BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 14/02/2023 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quarta-feira, 14 de fevereiro, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra no Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do algodão.

    O retorno das comemorações do ano novo lunar e a reabertura da China trouxeram movimento positivo às cotações entre o final de janeiro e o início de fevereiro, porém não foram suficientes para que os preços se mantivessem elevados.

    O cenário macroeconômico e fundamentos de oferta e demanda da cultura afetaram fortemente o mercado, como o recente relatório do USDA, que apontou produção de 24,6 milhões de toneladas, volume 7% superior ao consumo global de 23,3 milhões de toneladas; os preços do barril do petróleo que recuaram mediante o anúncio norte americano de estoques mais elevados e o relatório recente do Banco Central dos Estados Unidos apontando aumento de 0,25% na taxa de juros norte-americana.

    Enquanto os EUA se preparam para iniciar o plantio da safra 2023/24, com expectativa de redução de 20% na área plantada quando comparada à safra anterior, o Brasil semeou 85% da área esperada para a safra 2022/23.

    Nesta safra, o Brasil pretende manter os mesmos 1,65 milhões de hectares plantados na safra passada, com o intuito de manter o mercado importador conquistado nos últimos dois anos.

    Mato Grosso, maior produtor brasileiro, segue com a semeadura atrasada. O plantio está 18% mais lento que na safra 2021/22, uma vez que as chuvas constantes de janeiro atrapalharam os serviços de colheita da soja. Importante salientar que o estado é responsável por 70% da área total cultivada com o produto no país e, deste montante, 85% são colhidos na segunda safra.

    A pluma de algodão é uma commodity muito sensível às alterações de preços externos, seja da pluma, dólar, petróleo ou fibras sintéticas. Desta forma, é importante que o cotonicultor continue atento ao mercado, aproveitando os momentos de valorização da pluma para comercializar a produção, assim como proteger as margens com a utilização do Termo de Moedas e das Opções Agro do BB.

    Procure o gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 13/02/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 13 DE FEVEREIRO, meu nome é ALEXANDRE BITTENCOURT, assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja.
    Segundo o NOAA, as condições meteorológicas para a próxima semana serão mais favoráveis à colheita no BR e chuvas menores são previstas nas regiões do centro norte e centro oeste do país. Para o RS, precipitações com volumes variando de 15 a 40mm estão previstas, amenizando os efeitos da estiagem sobre as lavouras. Para a Argentina, as chuvas são aguardadas para boa parte do núcleo produtor, com elevado volume.
    Nos fundamentos, a China estará atenta ao bom volume de produção da safra do BR, aproveitando para realizar bons negócios. A demanda global foi mantida pelo USDA. É previsto crescimento da economia chinesa em 2023 diante das novas estratégias de controle da COVID e retomada dos investimentos. No entanto, no cenário macroeconômico, o risco de recessão, descontrole da inflação e conflitos geopolíticos ainda podem impactar os mercados.
    Para a semana, a colheita deverá se intensificar no BR e, com a confirmação das boas produtividades, a pressão negativa sobre os preços é considerada. Assim, o mercado tende a seguir em estabilidade com viés de baixa para o curto e médio prazo, com foco na demanda chinesa.
    Em relação ao milho, o mercado externo seguirá acompanhando o clima no hemisfério sul, podendo dar suporte nas cotações. As previsões climáticas apontam chuvas irregulares na Argentina, o que pode prejudicar ainda mais as lavouras. No relatório do dia 08, o USDA reduziu a safra do país vizinho em mais 5 milhões de toneladas, estimada agora em 47 milhões de toneladas que, se confirmada, seria a menor safra dos últimos 5 anos.
    No Brasil, o clima também vem trazendo preocupações, em especial para a semeadura da 2ª safra. De acordo com a CONAB, há previsão de pancadas de chuvas que podem ultrapassar os 60 mm em grande parte do MS, Norte do MT e Centro-Sul de GO, possibilitando excessos de chuvas, que podem prejudicar ainda mais o plantio, que está atrasado em mais de 10% em relação ao ano passado.
    No mercado físico, mantêm-se o cenário de maior disponibilidade do cereal com a colheita da 1ª safra e a finalização das vendas do milho da safra 2021/22, face a necessidade de liberar espaço nos armazéns para a entrada da soja, o que pode levar a uma semana de estabilidade com viés de baixa nos preços do cereal..


