BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 17/01/2023 - Cenário do dendê
    Olá, hoje é terça-feira, 17 de janeiro de 2023, meu nome é Antônio Bastos Leite Filho, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Salvador/BA e vamos falar sobre o cenário da Cultura do Dendezeiro.

    O Dendezeiro, também conhecido como Palma de Óleo, é uma palmeira perene, de origem africana, cuja introdução no Brasil, segundo a literatura, remonta ao século XVII pelos escravos, no litoral sul da Bahia, para extração de óleo.

    A maior parte do óleo consumido domesticamente no mundo provém do Dendezeiro, sendo conhecido internacionalmente como “Palm Oil”(óleo de palma), ocupando o segundo lugar em volume comercializado, perdendo apenas para o óleo de soja. A Malásia e Indonésia são os seus maiores produtores mundiais (83% do total).

    Da polpa de seus frutos é obtido um óleo em maior quantidade, avermelhado, conhecido no Brasil como “azeite de dendê”, para uso humano e em biocombustíveis. Da amêndoa, é extraído um óleo em menor quantidade e de maior valor agregado, denominado “óleo de palmiste”, utilizado principalmente na indústria de cosméticos. De seus óleos, são obtidos cerca de 145 produtos industrializados.

    O dendezeiro produz cerca de 4 a 6 toneladas de óleo de palma por hectare. 10 vezes a produção de óleo de soja e 2 vezes de óleo de oliva na mesma área. Por ser uma planta perene, sua vida econômica pode chegar a 25 anos. Requer temperaturas mínimas de 24ºC, com insolação acima de 1500 horas anuais, ou, no mínimo, 5 horas de luz por dia e precipitações acima de 2000 mm/ano, regularmente distribuídas durante todos os meses.

    O beneficiamento do óleo deve ser feito em até 24 horas após a colheita para manter sua qualidade, o que requer que seu plantio esteja próximo da Agroindústria. A região Amazônica e a Bahia são os locais de maior produção da dendeicultura, com cerca de 240 mil hectares cultivados, com condições edafoclimáticas favoráveis e legislação ambiental que autoriza o plantio em áreas alteradas pela ação humana. O Pará é o maior produtor de óleo de palma, com cerca de 85% da produção nacional. Sua precificação acompanha a dos demais óleos, dada a similaridade de sua destinação.

    O Brasil possui ainda, mais de 7 milhões de hectares com grande potencial para o desenvolvimento da cultura, de acordo como o Zoneamento Agroecológico da Amazônia Legal para áreas desmatadas.

    O Banco do Brasil, principal parceiro do Agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais, Linhas de Crédito de Investimento e Custeio, CPRs para plantio e condução das florestas, bem como Linhas para cobrir os custos da certificação de manejo sustentável das áreas, com prazos adequados e taxas de juros compatíveis com o mercado. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 16/01/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 16 de janeiro de 2023, meu nome é Thamyres Larcher, sou Assessora na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciando com a soja, destacamos que: No Brasil, há previsão de boas chuvas para o centro-norte, centro-oeste e sudeste do país, embora o excesso de umidade possa atrapalhar o andamento da colheita nos estados do MT e GO. Para o RS, as chuvas permanecem limitadas, podendo ocorrer em algumas regiões do estado. Para a Argentina, há previsão de chuvas, que poderão amenizar as perdas e contribuir para o desenvolvimento das lavouras. Destaca-se que o plantio segue atrasado e o USDA já diminuiu a estimativa de produção do país.

    No relatório do USDA de 12/01, houve indicativo de diminuição da produção global, com cortes importantes. No entanto, a demanda foi ajustada para baixo e os estoques globais finais aumentados – fatores de baixa para as cotações. Soma-se a isso o ajuste na demanda da China, conforme USDA. O crescimento menor do PIB e o combate à covid-19 poderão impactar o consumo no país. Ainda seguem presentes como fatores com reflexo na precificação da commodity o risco de recessão mundial e o conflito entre Rússia e Ucrânia.

