BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 31/01/2023 - BB Família Agro
    Olá, hoje é dia 31 de janeiro. Sou Patrícia Valença, assessora na Diretoria de Agronegócios. O BB está presente em toda a cadeia de valor e no dia a dia das famílias do campo. Mais do que ofertar crédito, o Banco está próximo dos produtores rurais, andando lado a lado, para conhecer a sua realidade, suas necessidades e potencialidades e, assim, oferecer soluções que façam sentido para o seu negócio rural.

    E que o Banco do Brasil é o maior parceiro do agronegócio brasileiro, você já sabe. Mas você sabia que o BB possui um programa de relacionamento para toda a família do produtor rural? É o programa BB Família Agro. Como você sabe, o relacionamento com o cliente agro tem um longo período de duração, atravessando gerações dentro da mesma família, passando de pai para filho. Por isso a sucessão familiar é um dos temas mais procurados pelos produtores rurais.

    E pensando nisso, na continuidade dos negócios dos produtores rurais e seus sucessores, o Banco do Brasil lançou, em 2021, o BB Família Agro, que é um programa de relacionamento e benefícios para acompanhamento das primeiras experiências do sucessor agro com o BB.

    Por meio do Programa BB Família Agro, nós podemos apoiar o sucessor desde suas primeiras operações até seus projetos de longo prazo. Com o atendimento especializado, é possível contar com diversos benefícios, como a continuidade de seus negócios, a manutenção da sua atividade e da renda familiar, a assistência creditícia, a gestão do patrimônio e o planejamento tributário.

    Analisando o comportamento do produtor rural, percebemos a constante procura por novas tecnologias, principalmente pelos mais jovens. É uma geração que já nasceu utilizando a internet, smartphones, entre outras tecnologias.

    A identificação de clientes em processo de sucessão familiar permite que o BB desenvolva produtos e soluções adequados às necessidades da família rural, fato que gera oportunidades negociais atrativas para a transição da gestão do negócio.

    Nós, do Banco do Brasil, queremos que a parceria conquistada pelo cliente ao longo dos anos se estenda a todos os membros da família. E que essa percepção de valor tão presente nos pais seja percebida também pelos filhos; que eles saibam que podem contar com a gente da mesma forma que seus pais sempre contaram.

    Produtor rural: Queremos estar mais próximos de você no processo de transição da gestão do seu negócio. Deseja mais informações? Converse com o seu gerente e conheça mais sobre o Programa no Portal bb.com.br/agronegócios/BB Família Agro Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 30/01/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 30 de janeiro, meu nome é Guilherme Galvani, gerente de soluções na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja.
    Segundo o NOAA, estão previstas chuvas para boa parte da América do Sul. Para o Brasil, há perspectiva de boas precipitações nas regiões produtoras de soja, mas com menor volume para a BA e RS.
    Na região Centro-Oeste, em destaque GO e MT, espera-se condições de campo favoráveis para o avanço da colheita. Há chuvas previstas também para a Argentina e para o Paraguai, variando de 25 a 45 mm, volume ainda insuficiente para reverter as perdas em grande parte das lavouras argentinas.
    Com retorno da China, o mercado aguarda maior direcionamento da demanda do país para aquisição de produto da América do Sul. São esperados reflexos positivos na demanda e PIB do país com a flexibilização de medidas de contensão da Covid. Ainda seguem presentes como fundamentos de pressão negativa para precificação da commodity o risco de recessão mundial e o conflito entre Rússia e Ucrânia.
    A grande oferta de soja no Brasil, com a colheita avançando e com boas produtividades registradas, irão pesar no mercado. Assim, o mercado tenderá a seguir com baixa no curto e médio prazo..