    Para o café, previsão climática mantém bons volumes de chuvas e temperaturas amenas nas regiões cafeeiras, principalmente sobre as lavouras de café arábica em Minas Gerais. Pequeno atraso na execução dos tratos culturais, sem impacto na estimativa de produção.
    Demanda mais forte, somada a preocupações com oferta no curto prazo, entressafra brasileira e valorização do real, tendem a continuar favorecendo os preços do café no curto prazo. Baixos estoques de café robusta e previsão de menor produção na Indonésia sugerem menor disponibilidade no período 2023/2024 e também são fatores altistas.
    Estoques na ICE (870 mil sacas) e na GCA mantiveram-se estáveis e devem influenciar pouco as cotações na semana.
    Desta forma, o cenário interno e externo no curto e médio prazo indicam estabilidade com pressão altista moderada, sendo amenizada longo prazo com previsão de clima favorável no Brasil.

    E finalizando com o Boi Gordo temos: Devido ao recuo dos preços dos animais de reposição, pecuaristas que fazem o sistema de cria tendem a descartar mais fêmeas para ajuste de caixa. Essa estratégia seguirá ao longo de 2023.
    Espera-se na próxima semana aumento da reposição entre o atacado e o varejo com a entrada do salário na economia. Assim, há a possibilidade de viés de alta no preço da carne, porém, limitada pela oferta de carne de frango (principal concorrente) no mercado. Para conhecimento, na relação de troca, a carne de frango é três vezes mais acessível na comparação ao traseiro bovino.
    O feriado de carnaval poderá trazer alguma pressão compradora e refletir positivamente nos preços, porém esse possível aumento de demanda deve ser marginal, considerando o avanço do mês e o comprometimento salarial das famílias.
    Considerando estes fatores, prevalecem no curto prazo mais fatores altistas. A possível alta tende a estar mais atrelada às escalas de abate mais enxutas dos frigoríficos exportadores, que devem atuar de forma mais agressiva e refletir positivamente no mercado físico e, principalmente, no mercado futuro. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 10/02/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Bauru – São Paulo e falaremos sobre o cenário do milho.

    O mês de fevereiro iniciou com as cotações no mercado externo sem grandes variações, se mantendo em patamares elevados em relação à série histórica, com o vencimento março/23 encerrando o dia 08 de fevereiro cotado a US$6,78 por bushel.

    Na quarta-feira (08), o USDA-Departamento de Agricultura dos EUA divulgou o relatório de oferta e demanda global, apontando nova redução na safra de milho argentina, agora estimada em 47 milhões de toneladas, redução de quase 10% em relação à estimativa de janeiro, em função da estiagem, aderente ao que mercado já aguardava.

    Para o Brasil, foi mantida a estimativa de produção total da safra 22/23 em 125 milhões de toneladas. Para as exportações, o USDA projetou um novo recorde: 51 milhões de toneladas. O relatório destacou ainda que, nos próximos anos, o aumento da área cultivada, aliado às boas produtividades, farão com que o Brasil dispute com os Estados Unidos a coroa de maior exportador mundial de milho.

    No mercado interno, as cotações estão sendo pressionadas pelo avanço da colheita do milho verão e na comercialização de lotes remanescentes da safra 21/22, levando a uma maior disponibilidade no mercado doméstico. Nos últimos dias, o preço físico referência Campinas/CEPEA apresentou queda de 1%, encerrando o dia 8 cotado a R$ 84,90 a saca.

    O atraso no plantio da 2ª safra, em relação ao ano passado, também traz preocupações, uma vez que o volume recorde apontado para o ciclo 22/23 depende desta produção, que representa 75% do total de milho no país.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    4 min
  • 09/02/2023 - Cenário do leite
    Olá, hoje é quinta-feira, 09 de fevereiro de 2023, eu sou Marcelo Luiz Pinto, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares MG e vamos falar sobre o cenário da Pecuária Leiteira.

