase 80%, bem como cumprindo com contratos pré-estabelecidos, uma vez que já foram comercializados mais de 85% da safra recém colhida.

    A safra 22/23 de algodão se inicia em 20 de novembro, quando termina o vazio sanitário em alguns estados, como Bahia e Minas Gerais (plantio do algodão primeira safra).

    No Mato Grosso, o vazio acaba em dezembro, permitindo o início do plantio que se intensificará em janeiro, com a semeadura do algodão 2ª safra, após a colheita da soja.

    Considerando que o algodão é uma das commodities mais vulneráveis à volatilidade de preços e ao cenário de incertezas econômicas globais no médio/longo prazo, é importante que o cotonicultor continue atento aos momentos de valorização da pluma para comercializar, assim como proteger suas margens com a utilização do Termo de Moedas e das Opções Agro do BB.

    Procure seu gerente de relacionamento para mais informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 18/10/2022 - Cenário da carcinicultura
    Olá, hoje é terça feira, 18 de outubro de 2022, meu nome é Nivia Bassi, sou Assessora de Agronegócios em Novo Horizonte, SP, e vamos falar sobre a carcinicultura no Brasil.

    A cadeia produtiva da carcinicultura compreende na produção do camarão, desde a produção da pós-larva em laboratório até a sua comercialização.

    De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), a Região Nordeste concentra quase 100% de toda a produção nacional, que em 2021 alcançou 120 mil toneladas, sendo os estados do Ceará e Rio Grande do Norte destaques na criação desse crustáceo, com cerca de 70% de todo o volume produzido no Brasil.

    Em 2022, a expectativa é de que o Ceará produza 60 mil toneladas de camarão, com 1.865 fazendas em produção distribuídas em 62 municípios do Estado.

    Em recente estudo desenvolvido por Valdemir Queiroz, pesquisador da Embrapa Meio-Norte (PI), foi definida a composição da água necessária para a criação do camarão marinho, longe do litoral. A pesquisa leva em conta a salinidade, a alcalinidade e definiu as doses ideais mínimas de minerais como cálcio, magnésio e potássio e um modelo simplificado para que o camarão-marinho possa ser criado sem a necessidade da água do mar.

    Em 2021, a Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC) lançou o Manual de Boas Práticas de Manejo e de Biossegurança para a Carcinicultura Brasileira, para auxiliar os produtores a conviverem e minimizarem os efeitos devastadores da Mancha-branca que atingiu as principais áreas de criação do crustáceo nos últimos anos, e outras doenças virais e bacterianas, bem como a produzir camarões de forma sustentável, gerando negócios, empregos e renda.

    Com a queda de consumo de camarões no período de pandemia, o setor passou por um revés de preço do produto final que, associado ao aumento dos custos de produção, trouxeram desafios adicionais à atividade.

    O setor vem recuperando seu espaço, apoiado por campanhas de incentivo ao consumo, como o recém-lançado no Ceará pela Associação dos produtores locais e difundido através de redes sociais pela #EuComoMaisCamarão.

    De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Camarão, a Carcinicultura é considerada a força geradora de trabalho e renda no interior nordestino no anuário 2022.

    Apesar da valorização do dólar frente ao real, a exportação de camarão é incipiente no Brasil, com a comercialização ainda sendo direcionada para o mercado interno.

    Visando apoiar a carcinicultura, o Banco do Brasil disponibiliza diversas oportunidades de crédito para investimento na construção, reforma e modernização de viveiros de camarão.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável! Até a próxima!
    4 min
  • 17/10/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 17 de outubro, meu nome é Alexandre Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja:

    Os números do USDA registrados no relatório de outubro ainda irão direcionar o movimento dos fundos em Chicago, assim como o andamento da colheita e problemas de logística na exportação da nova safra norte-americana, devido ao baixo nível do Rio Mississipi;

    A colheita da safra dos EUA obteve avanço significativo e a entrada da safra também pode pressionar as cotações na CBOT. Apesar do corte na produção total dos EUA, a sazonalidade de entrada de safra, naturalmente tende a pesar na precificação da oleaginosa;

    O clima de desconfiança em relação à economia global também poderá exercer pressão negativa nos contratos futuros. No entanto, o retorno dos chineses às compras e o posicionamento das carteiras de fundos, face ao corte na oferta das safras norte-americana e mundial, podem atuar como direcionadores altistas às cotações na semana.

    No Brasil, o clima tem ajudado e os trabalhos de plantio avançam em bom ritmo, atingindo 11% da área prevista, principalmente no MT, PR e SP. Neste cenário, espera-se um comportamento menos volátil das cotações, com preços físicos internos encerrando a semana em estabilidade.


    Em relação ao milho:

    O desenvolvimento da colheita de milho nos EUA continua sendo acompanhado pelo mercado. O ritmo está mais lento que o do ano passado, mas dentro da média dos últimos 05 anos. Para a semana, os mapas meteorológicos apontam precipitações abaixo da normalidade no cinturão do milho norte-americano, podendo favorecer os trabalhos de colheita e refletir em pressão negativa nas cotações na Bolsa de Chicago.

