BBCast Agro

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  • 20/12/2022 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é terça-feira 20 de dezembro de 2022, meu nome é Sérgio Sousa, Assessor de Agronegócios em Campos Novos - SC e vamos falar sobre o cenário do trigo.

    A safra nacional de trigo está encerrada. A estimativa é de uma safra recorde de 9,7 milhões de toneladas, 26% de aumento em relação à safra 2021.

    O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 50% da produção nacional, obteve produção recorde de 4,97 milhões de toneladas, aumento de 40% em relação à safra passada, conforme dados da Emater-RS.

    O Paraná, segundo maior produtor do cereal e que responde por 35% da produção nacional, colheu 3,45 milhões de toneladas segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). Apesar do excesso de chuvas na fase de maturação afetar a qualidade do grão, esse número representa acréscimo de 8% frente a safra passada.

    Minas Geras, Santa Catarina e São Paulo, aumentaram suas produções de trigo em 74%, 31% e 20% respectivamente. Boa parte desse incremento é devido ao aumento da área plantada e recuperação das perdas da safra passada. Juntos esses 3 estados respondem por 11% da produção nacional.

    No cenário internacional, vale destacar a quebra de safra argentina, que segundo a Bolsa de Comércio de Rosário, é a maior da história. Estiagem e geadas ocasionaram uma quebra de 38% na safra de 2022, projetando uma produção de apenas 11,8 milhões de toneladas, ou seja, 7,2 milhões de toneladas a menos do que a estimada inicial.

    Normalmente, o trigo argentino corresponde a 80% do produto importado pelo Brasil e com a quebra de safra os importadores brasileiros tendem a buscar alternativas, e o Canadá, Estados Unidos e Rússia aparecem como opções viáveis para atender a demanda do mercado interno. Segundo dados da Conab (Dez/2022), o Brasil deve importar 6,1 milhões de toneladas de​​​​​​ trigo, para atender um consumo de 12,2 milhões de toneladas.

    Mesmo assim, com a oferta elevada da recente colheita brasileira, o indicador Cepea/Esalq-Paraná do trigo registrou queda de aproximadamente 1,8% nos últimos 30 dias, e está cotado a R$ 1.786/tonelada.

    E como podemos ajudar nossos clientes nesse momento? O Banco do Brasil disponibiliza linhas de comercialização e custeio para este e outros cereais de inverno para auxiliar o produtor na gestão da sua atividade. Consulte sua agência BB e parceiros agro, para mais informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.

    Desejamos a todos um Feliz Natal e um Ano Novo de colheitas fartas!

    Até a próxima!
    4 min
  • 19/12/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 19 de dezembro de 2022, meu nome é Dione Souza, sou Gerente na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Para a soja, a perspectiva é de que:

    O mercado seguirá refletindo as preocupações com o clima na América do Sul, em especial a Argentina. As chuvas que chegaram ao país nos últimos dias foram boas, porém, ainda insuficientes para mudar o cenário da safra no curto prazo.

    No Brasil, o quadro é mais favorável para essa semana, o NOAA sinaliza chuvas acima de 100 milímetros em pontos do Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba, no entanto, o modelo chama atenção ainda para o corte das chuvas no Sul do Brasil, com destaque para a fronteira oeste do Rio Grande do Sul, que não deve receber nenhuma chuva nos próximos dias. Mesmo assim, segue firme a estimativa de safra para o BR, fator limitador de alta dos preços.

    A flexibilização das medidas de controle da Covid por parte da China, tem viés positivo no consumo e mercado. Contudo, o possível quadro de recessão global e tensões geopolíticas oriundas do conflito entre Rússia e Ucrânia seguem como fatores baixistas.

    Assim, o mercado tende a seguir em estabilidade, tanto no curto, quanto médio prazo, podendo sofrer oscilações em função dos boletins meteorológicos com impacto para a América do Sul.

    Em relação ao milho:

    As preocupações com a economia global e a inflação podem influenciar negativamente as cotações em Chicago. Do outro lado, o direcionamento do Banco Central Americano (FED), com suas projeções para a economia e reduzindo o ritmo de elevação de juros no país contrapõe o fundamento anterior.

    A previsão climática para a próxima semana na Argentina apresenta volumes maiores de chuvas em relação à semana anterior, podendo melhorar a disponibilidade de água no solo argentino e contribuir para o avanço da semeadura. O mercado externo está acompanhando a situação das lavouras no hemisfério sul, pois caso as chuvas não ocorram, a situação das lavouras argentinas poderá trazer suporte nas cotações na CBOT.

