BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 02/03/2023 - Cenário climático
    Olá, hoje é quinta-feira, 02 de março de 2023 meu nome é Fabíola Lira, sou Assessor(a) de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra -Mato Grosso e falaremos sobre o cenário climático.

    A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) publicou em fevereiro deste ano a perspectiva da transição do fenômeno La Niña para a situação neutra nos próximos meses, entre o outono e o inverno no Hemisfério Sul.

    O relatório cita ainda possibilidades crescentes dessa fase neutra ser sucedida pela ocorrência do fenômeno El Niño, porém, as variações climáticas geradas pela aproximação da primavera no Hemisfério Norte dificultam previsões mais assertivas.

    Para o mês de março no Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) destaca chuvas abaixo ou ligeiramente abaixo da média, nas regiões compreendidas entre as divisas dos Estados do MS, SP e PR, além do Sul de MG. Nos Estados do Sudeste e do Sul, as oscilações de temperatura poderão atingir até 1° acima das médias históricas.

    Para os meses de março, abril e maio, a expectativa é de chuvas em volumes abaixo da média para o período em algumas regiões dos Estados do AM, RO, MT e GO, em grande parte dos Estados de MS, MG, RJ, SP e da região sul do país. No Norte e Nordeste, por outro lado, a tendência é de chuvas acima da média. Não estão descartadas precipitações acima da média também em algumas partes do MT, ES e do litoral do RS. Nesse período, as temperaturas na maior parte do País tenderão a ficar acima da média, com destaque para o MS, além das regiões de divisa entre os estados do PR, SP e MG.

    De acordo com o Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), a disponibilidade de água no solo em grande parte das regiões nordeste e sudoeste do RS ainda se apresentam abaixo da média do restante do país.

    O Banco do Brasil em parceria com a plataforma BROTO, disponibiliza acesso para ouvir este e outros BBCast, acessando: blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 01/03/2023 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quarta-feira, 01 de março, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    As cotações do algodão apresentaram variação negativa de 6% na Bolsa de Nova Iorque em fevereiro. Os ótimos números da exportação americana, a perspectiva de redução de 17% na área de plantio do país e a reabertura do comércio chinês não foram suficientes para sustentar o mercado internacional.
    Persistem os temores de mais aumentos na taxa de juros pelo FED, o Banco Central americano e, mais recentemente, os tremores ocorridos no Oriente Médio seguem como ponto de atenção ao comércio internacional da pluma, visto que a Turquia é o quinto maior importador, consumindo cerca de 11% da produção mundial.
    Somado a este fato, no mês passado, os EUA anunciaram o aumento dos estoques nacionais de petróleo, o que pressionou a cotação do barril para patamares próximos a US$ 80,00. Como o petróleo é matéria-prima para a fabricação de fibras sintéticas, substitutas das fibras naturais, quando ocorre variação na cotação do barril, a tendência é que o preço da pluma acompanhe.
    Em contrapartida, conflitos recentes entre norte-americanos e chineses podem beneficiar as exportações brasileiras. Segundo a ABRAPA - Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, a perspectiva de produção é de 2,9 milhões de toneladas de pluma, o que representa maior oferta de matéria-prima aos importadores.
    O plantio da safra 22/23 está praticamente finalizado no Brasil. Até o momento, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, já que as precipitações têm se mantido constantes e bem distribuídas nas principais regiões produtoras.
    É importante que os cotonicultores aproveitem os momentos de valorização da pluma para comercializar a produção e garantir a rentabilidade com a utilização de Termo de Moedas e das Opções Agro do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 28/02/2023 - Cenário da batata doce
    Olá, hoje é 28 de fevereiro de 2023, meu nome é THIAGO TOSCANO, sou Engenheiro Agrônomo e Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil, e falaremos sobre a cultura da batata-doce.
    A batata-doce é uma raiz cultivada há mais de 8 mil anos, fazendo parte da dieta da maior parcela da população mundial. As folhas são ricas em proteínas e as raízes tuberosas possuem grande diversidade de vitaminas, fibras e carboidratos, além de expressar baixo índice glicêmico quando consumida.