    Em relação ao milho, há previsão de boas precipitações para a Argentina nos próximos dias, o que pode pressionar negativamente as cotações externas. As chuvas recentes atenuaram as condições ruins das lavouras do país. De acordo com a Bolsa de Cereales, as lavouras foram classificadas como boas a excelentes em 12% (ante 5% da semana anterior), 49% normais (ante 48%) e 39% regulares ou ruins (ante 47%). O órgão destacou que as recentes chuvas embora melhorem as perspectivas do milho plantado tardiamente, o mesmo não reflete nas primeiras lavouras plantadas, já com perdas consolidadas.
    O viés de alta nas cotações externas poderá vir com a volta da China nas compras do cereal no mercado global, após uma semana ausente dado o feriado de comemoração do Ano-Novo chinês.
    No Brasil, a expectativa ainda é de maior oferta de milho com o avanço da colheita da safra de verão (no dia 23 a Conab estimou cerca de 5,5% da área colhida, com o Rio Grande do Sul à frente - 24%) e aumento da comercialização do milho remanescente da safra 2021/22, podendo refletir em uma semana com preços estáveis, com viés de baixa.
    Para o café, a previsão climática indica permanência de chuvas e temperaturas amenas nas regiões cafeeiras, principalmente nas áreas de arábica em Minas Gerais.
    A demanda mais forte no curto prazo, entressafra no Brasil, valorização do real e fundos com alta posição vendida, estimulam alta moderada para a semana.
    Somam-se também problemas climáticos na Colômbia e Indonésia nesse contexto de alta moderada no curto prazo.
    Ainda, os baixos estoques de robusta e previsão de menor produção na Indonésia sugerem menor disponibilidade no período 23/24, que também traz reflexos no mercado do café arábica. Neste contexto, temos um cenário interno e externo no curto prazo indicando pressão altista moderada, amenizada no longo prazo com clima favorável no Brasil.
    E finalizando com o Boi Gordo temos: os preços da carne bovina devem seguir acomodados nesta segunda quinzena do mês, em decorrência da reposição lenta entre o varejo e o atacado. A demanda doméstica permanece enfraquecida. No curto prazo o cenário aponta para queda nos preços.
    Em decorrência dos gastos de início e ano (impostos, material escolar e outros) a população se encontra descapitalizada, assim, o consumidor busca por fontes de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, suínos e ovos.
    Os frigoríficos, devem seguir com escalas de abate confortáveis, refletindo em pressão negativa nos preços da arroba no curto prazo. As boas condições de pastagens permitem que os pecuaristas desfrutem do poder de reter o gado e esperar um melhor momento para comercializá-lo, fato que limita quedas mais acentuadas na cotação do boi gordo.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 27/01/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 27 de janeiro de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Bauru – São Paulo e falaremos sobre o cenário do milho.

    Nos últimos dias, os contratos futuros na Bolsa de Chicago apresentaram maior volatilidade. O relatório de Oferta e Demanda, divulgado pelo Departamento de Agricultura Americano na primeira quinzena de janeiro, que trouxe reduções nos estoques finais globais e dos EUA, fortaleceram as cotações no mercado externo. Já a previsão climática de maiores chuvas no hemisfério sul para essa semana, em especial na Argentina, que vêm sofrendo com clima quente e seco, deu o viés de baixa para os contratos. Mesmo com essa volatilidade, as cotações encontram-se em valores acima da média histórica, sendo considerado em patamares elevados. O vencimento de março/23 encerrou o dia 25 de janeiro cotado a U$6,75 por bushel. As boas chuvas previstas na Argentina poderão estabilizar as perdas, mas não se descarta nova redução da produção total do país no próximo relatório do USDA.

    Aqui no Brasil, os últimos dias foram de desvalorizações nas cotações do milho, tanto no mercado futuro quanto no mercado físico. Além de acompanhar baixas nas cotações externas e no dólar, a maior oferta do grão com o início da colheita de milho da safra de verão, e a necessidade em liberar espaço nos armazéns para a entrada da safra de soja, que também entrou na fase de colheita, principalmente no Centro-Oeste, pressionaram ainda mais as cotações. Na B3, o contrato com vencimento em maio/23 encerrou o dia 25 de janeiro cotado a R$ 89,14/saca, queda de 2,77% nos últimos dias. O preço físico referência Campinas/CEPEA encerrou o dia 25 cotado a R$ 85,22/saca, queda de 1,41% no mesmo período.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    4 min
  • 26/01/2023 - Cenário da avicultura de postura
    Olá, hoje é dia 26 de janeiro de 2023, meu nome é Diego Berti, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Varginha/MG e falaremos sobre o cenário da produção de ovos.