    O conflito entre a Rússia e a Ucrânia e as preocupações com a manutenção do corredor de exportações de grãos continuam trazendo volatilidade às cotações. Caso ocorra uma escalada militar pela Rússia, as cotações externas adotarão um viés altista.


    No mercado interno, a comercialização seguirá retraída, com o produtor intensificando o ritmo de plantio da safra verão, podendo resultar em uma semana de estabilidade nos preços domésticos.

    Para o café:

    A Demanda externa tímida, recessão em importantes países consumidores pressionando commodities, cotações futuras em níveis menores quando comparado aos preços no mercado físico, diferenciais considerados altos, devem manter pressão negativa nos preços, em especial com a maior disponibilidade da safra Brasil recém colhida.

    Somam-se ainda as precipitações ocorridas, o bom início da safra com abotoamento e floradas em bom volume, que aumentam o otimismo com tamanho do próximo ano, são fatores baixistas que refletem para a precificação menor do café no longo prazo.

    Com o recuo dos preços do arábica, produtores devem diminuir suas vendas. No entanto, a baixa demanda externa, com compradores adquirindo apenas o necessário para atender compromissos, tende a continuar pressionando negativamente os preços físicos do café na semana.


    E, finalizando com o Boi Gordo, temos:

    No curto prazo, o mercado de reposição segue em tendência de baixa, acompanhando o comportamento do preço do boi gordo e em decorrência da maior oferta de animais da categoria nas últimas semanas.

    No atacado, o ambiente de negócios tende a perder força na 2ª quinzena de outubro, em razão do comprometimento da renda das famílias.

    Soma-se ainda ao cenário baixista, os possíveis reflexos que as especulações a respeito do menor movimento de compras da China poderão trazer às cotações da arroba do boi gordo, além da previsão de maior número de animais provenientes do 2º giro de confinamento ainda no mês de outubro.

    Neste cenário, a indústria tende a seguir dosando compras e trabalhando estoques, deixando o mercado com baixa liquidez na semana e resultando em movimento de estabilidade com viés de baixas às cotações da arroba.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável!

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    4 min
  • 17/10/2022 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é segunda-feira, 17 de outubro de 2022. Meu nome é André Longhi, sou assessor de agronegócios do Banco do Brasil em São José do Rio Preto – São Paulo e hoje vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    O volume processado de cana na segunda quinzena de setembro na região Centro-Sul foi menor se comparado ao mesmo período da safra anterior, totalizando 25,29 milhões de toneladas, um recuo de 29,73%. Um dos motivos desta queda foi consequência dos altos níveis pluviométricos em setembro nas regiões produtoras da cultura. Por outro lado, no mesmo período a produtividade teve forte incremento, principalmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais, quando comparado ao ciclo anterior.

    Até o dia 1º de outubro, 240 unidades estavam em operação no Centro-Sul frente às 222 na safra 2021/22, de acordo com a UNICA.

    Ainda de acordo com com a UNICA ...no acumulado da safra, a moagem totalizou 431,10 milhões de toneladas ante 467,98 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2021, apresentando uma queda de 7,88%. A fabricação de açúcar atinge 26,33 milhões de toneladas, frente às 29,23 milhões de toneladas da safra anterior (redução de 9,9%) e o Etanol 21,48 bilhões de litros também com redução de 5,84%.

    A alta nos preços dos insumos superou os 58% nos últimos 12 meses e têm pressionado negativamente a cultura e a gestão dos custos de produção. Esse cenário, tem sido um dos grandes desafios do produtor rural. Para mitigar os impactos do alto custo de produção um importante fator é que o canavial apresente uma boa produtividade ao longo do tempo, acrescido do bom gerenciamento agrícola com técnicas de plantio e tratos culturais adequados, fatores estes que podem permitir alcançar bons índices de rentabilidade.

    Apesar dos aumentos dos custos de produção, os preços da tonelada de cana-de-açúcar têm permitido margens remuneradoras ao canavicultor.

    Para atender as necessidades na produção da cultura da cana-de-açúcar, o Banco do Brasil disponibiliza linhas de crédito para investimentos, como implantação e reforma de canaviais, irrigação, compra de máquinas, implementos para a atividade, além do tradicional custeio agrícola e CPR que atendem as necessidades de condução da cultura. Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

    Ah, e para ouvir este e outros BBCast acesse Blog.broto.com.br/bbcast-agro ou pesquise por “BBCast Agro” em sua rede de streaming de preferência, como Deezer, Spotify, dentre outros.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil, fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 14/10/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 14 de outubro de 2022, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP e falaremos sobre o cenário da soja.

    A cotação da soja, contrato Nov/22 na Bolsa de Chicago, fechou o dia 12/10 a U$ 13,95/bushel, acumulando, até o momento, valorização de 2,3% no mês de outubro.