    Grande parte do sucesso do cultivo desta raiz se dá pela rusticidade na exigência hídrica e de fertilidade, tolerando baixas precipitações e solos pobres de nutrientes. Contudo, os produtores devem atentar para a escolha de cultivares que se adaptem às condições edafoclimáticas locais e ao nível tecnológico disponível, bem como às exigências do mercado consumidor.

    Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a África detém a maior área de cultivo do mundo, quase 58% do total, seguido pela Ásia, com 37%. Contudo, a maior produção se concentra na China, com mais de 7,5 milhões de toneladas anuais.

    Com metade da produção concentrada nos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará, o Brasil produz mais de 800 mil toneladas de batata-doce ao ano, em 60 mil ha, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A produtividade média está em torno de 14,5 t/ha.

    São bons números, considerando-se que produzimos safras de verão, de inverno e da seca, inclusive, mediante irrigação. Entretanto, ainda temos um grande potencial de crescimento, visto que países como Austrália e Senegal mantém suas produtividades médias, próximas de 40 t/ha.

    O custo de produção da batata-doce oscila entre R$ 10 mil/ha e R$ 12mil/ha para culturas de sequeiro e R$ 16 mil/ha no caso de culturas irrigadas, considerando produtividades médias estimadas entre 18 e 22 mil kg/ha. Os preços do produto praticados atualmente nas Centrais de Abastecimentos (Ceasa) no Oeste Paulista, estão variando entre R$ 1,10/kg e R$ 2,00/kg. A rentabilidade da atividade tem se mostrado positiva, porém o preço de comercialização pode variar muito dentre as diversas regiões produtoras, exigindo boa gestão da atividade.

    O Banco do Brasil coloca à disposição dos produtores rurais, linhas de crédito de investimento e de custeio, para condução das lavouras de batata-doce.

    Conte sempre com a Assessoria especializada em Agronegócios do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima
    4 min
  • 27/02/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é sexta-feira, 27 DE FEVEREIRO, meu nome é Ana Lúcia Rocha Soares , assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja.
    Apesar do atraso ocasionado pelo excesso de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, a colheita vem avançando. Com exceção do RS, as produtividades estão muito positivas. Segundo NOAA, são previstas chuvas com volumes menores para as regiões Centro-norte, Centro-oeste, Sudeste e parte do Sul. Há previsão de chuvas acima de 60 mm para o oeste do PR, SP e sul do MS. Para a Argentina, há previsão de chuvas para a região central e centro norte do núcleo produtor, com volumes de 30 a 40 mm, minimizando as perdas.
    A China vem mantendo suas compras nos EUA, embora, com a maior oferta do grão da América do Sul, os traders aproveitarão as boas oportunidades para comercialização. No cenário macroeconômico, o risco de recessão, o descontrole da inflação e os conflitos geopolíticos ainda podem impactar os mercados. Ressaltamos a escalada de tensões entre EUA e China. Semana sem novidades no mercado, com as safras do BR e ARG relativamente quantificadas, tendo a demanda da China como o principal direcionador. Assim, o mercado tende a seguir em estabilidade para o curto prazo e com baixa para o médio prazo.

    Em relação ao milho,
    Após baixa significativa na semana anterior, influenciada pelos dados da intenção de plantio nos EUA, a Bolsa de Chicago poderá ter suporte em movimento de posicionamento dos fundos. Rumores sobre a renovação do acordo de escoamento de grãos pelo Mar Negro, que vencerá em março, também poderão trazer volatilidade adicional, caso haja aumento nas tensões com as negociações ainda em aberto.
    O clima no hemisfério sul em foco e as previsões climáticas apontam para volumes menores de precipitações na Argentina na próxima semana, o que pode prejudicar ainda mais as lavouras. Na semana passada, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu novamente as condições gerais de cultivo e não foram descartados novos cortes na produção. Esse fundamento tem trazido suporte nas cotações nas últimas semanas.
    No Brasil, a previsão climática aponta para pancadas de chuvas intercaladas com dias ensolarados em importantes estados produtores do milho 2ª safra. Com a janela ideal de cultivo chegando ao final, o ritmo da semeadura será importante, podendo refletir em uma semana de estabilidade.