    Em 2022 o alojamento de pintainhas comerciais alcançou cerca de 92.380 aves, quantidade 0,16% superior ao ano de 2021. Se comparado com 2020, houve redução de 5,4%. A manutenção do plantel em níveis mais baixos tem resultado em um mercado de ovos com oferta mais ajustada. Para o ano de 2023, o CEPEA estima que a produção de brasileira de ovos destinado ao consumo registrará aumento de 0,1% em relação a 2022, podendo chegar a 3,2 bilhões de dúzias.

    Os principais itens de custo de produção da atividade, milho e farelo de soja, tiveram posições contrárias no decorrer do ano de 2022. Enquanto o milho sofreu queda na cotação de 10,4%, o farelo de soja teve aumento no seu preço em cerca de 14,35%.

    De janeiro a dezembro de 2022, o preço médio da caixa de 30 dúzias de ovos brancos registrou aumento de 45,75%, sendo comercializada, no final do ano, por R$ 154,44.

    Com a queda no preço do milho e melhora no preço dos ovos, ocorreu a melhora na relação de troca entre janeiro e dezembro de 2022, sendo possível comprar em média 3,6 kgs de milho com a venda de uma caixa de ovos, enquanto em 2021 comprava-se 2,6 kgs.

    A relação de troca farelo de soja/dz de ovos nos últimos 12 meses também melhorou. A melhora da relação de troca se deu pelo fato da alta no preço da caixa de ovos ter sido superior à do farelo de soja. Enquanto o avicultor comprava 1,42 kg de farelo de soja em janeiro de 2022, em dezembro passou a comprar 1,81 kg. Neste cenário, podemos observar melhora na rentabilidade da atividade, mas com margens ainda reduzidas.

    Considerando o alto consumo de energia elétrica da atividade, o BB oferece aos avicultores a oportunidade de substituir a fonte de energia convencional por energia renovável através de financiamento nas linhas de crédito de investimento, promovendo a sustentabilidade dos negócios.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    4 min
  • 25/01/2023- Cenário do arroz
    Olá, hoje é quarta-feira, 25 de janeiro, meu nome é Leandro Milléo, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Passo Fundo, Rio Grande do Sul e falaremos sobre o cenário do arroz.

    De acordo com dados da divulgados pela CONAB no mês de janeiro, houve redução de 9,3% na área plantada com arroz no Brasil em comparação com a safra anterior, atingindo hum milhão, quatrocentos e sessenta e oito mil hectares. A produção está estimada em dez milhões, trezentos e cinquenta e sete mil toneladas, uma redução de 4% em relação à safra 2021/2022. A estimativa é que o estoque de passagem final da safra 2022/23 deverá ser 12% menor.

    No RS, que representa 72% da produção nacional, a semeadura da safra 2022/2023 foi concluída, com área total de 862.600 hectares, uma redução de 9,9% em relação à safra passada. Estima-se uma redução em torno de 2,8% na produção.

    No tocante às exportações, destaca-se que de janeiro a dezembro de 2022, o saldo da balança comercial foi superavitário em 968 mil toneladas, conforme IRGA RS, o mercado brasileiro de arroz esteve arrastado na primeira quinzena de janeiro, esvaziado pelas festividades de Ano Novo. A expectativa é de uma gradual retomada da demanda, com o avanço do consumo de produtos básicos.

    O Indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) em 23 de janeiro, foi de R$ 91,59/saca de 50 kg, acumulando baixa de 0,25% no mês. Em relação a janeiro/2022, o Indicador acumulou elevação de 46%.

    É importante ressaltar que devido ao evento La Niña, o clima seco e as altas temperaturas estão causando preocupação aos produtores. Os reservatórios e rios que abastecem as lavouras estão com seus níveis abaixo do normal para a época. Isso, em conjunto com o avanço da salinização na lagoa dos Patos, já está provocando abandono pontual de áreas por falta de água.

    O arroz possui volatilidade de preços durante o ano, pensando nisso, o Banco do Brasil disponibiliza linha de comercialização, que permite a armazenagem e a venda da sua produção nas melhores épocas.

    Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 24/01/2023 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 24 de JANEIRO de 2023, meu nome é GRAÇA FOGLI, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em ARARAQUARA, SP, e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    A nova safra 23/24, com início em abril, tem estimativa de produção 4,6% superior ao volume esperado na safra 22/23 e deve totalizar cerca de 580 milhões de toneladas. Esta expectativa de aumento está mais relacionada à ganhos de produtividade do que ao aumento de área cultivada.

