BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 03/01/2022 - Produção de mudas
    Olá, hoje é dia 03 de janeiro de 2023, meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios em São João da Boa Vista/SP e falaremos sobre o cenário da Produção de Mudas.

    A produção de sementes e mudas vem evoluindo muito nos últimos anos, graças ao avanço e à adoção de novas tecnologias. A regulamentação do setor, cada vez mais alinhada à realidade e à dinâmica produtiva, também sofreu alterações importantes, que tem contribuído para aceleração da modernização dessa atividade no país.

    A produção de mudas é uma necessidade para muitas espécies que não possuem outra forma de se propagarem. Para outras, a técnica pode ser benéfica, seja para facilitar o cultivo ou para preservar a informação genética. Em todos os casos, é de suma importância garantir a sanidade do material, para evitar a propagação e a disseminação de pragas e doenças.

    Com a formação de mudas por meio da propagação vegetativa, gera-se oportunidade de induzir variabilidade genética em laboratório, e produzir novos materiais comerciais, muito comum nas variações de cores em flores e partes de plantas ornamentais.Também é possível trabalhar a resistência das plantas às doenças, por exemplo.

    Na fase produtiva, com a necessidade de renovação das lavouras para manter os níveis elevados de produtividade, além da formação de novas áreas, o setor de produção de mudas se mantém aquecido. Na etapa de comercialização, a busca por novas possibilidades de venda dos produtos, como o comércio online, tem atraído consumidores e sido uma ótima estratégia de rentabilidade para os produtores.

    O setor de plantas ornamentais, um dos que mais contribui para a comercialização de mudas, teve um crescimento entre 12% e 15% nos últimos anos e as expectativas são ainda mais positivas para o próximo ano. As espécies florestais comerciais, tais como eucalipto e pinus, possuem produção conhecida, o que abriu espaço para as espécies nativas, próprias para reflorestamento.

    Já para as frutas e hortaliças, a expectativa está nas novas tendências de mercado, pautadas em alimentos saudáveis, com certificações, rastreabilidade e garantia de qualidade, além de conveniência no consumo. Inovações que deverão trazer, diretamente, o aumento na produção e consumo para o setor de mudas.

    O Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa investir na produção de mudas. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 02/01/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 02 de janeiro de 2023, meu nome é Liara Simon, sou Gerente na Gerência de Assessoramento ao Agronegócio do Banco do Brasil e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciando com a soja, destacamos que:

    As projeções permanecem com indicação de precipitações nas regiões central, centro-oeste, centro-norte e sudeste do Brasil, e de ausência de chuvas para o estado do MS e regiões centro-oeste dos estados do sul do país.

    Para Argentina, as projeções ainda indicam chuvas esparsas e estiagem sobre relevante parcela da região produtora no País. Esse fator deverá permanecer atuando de forma positiva para a precificação do produto durante a semana, e influenciando de forma mais ativa o mercado após as publicações de condições das lavouras pelo Minagro e BCBA. Assim, esse fator tenda a viabilizar alguma alta nas cotações internacionais.

    Para o mercado interno, deve ocorrer alguma movimentação na comercialização do produto a próxima semana, visto a volta das atividades após confraternizações de final de ano. Com os prêmios dos portos em estabilidade, a precificação interna deverá seguir a paridade de exportação no tocante ao câmbio e cotação da CBOT, mas dadas as recentes oscilações cambiais a expectativa segue com estabilidade para os preços internos na semana. No médio prazo, o avanço da colheita e comercialização da safra recorde brasileira tendem a pressionar as cotações.

    Em relação ao milho, O receio em relação à economia global, principalmente aos fatores que podem afetar o consumo de diversos países importadores de milho e os aumentos nos casos de Covid na China, resultantes da flexibilização das medidas de contenção, podem trazer um viés de baixa nas cotações da CBOT.

    Contudo, o mercado externo está observando com mais atenção a condição das lavouras no hemisfério sul, em especial da Argentina, e adicionando maior peso na precificação a esse fator. De acordo com a BCBA, as condições das lavouras argentinas entre boas e excelentes foram estimadas em 15%, ante 76% no mesmo período de 2021. Com o milho na fase de pendoamento, as próximas semanas são determinantes para cultura.