    Assimilados os dados de redução na oferta mundial, o mercado tende a seguir em estabilidade para o curto e médio prazo, com foco no monitorando da safra da América do Sul e demanda global.

    Em relação ao milho, com a divulgação do relatório de Oferta e Demanda pelo Departamento de Agricultura Americano na última quinta-feira (12/01), a semana poderá seguir um movimento de maior volatilidade, conforme o mercado for interpretando a sinalização das estimativas do USDA, trazendo um viés de baixa nas cotações em Chicago, com possíveis realizações de lucros pelos traders, após valorização da semana anterior.

    Há previsões de maior volume de chuvas na região norte da Argentina, entretanto a janela de plantio do milho tardio está se encerrando. De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o plantio que era estimado em 7,3 milhões de hectares deverá ficar em 7,1 milhões. As lavouras foram classificadas como boas a excelentes em 7% (ante 13% da semana anterior), 46% normais (ante 55%) e 47% regulares ou ruins (ante 32%). Esse relatório argentino mostra uma piora nas condições dos campos e podemos ter um suporte nas cotações em Chicago.

    No Brasil, as cotações têm se mantido em patamares elevados, com o dólar influenciando na precificação final. Assim, há perspectivas de preços em estabilidade, a depender da movimentação do câmbio.

    Para o café, também cabe destacar que: A previsão climática indica possibilidade de bons volumes de chuvas e temperaturas amenas nas regiões cafeeiras do Brasil, em especial em áreas de produção do arábica em Minas Gerais, fator que pressiona negativamente as cotações do café. Como fundamento altista, a Colômbia, segundo maior produtor de café arábica, reportou decréscimo de 8% nas exportações em 2022. Na produção, houve queda de 12%, reflexo do clima chuvoso e nublado decorrente do fenômeno La Niña.

    De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafe), a preliminar de dezembro deve levar as exportações do grão a 39,3 milhões de sacas em 2022, ante 40,6 milhões de sacas no ano anterior.

    Segundo o USDA, os estoques finais mundiais devem ficar em 32,56 milhões de sacas neste ciclo, valor inferior à média dos últimos 5 anos. Face às baixas expressivas, em especial na última semana, espera-se alguma correção no curto prazo nas cotações externas, principalmente se o movimento recente de desvalorização do dólar ante o real continuar na próxima semana.

    E para o Boi Gordo, destacamos que: O recente fortalecimento da moeda chinesa em relação ao dólar, impulsionado pela reabertura econômica iminente na China, podem indicar que o valor da tonelada da carne in natura encontrou um preço mínimo e pode iniciar um movimento de reação e chegar a patamares que tornem a exportação mais atrativa para a indústria, fato que afetaria positivamente o valor da arroba no mercado físico no médio prazo.

    O consumo de carne bovina pela população, tradicionalmente, tende a se manter baixo em janeiro. Além do período ser caracterizado pelo aumento de despesas (IPVA, IPTU, material escolar), observa-se redução nos preços das principais proteínas concorrentes, frango e suíno. Por essa razão, somado ao avanço do mês e restrição orçamentaria das famílias, não se esperam valorizações nos preços da arroba no curto prazo.

    Ainda, com as escalas de abate alongadas, frigoríficos tendem a continuar ofertando preços abaixo da referência. Por outro lado, as chuvas trouxeram boas condições de pastagem, principalmente no Centro-Oeste e Norte, fator que aumenta o poder do pecuarista em reter o gado e esperar o melhor momento para comercializar. Dessa maneira, espera-se um cenário de preços estáveis no curto prazo.