    A produtividade esperada é de 75,5 t/ha, alta de 4,2% em relação à safra atual, que está finalizando. O ligeiro aumento na área plantada para a safra 23/24 remete a um começo de recuperação das áreas perdidas para a soja e milho. A safra 22/23 registrou a menor área de cultivo de cana em mais de dez anos, segundo informações publicadas pela UDOP.

    Frente ao aumento de produção prevista, crescem as projeções para açúcar e etanol. De acordo com o Pecege, a produção de açúcar será de 35,5 mi t, alta de mais de 7% em relação à projeção da safra 22/23. O etanol de cana também terá crescimento, em torno de 6%, atingindo 27 bilhões de litros.

    A cotação média do barril do petróleo em 2023 tende a ser menor do que a de 2022, considerando a desaceleração da economia mundial. Este fator tem relação direta na precificação do etanol, podendo resultar em alterações no mix de produção “açúcar/etanol” ao longo da safra. Ainda, decisões político/governamentais, como a manutenção ou não do subsídio aos combustíveis, são fatores que podem influenciar a decisão de produção da indústria sucroenergética.

    A fixação de preços do açúcar teve um salto significativo de outubro para novembro do ano passado, mudando a posição de 39% para 61%. Isto significa 14,64 milhões de toneladas do montante estimado para exportação.

    Quanto à Sustentabilidade, o programa RenovaBio movimentará 37,47 milhões de Créditos de Descarbonização - os CBios, até 31 de março de 2024. Juntas, as três maiores distribuidoras do país - Vibra, Raízen e Ipiranga, somam quase 2/3 nesta participação do mercado de combustíveis fósseis, sendo as únicas empresas com metas individuais acima de 1 milhão de créditos.

    O Banco do Brasil dispõe de linhas de financiamento para custear a cana soca, investir em máquinas e implementos, na melhoria da estrutura produtiva, na irrigação e na renovação de canaviais. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 23/01/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 23 de janeiro, meu nome é Carlos Eduardo, assessor(a) na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja.
    Segundo o NOAA, estão previstas chuvas para boa parte da América do Sul. Para o Brasil, as maiores precipitações irão ocorrer nas regiões central, centro-norte, centro-oeste e sudeste. Na região sul, as chuvas são esperadas, porém em menor volume. Há chuvas previstas também para a Argentina e Paraguai, minimizando os impactos nas lavouras. Destacamos que os danos ocorridos nas lavouras da Argentina são irreversíveis.
    O programa de importação de soja pela China para 2023 será um importante direcionador da bolsa de Chicago. Há expectativa de aumento da comercialização da safra do Brasil com a entrada de importadores chineses, haja vista que a maior oferta de soja no mercado físico é a brasileira, em decorrência do início da colheita, que deve ganhar ritmo no fim deste mês. Ainda segue refletindo na precificação da commodity o risco de recessão mundial e o conflito entre Rússia e Ucrânia.
    Mesmo com a entrada da safra brasileira, aumentando a oferta do produto no mercado, a diminuição da safra na Argentina deve manter o mercado em estabilidade para o curto e médio prazo.

    Em relação ao milho,
    A previsão climática para o período aponta maiores precipitações na Argentina e sul do Brasil (devendo favorecer o Rio Grande do Sul). Aliado a esta previsão, as recentes valorizações das cotações em Chicago podem levar o mercado a um movimento de realização de lucros, pressionando negativamente os futuros na CBOT.
    Mesmo com a previsão de melhora climática para os próximos dias na ARG, a estimativa da produção no país já apresenta reduções significativas. De acordo com a Bolsa de Cereales, as lavouras foram classificadas como boas a excelentes em 5% (ante 7% da semana anterior), 48% normais (ante 46%) e 47% regulares ou ruins (idem semana anterior). O órgão reduziu a estimativa de produção total para 44,5 milhões de toneladas, 14,4% menor que a produção da safra 2021/22. Caso as chuvas não ocorram, o que pode prejudicar ainda mais as lavouras, o fato deve trazer pressão altista para o mercado externo.
    No Brasil, com o início da colheita da soja verão e a necessidade de esvaziar os armazéns que ainda possuem milho a ser comercializado, o avanço nas vendas no mercado físico poderá refletir em uma semana com preços estáveis, com viés de baixa.