    No Brasil, há redução na produção do milho verão do RS por conta de chuvas irregulares e abaixo da média em dezembro. As chuvas ocorridas no final do mês já não recuperam os prejuízos das lavouras. O alto volume de milho exportado até o momento e os altos prêmios no porto para os dois primeiros meses do ano ainda devem favorecer fluxo para a exportação, refletindo em um viés de alta nos preços internos para o período.

    Para o café, também cabe destacar que: Em relação ao clima no Brasil, os prognósticos são de continuidade do bom volume de chuvas nas principais regiões produtoras de café nos próximos dias. Já e de conhecimento que a safra não terá o potencial produtivo esperado inicialmente (fator já incorporado na precificação do produto), mas o clima benéfico poderá favorecer o desenvolvimento dos grãos do café. Esse fator pode atuar negativamente nas cotações do produtor na próxima semana.

    Outro fator que pressionar as cotações e a entrada no mercado da safra que está sendo colhidas na América Central, Colômbia e México, assim como no Vietnã. Um momento sazonal de elevação de oferta que historicamente pressiona as cotações do produto no mercado internacional. Os fatores ligados ao consumo já foram internalizados nas cotações, contudo ainda pode ser utilizado como fator especulativo.

    O mercado interno tende a seguir com pouca movimentação no início do ano, com cotações oscilando conforme o câmbio e cotação internacional, esperando-se dessa forma a continuidade da pressão negativa no curo/médio prazo.

    E para o Boi Gordo, destacamos que: Com o fluxo lento de negociações entre o varejo e o atacado nos últimos dias, há possibilidade de uma reposição de estoques de carne mais acelerada entre esses mercados a partir da primeira semana de 2023.

    Ressalta-se, que a carne de frango, concorrente da carne bovina, apresentou queda recente nos preços em razão de aumento de oferta. Assim, a tendência é de o consumidor migrar para a fonte de proteína de menor valor no início do ano, vistas as despesas com festividades de fim de ano e os compromissos financeiros de início de ano.

    As negociações entre indústrias e pecuaristas seguiram acomodadas nestes últimos dias do ano. Os frigoríficos seguem com escala de abate confortável. Tais fatos apontam para um cenário de estabilidade em relação ao valor da @ para o curto/médio prazo.

    Desejamos a todos os produtores rurais um excelente 2023 e continuem contando com o Banco do Brasil, o maior parceiro do agronegócio brasileiro, um grande abraço e até a próxima!
    6 min
  • 30/12/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 30 de dezembro de 2022, meu nome é Paulo Dullius, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Ijuí – Rio Grande do Sul e falaremos sobre o cenário do milho.

    Os últimos dias foram de valorização das cotações do cereal na Bolsa de Chicago. Entre o período de 16 a 28 de dezembro, o contrato com vencimento em março/23, que é o com maior volume de negócios atualmente, apresentou alta de 4,56%, encerrando na quarta-feira, dia 28, cotado a U$ 6,83 por bushel. As cotações externas vêm sendo influenciadas pelas condições das lavouras no hemisfério sul. especialmente na Argentina, que de acordo Bolsa de Cereais de Buenos Aires, em seu relatório publicado em 22/12/2022, as condições das lavouras boas e excelentes foram estimadas em 15%, ante 76% no mesmo período na safra 21/22. Outro fator é a dificuldade no andamento das exportações da Ucrânia pelo Mar Negro e baixos estoque mundiais em função da diminuição da produção da safra na Europa, China e EUA.

    No mercado interno tivemos uma baixa quantidade de negócios e o mercado físico com reduzido volume de produto ofertado. Os contratos futuros na B3 também apresentaram valorizações de 2,20%, porém o preço do dólar fez com que o mercado não refletisse de forma uniforme cotações no mercado externo.

    Como retrospectiva do ano 2022, tivemos uma safra com alguns problemas devido à estiagem no início do ano no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mas apesar disso tivemos uma safra recorde. E o Brasil ganhou espaço com um dos maiores exportadores do cereal. Abrindo vários mercados entre eles da China. Os preços se mantiveram em patamares rentáveis garantindo ganhos aos produtores durante o ano.

    Iniciaremos 2023 novamente com adversidades climáticas afetando a safra no sul do país, mas com excelentes expectativas para safra nos demais Estados e previsão de uma área recorde novamente para safrinha (hoje a principal safra de milho do Brasil). As lavouras foram implantadas com o custo elevado, em função da alta no custo dos insumos, o que pode estreitar um pouco as margens para cultura. O Brasil deve continuar elevando sua referência na exportação do cereal e para os preços, há tendência de manutenção da referência da paridade para exportação, garantindo uma margem positiva para atividade.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!!
    5 min
  • 29/12/2022 - Cenário da suinocultura
    Olá, hoje é 29 de setembro de 2022, meu nome é Bruno Viglioni, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Belo Horizonte e falaremos sobre o cenário da suinocultura independente.