    Desejamos a todos os produtores rurais um excelente 2023 e continuem contando sempre com o Banco do Brasil, o maior parceiro do agronegócio brasileiro, um grande abraço e até a próxima!
    7 min
  • 13/01/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 13 de janeiro de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    Os primeiros dias de 2023 foram de desvalorizações nos principais contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago. O vencimento de março/23 encerrou o dia 10 de janeiro cotado a U$6,55 por bushel, queda de 2,31% em relação ao dia 03 de janeiro, quando a Bolsa de Chicago voltou as atividades. O movimento negativo foi fundamentado pelas preocupações quanto ao crescimento econômico em 2023, que pode afetar diretamente a demanda mundial do grão. A menor demanda pelo milho americano também pressionou as cotações. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, as exportações americanas encerraram 2022 com 21,74 milhões de toneladas exportadas, volume 47% inferior ao mesmo período do ano passado.

    No tocante as exportações brasileiras, foram exportadas 43,17 milhões de toneladas em 2022 de acordo com a Associação Nacional dos Exportadores, a ANEC, sendo essa a maior quantidade de milho já exportada pelo Brasil em um ano. O milho brasileiro tem se mostrado mais competitivo que o americano, além do país ter absorvido a demanda pelo grão da Ucrânia, com produção menor devido ao conflito com a Rússia, e problemas climáticos na safra dos EUA e União Europeia. A demanda externa pelo grão, que continua aquecida em janeiro, e a sustentação das cotações do dólar no início do ano, além de perdas de produtividade no Rio Grande do Sul e Argentina, devido à falta de chuvas, refletiram no mercado físico brasileiro, com o preço referência Campinas/CEPEA encerrando a terça-feira, dia 10, cotado a R$ 87,33 a saca, valorização de 1,44% nos últimos dias.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    4 min
  • 12/01/2023 - Cenário do leite
    Olá, hoje é quinta-feira, 12 de janeiro de 2023, eu sou Marcelo Luiz Pinto, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governado Valadares - MG e vamos falar sobre o cenário da Pecuária Leiteira.

    O preço médio ofertado pelo litro de leite em dezembro de 2022, referente ao leite coletado em novembro, ficou em R$ 2,53, segundo o CEPEA. Esse valor, apresenta valorização nominal de 19,2% em relação ao pagamento de dezembro de 2021.

    Contudo, quando comparamos a cotação do leite de dezembro contra agosto de 2022 observa-se uma redução de 29,2%. Ressalta-se que, em agosto de 2022 o preço do leite atingiu o valor máximo da série histórica do CEPEA. No ano de 2022, o preço do leite pago ao produtor saiu de R$ 2,11 em janeiro, chegando a R$ 2,53 em dezembro, registrando valorização nominal de 19,9% no período.

    No tocante ao preço esperado para o leite em janeiro de 2023, referente ao produto coletado em dezembro de 2022, há tendência de apresentar novo recuo, seguindo o movimento do mercado atacadista. O Conseleite de Minas Gerais projeta uma queda de 4,4%, enquanto o de Santa Catarina, um recuo de 0,4%. Os prognósticos climáticos apontam chuvas em bons volumes para a maior parte dos Estados produtores, favorecendo o desenvolvimento das pastagens e reduzindo os custos de produção.

    Contudo, ainda há incertezas sobre a produção de soja e milho na América do Sul, com perdas já confirmadas para parte das lavouras do Rio Grande do Sul. Esse fator, pode ofertar suporte ou um viés positivo para os preços desses produtos utilizados na ração para pecuária leiteira. Cabendo, dessa forma, maior atenção na gestão de custos de produção.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o BB Custeio Agropecuário, antecipando as compras dos principais insumos utilizados na atividade, a fim de se proteger de possíveis altas na cotação do milho no período de aquisição do grão. A aquisição de opção agropecuária para a proteção contra a alta dos insumos utilizados na ração também se mostra como uma boa alternativa.

    Para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br”barra”bbcast”traço”agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.
    Até a próxima.
    4 min
  • 11/01/2023 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quarta-feira, 11 de janeiro, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    Mesmo em meio a notícias como menor colheita na Índia e abandono de lavouras nos EUA na safra passada, as cotações seguem oscilando desde o final de 2022, refletindo o medo de uma recessão mundial.