    Para o café,
    Previsões climáticas indicam continuidade de precipitação e temperaturas amenas nas principais regiões cafeeiras, que favorecem o desenvolvimento vegetativo das plantas, porém aumentam a preocupação com a fitossanidade das lavouras;
    O desenvolvimento vegetativo do cafeeiro pode favorecer safra 23/24 e a recuperação na oferta pode pressionar preços futuros;
    Café conilon com baixos estoques na ICE Londres, preocupação com menor produção na Indonésia nesta safra e clima na Ásia, sugerem menor disponibilidade no período 23/24, dando suporte à cotações mais elevadas no curto prazo;
    Mesmo com projeções de produção brasileira ainda aquém do potencial, entressafra no Brasil e baixos estoques, o mercado segue invertido nas principais bolsas de mercadorias do café, devido à expectativa de recuperação na oferta da safra 23/24;
    Semana “cheia” após feriado de Carnaval deverá trazer um cenário de elevada volatilidade nos mercados interno e externo, com perspectivas de estabilidade com viés de baixa no curto e médio prazo.
    E finalizando com o Boi Gordo temos:
    Com a confirmação do caso de “vaca louca” no Pará, as exportações de carne bovina para a China foram suspensas. No entanto, ao contrário do ocorrido em 2021, acredita-se que o período de embargo seja menor desta vez, já que o governo chinês já se pronunciou, por meio do seu embaixador no Brasil, que tão logo seja confirmado o caso como “atípico”, as importações seriam retomadas em curto período.
    O governo brasileiro comunicou a Organização Mundial de Saúde Animal e agora aguarda o resultado do exame realizado pelo laboratório de referência da instituição, no Canadá, que poderá confirmar se o caso é atípico. É esperado que o resultado seja divulgado até o final da próxima semana (03/03/2023).
    No mercado físico, os Frigoríficos podem suspender os abates em decorrência do possível caso de EEB, fato que traria um ajuste negativo na cotação do boi gordo no mercado físico. Ainda, a procura pela carne vermelha tende a ser menor na segunda quinzena do mês. Desta forma, a perspectiva é de uma reposição lenta entre o varejo e o atacado no curto prazo e preços da arroba pressionados negativamente.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 24/02/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou engenheiro agrônomo e assessor de agronegócios no Banco do Brasil e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    Nos últimos dias, as cotações do cereal na Bolsa de Chicago não apresentaram grandes variações. Com a ausência de novos fundamentos, o mercado externo vem avaliando a real quebra de safra na Argentina e o potencial de produção da 2ª safra brasileira, que está sendo semeada com atraso em relação ao ano passado. O contrato na Bolsa de Chicago, com vencimento em maio/23, encerrou o dia 21 de fevereiro cotado a US$6,8 por bushel.

    A renovação do acordo de escoamento de grãos pelo Mar Negro, que vencerá em março, também está sendo acompanhado, e um aumento nas tensões no conflito entre a Rússia e a Ucrânia pode trazer volatilidade para as cotações.

    No mercado interno, apesar das vendas estarem ocorrendo de forma pontual, o surto de gripe aviária em alguns países do hemisfério sul, noticiado na semana passada, pressionou as cotações, pois pode afetar o consumo de milho destinado à ração. Na B3 – Bolsa Brasileira, o vencimento maio/23 apresentou desvalorização de 1,4% na última semana, encerrando o dia 22 cotado a R$ 89,15 a saca.

    Para proteger contra oscilações de preços, o BB disponibiliza as Opções Agro BB. Consulte seu gerente de relacionamento e tenha maior previsibilidade na sua atividade.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    3 min
  • 23/02/2023- Cenário do arroz
    Olá, hoje é quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023, meu nome é Neusa Nicolini, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e falaremos sobre o cenário do arroz.

