BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 29/03/2023 - Cenário do feijão
    Olá, hoje é quarta-feira, 29/03/2023, meu nome é Pedro Augusto, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Unaí, Minas Gerais e falaremos hoje sobre o cenário do feijão.

    A colheita da primeira safra, que já está encerrada no país, foi marcada pelo excesso de chuvas nas fases iniciais da cultura, fato que ocasionou atraso no ciclo produtivo. Contudo, a partir de novembro, com a normalização do clima, houve o favorecimento ao desenvolvimento das lavouras, contribuindo para que o produtor pudesse realizar os manejos fitossanitários e conduzir as suas áreas de modo normal. Desta forma, mesmo com uma redução de área plantada de aproximadamente 50.000 hectares, a produção final superou a safra passada em torno de 20 mil toneladas.

    Neste quesito, destacamos o aumento na produção de Feijão Preto (15% para uma produção final de 226 mil toneladas) e a de Feijão Cores (acréscimo de 5 % com uma produção final de 583 mil toneladas). Estes volumes, somados com o total de 151 mil toneladas de Feijão Caupi, conferiram a esta primeira safra, o montante de 960 mil toneladas – resultado 2% maior do que a observada na safra 21/22. Considerando os estoques divulgados pela CONAB, a oferta segue ajustada à demanda, fator que oferta suporte às cotações atuais, até a colheita da segunda e terceira safras.

    A segunda safra (safrinha), que ocorre principalmente nos Estados do Centro-Sul do País, observou-se uma janela de plantio reduzida devido ao atraso do início do cultivo de verão, porém o clima vem favorecendo o bom desenvolvimento da cultura a campo, com expectativa de produtividade 20% superior em relação aos 1.495kg/ha registrados no mesmo período no ano passado.

    Com relação à terceira safra, está sendo prevista estabilidade de área a ser cultivada pelos produtores – em torno de 540 mil hectares, contudo ainda pode ocorrer alguma variação, em função da forte concorrência com as culturas de milho semente e trigo, as quais tem apresentado rentabilidades iguais ou superiores à cultura do feijão.

    O Banco do Brasil, principal parceiro do agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais, linhas de crédito de investimento e custeio para a cultura do feijão – com prazos adequados e taxas de juros compatíveis com o mercado.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 28/03/2023 - Cenário do abacate
    Olá, hoje é terça-feira, 28 de março de 2023, meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios em São Joao da Boa Vista - SP e falaremos sobre o cenário do Abacate.

    O abacate, fruto do gênero Persea, tem como origem o México e a América Central. De formato arredondado ou piriforme, pode pesar entre 500g e 1,5Kg e a coloração da casca varia de verde à roxa dependendo da variedade. Atualmente, encontra-se disperso por quase todas as zonas tropicais e subtropicais do mundo.

    No Brasil são cultivadas variedades das três raças: Antilhana, Guatemalense e Mexicana, além de híbridos conhecidos como “avocados”.

    Todos podem ser consumidos in natura, em saladas e vitaminas. Na indústria, ocorre a extração do óleo, para uso terapêutico, em produtos de beleza, como sabões, além do preparo de frutos congelados em pedaços, polpa para sorvetes, entre outros. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 2021, o Brasil ocupou o sétimo lugar na produção mundial de abacates com uma produção de pouco mais de 300 mil toneladas em aproximadamente 18 mil ha.

    No mesmo período, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 80% da produção do país se concentrou na região Sudeste, tendo o Estado de São Paulo como principal produtor, com cerca de 140 mil toneladas, seguido pelos Estados de MG, PR e CE.

    No início de 2023, o Estado de SP teve boa produção, o que refletiu nos preços atuais, pressionados negativamente. A CEASA Campinas registrou o preço médio dos abacates no mês de março em torno de R$ 1,90 o quilo, queda de 35% frente ao mesmo período do ano anterior, enquanto os híbridos (avocados) passaram de R$15,80 para R$13,00 o quilo, retração de 18% no mesmo período.