    Segundo o CEPEA, os preços pagos pelo leite em janeiro de 2023, referentes ao produto coletado em dezembro, apresentaram média de R$ 2,52 o litro. Representa uma valorização nominal de 19,5% em relação a janeiro de 2022, porém um recuo de 0,3% em relação aos últimos 30 dias.

    O recebimento do leite de fevereiro, referente ao coletado em janeiro, deve apresentar leve alta, seguindo o movimento do mercado atacadista, que registrou valorização ao longo do primeiro mês do ano. O Conselho Paritário Produtores/indústria de Leite (Conseleite) está projetando alta para o produto em Minas Gerais de 3,4%, em Santa Catarina de 2,9% e de 2,7% no Paraná.

    Segundo o Centro de Inteligência do Leite da EMBRAPA, o preço do lácteo no mercado spot também registrou elevação importante em janeiro. O movimento de alta reflete um mercado menos ofertado, apesar da farta disponibilidade de forragem durante a estação chuvosa.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o BB Custeio Agropecuário, planejando o estoque de forragem para o período da seca, e linha de crédito específica para investir em bem-estar animal e irrigação da pastagem.

    Para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br”barra”bbcast”traço”agro ou busque por BBCast Agro na plataforma de streaming de sua preferência. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 08/02/2023 - Cenário da uva
    Olá, hoje é 08 de fevereiro de 2023, meu nome é Sávio Diego e sou Assessor(a) de Agronegócios em Bento Gonçalves-RS e falaremos sobre o cenário da uva.

    Entrou em vigor em 1º de janeiro, com vigência até 31 de dezembro de 2023, o novo preço mínimo da uva industrial, que passou para R$ 1,58/kg para os estados das Regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Assim, o preço mínimo teve reajuste de 20,61% em relação à safra passada, conforme PORTARIA MAPA Nº 522, publicado no Diário Oficial da União em 02/12/2022.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção vitícola brasileira apresentou expansão da sua distribuição geográfica ao longo das últimas décadas, mas ainda permanece bastante concentrada em alguns estados, em especial no Rio Grande do Sul, onde a participação no cultivo da uva para fins industriais supera 80%.

    Na região do Vale do São Francisco, que abrange partes dos Estados de Pernambuco e Bahia, houve consolidação na produção de uvas de mesa, sendo destaque também, como polo exportador nos últimos anos. De acordo com o IBGE, em 2021 foram produzidas em torno de 1,7 milhão de tonelada no Brasil.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, em 2022 as exportações de uva apresentaram redução, ocasionada principalmente pelo aumento no custo do frete, além da menor quantidade e qualidade dos frutos produzidos. A menor qualidade teve como agente causador o grande volume de chuvas no início da safra de 2022 no Vale do São Francisco. No entanto, a expectativa no médio prazo é de que o Brasil volte a avançar, tanto em novos mercados quanto em volume exportado.

    No mercado interno, o preço médio da uva fina de mesa com semente, no Vale do São Francisco, atingiu no mês de janeiro de 2023, R$ 5,60 por Kg, alta de 20,00% em relação ao mesmo período no ano anterior.

    O Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa investir em:

     Renovação/implantação de parreirais;
     Irrigação;
     Cultivo Protegido;
    Armazenagem (Câmara fria);
    Turismo Rural.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 07/02/2023 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 07 de fevereiro de 2023 meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em São João da Boa Vista-SP e falaremos sobre o cenário climático.

    A publicação mais recente do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, integrante do INPE, em 27 de janeiro, cita a atuação de episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul, ocorridas no mês de dezembro, para os acumulados de chuvas expressivas registradas sobre parte das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e BA.

    Sobre o RS e porção sudoeste do MS foram registradas anomalias de temperatura máxima, com algumas localidades apresentando temperaturas superiores a 5°C mais quentes do que a média climatológica para essa época do ano.