    De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB no dia 8 de fevereiro, houve uma redução de 8,5% na área plantada em comparação à safra anterior, atingindo um milhão, quatrocentos e oitenta e um mil hectares. A produção está estimada em dez milhões, cento e sessenta e nove mil toneladas, redução de 5,7% em relação à safra 2021/2022. A estimativa é que o estoque de passagem final seja reduzido em 25% em relação ao volume da safra anterior.

    O mercado brasileiro de arroz se manteve retraído em fevereiro, seguindo o que aconteceu em janeiro. A aproximação da colheita gera expectativa da entrada do produto no mercado, com os compradores tentando antecipar as possíveis quedas no preço do produto. O Indicador CEPEA/IRGA-RS do arroz em casca (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista), foi cotado a R$ 87,57 a saca de 50 kg em 14 de fevereiro, acumulando queda de 1,95% no mês.

    O Estado do RS detém 72% da produção nacional de arroz. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz, o estado reduziu em 12% a área plantada em relação à safra anterior, totalizando 840 mil ha cultivados com o cereal.

    É importante ressaltar que o clima seco e as altas temperaturas estão causando preocupação aos produtores no RS. Os reservatórios e rios estão em níveis muito abaixo do normal para a época. Além disso, a escassez das chuvas está prejudicando a Lagoa dos Patos, outra importante fonte de água para irrigação das lavouras de arroz no estado. Sem os rios que a abastecem, o mar vem avançando e salinizando as águas, inviabilizando o uso, o que pode acarretar perdas ainda maiores na produção.

    O Banco do Brasil disponibiliza linhas de comercialização que permitem ao produtor armazenar o produto para vender no momento mais adequado e proteger a produção contra a volatilidade de preços. Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 17/02/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é sexta-feira, 17 DE FEVEREIRO, meu nome é Carlos Eduardo , assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja.
    Semana de feriado de carnaval no Brasil, contudo a colheita deverá ganhar ritmo. Os dados do NOAA, apontam redução das chuvas para a próxima semana na região Centro-oeste do país. Para o RS, são previstas precipitações com volumes reduzidos e irregulares, continuando a impactar as lavouras. Para a Argentina, são aguardadas chuvas para boa parte do núcleo produtor, com volumes de precipitação razoáveis. Destacamos que houve diminuição das projeções de produção para a safra da Argentina.
    A China vem mantendo suas compras nos EUA, no entanto, com a maior oferta do grão na América do Sul, os traders tendem a aproveitar as boas oportunidades para comercialização no continente. No cenário macroeconômico, o risco de recessão, descontrole da inflação e conflitos geopolíticos ainda podem impactar os mercados. Ressaltamos a escalada de tensões entre EUA/China e Rússia/Ucrânia.
    A colheita deverá se intensificar no Brasil e a pressão sobre os preços ganha força diante da maior oferta. Não obstante, a redução da safra da Argentina ainda exerce contraponto na oferta total. Assim, o mercado tende a seguir em estabilidade para o curto prazo e com baixa para o médio prazo, com foco na demanda chinesa.

    Em relação ao milho,
    As preocupações com o crescimento econômico mundial, taxa de juros e inflação podem trazer um viés baixista para a semana no mercado externo, na medida que os agentes especulam o impacto de uma possível recessão na demanda mundial do grão.
    O clima no hemisfério sul segue em foco e as previsões climáticas apontam para volumes menores de precipitações na Argentina a partir de 18/02, o que pode prejudicar ainda mais as lavouras, causando mais perdas que as já estimadas. Esse fundamento tem trazido suporte às cotações nas últimas semanas.
    No Brasil, a previsão climática aponta para pancadas de chuvas intercaladas com dias ensolarados no Centro-Oeste, que podem ser favoráveis para o avanço do plantio da 2ª safra. No mercado físico, a maior disponibilidade do cereal com a colheita da 1ª safra e o feriado de carnaval podem refletir em uma semana de estabilidade com viés de baixa.