    O Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa investir na renovação e implantação de pomares, irrigação e beneficiamento da produção.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 27/03/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 27 de março, meu nome é Maria Jânia, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciamos nosso panorama pela soja.
    O mercado financeiro ainda exercerá influência nas cotações das commodities, a aversão ao risco permanece, ainda que muito incerto e focado na fragilidade do sistema bancário dos EUA e da Europa, aguardando novos desdobramentos. O efeito no câmbio em economias em desenvolvimento, após o Federal Reserve ter elevado a taxa básica de juros nos EUA gerará impacto adicional.
    Adicionam também pressão de na semana a conclusão da safra da América do Sul, com destaque para aproximação da fase final da colheita no Brasil, que enfrenta problemas de logística para escoamento e percentual baixo de comercialização da safra 22/23.
    Em contraponto, na Argentina, houve novo registro de redução da estimativa de safra, fundamento que pode dar suporte aos preços, principalmente, em função da menor oferta global de farelo e óleo. Os preparativos para a safra 23/24 dos EUA entram no radar, assim como a demanda, ainda preliminar, da China.
    Com perdas consideráveis na semana anterior, o mercado tende a reduzir o canal de baixa, direcionando para uma estabilidade no curto prazo. A perspectiva de baixa para o médio prazo permanece, balizada pela oferta do Brasil e aversão ao risco ainda presente.
    Em relação ao milho, as cotações no mercado externo estão sensíveis a novos fundamentos e ao rumo da economia global. Caso a última semana de março não apresente novidades e a demanda por milho americano enfraqueça, os preços na Bolsa de Chicago poderão reagir negativamente.
    Na Argentina, a previsão climática de volumes maiores de chuvas na região Norte pode beneficiar as lavouras de milho, que têm apresentado perda de potencial produtivo devido ao clima seco. Apesar da melhora climática, a quebra de produção no país deve continuar a exercer suporte nas cotações.
    Conforme divulgado pela Conab, com 85% da área da 2ª safra semeada, 78,5% encontra-se em desenvolvimento vegetativo, 16,4% em emergência e 4% em floração. As previsões climáticas são boas para a maioria das regiões produtoras no Brasil, sinalizando um promissor início de safra.
    Com a colheita da safra verão chegando próxima da metade da área estimada e as exportações perdendo ritmo no final do mês, a maior disponibilidade do grão no mercado interno pode levar a um viés baixista no curto prazo, mas continua estável no médio prazo.
    Para o café, a demanda interna da indústria segue reduzindo a disponibilidade de conilon para a exportação, fato que deve se manter mesmo com a proximidade do inicio de colheita, vista a substituição do arábica em níveis superiores pelo conilon para redução de custos pelas indústrias. O mercado interno ainda segue invertido, sob efeito dos baixos estoques, que mantém demandas de curto prazo com alta volatilidade, ofertando ainda alguns repiques de alta nos preços e oportunidades para o produtor comercializar o reduzido estoque remanescente. No entanto, perspectivas de recuperação na oferta no médio prazo incentivam a protelação de demandas e/ou a busca no mercado spot externo, devido à menor competitividade do produto brasileiro, que mantém diferenciais positivos ante NY.
    A proximidade da colheita e estimativa de maior oferta do produto brasileiro mantém preços futuros com deságio ante o físico atual, reduzindo margem para especulação com estoque remanescente.
    Outono chegando com bons níveis de umidade do solo e clima com temperaturas amenas, favorecem as lavouras.
    E finalizando com o Boi Gordo ressaltamos que: Há rumores de que novos casos de peste suína africana (PSA) foram detectados na China. Entretanto, não há confirmação oficial da Organização Mundial de Saúde Animal ou do Governo chinês. A doença reduziu o plantel suíno em 2018/19 (27,5%) e fez com que a China expandisse a compra de carne bovina, suína e de frango, fato que alavancou as exportações brasileiras. Caso a PSA volte ao radar, no médio e longo prazo, há potencial para limitar a pressão baixista da @, decorrente da inversão do ciclo pecuário no Brasil. O mercado tende a reagir positivamente com o retorno das exportações brasileiras de carne bovina à China, anunciado nesta quinta-feira (23), após um mês de suspensão.
    Pecuaristas contam com a possibilidade de segurar o animal por mais tempo no pasto, que se encontra em boas condições em decorrência das chuvas. Assim, conseguem aguardar o melhor momento para negociá-lo. Por outro lado, os frigoríficos vinham operando de maneira cautelosa, com escalas de abate mais curtas, em decorrência do embargo das exportações à China. Com a reabertura das negociações com o gigante asiático, o fluxo de negociações tende a se intensificar. Tal fato sugere que devam ocorrer altas pontuais no mercado físico no curto prazo.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 24/03/2023 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 24 de março de 2023, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Bauru – São Paulo e vamos conversar sobre o cenário do milho.

