BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 22/11/2022 - Cenário da laranja
    Olá! Hoje é terça-feira, 22 de novembro de 2022, meu nome é Márcia Calixto, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Bauru - SP e falaremos sobre o cenário da citricultura.

    A safra de laranja está transcorrendo bem, com perspectiva de aumento de 51 milhões de caixas na produção. Porém, ainda que as condições das lavouras para a próxima safra estejam favoráveis, as margens de rentabilidade do produtor poderão ser impactadas pelos maiores custos de produção.

    A demanda pela fruta continua forte, já que os estoques de suco estão reduzidos. No Brasil, o cenário aponta para manutenção dos preços em bons patamares, aumento da produção e da demanda até que haja recuperação das perdas ocorridas nas duas safras anteriores. O desenvolvimento da safra atual é bom, com frutos de melhor calibre e qualidade, favorecidos pela regularidade das chuvas nesse ano, em toda a região produtora.

    A última estimativa da safra 2022/2023 divulgada pelo Fundecitrus em setembro apontava expectativa de uma safra de cerca de 314 milhões de caixas de 40,8 kg de laranjas para o cinturão citrícola, produção 19% maior que da safra 2021/2022. Já a produção da Flórida deve somar apenas 28 milhões de caixas, 32% menor que a temporada passada, sendo a menor safra desde a de 1935/36, segundo estimativas do USDA.

    Apesar do desempenho positivo, a maior produção não é suficiente para gerar excedentes, devido à elevada demanda industrial, em função dos baixos estoques de suco. Assim, o cenário é de uma oferta e demanda bastante ajustada.

    Outro ponto importante, de acordo com o CEPEA/Esalq, é a redução da área de produção de laranjas. Segundo o inventário do Fundecitrus, houve uma retração de 3,6% na área plantada com laranjas de 2018 para 2022 no cinturão citrícola. Isso pode impactar o cenário futuro da citricultura, limitando as safras seguintes a produções máximas de 350 milhões de caixas de 40,8 kg.

    As últimas cotações da laranja-indústria apontam para uma variação negativa de menos de 1% em relação ao mês de outubro, com a caixa alcançando um valor de R$ 32,09. Já a laranja-mesa houve um aumento de cerca de 3%, sendo comercializada a R$ 42,72 por caixa.

    O Banco do Brasil dispõe de linhas de investimento para melhoria da estrutura produtiva, irrigação, máquinas, implementos e renovação de pomares. Procure seu gerente de relacionamento para mais informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.
    4 min
  • 21/11/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 21 de novembro, meu nome é Thania Karoline Furlaneto, assessora de Agronegócios em Lucas do Rio Verde – MT e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja:

    •A safra da América do Sul, a janela e ritmo de plantio bem como as condições meteorológicas para o desenvolvimento da cultura tornam-se os principais direcionadores das cotações na CBOT e podem trazer volatilidade adicional ao mercado. No BR, as chuvas volumosas previstas para o centro norte do país devem favorecer o avanço do plantio, principalmente no MATOPIBA, contribuindo com a perspectiva de safra recorde de 154 mi t. No RS, o plantio deve continuar lento, em função das poucas chuvas previstas.

    •Na Argentina, os solos ainda estão sem umidade e necessitam de chuvas para iniciar o plantio. O mercado também seguirá pressionado pela entrada da safra dos EUA, em fase de conclusão da colheita. Com a oferta maior na América do Sul, a China tende a intensificar suas compras no BR e na ARG, pressionando CBOT. No financeiro, segue atenção nas tensões no leste europeu e indicadores das principais economias globais, vista possível recessão.

    •Para a semana, o mercado seguirá em baixa no médio prazo, com viés de estabilidade no curto prazo, monitorando a safra da América do Sul, principalmente a do Brasil.

    Em relação ao milho:

    •Com o avanço das negociações para a renovação do acordo que permite a exportação de grãos de portos ucranianos pelo Mar Negro, as cotações externas poderão sofrer pressão baixista no período, refletindo a possibilidade redução o déficit global do cereal. A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou no dia 17/11 que o acordo foi prorrogado por mais 120 dias.