    O avanço no número de casos de Covid-19 no final do ano passado tem ainda deixado o mercado receoso. Por outro lado, a reabertura do mercado Chinês é vista como uma oportunidade, uma vez que o maior mercado consumidor de pluma poderá voltar às compras. Somado a este fato, temos uma menor produção americana, que aliada ao aumento da cotação do barril do petróleo, podem proporcionar suporte às cotações.

    O primeiro semestre de 2023 será decisivo para que os países produtores de pluma do hemisfério Norte (Índia, China e EUA) apresentem suas intenções de plantio para a próxima safra 23/24, podendo repercutir na oferta de matéria-prima para o segundo semestre.

    Por outro lado, o Brasil, quarto maior produtor mundial, iniciou em dezembro o plantio da safra 22/23 após o final do “vazio sanitário”. A perspectiva é de o plantio alcance 1,65 milhão de hectares e uma produção de 2,95 milhões toneladas de pluma, conforme ABRAPA.

    No momento, a área plantada no país é de 25% e praticamente metade da produção estimada já está comprometida. Para 2023, o desafio da associação nacional de produtores é consolidar o Brasil como um fornecedor regular de pluma a países como a China, Vietnã, Turquia e Bangladesh (juntos responsáveis por 67% das exportações brasileiras).

    Ressaltamos que o algodão é uma das commodities mais vulneráveis à volatilidade de preços e ao cenário de incertezas econômicas globais no médio/longo prazo. Desta forma, é importante que o cotonicultor continue atento ao mercado, aproveitando os momentos de valorização da pluma para comercializar sua produção, assim como proteger suas margens com a utilização do Termo de Moedas e das Opções Agro do BB.

    Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 10/01/2023 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 10 de janeiro de 2023 meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em São João da Boa Vista-SP e falaremos sobre o cenário climático.

    Na última publicação do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em 22 de dezembro, foi citada a influência do Fenômeno La Niña no clima do Brasil, ocorrida no mês de novembro, resultando em precipitação acima da média histórica na porção norte do país e chuvas abaixo da média entre o oeste e o sul do país, exceto na faixa leste, entre SC e SP.

    A respeito do comportamento das chuvas sobre parte da Região NE, além da La Niña, houve atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, típica para a época do ano, mas com a posição deslocada ao norte, em relação a sua área média de atuação no Brasil central.

    No tocante ao La Niña, o Instituto cita a possível transição para condição neutra ao longo do próximo trimestre. Fato também divulgado pela NOAA alguns dias antes, comentando a probabilidade de “71% Neutro” ocorrer entre fevereiro a abril.

    A Previsão Climática Trimestral Jan a Mar indica maior probabilidade de chuva acima da média na porção norte do país, entre as Regiões Norte e Nordeste, além de uma pequena área do MT e de SP. Alguns pontos isolados indicam maior probabilidade de chuvas abaixo da faixa normal. No Restante do Brasil, médias dentro do esperado.

    Em áreas do centro e leste do país, não se descarta a possibilidade de eventos expressivos de chuva, uma vez que estas regiões se encontram na estação chuvosa.

    Observando o mês de janeiro, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão de temperatura indica valores acima média, em áreas da BA, PI, TO, GO, MG, RJ e SP. Na porção Sul do RS, há possibilidade de temperatura ligeiramente acima da média, com uma atenção nesta região, devido ocorrências recentes de temperaturas mais altas e chuvas abaixo das médias históricas.

    Em relação ao solo, de acordo com o Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), grande parte da região NE e porção sul do RS ainda apresentam disponibilidade hídrica abaixo do restante do país.

    Devido a variabilidade das previsões climáticas para o vasto território nacional, o planejamento da safra associado ao monitoramento climático auxilia a tomada de decisões.