    Dezembro chegou com boas notícias para a suinocultura brasileira, mas ainda aquém do esperado para superar as perdas financeiras ocorridas desde março de 2021, causados pela alta significativa do custo de produção e desvalorização do suíno no mercado interno.

    As exportações iniciaram este ano com baixo volume, 16,2% inferior o mesmo período de 2021, influenciado principalmente pela redução de mais de 24% da importação da China, maior comprador externo do suíno brasileiro. Já no segundo semestre, houve recuperação dos volumes exportados, puxados por novos mercados, como países asiáticos, africanos, EUA e o México, terceiro maior importador de carne suína do Brasil. Com isso, a previsão para 2023 é de que o desempenho com as exportações de carne suína brasileira seja um pouco melhor que o de 2022.

    No mercado interno, a alta oferta de animais no mercado pressionou negativamente o preço do suíno terminado, recuperando apenas a partir de agosto deste ano. Para atender as festas do final de ano, houve muita procura pela carne suína, o que acarretou o aumento do preço do animal devido à alta demanda. Assim, além da melhora no mercado interno, as exportações contribuíram para conter a pressão interna, mantendo o mercado aquecido para suinocultor.

    Outro ponto que influenciou bastante a atividade foi o alto custo de produção dos últimos anos, por conta preço da saca de milho e farelo de soja, principais componentes da ração. Em novembro, de acordo com o ICP Embrapa, o custo de produção ficou 1,72% mais elevado que o de outubro, acumulando alta de 14% neste ano. Mesmo com a boa produção de milho, as exportações e o dólar fizeram com que as cotações ficassem em preços elevados, influenciando as margens do produtor. A tendência é seguir em alta, sem previsão de queda até o início de colheita da segunda safra de milho.

    A relação de troca do suíno para esses insumos melhorou, puxado principalmente pelo bom desempenho do preço do animal.

    Nesse cenário, é importante utilizar mecanismos para equalizar os custos, que pode ser tanto a aquisição antecipada do milho e do farelo de soja, como a proteção contra elevação de preços do cereal no mercado financeiro, por meio das opções Agro do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 28/12/2022 - Cenário do arroz
    Olá, hoje é quarta-feira, 28 de dezembro, sou Fabíola Lira Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra-MT e falaremos sobre o cenário do arroz.

    De acordo com o terceiro levantamento da safra brasileira de grãos 2022/2023, da CONAB, estima-se uma redução de 9,5% na área plantada com arroz no Brasil em comparação com à safra anterior, atingindo 1,46 milhão de hectares, com produção de 10,38 milhões de toneladas, uma redução de 3,8% em relação à safra 2021/2022. Com isso, a perspectiva é de que o estoque de passagem reduza 13% em comparação à safra passada.

    No RS, que representa 70% da produção nacional, a semeadura da safra 2022/2023 está praticamente concluída, com um total de 862,5 mil ha cultivados. Houve decréscimo de 9% na área plantada em relação à safra anterior, estimando-se redução em torno de 4% na produção total. É importante ressaltar, que muitos produtores substituíram as áreas de arroz por soja, que atualmente apresentam rentabilidade mais elevada.

    Conforme IRGA RS, de janeiro a novembro de 2022, o saldo da balança comercial foi superavitário em 765 mil toneladas. A expansão das exportações brasileiras ao México foi o principal fator que explica o forte incremento das vendas externas de arroz em 2022.

    O Indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) em 23 de dezembro, ficou em R$ 91,49/saca de 50 kg, acumulando alta de 4,8% no mês. Na parcial do ano, o Indicador acumula elevação de 46%.

    A maioria dos orizicultores consultados pelo Cepea opta por não gerar novas receitas no exercício de 2022 e, assim, restringindo o volume disponível do cereal.

    O arroz possui volatilidade de preços durante o ano, pensando nisso, o Banco do Brasil disponibiliza linha de comercialização, que permite a armazenagem e a venda da sua produção nas melhores épocas do ano.