    As cotações no mercado externo apresentaram alta volatilidade nos últimos dias, em movimento negativo. Com a pressão baixista, que refletiu principalmente a as preocupações envolvendo o setor financeiro global e a renovação do acordo de escoamento de grãos pelo Mar Negro, o contrato maio/23, em Chicago, encerrou o dia 21 de março cotado a U$ 6,30 por bushel, com desvalorização de 0,7% na parcial da semana. A volta da China comprando bons volumes de milho norte-americano limitou as baixas.

    A Argentina, que é um importante produtor e exportador global do cereal, poderá ter sua pior safra dos últimos 20 anos, devido aos problemas climáticos ocorridos durante o desenvolvimento das lavouras. De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a produção da safra 22/23 está estimada em 36 milhões de toneladas, redução de 30% em relação ao volume produzido na safra passada.

    No Brasil, a semeadura da 2ª safra chegou a 85% da área, de acordo com a Conab. O atraso no plantio em importantes estados produtores, como Paraná e Mato Grosso do Sul, pode levar à redução de área plantada e uso de menor tecnologia no campo, devido ao aumento do risco climático. Há expectativa de que o próximo levantamento do Órgão, a ser divulgado em abril, apresente novas estimativas nesse sentido.

    O preço físico, referência Campinas/CEPEA, encerrou a terça-feira (21) cotado a R$ 84,46 a saca, com desvalorização de 0,9% na parcial da semana, com o mercado interno sensibilizando a pressão de oferta proveniente da entrada de volume da safra verão.

    Para o produtor proteger suas margens, dado às oscilações de preços, disponibilizamos as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF). Consulte seu gerente de relacionamento e tenha maior previsibilidade no fluxo de caixa da sua atividade.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios do Banco do Brasil.
    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    3 min
  • 23/03/2023 - Cenário da avicultura de corte
    Olá, hoje é 23 de março de 2023, meu nome é Alexandre Correa Petri, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Pato Branco - PR e falaremos hoje sobre o a presença de gripe aviária na América do Sul.

    A gripe aviária vem causando preocupação para a cadeia produtiva da avicultura. Até meados de fevereiro, todos os casos registrados na América do Sul eram ao longo do Oceano Pacífico, do outro lado da Cordilheira dos Andes, uma grande barreira natural ao avanço da doença, ou em países da região amazônica, longe das regiões produtoras do país.

    Recentemente foram confirmados casos da doença no Uruguai e na Argentina, países próximos da região sul do Brasil, principal produtora de aves do país, gerando um sinal de alerta com a probabilidade da chegada da doença ao território nacional.

    O Brasil tem o status de área livre da doença, e uma possível contaminação do plantel comercial poderia gerar sérios problemas econômicos, devido a elevada mortalidade das aves em contato com o vírus, ocorrendo redução na oferta de carne de frango e ovos. Além disso, teria um impacto nas exportações de carne de frango, com a restrição de envio para diversos países compradores.

    A avicultura comercial brasileira possui sistema de biosseguridade bastante rígido, diminuindo o risco de contaminação das aves e garantindo que, até hoje, nenhum caso da doença tenha sido registrado no país.

    O ministério da agricultura vem monitorando as rotas e locais de pouso das aves selvagens migratórias, que são os principais vetores da doença, mitigando o risco de ingresso da gripe aviária no plantel avícola nacional. Se houver registro de algum caso da doença no Brasil, existe um plano de contingência para conter a proliferação.

    Considerando a estratégia de evitar a proximidade de aves comerciais com aves selvagens, o Banco do Brasil oferece aos avicultores o financiamento de construção e reforma de instalações avícolas, assim como para todo o sistema de biosseguridade da granja.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável.

    Até a próxima
    3 min
  • 22/03/2023 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 22 de março de 2023. Meu nome é Clayton Igarashi e sou assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Ipatinga-MG e hoje vamos falar sobre o mercado do café arábica.

    A safra nacional de café que será colhida em 2023 vem sendo beneficiada por condições climáticas favoráveis para o crescimento e frutificação até o momento. Embora esse cenário otimista se estenda para 2024, até lá, ainda há um potencial risco de as florações serem afetadas por geadas, estiagens e temperaturas elevadas.