    O Banco do Brasil em parceria com a plataforma BROTO, disponibiliza acesso para ouvir este e outros BBCast, acesse: blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro . Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 09/01/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 09 de janeiro de 2023, meu nome é Diego Lopes, assessor na diretoria de Agronegócio do Banco do Brasil e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciando com a soja, destacamos que:

    O clima continua sendo o vetor mais importante para o mercado neste momento. Para o Brasil, há previsão de boas chuvas para o Centro-Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país, no entanto, as chuvas permanecem limitadas para o RS. Na Argentina, são previstos baixos volumes de chuvas e distribuição irregular, sendo insuficientes para reverter o impacto já causado pela seca. Com misso, já são registradas perdas de produção na Argentina, que impactam todo o complexo da soja, visto que o país é o maior exportador global de farelo e óleo de soja. Esse fundamento de oferta exerce pressão de alta dos preços.

    Com isso, o mercado aguarda uma possível redução nas projeções de oferta global no relatório do USDA a ser divulgado no dia 12/01.

    Os fatores de pressão baixistas que permanecem no radar são o receio de redução de consumo de commodities agrícolas, como reflexo da recessão global; Possível redução na demanda Chinesa; e reflexos no mercado da guerra entre Rússia e Ucrânia. Para a semana, o mercado seguirá com elevada especulação, monitorando os reflexos do clima na safra do Brasil e Argentina, com perspectiva de estabilidade no curto e baixa no médio prazo.

    Em relação ao milho,
    As preocupações com o crescimento econômico global e a inflação podem influenciar negativamente as cotações em Chicago. O mercado segue atento quanto a evolução dos casos de Covid-19 na China, após as festas de ano novo. Esses fundamentos podem influenciar na demanda mundial de milho, podendo refletir negativamente no mercado externo.

    O clima para a próxima semana na Argentina é de temperaturas elevadas e baixos volumes de chuvas, que podem influenciar negativamente nas lavouras. A Bolsa De Cereais de Buenos Aires classificou as condições da safra 2022/23 como boas a excelentes em apenas 13% da área, ante 41% em igual período de 2021. Se confirmado as baixas precipitações, podemos ter suporte nas cotações na CBOT. O mercado também aguarda a incorporação desses dados (ajuste de oferta e consumo) no relatório do USDA do dia 12/01.

    No Brasil, a previsão climática ainda aponta chuvas irregulares para o RS, principalmente no Oeste do estado. A situação no RS e as exportações em janeiro, ainda aquecidas, podem trazer um viés de estabilidade a alta no mercado interno.

    Para o café, também cabe destacar que:

    Previsão climática mantém perspectiva de bons volumes de chuvas e temperaturas amenas nas regiões cafeeiras, principalmente sobre o arábica em Minas Gerais. Embora aquém do potencial produtivo, as boas condições climáticas têm favorecido a atual safra de café e também ensejando otimismo para a próxima safra em 2024 (necessário desenvolvimento vegetativo em 2023 para fase produtiva em 2024).

    Momento atual é de exportações de cafés da colômbia e da américa central, o que se considera fator baixista para os preços. Por outro lado, o Brasil (maior produtor mundial de arábica) está no auge da entressafra e mantém-se dúvidas sobre a produção a ser colhida em 2023, sendo este fator altista. Portanto, estes fatores têm, de certa forma, estabilizado os preços de café.

    Cenário interno e externo com tendência de manutenção da pressão baixista no curto e médio prazos. Mercado interno com baixa liquidez em negócios, com produtores aguardando melhores preços físicos.

    E para o Boi Gordo, destacamos que:
    Nas últimas semanas os cortes de frango, apresentaram queda nos preços, devido a excesso de oferta. Esse fato, pesa na decisão do consumidor no tocante à escolha da proteína, visto o histórico de opção pela proteína mais barata em vez da carne bovina.