    Em relação as tendências de La Niña, o INPE cita as previsões de neutralidade nos meses de fevereiro a abril. Sobre estas estatísticas, de acordo com o divulgado pela NOAA em 12 de janeiro, a probabilidade de “Neutro” ocorrer entre março e maio, é de 82%.

    Na Previsão Climática Trimestral Fev Mar Abr, indica maior probabilidade de chuva acima da média entre as Regiões Norte e Nordeste do país. Em parte das Regiões Sudeste, Sul e sul do MS, indicam maior probabilidade de chuvas abaixo da faixa normal. No Restante do Brasil, medias dentro do esperado.

    É reforçado que estamos em um período de transição, quando é esperado evolução do atual La Niña para uma condição de neutralidade no Pacífico. Em períodos de transição, os modelos numéricos de previsão apresentam maior dificuldade em representar os padrões atmosféricos e, consequentemente, na previsão de precipitação sobre grande parte do país.

    Não se descarta a possibilidade de eventos expressivos de chuva no centro e leste do país, devido estar na estação chuvosa, quando são observados estes eventos. Ao se observar apenas o mês de fevereiro, a previsão de temperatura, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, indica valores acima média, em áreas de RR, BA, PE, MT, MS, GO, Regiões Sudeste e Sul.

    De acordo com o Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), a disponibilidade de água no solo em grande parte da região NE e porção sul do RS, ainda se apresentam abaixo do restante do país.

    O Banco do Brasil em parceria com a plataforma BROTO, disponibiliza acesso para ouvir este e outros BBCast, acesse: blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro . Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 06/02/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 06 DE FEVEREIRO de janeiro, meu nome é ROSILENE ROOS, assessor(a) na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja.
    O clima segue como um dos principais direcionadores da CBOT. Segundo NOAA, são previstas chuvas para boa parte do Brasil, principalmente nos Estados do Centro-Oeste e Sudeste, onde a colheita já foi iniciada e o excesso de umidade pode dificultar seu avanço. No RS, são esperadas chuvas irregulares e de baixo volume, agravando o impacto na cultura. Para a Argentina, chuvas de até 40 mm são previstas para a região centro-norte. Nas demais regiões produtoras, os volumes devem ser menores.
    O mercado estará atento ao relatório de oferta e demanda do USDA, que será publicado no dia 08/02. A expectativa é de que haja cortes na safra argentina e manutenção da safra brasileira. A demanda chinesa também deverá ser revista, com a reabertura do mercado e flexibilização do controle da COVID. Ainda com impacto sobre a commodity, as projeções de recessão e inflação para a economia mundial, bem como o conflito entre Rússia e Ucrânia.
    Mesmo com a boa safra brasileira, a perspectiva é de diminuição da oferta da safra na América do Sul. Assim, o mercado tende a seguir em estabilidade para o curto e médio prazo.