    Para o café,
    Previsões climáticas indicam continuidade de precipitação e temperaturas amenas nas principais regiões cafeeiras, o que favorece o desenvolvimento vegetativo, porém aumenta a preocupação com fitossanidade das lavouras.
    Discreta elevação na oferta do grão. Produtores que ainda possuem café armazenado resistem a ofertas maiores.
    Desenvolvimento vegetativo do cafeeiro pode favorecer safra 23/24, mas recuperação na oferta pode pressionar preços futuros.
    Robusta com baixos estoques na ICE Londres, preocupação com menor produção na Indonésia nesta safra e clima na Ásia sugere menor disponibilidade no período 23/24. Projeções de produção brasileira ainda aquém do potencial: entressafra Brasil e baixos estoques mantém mercado invertido nas bolsas de mercadorias do café com expectativa de recuperação na oferta da safra 23/24.
    Semana curta com cenário interno e externo no curto prazo de elevada volatilidade com perspectivas de estabilidade a baixa moderada.

    E finalizando com o Boi Gordo temos:
    As quedas observadas no valor do animal de reposição ao longo do ano frente à cotação da @ do boi gordo, possibilitou melhora na relação de troca do boi gordo com o bezerro. Diante disso, ocorreu aumento do poder de compra dos pecuaristas que fazem a recria-engorda com reposição de animais.
    As plantas voltadas ao mercado externo tendem a manter suas escalas de abate mais curtas, podendo atuar de forma mais agressiva no intuito de obter animais com padrão de exportação - “Boi China”, favorecendo os preços da @.
    A movimentação cambial e o preço pago, em dólar, pela tonelada da carne bovina no mercado internacional são fatores importantes que devem ser acompanhados no médio prazo.
    Assim, a tendência no curto prazo é de preços em estabilidade nas principais praças, com eventual ajuste positivo no mercado físico do boi gordo. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 17/02/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023, meu nome é Fabíola Lira, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra MT e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato da soja na CBOT apresentou em 15/02, a cotação de US$15,23/bushel apresentando alta significativa com relação ao início de janeiro, com ganho de 2,45%. O principal fundamento para o movimento altista remete à frustação da safra no cone Sul da América do Sul.

    No Brasil, o indicador da soja Esalq/BMF/BOVESPA, em 15/02, foi cotado a R$ 172,83 a saca, apresentando baixa superior a 5% em relação a janeiro. Os prêmios nos portos para março/23 estão variando entre US$ -0,05 a US$ 0,05/Bushel em Paranaguá e refletem a entrada da safra 22/23.

    Importante observar que o atraso na comercialização antecipada da safra 22/23, os baixos prêmios nos portos e a oscilação do dólar ante o real trazem impactos negativos à rentabilidade. A colheita no Brasil atingiu 15,4% da área cultivada, devendo ganhar ritmo nas próximas semanas e aumentar a disponibilidade da oleaginosa o que, por sua vez, pode trazer pressão baixista às cotações no mercado interno e externo.

    O relatório de oferta e demanda global divulgado pelo USDA na semana passada trouxe poucas novidades nas estimativas de safra para a América do Sul. Para o Brasil, houve a manutenção das 153 milhões de toneladas e a redução da safra argentina, como já prevista, estimada agora em 41 milhões de toneladas. Em termos globais, houve ajuste tanto na oferta, em 383 milhões de toneladas, quanto na demanda global, para 376 milhões de toneladas. Contudo, ainda há espaço para novas reduções na estimativa de safra da Argentina, devido às condições das lavouras, impactadas pelo clima adverso.

    De acordo com o INMET, para o final de fevereiro, estão previstas chuvas próximas a normalidade para o MA, PI, PR e parte do MT. Por outro lado, BA, GO, MG, MS, TO e em parte de SP, a previsão é de chuvas abaixo da normalidade, assim como para o RS e SC.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    5 min
  • 16/02/2023 - Cenário da pecuária de corte
    Olá, hoje é 16 de fevereiro de 2023, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos (SP) e vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 47,16 mil toneladas de carne bovina in natura nos primeiros 8 dias úteis de fevereiro. No ano passado, o mês de fevereiro encerrou com 159,1 mil toneladas em 19 dias úteis. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.822, queda de 13% frente ao mesmo período do ano passado e de 0,4% em relação ao mês anterior.