    A isso, soma-se aos gastos de início de ano, como impostos e materiais escolares, o que diminui o poder de compra da população. As chuvas trouxeram boas condições de pastagem no Centro-norte do país. Tal fato amplia a capacidade do pecuarista de reter o gado e esperar o melhor momento para negociá-lo.

    Com a diminuição da escala de abate em MG, MS e GO a expectativa é que o mercado físico ganhe liquidez na primeira quinzena do mês, com pecuaristas e indústria retornando as negociações. Contudo, a previsão ainda é de manutenção dos preços no curto e médio prazo.

    Desejamos a todos os produtores rurais um excelente 2023 e continuem contando com o Banco do Brasil, o maior parceiro do agronegócio brasileiro, um grande abraço e até a próxima!
    6 min
  • 06/01/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 06 de janeiro de 2023, meu nome é Giuliano Pradela, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó SC e falaremos sobre o cenário da soja.

       O contrato da soja na CBOT com vencimento em março/23 encerrou o mês de dez/22 com alta de 6,6%. No dia 30/12 foi cotado a U$ 15,24/bushel, destacamos que estes patamares de preços são inéditos para a passagem de ano. Os fatores que vêm contribuindo para esse patamar de preço são: a diminuição das restrições impostas pela China na prevenção da contaminação da covid, que deve elevar as importações, as tensões geopolíticas no leste europeu e os problemas climáticos no RS e principalmente da Argentina que apresenta piora nas condições de suas lavouras e manutenção do atraso de plantio.

    No Brasil, o indicador da soja Esalq/BMF/BOVESPA, em 04/01, foi cotado a R$ 184,78 a saca, apresentando alta de 2,23% em relação ao início de dezembro. O prêmio no porto de Paranaguá para fevereiro/23 está cotado a 0,85 US$/Bushel, refletindo a entrada da safra 22/23. Ressaltamos o atraso na comercialização antecipada da safra 22/23.

        O mercado segue acompanhando o plantio e o desenvolvimento das lavouras na América do Sul. No Brasil, o plantio já alcançou 98,4% da área estimada, conforme a CONAB. De modo geral, as condições climáticas vêm favorecendo as lavouras nas principais regiões produtoras, exceto RS, onde as baixas precipitações vêm adiando a finalização do plantio e ocasionando problemas no desenvolvimento das lavouras. Na Argentina, esses impactos são mais severos.

    De acordo com o INMET, estão previstas chuvas volumosas para o mês de janeiro, para as regiões do Centro-Norte, Centro-Oeste, Central e Sudeste do País. Por outro lado, o RS e o Nordeste do MS permanecem com precipitações reduzidas até o fim do mês.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF).  As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB.

         Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Um ótimo ano novo a todos os produtores rurais e suas famílias e até a próxima!
    4 min
  • 05/01/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 5 de janeiro de 2023, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra-MT e falaremos sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Em dezembro de 2022, o preço médio da tonelada bateu US$ 4.950, 27% inferior a junho de 2021. A desvalorização da moeda chinesa foi uma das principais protagonistas no processo de desvalorização do preço da @ do boi gordo. As importações chinesas se tornaram mais dispendiosas, ocasionando renegociações dos contratos da carne bovina, em dólar, a valores mais baixos. Mesmo assim, o Brasil deve se manter entre os principais exportadores de carne bovina em 2023.

    No mercado doméstico, o animal de reposição ainda não encontrou um ponto de sustentação para recuperação de preços. As quedas de preço observadas em 2022, possibilitaram melhora na relação de troca do boi gordo/bezerro. Isso aumenta o poder de compra de pecuaristas que fazem a recria-engorda, mas os que se dedicam a atividade de cria, veem a margem de lucro mais achatada e tendem a aumentar o descarte de matrizes.