    •Para o próximo relatório de avanço da colheita norte-americana, a ser divulgado pelo Departamento De Agricultura dos EUA, espera-se que a colheita seja finalizada. No último reporte, o USDA apontou para 93% da área colhida. A finalização da colheita e a comercialização do grão americano também reflete em viés de baixa para o mercado externo.

    •No Brasil, as cotações internas podem ser influenciadas pela volatilidade do dólar no período e o avanço da comercialização interna, que está em ritmo mais lento em relação ao ano passado, o que pode levar a um movimento de estabilidade com viés de baixa no mercado à vista.

    Para o café:

    •O bom desempenho dos embarques, conforme apontado pelo Cecafé e por algumas Cooperativas, deve continuar em bom ritmo em novembro, atuando como fator baixista para a precificação do grão.

    •Países da América Central, Colômbia e Vietnã continuam progressivamente elevando suas ofertas, o que mantem pressão baixista para as cotações internacionais do café. Por outro lado, Colômbia e Honduras continuam relatando problemas climáticos que podem prejudicar suas safras.

    •A perspectiva para a semana é de continuidade da pressão negativa nos preços do café, observando o clima favorável no Brasil (maior produtor café arábica), que traz certo conforto de que a próxima safra terá produção normal. Porém, ainda não foram contabilizados os danos provocados pelas chuvas de granizo sobre a próxima safra 2023, o que poderá trazer volatilidade adicional ao mercado.

    E, finalizando com o boi gordo, temos:

    •A menor oferta de animais oriundos de confinamentos começa a dar indícios de menor oferta em algumas regiões e de maior procura dos frigoríficos para compor suas escalas de abate, o que pode trazer suporte com viés de elevação dos preços da arroba na semana, em especial no estado de São Paulo.

    •Soma-se a isso, a entrada do décimo terceiro salário, a criação de postos temporários de emprego e a Copa do Mundo, importantes para o aumento do consumo no mercado interno no último bimestre e que impulsionam a reposição entre o atacado e o varejo, com possíveis reflexos positivos nos preços da @.


    •Assim, em resumo, o encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos poderá resultar em altas pontuais na próxima semana.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável!

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 18/11/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 18 de novembro de 2022, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    Os últimos dias foram de desvalorizações nas cotações do cereal na Bolsa de Chicago. Entre o período de 07 a 16 de novembro, o contrato com vencimento em dezembro/22, que é o com maior volume de negócios atualmente, apresentou queda de 1,55%, encerrando na quarta-feira, dia 16, cotado a U$ 6,65 por bushel. As cotações externas vêm sendo pressionadas pela colheita do milho nos Estados Unidos, que está praticamente finalizada, além do andamento da renovação do acordo de exportação de grãos pelo Mar Negro entre a Rússia e Ucrânia e pelas baixas de outras relevantes commodities no período, em especial o petróleo, que impacta diretamente a demanda por etanol de milho.

    No mercado interno, o preço físico, referência Campinas/CEPEA, encerrou o dia 16 de novembro cotado a R$ 83,69 a saca, com desvalorização de 1,76% nos últimos dias. Os contratos futuros na B3 também apresentaram desvalorizações, acompanhando as baixas no mercado externo. As reduções do preço no mercado físico só não foram maiores pelo apoio do dólar, que se valorizou, e às exportações brasileiras, que seguem em volume elevado.

    De acordo com a CONAB, o plantio do milho 1ª safra já atingiu 54% da área total, e as condições de desenvolvimento estão boas, apesar de algumas diversidades pontuais em algumas regiões produtores, como baixas precipitações e frio, que podem limitar o desenvolvimento das lavouras.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 17/11/2022 - Cenário da produção de ovos
    Olá, hoje é dia 17 de novembro de 2022, meu nome é Diego Berti, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Varginha/MG e falaremos sobre o cenário da produção de ovos.

    Com base em informações de associações regionais, o portal OvoSite informa que o plantel de galinhas em produção no mês de novembro manteve movimento de redução, totalizando 110,1 milhões de cabeças, número 5,9% inferior ao registrado em janeiro de 2022 e 7,5% menor quando comparado ao mesmo período do ano passado. A manutenção do plantel nesses níveis tem resultado em um mercado de ovos com oferta mais ajustada à demanda.