    No Brasil, a previsão climática para o Rio Grande do Sul continua não sendo favorável, apontando para chuvas irregulares. O potencial produtivo pode continuar sendo comprometido, trazendo um viés de estabilidade ou de ligeira alta no mercado interno, apesar da sinalização de ritmo fraco dos negócios para o fim do ano, com os consumidores já abastecidos.

    Para o café:

    Os principais institutos de meteorologia indicam maior volume de chuvas nos próximos dias no cinturão produtor de café, expectativa esta que, se confirmada, poderá exercer pressão negativa nas cotações do café em NY, com reflexos na precificação interna do grão.

    O clima favorável à colheita na América Central, Colômbia e México, e o ritmo favorável também no Vietnã, aumenta a perspectiva de maior oferta nas regiões produtoras dos cafés arábica e robusta no curto e médio prazo.

    Estes fatores baixistas são preponderantes no momento e tendem a afetar o ritmo de vendas, que já é de tendência de baixa. Desta forma, a comercialização deverá seguir arrefecida, com produtores afastados dos negócios e aguardando repiques de alta para negociar.

    O clima no Brasil é o principal fator de volatilidade na semana e, caso as chuvas esperadas em maior volume ocorram, os preços do café deverão seguir movimento baixista.

    E, para o boi gordo, destacamos que:

    O mercado de reposição, em função da fase do ciclo pecuário e cotação estável da arroba, siga com a tendência de preços acomodados para o curto prazo.

    A recuperação dos preços da arroba em algumas praças, como Centro-oeste e Norte, ofereceu margem para os pecuaristas, porém o fluxo de negociações tende a perder intensidade a partir da segunda quinzena do mês, algo natural para a época do ano, em que alguns frigoríficos se encontram bem-posicionados em suas escalas de abate, e outros optam em dar férias coletivas para seus funcionários.

    Paralelo a isso, as grandes redes varejistas já têm seus estoques suficientes para o restante do ano. Dessa maneira, parece pouco provável recuperação no valor da arroba no curto prazo.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 16/12/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 16 de dezembro de 2022, meu nome é Karoline Furlaneto, sou assessora de agronegócios do Banco do Brasil em Lucas do Rio Verde – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    As cotações na Bolsa de Chicago tiveram uma movimentação positiva nos últimos dias, influenciadas pelo ataque russo ao sistema de energia elétrica na região portuária de Odessa, na Ucrânia, levando à preocupação do mercado com a continuidade dos embarques de grãos ucraniano. O contrato com vencimento em março/23 encerrou na Quarta-feira, dia 13 de dezembro cotado a U$ 6,53 dólares por bushel.

    O relatório de oferta e demanda de dezembro do Departamento de Agricultura Americano não apresentou grandes novidades e foi alinhando com o que o mercado esperava, sendo considerado neutro. Foi apontado uma pequena redução nas exportações americanas e como consequência, aumento nos seus estoques finais. Com relação à Ucrânia, a produção 22/23 foi estimada em 27 milhões de toneladas, produção 36% menor que na safra anterior, consequência do conflito com a Rússia. Os estoques finais globais foram estimados em 298,4 milhões de toneladas, sendo o segundo menor estoque global das últimas cinco safras.

    No mercado interno, o preço físico, referência Campinas/CEPEA, encerrou a terça-feira cotado a R$ 86,00 a saca, com valorização de 0,54% nos últimos dias. Os preços do milho internamente seguem sustentados e equilibrados entre a paridade de exportação e os movimentos domésticos, apesar do ritmo dos negócios estarem reduzindo com a proximidade do Natal e o fim do ano.

    Os efeitos do fenômeno La Niña não preocupam apenas a produção de milho na Argentina. No sul do Brasil as chuvas mal distribuídas e o clima quente e seco já têm afetado o potencial produtivo das lavouras. No levantamento de dezembro, a Conab reduziu em 710 mil toneladas a produção para o Rio Grande do Sul e em 130 mil toneladas a produção de Santa Catarina. O relatório alerta que a reserva hídrica do solo está bem abaixo do ideal, e caso não ocorra bons volumes de chuva nos próximos dias, as perdas na produtividade poderão se intensificar.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 15/12/2022 - Cenário da avicultura de corte
    Olá, hoje é 15 de dezembro de 2022, meu nome é Alexandre Petry, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Pato Branco (PR) e falaremos hoje sobre o cenário da produção de frango de corte.