    Procure seu gerente de relacionamento para maiores informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.
    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 27/12/2022 - Cenário do maracujá
    Olá, hoje é dia 27 de dezembro de 2022, meu nome é Marco Fedato, sou Assessor de Agronegócios em Londrina PR e falaremos sobre o cenário do Maracujá.

    O maracujá, fruto do gênero “Passiflora” possui mais de 500 espécies, sendo a grande maioria originária da América Tropical. O Brasil é considerado um dos maiores centros de diversidades, com mais de 150 espécies.

    A cultura se desenvolve melhor em ambientes de alta insolação e temperaturas entre 21º e 25°, com períodos de chuva bem distribuídos ou sob irrigação. As espécies com maior expressão comercial são a Passiflora edulis (maracujá-azedo) e a Passiflora alata (maracujá-doce). O maracujá azedo tem polpa de tons alaranjado fortes e a acidez é bastante acentuada, já o maracujá doce apresenta polpa mais em tons de amarelo ou de alaranjado claro, sabor predominantemente doce, sem acidez exagerada.

    Além da polpa dos frutos destinado para mesa ou indústria, diferentes partes da planta têm valor comercial, tais como sementes, casca, flores, folhas e ramas, possibilitando usos diversos, desde sucos até matéria-prima para indústrias de alimentos, condimentos, cosméticos e fármacos, por possuir propriedades funcionais e medicinais.

    O fruto in natura, principal produto, possui referenciais de preços nas Centrais de Abastecimento. Por exemplo, na CEASA Campinas o preço médio do maracujá azedo no mês de novembro, ficou estável, em torno de R$8,00/Kg, enquanto o maracujá doce, passou de R$16,00 para R$20,00, uma alta de 25% considerando o último período de 12 meses.

    De acordo com o IBGE, em 2021 foram produzidas mais de 680.000 toneladas no Brasil, em uma área de aproximadamente 44 mil ha, com destaque para os Estados do BA, CE, SC e PE, responsáveis por cerca de 68% da produção nacional.

    Além das linhas tradicionais de custeio agrícola, o Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor familiar ou empresarial possa investir na renovação ou implantação de pomares; Irrigação, e beneficiamento da produção.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 26/12/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Perspectivas para a semana 26 a 30/12/2022 Olá! Hoje é segunda-feira, 26 DE DEZEMBRO de 2022, meu nome é Marieli Colle, sou Assessora na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciando com a soja, destacamos que:

    Segundo o NOAA, estão previstas chuvas para boa parte da América do Sul, com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) gerando precipitações nas regiões central, centro-oeste, centro-norte e sudeste do Brasil, embora ainda permaneça o cenário de ausência de chuvas para o estado do MS e regiões centro-oeste dos estados do sul do país. O plantio no Brasil, já na fase final, seguirá lento em função do excesso de chuvas para o norte e nordeste do país.

    Para a Argentina, são previstas chuvas ainda moderadas, mas podendo melhorar o potencial produtivo das lavouras. Há previsão de ausência de chuvas para o Paraguai.

    O mercado seguirá refletindo as preocupações com o clima, mas também permanece no radar o aumento de casos de covid-19 na China após flexibilizações das políticas de combate ao coronavírus, inclusive com o número de mortes aumentando, podendo gerar impacto na demanda.

    As demais notícias macroeconômicas globais, incluindo a guerra entre Rússia e a Ucrânia e temores com o risco de recessão mundial, também tendem a impactar os preços.

    Para a próxima semana, o mercado tende a seguir com estabilidade tanto no curto quanto no médio prazo, ainda monitorando o clima na América do Sul, em especial na Argentina.

    Em relação ao milho,
    Fatores ligados à economia global, que podem resultar em retração no consumo do cereal em diversos países importadores de milho, continuarão limitando a alta das cotações do produto na Bolsa de Chicago.

    O mercado externo está acompanhando a situação das lavouras no hemisfério sul e a previsão de elevação do volume de chuvas para a Argentina, fatores que tendem a refletir negativamente nas cotações na CBOT. No dia 15/12, a Bolsa de Cereais já estimou leve melhora na condição das lavouras em relação a relatório anterior.

    No Brasil, a Conab já reportou redução na produção do milho verão no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, com o agravamento da situação por conta de chuvas abaixo da normalidade e irregulares em dezembro, as estimativas de produção devem ser revisadas para baixo no próximo relatório da companhia.

    Os altos prêmios nos portos para os dois primeiros meses de 2023 ainda devem favorecer o fluxo para a exportação, reduzindo a disponibilidade de produto para o mercado interno, refletindo em um viés de alta nos preços internos no médio/longo prazo.