    A reposição entre varejo e atacado seguiu lenta, com pouca movimentação de preços. Com as festividades e da entrada do 13º salário no final de 2022, observou-se um aumento pela procura de proteínas bovinas e suínas e diminuição no consumo carne de frango. Tal fato ocasiona um cenário de excedente de oferta de carne de frango e, consequentemente, queda no preço do produto. Isso tende a resultar na migração para o consumo de carne de frango no início de 2023, momento de maiores compromissos financeiros das famílias no Brasil, voltando a pressionar a cotação da @ boi gordo.

    No momento, as indústrias seguem com escala de abate confortáveis. A expectativa é que o ritmo de negociações se reestabeleça de forma progressiva durante a primeira quinzena de janeiro. No último dia 03/01, o indicador CEPEA/B3, cotou a arroba a R$ 293,45 e o vencimento de fevereiro/23 no mercado futuro estava cotado à R$ 288,55/@.

    O Banco do Brasil oferece ótimas opções de linhas de investimento e recursos para o custeio pecuário, oferecendo também produtos para o pecuarista se proteger dos riscos da produção e comercialização no mercado de Opções e no mercado a termo.

    Conte sempre com a assessoria em agronegócios e de toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Obrigado e até a próxima.
    4 min
  • 04/01/2023 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, dia 04 de janeiro de 2023. Eu sou CLAYTON IGARASHI, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em IPATINGA/MG e vamos falar sobre o CAFÉ ARÁBICA.

    O ano de 2022 não será esquecido no mercado de café! Afinal, os preços atingiram valores não vistos há mais de 10 anos. 249,65 centavos de dólar por libra peso na bolsa de NY em 09 de fevereiro e internamente, preços superiores a R$ 1.500,00 a saca de café tipo padrão.

    Depois de resistir às dificuldades impostas pela pandemia, o resiliente consumo e a tradicional inelasticidade do produto foram postos à prova pelos altos preços no varejo, combinado a uma economia instável nos países consumidores.

    A necessidade de obtenção de preços mais favoráveis ao consumidor impulsionou o café conilon ao limite de substituição tolerável do arábica nos blends dos cafés industrializados.

    As adversidades climáticas, econômicas e até sanitárias nos últimos 2 anos resultaram no cenário vivenciado em 2022, mas que elevaram sobremaneira a renda total da atividade e dos produtores, mesmo daqueles que haviam travado no passado a preços bem inferiores aos vigentes no momento de entrega neste ano.

    E isto mostrou a competência do produtor ao produzir em meio a tantas adversidades na lavoura, na variação de preços do produto, na variação dos preços dos insumos e mesmo assim manter a cafeicultura brasileira na honradez e no crescimento da atividade e do setor.

    2023 inicia na esperança de poder acrescentar renda ao produtor pelo estoque ainda disponível antes da próxima colheita. Contribui para isto, o retorno do maior interesse dos compradores, a partir de novembro passado, na necessidade de fechar suas escalas até o final do primeiro semestre de 2023.

    O prazo é curto até os olhos dos compradores se voltarem para a disponibilidade da próxima safra brasileira, que na visão atual, ainda não significa o retorno aos padrões normais de produção. Mas com clima favorável até o momento, o cenário é propício para a atual safra e favorece também a safra de 2024.

    O provável retorno da elevada capacidade de produção do Brasil evidencia a necessidade de investimentos para o aumento da produtividade e redução de custos, para elevar a eficiência, maximizar rentabilidade e manter a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

    E nisto, o produtor brasileiro tem demonstrado elevada capacidade e potencial competitivo. E podendo contar sempre com a presença e parceria do Banco do Brasil, cada vez mais digital, mas também próximo e acessível ao produtor, no crédito de custeio, de investimento e de comercialização, nos seguros e na proteção de preços, sempre inovando e lançando produtos que melhor atendam ao produtor de café.

    Contate sempre sua agência e assessor técnico de confiança, desfrute e mantenha a conquista de excelentes resultados neste novo ano de 2023! São os votos de toda a equipe agro do Banco do Brasil aos cafeicultores e empresários do setor.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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