    De acordo com o USDA, projeta-se produção de 14,85 milhões de toneladas de carne de frango para o Brasil em 2023, cerca de 3% a mais do que 2022 e que o consumo interno aumentará na mesma proporção, atingindo 10,05 milhões de toneladas.

    Segundo a secretaria de comércio exterior, as exportações de carne de frango de janeiro a novembro de 2022, aumentaram 5,5% em relação ao mesmo período de 2021, sendo ex-portadas aproximadamente 4 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 2,00 por kg.

    Nos últimos 5 meses de 2022, entre junho e outubro, o custo de produção apresentou estabilidade, variando entre R$ 5,45 a R$ 5,49 por kg de Peso vivo, de acordo com a EMBRAPA AVES e Suínos. Isto se deve à menor volatilidade nos preços do milho e do farelo de soja, principais insumos utilizados na atividade.

    O avicultor independente está recebendo atualmente nos Estados de Minas Gerais e São Paulo, R$ 5,40 e R$ 5,50 pelo kg vivo, respectivamente. Tendo em vista o elevado custo de produção, a rentabilidade da atividade está com margens bem reduzidas.

    O kg do frango resfriado foi comercializado, em novembro, no atacado de SP pelo preço médio de R$ 8,04, o que representa 75% do valor da carcaça especial suína e 40% da carcaça casada bovina.

    Considerando a estratégia de aproveitar os melhores momentos para compra antecipada de milho e formação de estoques, tendo em vista a perspectiva de elevação dos preços deste importante insumo para avicultura de corte, o BB oferece aos avicultores independentes além do tradicional custeio, a oportunidade da contratação da CPR de frango vivo.

    Contem sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 14/12/2022 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é quarta feira, 14 de dezembro de 2022. Meu nome é André Longhi, sou assessor de agronegócios do Banco do Brasil em São José do Rio Preto – São Paulo e vamos falar sobre o cenário da Cana-de-açúcar.
    A safra 2022/2023 de cana-de-açúcar está praticamente finalizada no Centro-Sul do país, com condições climáticas mais favoráveis do que vinha se observando nas duas últimas safras, fazendo com que o desenvolvimento das lavouras e o rendimento agrícola aumentassem. Por outro lado, as chuvas dificultam o avanço das operações de colheita, principalmente agora no encerramento, transferindo a colheita de áreas restantes para a próxima safra. Do início da safra até a 1ª quinzena de novembro a quantidade de cana-de-açúcar processada foi de 516,8 milhões de toneladas, que corresponde a uma queda de 0,1% em relação ao mesmo período da safra passada.
    Os balanços sobre a produção total de açúcar cristal e volumes já comprometidos com os contratos internos e externos têm levado usinas a limitar as quantidades direcionadas a venda spot. A alta dos preços do cristal branco no mercado doméstico fez com que as vendas internas recuperassem a vantagem sobre as exportações e o preço do açúcar cristal avançou 8,9% em um mês.
    Os negócios envolvendo etanol mostram distribuidoras com pouco interesse de fechar novas compras, esticando ao máximo seus estoques. Ainda assim, de modo geral, usinas estiveram firmes nos preços. Com pouca elevação da liquidez, o preço do hidratado recuou 5,4% em um mês.
    O preço pago pelo ATR (Açúcar Total Recuperável) vinha caindo desde o início da safra, registrando a primeira elevação no mês de outubro. De acordo com o Consecana-SP o valor do ATR chegou a R$ 1,15 por kg em novembro, o que representa uma elevação mensal de 4,5%. Apesar disso, o preço do ATR acumulado ao longo da safra segue baixo, apesar de leve alta de 0,4%. Com os altos custos de produção observados na safra atual, e preços praticamente estáveis, torna-se de grande importância a gestão dos custos para manutenção da margem de rentabilidade para os produtores.
    Com o final da safra, o momento é de atenção ao planejamento para as reformas de canaviais. O Banco do Brasil dispõe de linhas de crédito de investimento para implantação ou renovação das lavouras, assim como para o custeio da produção e investimentos para melhoria da infraestrutura da propriedade e aquisição de máquinas e equipamentos.
    Ah... e para ouvir este e outros BBCast acesse Blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro ou pesquise por BBCast Agro diretamente em sua rede de streaming de preferência.
    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.
    Fica a dica de crédito consciente e sustentável.
    Até a próxima.
    3 min
  • 13/12/2022 - Cenário do amendoim
    Olá, hoje é 13 de dezembro de 2022, meu nome é Maurício Alonso, sou Assessor(a) de Agronegócios no Banco do Brasil em Ribeirão Preto e hoje vamos falar sobre a cultura do amendoim.