    Apesar dos eventos climáticos negativos dos últimos dois anos, que resultaram em menores volumes de produção nas safras 2021 e 2022, há expectativas de melhoria na oferta de café arábica na próxima safra, devido à manutenção dos tratos culturais pelos produtores e ao bom início climático em 2023.

    A prevenção da ferrugem e da phoma é importante no estágio atual das lavouras, visto que as chuvas intensas do último mês prejudicaram a entrada de máquinas em algumas regiões produtoras no Sudeste. Drones já estão sendo usados para pulverização em algumas propriedades de café, com potencial para substituir maquinários pesados. A adoção em escala pode reduzir bastante os custos e se tornar cada vez mais acessível, principalmente para pequenos produtores.

    A curva de preços do café arábica para os vencimentos futuros tem sofrido pressão negativa na B3 e em Nova York, refletindo as boas perspectivas de uma possível maior oferta do grão nesta safra.

    Apesar da redução no preço dos fertilizantes, os custos de produção ainda estão elevados. Diante da tendência de acomodação das cotações no mercado futuro, a estratégia de venda antecipada de café apresenta-se como uma oportunidade favorável no momento, permitindo ao produtor garantir ao menos o custo de produção e ter maior previsibilidade no fluxo de caixa, minimizando a exposição às oscilações de preços.

    E para garantir a margem de lucro, o produtor pode contar com o apoio do Banco do Brasil, que disponibiliza as Opções Agro BB e o Termo de Moedas (NDF), que proporcionam maior segurança na gestão financeira do negócio. Para mais detalhes, consulte o seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 21/03/2023 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é terça-feira, 21 de março de 2023. Meu nome é Wladimir Saavedra, sou assessor(a) de agronegócios do Banco do Brasil em Araçatuba – São Paulo e vamos falar sobre o cenário da Cana-de-açúcar.

    Na safra atual 22/23, o levantamento Unica/Observatório da Cana indica que a moagem no Centro-Sul atingiu 542 milhões de toneladas, ante 522 milhões de toneladas do período anterior, aumento de 3,78%. A qualidade da matéria-prima colhida acumulada desde o início da safra até a segunda metade de fevereiro, apresentou redução de 1,28% na comparação com o mesmo período passado, atingindo 141kg de ATR (Açúcar Total Recuperável) por tonelada de cana.

    A consultoria Datagro estima a produção da próxima safra 23/24 em 590 milhões de toneladas para o Centro-Sul. É projetado cenário com estoque mundial de açúcar mais apertado, relação estoque-consumo em queda de 41,4%, com tendência de preços remuneradores para o adoçante.

    Para a Raízen, a produção deve atingir 600 milhões de toneladas no período, com concentração de 139 kg de ATR por tonelada de cana. A empresa vislumbra a possibilidade de aumentar a industrialização de etanol, mas trabalha com uma curva muito favorável para o açúcar.

    No mercado interno, segundo o Cepea, o ritmo de negócios do açúcar cristal em São Paulo é lento, mas o indicador segue firme. Já os preços do etanol hidratado voltaram a cair no mercado à vista. Segundo os pesquisadores, a proximidade da Safra 23/24 e o elevado estoque de passagem do produto pressionaram as cotações do biocombustível no mercado paulista.

    O ritmo de retorno das usinas poderá sofrer alterações dependendo das condições climáticas de cada região canavieira. As chuvas recentes e as previsões no Centro-Sul despertam receios de atraso no início da moagem.

    Em 1º de março, A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou para um possível retorno do fenômeno atmosférico El Niño este ano. Caso ocorra, o clima poderá afetar a concentração de sacarose e a moagem nas usinas, com possível impacto na disponibilidade de açúcar e etanol. A consequência seria uma pressão inflacionária sobre os preços.