    Em decorrência do encurtamento das escalas de abate da Indústria no Centro-Norte, entre 5 e 6 dias úteis, foi observada certa estabilidade nos preços da @ negociada no mercado físico e, em algumas praças, leve recuperação, como MS e GO. Animais padrão China permanecem muito demandados e carregam ágio de R$ 15 a 20 em relação a animais destinados a mercado doméstico. Em São Paulo o boi comum segue valendo R$ 280,00/@, e o “boi China”, R$ 300,00/@.

    No dia 13/02/2023, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo estava precificada em R$ 302,70. Na B3, o contrato com vencimento para fevereiro de 2023 fechou o dia em R$ 300,45.

    Em decorrência da queda dos preços dos animais de reposição, pecuaristas que fazem o sistema de cria tendem a descartar mais fêmeas para ajuste de caixa. Essa estratégia seguirá ao longo de 2023. Assim, a tendência é de movimento baixista na cotação do bezerro.

    A segunda quinzena de fevereiro, tradicionalmente é marcada pela redução do consumo de carne bovina (renda das famílias), o que traria menor reposição entre o varejo e o atacado, interferindo negativamente no preço do produto. No entanto, há no período o feriado de carnaval, que pode trazer aumento da demanda e limitar as baixas.

    No curto prazo, em função das escalas de abate mais enxutas, as unidades exportadoras devem atuar de forma mais agressiva na compra de gado e isso pode refletir positivamente no mercado físico e, principalmente, no mercado futuro.

    Para diminuir o risco de volatilidade na cadeia produtiva de Bovino de corte, os produtores podem contar com o Banco do Brasil para gerenciar o risco na pecuária de corte, através de contratos a termo ou de opções no mercado futuro e seguro faturamento, assim como linhas de custeio pecuário e investimentos.

    Contém sempre com a assessoria em agronegócios e de toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.
    Obrigado e até a próxima.
    4 min
  • 15/02/2023 - Cenário do café Conilon
    Olá, hoje é quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023, meu nome é Gildenize Barbosa, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares-ES e vamos falar sobre o cenário do CAFÉ CONILON.

    Após as fortes chuvas, o tempo nas principais regiões produtoras de café conilon no ES vem apresentando altas temperaturas nos últimos dias. Na fase de enchimento de grãos em que se encontram as lavouras, esse cenário climático pode provocar o amarelecimento e a queima de folhas e frutos dos cafeeiros, conhecido como escaldadura, que ocorre sob duas formas: a clorose, provocada pela degradação da clorofila, e a necrose, pela morte dos tecidos, ocasionando queima e “chochamento” dos frutos, reduzindo a produtividade das áreas.

    No Vale do Rio Doce, em MG, o café Conilon se tornou uma ótima oportunidade, principalmente para a agricultura familiar. Segundo a Emater-MG, desde 2017, a área plantada quase triplicou na região, saltando de 135 ha para 380 ha, com um crescimento de 30% na produção do grão.

    Na Bolsa de Londres, o contrato mai/23 do café tipo Conilon abriu a semana em queda, com baixa de US$10/T, negociado a US$2.029 a tonelada. O preço do produto no mercado físico interno vem se mantendo estável, cotado à R$ 665,00/saca de conilon tipo 7, na Cooperativa dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha, no ES.

    O mercado indica estabilidade no curto e médio prazo. Já a longo prazo, a tendência é de baixa nos preços, fundamentada na expectativa de condições climáticas favoráveis com consequente aumento de produção, associada a um cenário de desaceleração da economia global. O produtor deve manter-se atento ao mercado, para definir o momento certo para comercializar o seu produto.

    O Banco do Brasil está sempre ao lado do produtor rural, disponibilizando linhas de crédito para investimento, para o custeio da produção, permitindo a aquisição antecipada dos insumos e crédito para comercialização do produto.

    Para ter acesso às últimas notícias sobre mercado, eventos, clima e diversas outras soluções para o seu negócio rural, acesse a plataforma Broto em broto.com.br, e baixe também o aplicativo AGROBOT do Banco do Brasil, disponível na loja de aplicativos do seu celular e tenha um consultor virtual na palma da sua mão.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min

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