    Para o café,
    Previsão climática mantém bons volumes de chuvas e temperaturas amenas nas regiões cafeeiras.
    Embora aquém do potencial produtivo, as boas condições climáticas têm favorecido a atual safra de café, que deve ser superior à de 2022, também ensejando otimismo para a próxima safra em 2024 (necessário desenvolvimento vegetativo em 2023 para fase produtiva em 2024). A previsão da Conab de elevação na produção da safra 23 do Brasil demonstra elevação moderada na oferta de café para ciclo 23/24.
    Estoques ICE tendem a continuar em ascensão, após mínima de novembro/22, demonstrando recuperação. Já a Green Coffee Association apresenta valores sem alteração significativa.
    Espera-se pressão baixista ante clima favorável no Brasil e recuperação de estoques, limitada pela resistência dos produtores aos menores preços atingidos e baixo volume de café remanescente da safra de 2022.

    E finalizando com o Boi Gordo temos:
    A possibilidade de reabertura econômica da China (flexibilização na política de contenção ao Covid), trouxe valorização do Yuan frente ao dólar. Tal fato pode refletir na recuperação do preço médio da tonelada da carne bovina no mercado internacional e trazê-la a preços mais atrativos para a indústria exportadora.
    O relatório do USDA estimou maior volume de compra de carne bovina da China e EUA, podendo limitar baixas nos preços da @ no médio/longo prazos.
    Brasil e Austrália devem aumentar sua participação nas exportações globais de carne bovina. EUA, Uruguai e Argentina, concorrentes, terão menor participação em decorrência de oferta restrita de produto exportável.
    Estes fatos influenciaram positivamente o mercado futuro do boi gordo no decorrer da última semana e podem refletir no mercado físico no médio prazo.
    Já no curto prazo, a Indústria, com escala de abate relativamente confortável, deve ditar o ritmo de negociações e ofertar valores abaixo da referência média. Assim, para próxima semana, espera-se pressão de baixa na cotação da @.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 20/01/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 20 de janeiro de 2023, meu nome é Giuliano Pradella, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó SC e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato de soja na CBOT com vencimento em março/23 apresentou alta de 2,03% em janeiro de 2023, sendo cotado à U$ 15,23/bushel no dia 18/01. Os ajustes apresentados no relatório de oferta e demanda do USDA foram os principais impulsionadores das cotações. Outros fatores que vêm contribuindo para os patamares de preços atuais são: a diminuição das restrições da política de Covid zero na China, as tensões geopolíticas no leste europeu e os problemas climáticos na América do Sul.

    No mercado interno, a soja foi cotada na Esalq/BMF/BOVESPA a R$ 177,07 a saca em 18/01, representando baixa de 3,91% desde o início de janeiro. O prêmio no porto de Paranaguá para fevereiro/23 está sendo cotado a 0,60 US$/Bushel, já refletindo a entrada da safra 22/23. Com o início da colheita no Brasil, a oferta da nova safra tende a pressionar os prêmios nos portos brasileiros.

    As condições das lavouras na América do Sul seguem influenciando na CBOT. No Brasil, o plantio já alcançou 99,2% da área estimada, conforme a CONAB. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras nas principais regiões produtoras de modo geral, exceto RS, onde as baixas precipitações vêm adiando a finalização do plantio e ocasionando problemas no desenvolvimento da cultura, assim como na Argentina, que também sofre com a estiagem, porém de forma mais intensa, com perdas já consolidadas.

    A CONAB registrou no seu 4° Levantamento da Safra 2022/23 a ampliação de da área cultivada, passando para 43,59 milhões de ha, e redução da produção, para 152,71 milhões de toneladas, em função dos problemas climáticos no RS. De acordo com o INMET, estão previstas chuvas volumosas até o final do mês em grande parte do País. Somente o RS e no Centro-Sul do MS permanecem com precipitações reduzidas.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida, diretamente no aplicativo do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Um ótimo ano novo a todos os produtores rurais e suas famílias e até a próxima!
    4 min
  • 19/01/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 19 de janeiro de 2023, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra-MT e falaremos sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, nos 10 dias úteis de janeiro de 2023, o volume exportado de carne bovina in natura alcançou 77,82 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.868, queda de 7% frente ao mesmo período do ano passado e de 1,4% em relação ao mês anterior.