    De acordo com dados da Secretaria do Comércio Exterior – SECEX, o Brasil exportou 20,2 mil toneladas de ovos em natura e processado s entre os meses de janeiro e outubro de 2022, o que gerou US$ 78,6 milhões de receita. Esses valores são, respectivamente, 1,19% e 28,01% superiores aos valores registrados no mesmo período de 2021, evidenciando que o preço médio do ovo resultou em aumento do faturamento.

    Em relação aos principais itens que compõem o custo de produção de ovos, milho e farelo de soja, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em outubro/2022, o preço médio do cereal foi 12% menor que em janeiro/22 e 6% inferior ao observado no mesmo período de 2021. Já o preço médio do farelo de soja aumentou 3,74% de janeiro/22 a agosto/22, e a cotação é 19,36% superior ao do farelo de soja em outubro/21.

    De janeiro a outubro de 2022, o preço médio da caixa de 30 dúzias de ovos brancos registrou aumento de 43,6%, sendo comercializada, em outubro, a R$ 152,17.

    Neste cenário de preços dos insumos e preço da caixa de 30 dúzias de ovos, a melhora na relação de troca milho/dz de ovos e manutenção da relação de troca farelo de soja/dz de ovos verificadas nos últimos 8 meses tem aumentado o poder de compra do avicultor e melhorado as margens da atividade.

    Considerando o alto consumo de energia elétrica da atividade, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de substituir a fonte de energia convencional por energia renovável por meio sistemas fotovoltaicos, os quais quem podem ser financiados nas linhas de crédito de investimento, como o InvestAgro. Consulte seu gerente de relacionamento para maiores informações.

    E conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 16/11/2022 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é quarta feira, 16 de novembro de 2022. Meu nome é Lícia Bertolote Lance, sou assessora de agronegócios do Banco do Brasil em Ribeirão Preto – São Paulo e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    A safra 2022/2023 de cana-de-açúcar em andamento no Centro-Sul do país teve condições climáticas mais favoráveis do que vinha se observando nas duas últimas safras, fazendo com que o desenvolvimento das lavouras e o rendimento agrícola aumentassem. Por outro lado, as chuvas dificultam o avanço das operações de colheita. Do início da safra até o dia 1º de novembro a quantidade de cana-de-açúcar processada foi de 490,22 milhões de toneladas, que corresponde a uma queda de 2,87% em relação ao mesmo período da safra passada.

    Com a queda de competitividade do etanol em relação à gasolina na maioria dos Estados, a produção de açúcar tem se tornado mais atrativa. No entanto, com os altos níveis de chuvas, o caldo da cana acaba perdendo pureza, o que tem limitado o aumento da fabricação do adoçante, ainda que o mercado externo venha se mostrando aquecido.

    O preço pago pelo ATR (Açúcar Total Recuperável) vinha caindo desde o início da safra, registrando a primeira elevação no mês passado. De acordo com o Consecana-SP o valor do ATR chegou a R$ 1,10 por kg em outubro, o que representa uma elevação mensal de 3,9%. Apesar disso o preço do ATR acumulado ao longo da safra segue em queda e, associada aos altos custos de produção observados na safra atual, influencia na margem para os produtores, tornando-se de grande importância o planejamento e gestão dos custos.

    Com o final da safra se aproximando, o momento é de atenção ao planejamento para as reformas de canaviais. O Banco do Brasil dispõe de linhas de crédito de investimento para implantação ou renovação das lavouras, assim como para o custeio da produção e investimentos para melhoria da infraestrutura da propriedade e aquisição de máquinas e equipamentos.

    Ah, e para ouvir este e outros BBCast, acesse blog.broto.com.br/bbcast-agro ou pesquise por “BBCast Agro” diretamente em sua rede de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.