    Para o café, também cabe destacar que: Os principais institutos de meteorologia indicam maior volume de chuvas nos próximos dias no cinturão produtor de café no Brasil, expectativa esta que, se confirmada, poderá exercer pressão negativa nas cotações do café em NY, com reflexos na precificação interna do grão.

    O clima favorável à colheita na América Central, Colômbia e México, assim como no Vietnã, aumenta a perspectiva de maior oferta nas regiões produtoras dos cafés arábica e conilon nos curto e médio prazos.

    Estes fatores baixistas são preponderantes no momento e tendem a afetar o ritmo de vendas. Desta forma, a comercialização deverá seguir arrefecida, com produtores afastados dos negócios, aguardando repiques de alta para negociar.

    Assim, o clima no Brasil é o principal fator de volatilidade na semana e caso as chuvas esperadas em maior volume ocorram, os preços do café deverão seguir movimento baixista.

    E para o Boi Gordo, destacamos que: No mercado externo, as exportações do Brasil apontam para um cenário otimista para 2023. Estoques menores de gado em seus principais concorrentes, como Argentina, Paraguai e Uruguai dificultam a oferta desses países. Além da excelente capacidade produtiva do Brasil e do volume de gado, temos também os preços mais competitivos na comparação com os demais produtores.

    No mercado doméstico, um ponto a ser observado é que nesta época do ano, por conta das festividades e entrada do 13º salário, observa-se um aumento pela procura de proteínas bovinas e suínas e diminuição no consumo de produtos de origem avícola, principal substituto da carne bovina. Tal fato ocasiona um cenário de excedente de oferta de carne de frango e, consequentemente, queda no preço.

    Diante de um cenário com escalas de abate confortáveis ou frigoríficos em férias coletivas, espera-se uma movimentação menos intensa entre a indústria e os pecuaristas. Assim, a tendência é de estabilidade no valor da @ para a próxima semana.

    Finalizadas as análises desses mercados, como já estamos na última semana de 2022 desejamos a todos os produtores rurais um excelente 2023 e continuem contando com o Banco do Brasil, o maior parceiro do agronegócio brasileiro, um grande abraço e até a próxima!
    8 min
  • 23/12/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 23 de dezembro de 2022, meu nome é Giuliano Pradela, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó SC e falaremos sobre o cenário da soja.

    O contrato da soja na CBOT com vencimento em Jan/23 encerrou o dia 21/12 cotado a U$ 14,78/bushel, mantendo estabilidade no mês de dezembro.

    Os fatores que vem contribuindo para os patamares de preços são: o programa de importação da China, que elevou suas compras nos últimos dois meses, as tensões geopolíticas no leste europeu e os problemas climáticos no RS, Argentina e Paraguai.

    No Brasil, o indicador da soja Esalq/BMF/BOVESPA, em 21/12, foi cotado a R$ 179,76 a saca, apresentando retração negativa de 2,51% no mês. Os prêmios nos portos para dezembro vêm se mantendo estáveis, sendo cotados a 2,30 US$/Bushel em Paranaguá PR. Já para janeiro/23, com a entrada da nova safra, a cotação sofreu redução, cotado a 1,30 US$/Bushel. Ressaltamos o atraso na comercialização antecipada da safra 22/23, tendo atingido atualmente 25% da produção estimada, ante 35% da safra anterior.

    O mercado segue acompanhando o plantio e o desenvolvimento das lavouras na América do Sul. No Brasil, o plantio já alcançou 96,7% da área estimada, conforme a CONAB. De modo geral, as condições climáticas vêm favorecendo as lavouras nas principais regiões produtoras, exceto RS, onde as baixas precipitações causadas pelo fenômeno climático La Nina, vêm adiando a finalização do plantio e ocasionando problemas no desenvolvimento da cultura, assim como na Argentina, que sofre os mesmos problemas do RS, porém mais agravados.

    A CONAB registrou no 3° Levantamento da Safra 2022/23 ampliação de estimativa de área a ser cultivada para 43,41 milhões de há e produção de 153,48 milhões de toneladas.