    Segundo a CONAB, a produção brasileira de amendoim mais que dobrou nos últimos 8 anos.

    Com produção estimada na última safra em 692 mil toneladas, o estado de São Paulo desponta como maior produtor, detendo mais de 92% da produção nacional.

    A safra 2021/2022 foi considerada muito boa, com produtividade em torno de 400 sacas por alqueire paulista, porém com a guerra entre Rússia e Ucrânia deflagrada em março, o preço médio da saca de 25 kg do amendoim em casca caiu de R$ 110,00 para R$ 60,00, num cenário em que o custo de produção, principalmente dos insumos, já havia sofrido significativa alta.

    O produtor com armazenagem própria conseguiu amenizar essa queda na rentabilidade, uma vez que conseguiu parcelar as vendas e obter preços sensivelmente melhores.

    A Rússia é o maior comprador do amendoim brasileiro, mas em 2022 as vendas para o país recuaram 30,4%.

    Nos últimos meses o preço se recuperou e hoje está, em média, R$ 95,00/saca, impulsionado pelas aberturas comerciais com outros países, principalmente a China, que em setembro concedeu autorização de exportação para 47 empresas brasileiras do setor.

    Maior consumidor de amendoim do mundo, a China importa anualmente mais de USD 800 milhões do produto. De janeiro a maio de 2022, foram 248 mil toneladas. Segundo o MAPA, o Brasil tem todas as condições para alcançar uma boa participação nestas exportações, ampliando a pauta de vendas para a China.

    As linhas de custeio e comercialização do Banco do Brasil são importantes aliadas do produtor rural para equalizar o fluxo de caixa durante todo o ciclo de produção.

    Produtor, para saber mais sobre estas e outras soluções para o seu negócio rural procure seu gerente de relacionamento ou acesse www.broto.com.br.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 12/12/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 12 de dezembro, meu nome é Rosilene Roos, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja:

    •Chuvas mais volumosas são previstas para essa semana no Brasil, com destaque para o RS, que deverá avançar com seu plantio. Na Argentina, também há previsão de chuvas, porém espaçadas e com baixos volumes, mantendo o quadro de atraso de plantio e dificuldade de desenvolvimento das lavouras já semeadas.

    •O USDA deve manter a estimativa de produção total para safra 22/23, no entanto, tende a elevar a estimativa de produção do Brasil e diminuir a da Argentina. O potencial de produção da América do Sul segue como foco, com os cenários meteorológicos da Argentina e do sul do Brasil sendo norteadores. Além disso, os novos protocolos de controle adotados pelo governo chinês para a COVID, com a flexibilização das atividades sociais, podem gerar demanda adicional e refletir positivamente nos preços. O quadro de recessão global e a tensão entre Rússia e a Ucrânia também continuam impactando.

    •No Brasil, o plantio se aproxima do final. Pelo desenvolvimento das lavouras, há perspectiva de início da colheita em janeiro. Com a pressão da oferta da nova safra, o mercado interno segue viés de baixa para o médio prazo e estabilidade no curto prazo.

    Em relação ao milho:

    •As preocupações com a economia global e a inflação que podem afetar diversos países importadores de milho podem trazer um viés de baixa nas cotações nos futuros da Bolsa de Chicago.

    •A previsão climática para a próxima semana continua desfavorável para a Argentina, com manutenção do clima quente e seco no país. O mercado externo está acompanhando a situação das lavouras no hemisfério sul, e este alerta pode dar suporte nas cotações na CBOT. No dia 07/12, a Bolsa de Cereais estimou que 18% das lavouras estão em condições boas a excelentes, bem abaixo do estimado para o mesmo período no ano passado, que era de 85%.

    •No Brasil, a Conab sinalizou redução na produção do milho verão para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina (redução de 710 mil toneladas e 130 mil toneladas, respectivamente) por conta de chuvas abaixo da normalidade e irregulares. Caso as precipitações se mantenham em baixo volume para estes estados nos próximos dias, o potencial produtivo poderá ser novamente reduzido, refletindo em um viés de alta nos preços internos nos próximos dias.