    Até a próxima.
    3 min
  • 14/11/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 14 de novembro, meu nome é Thania Karoline Furlaneto, assessora de Agronegócios em Lucas do Rio Verde – MT e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja:

    •A safra da América do Sul entra definitivamente no radar dos players, com a janela e ritmo de plantio, bem como as condições meteorológicas para o desenvolvimento da cultura refletindo diretamente na precificação do produto na CBOT. Para essa semana, com poucas chuvas previstas, há perspectiva de redução no avanço do plantio no BR. Na Argentina, os solos estão sem umidade e necessitam de chuvas para iniciar o plantio fator que já refletem a redução de projeção do país.

    •Nos fundamentos, o mercado ainda irá digerir os dados do relatório de oferta e demanda apresentados pelo USDA que elevou a produção do EUA e dos estoques de passagem do mundo podendos pressionar CBOT.

    •Os novos casos de variantes da COVID 19 trazem preocupações com a demanda chinesa, em meio às restrições impostas pela política de covid zero ou flexibilização no controle pelo país.

    •Para a semana, o mercado seguira estável no médio prazo, mas com viés de baixa no curto prazo, monitorando a safra da América do sul, principalmente a do Brasil.

    Em relação ao milho:

    •As tratativas e negociações para a renovação do acordo que permite a exportação de grãos de portos ucranianos pelo Mar Negro, que se encerra no dia 19/11, poderá trazer volatilidade adicional ao mercado externo. O acordo realizado em 22/07 permitiu a exportação de 4,3 milhões de toneladas de milho ucraniano pelos portos.

    •A colheita nos EUA está sendo finalizada. No último relatório do USDA, havia atingido 87% da área cultivada. As previsões climáticas no cinturão produtores norte-americano continuam favoráveis para a consolidação das perspectivas de produção de 353,84 milhões de toneladas. A finalização da colheita e a maior disponibilidade de oferta do grão estadunidense poderá impactar negativamente as cotações externas nesta semana.

    •No Brasil, os preços físicos podem ser influenciados pela volatilidade do dólar na semana e no avanço da comercialização interna, que está em ritmo mais lento em relação ao ano passado, o que pode levar a um movimento de estabilidade com viés de baixa no mercado à vista.

    Para o café:

    •A elevação de ritmo de colheita em países do ciclo out22/set23 na América Central, Colômbia, Vietnã deve progressivamente continuar a elevar oferta e manter pressão negativa aos preços do café. Por outro lado, Colômbia e Honduras relatam problemas climáticos. Na Colômbia, há previsão de novo ano com redução de produção e Honduras, em período de colheita, sofre com tempestades tropicais, resultando em incidência de doenças e perspectivas de redução da safra 2023.

    •Permanecem como fator de atenção o movimento inflacionário em diversos países e os possíveis impactos no crescimento econômico e consequente redução da demanda por café nos países do hemisfério norte.

    •A perspectiva para a semana ainda é de pressão negativa nos preços do café, com o clima favorável, o que mantém o otimismo com o volume a ser produzido na safra 2023. No entanto, informações atualizadas sobre o estado das lavouras, após os eventos de granizo recentes podem trazer volatilidade adicional ao mercado.

    E, finalizando com o boi gordo, temos:

    •O mercado de reposição, enfraquecido pelo avanço da oferta de animais da categoria, apresentou preços estáveis, porém, a tendência ainda é de queda nas cotações no decorrer da semana.

    •A demanda aquecida em decorrência da entrada salarial e do décimo terceiro, a criação de empregos temporários, a copa do mundo e as festividades devem impulsionar a reposição entre o atacado e varejo, fato que pode refletir positivamente no valor da @ no curto prazo.

    •Por outro lado, com a mudança no comportamento de importação da China no segundo semestre, em decorrência da desvalorização do Yuan, o que torna a importação mais dispendiosa, a tendência ainda é de queda no mercado internacional de carne bovina, com reflexos também no mercado interno.

    •Com isso, espera-se movimento lateral nas cotações da arroba bovina na semana.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável!

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 11/11/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 11 de novembro de 2022, meu nome é Wender Santos, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Silvânia GO e falaremos sobre o cenário da soja.

    A cotação da soja, contrato para Dez/22 na Bolsa de Chicago, fechou o dia 09/11 cotado a U$ 14,51/bushel, mantendo sequência de alta neste mês. Os desdobramentos em relação a manutenção do corredor de exportação no Mar Negro pela Rússia e Ucrânia contribuíram para a alta das commodities de modo geral.