    No mercado externo, o recente fortalecimento da moeda chinesa em relação ao dólar, impulsionado pela flexibilização de medidas prevenção ao Covid e correlata previsão de crescimento econômico, podem indicar que o valor da tonelada da carne in natura encontrou um preço mínimo e, assim, iniciar um movimento de reação, chegando a patamares que tornem a exportação mais atrativa para a indústria, fato que afetaria positivamente o valor da @ no mercado físico.

    Somado a isso, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado dia 12/01/2023, revisou para cima as importações de carne vermelha pela China. O USDA ainda prevê que o Brasil e a Austrália, por se encontrarem em uma fase do ciclo pecuário de expansão de rebanho, devem ganhar participação no mercado internacional, uma vez que é previsto menor volume exportado pelos seus concorrentes, EUA, Uruguai e Argentina.

    No mercado doméstico, os cortes de frango apresentaram queda na últimas semanas, devido a excesso de oferta, fato que pesa na decisão do consumidor na escolha da proteína, que opta pela proteína mais barata em detrimento à carne bovina. A isso, somam-se os gastos de início de ano, como impostos e materiais escolares, que diminuem o poder de compra da população.

    Os frigoríficos, com escalas de abate relativamente confortável, entre 5 e 7 dias úteis, seguem ofertando menores valores pelo preço da @.

    No dia 16/01/2023, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo estava precificada em R$ 287,60. O mercado futuro indicava o boi gordo cotado a R$ 273,35 nos contratos com vencimento para maio de 23.

    As chuvas trouxeram boas condições de pastagem no país, o que amplia a capacidade do pecuarista de reter o gado e esperar o melhor momento para negociá-lo, evitando quedas mais acentuadas no valor da @.

    O Banco do Brasil disponibiliza a oportunidade de proteção contra queda nos preços com os contratos de opções e a termo. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.

    Até a próxima.
    4 min
  • 18/01/2023 - Cenário do café Conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 18 de janeiro de 2023, meu nome é Gildenize Barbosa Ferreira de Oliveira, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares-ES e vamos falar sobre o cenário do CAFÉ CONILON.

    Após as fortes chuvas ocorridas nas principais regiões produtoras de conilon no ES e o retorno do sol e do calor, o clima permanece favorável para a cultura. Na maioria das áreas, as lavouras encontram-se em bom estado fisiológico e com granação uniforme. Algumas lavouras terão que ser renovadas, pois ficaram por um longo período inundadas, fato que pode afetar sua produtividade.

    Com o início da granação e a possibilidade da existência de veranicos, deve-se aumentar o controle em relação a infestação de ácaros e insetos, devendo seguir todas as recomendações de manejo adequadas para a época.

    O café tipo conilon, na bolsa de Londres trabalha com queda, e para o mês de março de 2023 tem baixa de US$1 por tonelada, negociado a US$1.906. O preço do produto no mercado físico interno vem se mantendo estável, sendo cotado à R$ 635,00/saca de conilon tipo 7, na COOABRIEL. No momento, o mercado apresenta tendência de estabilidade no curto e médio prazo, e de baixa ao longo prazo, fundamentada pela expectativa de condições climáticas favoráveis ocasionando um aumento de produção, associada a um cenário de desaceleração da economia global. O produtor deve acompanhar as notícias do mercado, para que entenda o momento certo para comercializar o seu produto.

    O Banco do Brasil, que está sempre ao lado do produtor rural para atender todas as demandas da sua propriedade, disponibiliza linhas de crédito de investimento, para o custeio da produção, permitindo a aquisição antecipada dos insumos e crédito para comercialização do produto. Para ter acesso às últimas notícias sobre eventos, mercado, clima e diversas outras soluções para o seu negócio rural, acesse a plataforma Broto em broto.com.br e baixe também o aplicativo AGROBOT do Banco do Brasil, disponível na loja de aplicativos do seu celular e tenha um consultor virtual agro na palma da sua mão.

    E para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br”barra”bbcast”traço”agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência e no canal do Broto no Youtube.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…