    Para o café:

    •Os principais institutos de meteorologia indicam maior volume de chuvas nos próximos dias no cinturão produtor de café, expectativa esta que, se confirmada, poderá exercer pressão negativa nas cotações do café em NY, com reflexos na precificação interna do grão.

    •O clima favorável à colheita na América Central, Colômbia e México e ritmo favorável também no Vietnam aumentam a perspectiva de maior da oferta nas regiões produtoras dos cafés arábica e conilon no curto/médio prazo.

    •Estes fatores baixistas são preponderantes no momento e tendem a afetar o ritmo de vendas, que já vinha baixo. Desta forma, a comercialização deverá seguir arrefecida, com produtores afastados dos negócios e aguardando repiques de alta para negociar.

    •Portanto, em especial, o clima no Brasil é o principal fator de volatilidade na semana e caso as chuvas esperadas em maior volume ocorram, os preços do café deverão seguir movimento baixista.

    E, finalizando com o boi gordo, temos:

    •Mercado de reposição seguiu com preço estável na última semana e a tendência é que esse cenário se mantenha para o curto prazo.

    •O comportamento da indústria em SP, na última semana, sugere uma posição mais confortável em suas escalas de abate, reduzindo a possibilidade de altas no valor da arroba para os próximos dias.

    •Nas demais regiões, a demanda por carne bovina ao longo dos próximos dias, impulsionada pelas festividades do fim do ano, entrada do 13º salário, Copa do Mundo e empregos temporários, tende a aumentar a reposição do produto entre o varejo e o atacado e será importante para que se estabeleçam preços firmes no mercado físico do boi gordo na primeira quinzena de dezembro.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 09/12/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 09 de dezembro de 2022, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato da soja na CBOT com vencimento em Jan/22 encerrou o dia 07/12 cotado a U$ 14,372/bushel, mantendo estabilidade nos últimos 15 dias. Os fatores que vem contribuindo para os patamares de preços são: o programa de importação da China, que elevou suas compras nos últimos dois meses, mesmo com os novos focos de covid e os rígidos protocolos de controle adotados pelo seu governo, somam-se a estes também as tensões geopolíticas no leste europeu e o retorno do programa de exportação da Argentina – Dólar/Soja.

    No Brasil, o indicador da soja Esalq/BMF/BOVESPA, em 07/12, foi cotado a R$ 181,23/saca, apresentan-do retração de 1,577% no mês. Os prêmios nos portos para dezembro vêm se mantendo estáveis, sendo cotados a 2,00 US$/Bushel em Paranaguá PR. Já para fevereiro/23, com a entrada da nova safra, a co-tação está em 0,85 US$/Buschel. Ressaltamos o atraso na comercialização futura da safra 22/23 tendo atingido atualmente 21% da produção estimada, ante 30% da safra anterior.

    Os principais players no mercado internacional estão acompanhando o plantio e o desenvolvimento das lavouras na América do Sul. No Brasil, o plantio já se encaminha para conclusão e, conforme a CONAB, já atingiu 91% da área estimada. De modo geral, as condições climáticas vêm favorecendo as lavouras nas principais regiões produtoras. Nesta temporada, o RS está adiando a finalização do plantio devido aos efeitos de seca causados pelo fenômeno climático La NiÑa, assim como na Argentina, que segue atrasado seu cronograma de plantio.

    Para essa semana, em 09/12, o relatório do USDA será publicado com as estimativas de oferta e demanda global para a commodity. O mercado seguirá atento aos dados divulgados nesse relatório.

    A CONAB registrou no 3° Levantamento da Safra 2022/23 ampliação de estimativa de área a ser cultivada, que deve chegar a 43,4 milhões de ha e proporcionar uma produção de 153,48 milhões de toneladas.

    A previsão do INMET para dezembro indica tendência de chuvas abaixo da média no RS, Oeste de SC, Sul do PR e Centro-Oeste do MS, no entanto, há previsão de ocorrências de chuvas na segunda metade do mês de dezembro para estes Estados. Nas demais regiões do país são esperadas chuvas dentro das médias históricas.

    Conforme os dados do NOAA de novembro, a probabilidade do fenômeno La Niña perdurar durante o início do verão no hemisfério sul permanece entre 60 a 70%, mas com intensidade fraca e migrando para a fase de Neutralidade a partir de fevereiro de 2023.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 08/12/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é quinta-feira, 8 de dezembro de 2022, meu nome é Gustavo Mota, sou assessor da Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil em Brasília e vamos falar sobre o cenário da pecuária de corte.