    Para auxiliar no planejamento do produtor, o Banco do Brasil dispõe de linhas de crédito de investimento para implantação e renovação das lavouras, aquisição de máquinas e equipamentos e para o custeio da produção.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 20/03/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 20 de Março, meu nome é MARIANA CARVALHO ROSA TOGNOLI, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
    Iniciamos nosso panorama pela soja, a colheita no Brasil deverá ganhar ritmo na região centro-sul do país, em destaque no PR. Na Região centro-norte, as chuvas serão volumosas e deverão atrapalhar os trabalhos de campo. Ressaltamos que o percentual de 60% da área já colhida está próximo da média de cinco safras. Na ARG, o clima ainda causa danos às lavouras, os índices de condições de desenvolvimento entre normais e bons são baixos e, com a previsão de poucas chuvas, não deverão sofrer alteração.
    As preocupações com o sistema bancário internacional seguirão pressionando o mercado de commodities, principalmente, pelo sentimento de forte aversão ao risco. Ainda permanecem no radar os reflexos do combate à inflação em economias desenvolvidas, os temores relacionados a uma possível recessão e às tensões geopolíticas sobre Taiwan, também a guerra entre Rússia e Ucrânia.
    As exportações semanais dos EUA vêm diminuindo, refletindo a estratégia de importação da China, que tenderá a aproveitar a janela de oferta na América do Sul. A quebra de safra argentina e problemas de logística no Brasil seguem como contraponto à pressão baixista. Assim, o mercado deverá seguir com perspectiva de estabilidade para o curto prazo e de baixa para o médio prazo.
    Em relação ao milho, as cotações externas têm apresentado elevada volatidade nas últimas semanas, seja pelas estimativas de produção global do cereal e sua respectiva oferta e demanda, seja pelo cenário macroeconômico. Os desdobramentos com relação à economia mundial e os volumes de exportação nos EUA poderão levar a mais uma semana com alta volatilidade em Chicago.
    A Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu novamente a estimativa de produção de milho na Argentina, agora apontada em 36 mi t ante 37,5 mi t na semana passada. Segundo o órgão, os últimos dias de calor intenso prejudicaram ainda mais o potencial produtivo, refletindo nesse corte consecutivo da produção total. As previsões climáticas apontam para maiores chuvas nos próximos dias que, se ocorrerem, poderão atenuar as perdas. Entretanto, o cenário já consolidado de quebra de safra deve trazer suporte às cotações internas.
    No Brasil, com consumidores esperando preços menores para novas aquisições e produtores retraídos nas vendas, as cotações no mercado físico podem se manter estáveis, seguindo o mesmo movimento da semana anterior.
    Para o café, mercado ainda invertido, com baixos estoques, mantém demandas de curto prazo com alta volatilidade. No entanto, perspectivas de recuperação na oferta no médio prazo incentivam a protelação de compras em um mercado com menor intensidade na demanda. Preços nos pregões recentes da Bolsa de NY para arábica entre 173 a 180 US$c/lb e para robusta entre 2057 a 2075 US$/t mantém interesse da indústria no uso do conilon em maior nível nos blends com vistas à obtenção de margens mais remuneradoras.
    A maior relutância do produtor brasileiro de arábica em negociar o remanescente da safra aos preços atuais nesta entressafra ainda permite manter o preço da origem Brasil em níveis superiores à arbitragem NY/B3.
    Resultados de queda nos embarques de importantes países produtores como Brasil, Colômbia, Guatemala, a declaração da Federação dos Cafeteros da Colômbia de menor produção neste semestre e redução de estoques na GCA em 1,8%, e a recuperação lenta nos estoques ICE NY arábica, são fatores que mantém a volatilidade no curto prazo.
    Clima no Brasil benéfico à safra a ser colhida em 2023 e ao desenvolvimento vegetativo do café, favorecendo avaliações de melhoria na oferta ao longo de 2023/2024, tendem a pressionar cotações no médio prazo.
    E finalizando com o Boi Gordo ressaltamos que:Pecuaristas e frigoríficos devem seguir cautelosos nas negociações, considerando a continuidade do embargo chinês e suas consequências no mercado interno.
    Existe expectativa para a retomada das compras chinesas até o final do mês de março. No entanto, até o momento, não há qualquer indicativo que permita afirmar que isso ocorrerá de fato, sendo este prazo meramente especulativo.
    Nesse contexto, as Indústrias devem manter suas ofertas pela arroba abaixo da referência, tendo como justificativa a ausência da China no mercado. Por outro lado, as chuvas seguem regulares e bem distribuídas em grande parte do país, proporcionando boas condições às pastagens, o que possibilita ao pecuarista reter o gado, limitando a oferta a fim de evitar recuos naturais no preço da arroba, ocasionados pela redução momentânea da demanda.
    Assim, dado a disputa pela manutenção das margens (indústria e pecuaristas), espera-se mais uma semana com preços estáveis para a arroba bovina.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 17/03/2023 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 17 de março de 2023, meu nome é Giuliano Pradella, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó - SC e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato da soja na CBOT fechou 15/03 cotado a US$ 14,74/bushel, apresentando recuo de 1,33% em relação ao início do mês. Os principais fundamentos para o movimento baixista oram a evolução da colheita e o baixo índice de comercialização antecipada no Brasil, quando comparado à média histórica, além da menor demanda chinesa. Destacamos que houve impacto adicional no mercado de commodities oriundo do mercado financeiro, dado a questão envolvendo a solvência dos bancos norte-americanos.