    A colheita da safra nos EUA já se aproxima do final, visto que até o dia 07/11 alcançava 94% da área cultivada, percentual superior à média das últimas 5 safras para o período.

    Conforme o relatório de oferta e demanda do USDA divulgado em 09/11, a estimativa de produção dos EUA foi elevada para 118,27 milhões de toneladas e a produção global estimada em 390,53 milhões de toneladas. Para o estoque de passagem global houve a elevação para 102,17 milhões de toneladas.

    Para a Argentina, o USDA reduziu a estimativa de produção para 49,5 milhões de toneladas e a área cultivada para 16,5 milhões de ha. Importante ressaltar que a Argentina vem sofrendo com clima seco, reflexo do impacto do La Niña.

    A CONAB registrou em seu 2° Levantamento da Safra 2022/23 ampliação de estimativa de área a ser cultivada, que deve chegar a 43,24 milhões de ha e proporcionar uma produção de 153,58 milhões de toneladas. O órgão também divulgou que já foram semeadas 57,5% da área estimada.

    A previsão do INMET para dezembro indica tendência de chuvas abaixo da média no RS, SC, MS e parte de GO e MG, porém sem prejudicar o desenvolvimento da cultura. Ressalta-se também a previsão de poucas chuvas no MT e MATOPIBA para essa semana, o que pode desacelerar o ritmo de plantio nestas regiões. O La Niña tende a causar impacto moderado na safra de verão brasileira e a partir de fev/23 passar a um cenário de neutralidade para América do Sul.

    No Brasil, o preço da oleaginosa, de acordo com o indicador Esalq/BMF/BOVESPA, em 09/11, foi cotado a R$ 186,14/saca, mantendo estabilidade em relação ao início de novembro. Os prêmios nos portos vêm se mantendo valorizados neste mês, sendo cotados a 2,65 US$/Bushel.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB.

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    4 min
  • 10/11/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 10 de novembro de 2022, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra – MT e falaremos sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Os preços do boi gordo no mercado físico iniciaram o mês de novembro recuando e acumulam baixas de 2,7% no indicador Cepea/B3. Esta semana os negócios seguem lentos e os preços da arroba pressionados negativamente nas principais praças de comercialização, com a indústria testando valores abaixo da referência média. Em São Paulo, animais “padrão China” estão cotados, em média, a R$ 280/arroba e os animais destinados ao mercado doméstico a R$ 275,00/arroba.

    A queda no valor da arroba pode ser explicada pela recente desvalorização da moeda chinesa, encarecendo as importações do nosso principal comprador. Isso resultou em renegociação de contratos, baixando os preços em dólar da carne bovina ao longo do semestre. Esse movimento acabou por pressionar também os preços pagos aos pecuaristas. Ainda, soma-se o quadro atual de aumento da oferta de animais, incluindo a ampliação do abate de fêmeas, o que deixa as escalas de abate dos frigoríficos confortáveis, atendendo entre sete e dez dias úteis.

    Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, os embarques de carne bovina in natura chegaram a 188,5 mil toneladas em outubro de 2022, contra 82,2 mil toneladas em outubro de 21, período em que a China suspendeu a compra de carne brasileira pela suspeita de casos de mal da vaca louca em MG e MS. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.852,30, alta de 13,3% frente aos dados divulgados em outubro de 2021.

    É importante destacar que, embora o mercado físico apresente a tendência de movimento de queda no curto prazo, há certo otimismo em torno do consumo interno a partir de novembro, com a entrada do 13º salário, início da Copa do Mundo e das festividades de final de ano, quando tradicionalmente a procura por cortes da carne bovina aumenta. A demanda doméstica mais aquecida será fundamental para a recuperação dos preços do boi gordo e para que se chegue a um novo ponto de equilíbrio.

    Os clientes do Banco do Brasil possuem várias soluções para auxiliar na gestão do seu negócio, como a plataforma broto.com.br, um jeito digital de fazer agro, com produtos, serviços, soluções e conteúdos agro para aumentar a produtividade da sua atividade. Na plataforma Broto, você encontra um marketplace completo, com máquinas, implementos e muito mais. Acesse e conheça!