    Segundo dados do USDA publicados em 12/10, a perspectiva para a safra de soja 2022/23 nos EUA foi reduzida para 117,38 milhões de toneladas, recuo de 1,78 milhões de toneladas, em comparação ao relatório do mês de setembro.

    A colheita nos EUA já alcançou 44% de sua área estimada até 11/10, superando a média das últimos 5 safras para o período. Ressaltamos que 91% do restante das áreas a serem colhidas, estão nas fases de maturação do grão e desfolha.

    Para o Brasil, a estimativa de produção foi elevada para 152 milhões de toneladas, com área estimada de 42,9 milhões de ha. Na Argentina, manteve-se a estimativa de 51 milhões de toneladas em 17 milhões de ha.

    A CONAB registrou em seu 1° Levantamento da Safra 2022/23, a área a ser cultivada cerca de 42,89 milhões de ha e produção estimada de 152,35 milhões de toneladas. Recentemente o órgão divulgou que já foram semeados 11% da área, aproximadamente 4,72 milhões de ha.

    O tamanho da safra prevista sul-americana e seu desenvolvimento, posicionamento dos agentes frente à possível recessão na economia mundial, mecanismos para conter a inflação, incertezas sobre a demanda chinesa face a diminuição do crescimento do seu PIB e agravamento dos conflitos geopolíticos na Europa têm sido os principais direcionadores dos preços da soja.

    A previsão do INMET para o mês de outubro indica tendência de chuvas abaixo da média no RS, GO, MATOPIBA e parte do MT e acima da média no PR, MS, MG e SP, estes últimos, em função do excesso de chuvas, deverão sofrer atrasos no avanço do plantio. No MT as chuvas estão ocorrendo e o plantio vem evoluindo. O La Niña estará presente pelo terceiro ano consecutivo, porém, agora, com impacto moderado.

    No Brasil, o preço da oleaginosa, de acordo com o indicador Esalq/BMF/BOVESPA, em 11/10, fechou a R$ 182,52/saca, redução de 3,34% em relação ao início de outubro. Embora o prêmio nos portos tenha sofrido re-tração, mantém-se valorizado, com contratos para o mês de novembro em torno de 1,80 US$/Bushel.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 13/10/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 13 de outubro de 2022, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra - MT e vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    As perspectivas do aumento no consumo interno esperado para primeira quinzena de outubro, ainda não provocaram mudanças significativas nos preços, foram observadas algumas variações positivas nos preços da @ no estadão de SP, porém ainda bem tímida, com as indústrias tendo boas ofertas. Já na região Centro Oeste observa-se ofertas de animais para abate acima do esperado para época, o que manteve os preços estáveis com pequenas quedas pontuais.

    A cotação da arroba do Boi em 10/10/22 Indicador Boi Gordo CEPEA-Esalq/B3 foi de R$ 304,05/@, já o mercado futuro indica um mercado com estabilidade com viés de baixa, com cotações no valor de R$303,15 com vencimento para dez/2022.

    Embora promissores, os resultados das exportações de carne bovina in natura da primeira semana de outubro estão sendo encarados com prudência, pois podem trazer resultados não contabilizados de setembro, daí o incremento expressivo no volume embarcado, apresentando média diária, 170% acima e com valores por tonelada 15,44% acima dos valores observados em 2021, apesar da queda do valor médio em dólar por Ton, em relação à meses anteriores, estando hoje em 5.964,62 US$/Ton.

    Assim, aguarda-se na finalização de outubro, resultados mais modestos, inclusive na receita cambial.

    No mercado interno, embora o comércio varejista ainda não apresente a movimentação esperada no giro de carne bovina, se mantem a expectativa de um aumento no consumo desta carne pelo consumidor e isso proporcione melhora demanda do comércio.

    Esta semana o mercado ficou atento a notícias de caso de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) esporádica, ocorridos na Bahia. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esclarece que os casos de doenças neurodegenerativas investigados não estão relacionados à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) – variante da DCJ (vDCJ), conhecida popularmente como Doença da “Vaca Louca”.

    Esclarece que desde que a vigilância da DCJ foi instituída pelo Ministério da Saúde, nenhum caso da variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ) foi confirmado no País. O Brasil detém, desde 2012, o reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país de risco insignificante de Encefalopatia Espongiforme Bovina EEB. O Mapa reforça ainda que o consumo de carne e produtos derivados de bovinos no Brasil é considerado seguro, não representando risco para a saúde pública.

    Para auxiliar os produtores na superação dos desafios, assim como na gestão do seu empreendimento, o Banco do Brasil oferece a plataforma broto.com.br, com informações, produtos, serviços, soluções para o agro, assim como a disponibilização de linhas de custeio, investimentos e linhas de recursos e serviços para hora de comercialização dos produtos.

    Contem sempre com a assessoria em agronegócios e de toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Obrigado e até a próxima.
    5 min

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