    No Brasil, o indicador da soja Esalq/BMF/BOVESPA, em 15/03, foi de R$ 165,69 a saca, apresentando baixa de 1,9% em relação ao início de março. Os prêmios nos portos para abril/23 chegaram a US$ -0,25 cents em Paranaguá e refletem a entrada da safra 22/23 e o baixo volume de negócios realizados.


    Importante observar que o atraso na comercialização antecipada da safra 22/23, os baixos prêmios nos portos e a desvalorização do dólar ante o real trazem impactos negativos à rentabilidade. A colheita no Brasil atingiu 60% da área cultivada, com destaque para o MT com 98% e GO com 78%. Por outro lado, o RS ainda não iniciou a colheita.


    Ressaltamos que os mapas meteorológicos indicam transição para El Niño a partir de julho/agosto/setembro, o que favorece a safra nos EUA. Conforme o último relatório do USDA, a projeção da safra brasileira foi mantida. Conforme esperado, na Argentina, houve novo corte na estimativa de produção para 33 milhões de t. Já a Bolsa de Cereales de Buenos Aires estima a produção argentina em 29 milhões de toneladas, a menor safra em duas décadas. Em seu último boletim, houve piora das condições das lavouras, onde 67% da área cultivada está em condições ruins, 31% regular e apenas 2% em condições boas e excelentes.

    De acordo com o INMET, para a 2ª quinzena de março, estão previstas chuvas próximas a normalidade para a maioria dos estados do país, com exceção do Oeste de BA e de MG, SP, PR e RS. Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF).

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 16/03/2023 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 16 de março de 2023, meu nome é Alexandre Bittencourt, sou Assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil em Brasília – DF e vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 67,4 mil toneladas de carne bovina in natura nos primeiros 8 dias úteis de março. No ano passado, esse mês encerrou com 169,1 mil toneladas em 22 dias úteis. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.869, queda de 17,5% frente ao mesmo período do ano passado.

    A China ainda mantém os embargos às compras da proteína brasileira, em função do caso classificado como atípico do mal da vaca louca ocorrido no Pará em fevereiro, embora tratativas venham sendo adotadas pelo Brasil, para o retorno com a maior brevidade. Importante destacar que os chineses são responsáveis pela compra de aproximadamente 57% de todo o volume exportado de carne bovina brasileira.

    No dia 14 de março, de acordo com o indicador CEPEA/B3, a arroba do boi gordo estava precificada a R$ 276,25 e apresenta-se relativamente estável desde o início do mês. No mercado futuro (B3), o contrato com vencimento para junho/23 fechou cotado a R$ 290,35.

    O mercado de reposição segue com preços estáveis. A maior oferta de bezerros, em decorrência da fase do ciclo pecuário, dificulta a reação da cotação desta categoria no médio prazo.

    Em função da interrupção das exportações para a China, alguns frigoríficos voltados a este mercado suspenderam os abates. Já no mercado interno, é possível verificar escalas de abate curtas, de 4 a 5 dias, permitindo uma melhor negociação com os pecuaristas.

    As chuvas trouxeram boas condições de pastagem à maior parte do país, possibilitando à ponta vendedora segurar o animal no pasto por mais tempo, em busca de valores de negociações mais favoráveis, o que pode limitar quedas mais acentuadas na cotação do boi gordo.

    Os pecuaristas podem contar com o Banco do Brasil para auxiliar na condução dos sistemas de produção de carne bovina. Para estes desafios, oferece ótimas opções de linhas de investimento e recursos para o custeio pecuário, além de proteção contra riscos de produção e comercialização, como as opções agropecuárias e mercado a termo.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min

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