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    Até a próxima.
    5 min
  • 09/11/2022 - Cenário do café conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 09 de novembro de 2022, meu nome é Gildenize Barbosa Ferreira de Oliveira, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares-ES e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    As lavouras de café conilon nas principais áreas produtoras do ES estão em bom estado vegetativo, com perspectivas de uma boa produção. No momento, o manejo com nutrição adequada e o controle de pragas e doenças é essencial. Os referidos cuidados, somados ao clima favorável até então, irão definir o potencial produtivo das lavouras, com volume e uniformidade dos grãos.

    No mercado externo, a bolsa em Londres abriu a semana em campo negativo, com o contrato jan/23 recuando US$8 por tonelada, sendo negociado a US$1.843. O preço do café conilon tipo 7 no mercado físico brasileiro tem mantido a tendência de baixa dos últimos meses, cotado à R$ 530,00/saca na COOABRIEL. O movimento baixista dos últimos 30 dias já supera os 20%. Em 08 de outubro a saca do conilon tipo 7 estava cotada em R$ 680,00.

    A perspectiva de uma maior produção na safra 23, informações de condições climáticas favoráveis no Brasil, início da colheita no Vietnã, o conflito entre Rússia e Ucrânia, crises econômicas em diversos países, juros altos e recessão global com potencial impacto no consumo do grão, fazem com que os preços continuem sendo pressionados negativamente e com perspectivas de continuar assim no curto prazo.

    Diante desse cenário, o cafeicultor pode contar com o apoio do Banco do Brasil, que disponibiliza linhas de crédito para investimento, comercialização do produto e para o custeio da safra.

    E para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br/bbcast-agro ou busque por “BBCast Agro” em sua plataforma de streaming de preferência, bem como no canal do Broto no Youtube.

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    3 min
  • 08/11/2022 - Cenário da apicultura
    Olá, hoje é 08 de novembro de 2022, meu nome é Fabiola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra - MT e vamos falar sobre a apicultura, principalmente sobre a produção de mel.

    A atividade de apicultura consiste na criação de abelhas com o objetivo de produzir mel, própolis, geleia real, pólen e cera de abelha e representa uma significativa fonte de renda principalmente para os agricultores familiares, visto que é uma atividade que não exige grandes áreas para seu desenvolvimento. A parcela mais representativa de renda dos apicultores é oriunda da comercialização do mel.

    A espécie de abelha mais utilizada para produção de mel é a Apis Mellifera. No Brasil, é popularmente conhecida como abelha africanizada, pois é o resultado do cruzamento das raças europeia e africana. Apesar de ser muito defensivas, as abelhas africanizadas são ativas o ano todo, altamente produtivas e resistentes às doenças.

    O Brasil é um dos grandes produtores mundiais de mel, com um potencial enorme para expansão dessa cadeia produtiva, pois tem condições especiais de flora e clima, e potencial de produzir de norte a sul do país e em todas as épocas do ano. A atividade possibilita a migração dos apiários para locais onde as floradas são mais abundantes, aumentando a produção e melhorando a qualidade dos produtos. Além disso, em função da diversidade da nossa flora, o mel do Brasil se destaca pela riqueza de cores sabores.

    Segundo o IBGE, no ano de 2021 o Brasil produziu 55 mil e 800 toneladas de mel, dos quais exportou 47 mil e 100 toneladas. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a exportação de mel gerou, no ano de 2021, uma receita de 163 milhões de dólares e os principais compradores do mel brasileiro foram os Estados Unidos com 72%, Alemanha com 12% e Canadá com 6%.

    O consumo de mel pelo brasileiro ainda é pequeno, em torno de 60 gramas por ano por pessoa. A média mundial é de 240 gramas. Portanto, há um grande potencial de crescimento.

    Você sabia que o Banco do Brasil faz o custeio de cada uma de suas colmeias? Financia até mesmo o transporte? Procure sua agência do BB ou assistência técnica para mais informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min

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