    Em relação ao milho,
    A semana poderá apresentar volatilidade no mercado externo, com a divulgação do relatório de Oferta e Demanda pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), com o mercado na expectativa de novos cortes na produção argentina.
    Nova previsão de clima quente e com poucas precipitações para a Argentina nos próximos dias poderá pressionar positivamente as cotações externas, conforme o mercado vêm acompanhando o clima no hemisfério sul. As chuvas recentes atenuaram as condições ruins das lavouras do país. De acordo com a Bolsa de Cereales, as lavouras foram classificadas como boas a excelentes em 22% (ante 12% da semana anterior). O órgão destacou que as áreas que foram cultivadas mais tardiamente possuem boas expectativas de rendimento, diferentemente das primeiras lavouras cultivadas. O plantio da safra chegou a 96,5% dos 7,1 milhões de ha projetados.
    O avanço do plantio da 2ª safra brasileira vem sendo acompanhado pelo mercado, visto que está atrasado quando comparado com o ano passado. As previsões climáticas apontam para chuvas volumosas no Centro-Oeste para a semana, podendo impactar no ritmo da semeadura, trazendo suporte aos preços internamente.
    Para o café,
    Previsão climática mantém bons volumes de chuvas e temperaturas amenas nas regiões cafeeiras, principalmente sobre as lavouras de café arábica em Minas Gerais. Pequeno atraso na execução dos tratos culturais, sem impacto na estimativa de produção.
    Demanda mais forte, somada a preocupações com oferta no curto prazo, entressafra brasileira e valorização do real, tendem a continuar favorecendo os preços do café no curto prazo. Baixos estoques de café robusta e previsão de menor produção na Indonésia sugerem menor disponibilidade no período 2023/2024 e também são fatores altistas.
    Estoques na ICE (870 mil sacas) e na GCA mantiveram-se estáveis e devem influenciar pouco as cotações na semana.
    Desta forma, o cenário interno e externo no curto e médio prazo indicam estabilidade com pressão altista moderada, sendo amenizada longo prazo com previsão de clima favorável no Brasil.
    E finalizando com o Boi Gordo temos:
    A desvalorização do preço do animal de reposição tem elevado o abate de fêmeas o país. Em decorrência da fase do ciclo pecuário que nos encontramos, para 2023 espera-se aumento da participação de vacas e novilhas no abate, uma vez que a tendência é do preço do bezerro se manter enfraquecido.
    Com o fim do feriado do ano novo lunar a expectativa é que a China retome o fluxo de negociações. Assim, observou-se movimento de alta na cotação da @ para animais que cumprem os requisitos de exportação e a tendência é que se mantenham negociações pontuais acima da referência média nas praças exportadoras, como SP, GO e MS, onde as escalas de abate apresentam-se menores.
    As Indústrias do Centro-Norte, ditando o ritmo das negociações, devem manter a pressão de baixa na cotação da arroba uma vez que apresentam escala de abate alongada. As boas condições das pastagens permitem ao pecuarista reter o gado, e isso evita queda mais acentuada no preço da arroba. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 03/02/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 03 de fevereiro de 2023, meu nome é Giuliano Pradella, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó SC e falaremos sobre o cenário da soja.

       O contrato da soja na CBOT iniciou fevereiro apresentando alta de 0,92% em relação a janeiro. Os negócios com vencimento em Mar/23, no dia 02/02 foram cotados a US$ 15,39/bushel. Os fatores que vêm contribuindo para os preços atuais são: a diminuição das restrições da Covid na China, o que deve elevar as importações; as tensões geopolíticas na Europa; e a quebra da safra argentina.

    No Brasil, o indicador da soja Esalq/BMF/BOVESPA, em 02/02, foi cotado a R$ 173,93 a saca, apresentando baixa de 5,69% em relação a janeiro. Os prêmios nos portos para março/23 estão a 0,95 US$/Bushel em Paranaguá, refletindo a entrada da safra 22/23. Ressaltamos o atraso na comercialização antecipada da safra 22/23, os prêmios e o câmbio baixos que têm diminuído a rentabilidade. Com o início da colheita no Brasil, a oferta da nova safra tende a pressionar os prêmios ofertados nos portos. As condições das lavouras na América do Sul seguem sendo o principal fator de influência na bolsa de Chicago. No Brasil, o plantio alcançou 99,7% da área estimada, conforme a CONAB.

    As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras nas principais regiões produtoras, exceto no RS, onde a estiagem adia a finalização do plantio, com 98% da área prevista. O zoneamento agrícola para o RS terminou em 31/01. A Argentina também sofre com a estiagem, já com consolidação de perdas, com previsão de diminuição de 3% da área inicialmente prevista.

    Para a segunda semana de fevereiro o mercado aguarda o levantamento de safra da CONAB e o relatório de oferta e demanda do USDA. De acordo com o INMET, para fevereiro, estão previstas chuvas próximas a normalidade para o MA, parte do MT, PI e PR. Por outro lado, BA, GO, MG, MS, SC e SP a previsão é de chuvas abaixo da normalidade. Para o RS, chuvas são previstas com volumes ainda menores.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF).

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 02/02/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 2 de fevereiro de 2023, meu nome é Marcelo Luiz Pinto, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares – MG e vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 107,09 mil toneladas de carne bovina in natura nos primeiros 15 dias úteis de janeiro. No ano passado, o mês de janeiro encerrou com 138,06 mil toneladas em 21 dias úteis. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.868, queda de 7% frente ao mesmo período do ano passado e de 1,4% em relação ao mês anterior. A última semana de janeiro semana foi marcada por baixa atividade comercial na China, em decorrência das comemorações do ano novo Lunar.