    O mercado físico do boi gordo voltou a operar com preços mais altos no decorrer da semana. A indústria frigorífica trabalha com escalas de abate mais curtas, com cerca de 5 dias úteis, mantendo o ambiente de recuperação dos preços da arroba em diversas praças de comercialização.

    No dia 06/12/2022, de acordo com o indicador CEPEA/B3, a arroba do boi gordo estava precificada em R$ 290,50. No mercado futuro, a cotação era de R$ 300,90 por arroba, nos contratos com vencimento para fevereiro de 23.

    Em novembro de 2022, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 148,84 mil toneladas de carne bovina in natura nos 20 dias úteis. Em novembro de 21 foram embarcadas 81,1 mil toneladas, com reflexos do embargo da China para o produto brasileiro. O preço médio da carne bovina ficou em US$ 5.227 a tonelada, alta de 6,0% frente a novembro de 2021, porém, no decorrer do último semestre observa-se um recuo no preço médio da tonelada, assim, houve uma queda de 10,7% no comparativo com o mês de outubro de 2022. Esse recuo recente nos preços da proteína bovina exportada tem limitado avanço maior nos preços internos, porém a maior oferta de animais em 2022 e com perspectivas de aumento em 2023 deverá impedir movimentos altistas mais expressivos, como aqueles observados nos últimos anos.

    A demanda doméstica no atual momento se encontra um pouco mais aquecida, impulsionada pela entrada do décimo terceiro salário, postos de empregos temporários, ampliação do auxílio Brasil e Copa do mundo, fato que, somado ao encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos, tem oferecido espaço para leves altas no valor da arroba. A demanda de carne bovina ao longo dos próximos dias poderá impulsionar a reposição entre o varejo e o atacado e será importante para que se estabeleçam preços firmes no mercado físico do boi gordo no curto prazo.

    Os pecuaristas podem contar com Banco do Brasil para auxiliar no desenvolvimento das atividades necessárias na condução de seus sistemas de produção de carne bovina. Para estes desafios, o Banco do Brasil oferece ótimas opções de linhas de investimento e recursos para o custeio pecuário, oferecendo também produtos para o pecuarista se proteger dos riscos da produção e comercialização no mercado de Opções e mercado a termo.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Obrigado e até a próxima.
    4 min
  • 07/12/2022 - Cenário do café conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 07 de dezembro de 2022, meu nome é Gildenize Barbosa Ferreira de Oliveira, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares-ES e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    Apesar das fortes chuvas que vem ocorrendo nas principais regiões produtoras de conilon no ES, o clima ainda é favorável para a cultura. Na maioria das áreas, as lavouras encontram-se em bom estado fisiológico e com granação uniforme. As lavouras afetadas pelos fortes ventos e baixas temperaturas ocorridas nos meses de agosto e setembro estão apresentando problemas na granação, como desuniformidade dos grãos e rosetas falhas, principalmente nas áreas que estão no seu quarto ciclo produção, fato que pode causar redução na produção em relação à safra anterior.

    O café tipo conilon, na bolsa de Londres abriu com ajustes técnicos, e para o mês de março de 2023 tinha alta de US$8 por tonelada, negociado a US$1854. O preço do produto no mercado físico interno teve uma pequena recuperação na última semana, cotado à R$ 600,00/saca de conilon tipo 7, na COOABRIEL. Uma recuperação em torno de 14% em relação ao preço do mês anterior. No momento, o mercado apresenta tendência de estabilidade no curto e médio prazo.

    Com a expectativa de maior oferta na safra brasileira somado a outros fatores baixistas, como a comercialização da colheita no Vietnã e possível recessão global, os preços podem continuar sendo pressionados negativamente a longo prazo. O produtor deve acompanhar as notícias do mercado, para que entenda o momento certo para comercializar o seu produto.

    Para atender as demandas da sua propriedade, o cafeicultor pode contar com o apoio do Banco do Brasil, que disponibiliza linhas de crédito para investimento, comercialização e o custeio da próxima safra.

    E, para ouvir este e outros BBCast Agro, acesse blog.broto.com.br/bbcast-agro ou busque por “BBCast Agro” em sua plataforma de streaming de preferência e no canal do Broto no Youtube.

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    3 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…