    De acordo com o INMET, estão previstas chuvas mais volumosas para o final do mês de dezembro, para as regiões do Centro-Norte, Centro-Oeste, Central e Sudeste do País. Por outro lado, Oeste de SC e RS ainda permanecem com precipitações reduzidas até o fim do mês.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF).  As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Um ótimo Natal a todos os produtores rurais e suas famílias e até a próxima!
    4 min
  • 22/12/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 22 de dezembro de 2022, meu nome é Fabiola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra - MT e vamos falar sobre o cenário da pecuária de corte.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, em dezembro de 2022, o volume exportado de carne bovina in natura chegou a 81,91 mil toneladas, em 12 dias úteis. O mês de dezembro de 2021 encerrou com 126,8 mil toneladas exportadas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.986,10, alta de 3,3% frente a dezembro de 2021. Porém, o valor médio da tonelada continua recuando no último semestre, com queda de 4,6% no comparativo com o valor médio do mês passado, US$ 5227.

    No dia 20/12/2022, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo estava precificada em R$ 290,30. O mercado futuro indicava o boi gordo cotado a R$ 298,00 nos contratos com vencimento para fevereiro de 23.

    O mercado físico do boi gordo registrou negociações acima da referência para regiões do Centro-Oeste e Norte, com destaque para MG, onde as escalas de abate da indústria se encontram enxuta. Porém, de um modo geral, o aumento da oferta de animais no mercado interno e a queda no preço médio da tonelada de carne bovina no mercado externo contribuem para que a ponta compradora pressione para baixo a cotação da arroba. Em SP, referência para outras regiões do país, ainda há pouco espaço para altas pontuais, uma vez que os frigoríficos seguem “fora das compras”, com escalas de abate entre 6 e 7 dias úteis.

    A recuperação dos preços em algumas praças, como Centro-Oeste e Norte, ofereceu margem para os pecuaristas, porém o fluxo de negociações tende a perder intensidade a partir da segunda quinzena do mês, algo natural para a época do ano, em que alguns frigoríficos se encontram bem-posicionados em suas escalas de abate e outros optam em dar férias coletivas para seus funcionários.

    Paralelo a isso, as grandes redes varejistas já têm seus estoques posicionados para o restante do ano. Dessa maneira, parece pouco provável a recuperação no valor da arroba no curto prazo.

    Para diminuir o risco de volatilidade na cadeia produtiva de bovino de corte, os produtores podem contar com o Banco do Brasil para gerenciar o risco na pecuária de corte, através de contratos a termo ou de opções no mercado futuro e seguro faturamento, assim como linhas de custeio pecuário e investimentos.

    Contem sempre com a assessoria em agronegócios e de toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Obrigado e até a próxima.
    4 min
  • 21/12/2022 - Cenário do café arábica
    Olá! Hoje é quarta-feira, 21 de dezembro de 2022, eu sou João Vitor Bastos, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Londrina-PR e hoje vamos falar sobre o cenário de café arábica.

    No mercado externo, depois das cotações atingirem as mínimas dos últimos 15 meses a US$ 154,05/lb em 21 de novembro de 2022, aproximam-se os recessos de final de ano com o mercado operando baseado em incertezas sobre a recuperação da safra brasileira em 2023, recessão econômica global e pelo resquício dos baixos estoques mundiais, com a cotação em NY circulando ao redor de US$c 164,00/lb nos últimos dias.

    No mercado interno, apesar da parcimônia na comercialização do restante da safra 22, os produtores têm ciência de que o mercado será mais ofertado na safra 23, fator que reduz a janela de comercialização do restante da safra de 2022, ainda em posse dos produtores, nos patamares de preços de comercialização da atual safra, que atualmente gira em torno de R$ 1.050,00 a saca de 60 kg da Bebida Dura de boa qualidade no Sul de Minas.

    Atendidas as demandas de custeio da nova safra, é hora de avaliar a necessidade de novos investimentos para a condução e colheita da lavoura cafeeira em 2023. Recuperação de terreiros, implementos e mesmo readequação do parque de máquinas são investimentos que podem assegurar maior eficiência e aproveitamento do potencial de sua lavoura.

    Estes fatores são de suma importância em um horizonte de mercado competitivo e que exige o melhor aproveitamento dos recursos e do potencial da sua propriedade.

    Para isto o Banco do Brasil dispõe de recursos para auxiliar o produtor a manter a sua competitividade no vibrante mercado cafeeiro. Contate sua agência e técnico de confiança.

    Conquiste e desfrute excelentes resultados neste novo ano de 2023! São os votos de toda a equipe Agro do Banco do Brasil.

    E conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…