    No dia 31/01/2023, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo estava precificada em R$ 288,70. O mercado futuro indicava o boi gordo cotado a R$ 292,90 nos contratos com vencimento para maio de 23.

    O mercado de reposição seguiu com preços estáveis. A maior oferta de bezerros, em decorrência da fase do ciclo pecuário, dificulta a reação desta categoria no médio prazo.

    O ritmo das negociações foi lento no decorrer da semana. Os preços da carne bovina devem seguir acomodados nesta segunda quinzena do mês, em decorrência da reposição lenta entre o varejo e o atacado. A demanda doméstica permanece enfraquecida. O consumo de carne bovina pela população tradicionalmente tende a se manter baixo em janeiro. Além do período ser caracterizado pelo aumento de despesas (IPVA, IPTU, material escolar), observa-se redução nos preços das principais proteínas concorrentes, frango e suíno. Com isso, o consumidor tende a migrar para fontes de proteínas mais baratas.

    A indústria, de um modo geral, apresentou escalas de abate confortáveis, e ofertou valores abaixo da referência média, pressionando negativamente o valor da @.

    As chuvas, de um modo geral, trouxeram boas condições de pastagem e isso possibilita que a ponta vendedora consiga segurar o animal no pasto por mais tempo, em busca de valores de negociações mais favoráveis, fato que limita queda mais acentuadas na cotação do boi gordo.

    Os pecuaristas podem contar com Banco do Brasil para auxiliar no desenvolvimento das atividades necessárias na condução de seus sistemas de produção de carne bovina. Para estes desafios, o Banco do Brasil oferece ótimas opções de linhas de investimento e recursos para o custeio pecuário, oferecendo também produtos para o pecuarista se proteger dos riscos da produção e comercialização no mercado de Opções e mercado a termo.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 01/02/2023 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 01 de fevereiro de 2023, meu nome é Clayton Igarashi, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Ipatinga-MG e hoje vamos falar sobre o mercado de CAFÉ ARABICA.
    A safra 2022/2023 está se desenvolvendo sob altos volumes de precipitação e com temperatura amena na maioria das regiões cafeeiras do Sudeste, propiciando, até o momento, condições para se obter frutos bem desenvolvidos, embora o excesso de umidade esteja dificultando a execução de algumas operações no seu devido tempo, como a capina, adubação do solo e foliar, além do controle fitossanitário.

    O clima favorável levou os preços externos a atingir, no mês de janeiro, o preço mínimo dos últimos 20 meses, de 142,05 US$c/libra, e os preços internos próximos a R$ 900,00/saca. Mas, na última semana, os baixos estoques e a menor disponibilidade do produto para a exportação pressionaram os preços novamente, levando a cotação a superar o R$ 1050,00/saca.

    Em termos quantitativos, a primeira estimativa de safra da Conab projeta que a safra 2023 de café arábica será cerca de 14,4% superior a 2022.

    Esta projeção ameniza as preocupações com a disponibilidade de café arábica no pós-colheita da safra brasileira e também sugere o aproveitamento dos atuais preços da entressafra pelo produtor, antes que os compradores voltem seus olhos para a compra da próxima safra, com a pressão de uma melhor oferta de café.

    O aumento de produtividade e a melhoria da qualidade contribuem para o aumento da rentabilidade da atividade, neste horizonte de maior oferta do produto.

    Com foco na melhoria do resultado econômico, investimento em maquinários mais produtivos e eficientes para as operações de tratos culturais e para a colheita são alternativas para melhoria da rentabilidade da atividade. No intuito de contribuir com estes objetivos dos cafeicultores, o Banco do Brasil estará presente na FEMAGRI em Guaxupé-MG com a Carreta Agro, e com uma equipe especializada ofertando as melhores soluções de crédito, não só de investimento como também custeio, comercialização e seguros de preços e climáticos.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…