BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 11/10/2022 - Cenário do pimentão
    Olá, hoje é 11 de outubro de 2022, meu nome é Rene de Paula Posso, sou assessor de Agronegócios em São José dos Campos (SP), e falaremos hoje sobre o cenário do pimentão.

    O pimentão está entre as 10 hortaliças mais importantes para o mercado agro brasileiro e muito presente em diversas regiões do país, devido, principalmente à sua adaptação às diversas tecnologias existentes no mercado.

    Atualmente, a produção se dá em campos abertos, estufas e fazendas verticais. Existem, também, grande número de variedades e híbridos de pimentões, a exemplo dos pimentões verdes, vermelhos, amarelos, roxos, brancos, laranjas e os mini pimentões.

    O IBGE estima que mais de 32.500 estabelecimentos estão ocupados com a produção de pimentões e que são produzidas mais de 224 mil toneladas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, sendo os maiores responsáveis pela produção os Estados de São Paulo e Minas Gerais. De acordo com a Embrapa Hortaliças, em 2017, existiam mais de 11.188 hectares cultivados com esta hortaliça e a produtividade média brasileira era de quase 50 toneladas por hectare.

    O custo de produção do pimentão comum verde, em média, está variando em patamares próximos de R$ 157 mil/ha, considerando estimativas de produtividades entre 100 e 120 mil kg/ha. Já, os pimentões coloridos, estão com custos bem mais elevados para a mesma faixa de produtividade, em R$ 248 mil/ha.

    Os preços dos pimentões verde comum e dos pimentões coloridos, praticados atualmente, estão em R$ 2,15/kg e R$ 4,25/kg, respectivamente. Nota-se que a rentabilidade da atividade é bastante positiva, porém o preço de comercialização varia muito. Apesar dos preços atuais relativamente altos, o custo de produção também é elevado, exigindo do produtor boa gestão da atividade produtiva.

    Só no ano de 2022, o Brasil exportou mais de U$ 542 mil, representando mais de 300 toneladas de pimentões e pimentas frescas ou refrigeradas. O principal importador, neste momento, é o México, seguido das Ilhas Marshall e Libéria.

    Estes números indicam crescimento nas exportações na casa de 7% em comparação com o mesmo período do ano anterior (2021). Nos últimos 10 anos, a exportação de pimentão gerou mais de U$ 2milhoes 870 mil de divisas para o Brasil.

    De acordo com Banco Central, na safra 21/22, foram financiados mais de 634 há de pimentão, totalizando 28 milhões de desembolso entre bancos privados, públicos e cooperativas de crédito.

    O Banco do Brasil, principal parceiro do agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais linhas de crédito de investimento e de custeio, plantio e condução das lavouras de pimentão.

    Conte sempre com a Assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 10/10/2022 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é segunda-feira 10 de Outubro de 2022, meu nome é Sérgio Luiz Sousa, Assessor de Agronegócios em Campos Novos-SC, e vamos falar sobre o cenário do Trigo.

    A colheita avança pelo Brasil, com aproximadamente 28% da área cultivada já colhida. Os estados da BA, GO, MS, MG as colheitas já estão finalizadas. No Paraná e São Paulo as colheitas avançam para metade da área cultivada, e no RS e Santa Catarina ainda se encontram no início.

    A expectativa é que a produção brasileira seja a maior da história, estimada em torno de 9,5 milhões de toneladas, 25% de aumento em relação a safra passada, principalmente pelo incremento dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, que juntos respondem por 85% da produção nacional.

    A frente fria que atingiu a região Sul no final de setembro, com ocorrência de geadas pontuais em áreas de baixada, não comprometeu a estimativa inicial de produção para a cultura. No momento, a preocupação se volta para a ocorrência de chuvas durante a colheita, principalmente no estado do Paraná, podendo aumentar a incidência de doenças e influenciar na qualidade final dos grãos.

    No cenário internacional, destacamos o aumento na oferta mundial, devido ao incremento de produção de importantes países produtores e exportadores como Rússia, Canadá e Estados Unidos, que aliados as exportações pelos portos ucranianos e, aumento na expectativa da produção nacional influenciaram para baixo as cotações internas. Por outro lado, a diminuição na estimativa da safra argentina, causada pela diminuição na área plantada e problemas com estiagem na região norte do país, ajudam a sustentar os preços internos nos patamares atuais.

    O indicador Cepea/Esalq-Paraná registrou queda de 10% nos últimos 30 dias, com a tonelada do cereal cotada atualmente a R$ 1.725. Com o avanço da colheita e as expectativas de boas produtividades se confirmem, haverá uma concentração de oferta do produto no mercado nacional nos próximos meses, diminuindo a possibilidade de novas altas no cenário interno.

    E como podemos ajudar nossos clientes nesse momento? O Banco do Brasil disponibiliza linha de comercialização para este e outros cereais de inverno. Consulte sua agência BB e parceiros agro, para maiores informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Boa safra!
    3 min
  • 10/10/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 10 de outubro, meu nome é Alexandre Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios, e trago a vocês hoje as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja:

    Os números do USDA podem mudar os patamares de preços em Chicago, no curto prazo e o clima de desconfiança em relação ao cenário da economia mundial seguirá exercendo pressão negativa nos contratos futuros de soja. No entanto, considerando o retorno da China às compras após o feriado da “Golden Week”, pode haver pressão altista nas cotações na CBOT.

    A colheita da safra dos EUA avança em ritmo abaixo da média nos principais estados produtores, mas o clima seco deve permitir avanço das máquinas nos próximos dias.

    As condições meteorológicas para o plantio na América do Sul também podem direcionar as cotações externas, pois o tamanho da safra prevista dependerá do clima e do grau de severidade do fenômeno La niña.

    No Brasil, a chegada da umidade aos estados do Centro-Oeste e do Sudeste deve incentivar os produtores a intensificar o processo de plantio.

    Considerando esses fatores, espera-se que os preços físicos acompanhem o movimento altista externo, resultando em uma semana com estabilidade com viés de alta.

    Em relação ao milho:

    Para algumas regiões do cinturão produtor norte-americano, a previsão para a próxima semana é de chuvas acima da média. Caso ocorram, o ritmo da colheita, que já está mais lento em relação ao ano passado, pode ser prejudicado e resultar em viés altista para as cotações externas do cereal.

    No dia 12/10 (quarta-feira), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará o relatório de Oferta e Demanda de grãos para outubro, podendo trazer novos cortes de produção em importantes países produtores do hemisfério norte (principalmente Estados Unidos, União Europeia e Ucrânia). A depender da magnitude dos ajustes, poderá haver volatilidade adicional às cotações em Chicago.

    No mercado interno, o produtor seguirá aguardando as movimentações em Chicago e o comportamento do dólar para avançar na comercialização. Os trabalhos de plantio da safra verão também tiram o foco do produtor nas vendas, movimento que deve resultar em uma semana de estabilidade nos preços físicos domésticos.

    Para o café:

    A maior oferta da safra Brasil 2022, ainda que em volume inferior ao previsto, somada à demanda arrefecida, deve manter pressão negativa nos preços externos.

    As boas chuvas ocorridas e a perspectiva de novas precipitações para os próximos dias, em especial no Sul de Minas Gerais, reforçam o início favorável da safra, com abotoamento e floradas em bom volume. Isso aumenta o otimismo com o tamanho da safra 2023, porém os efeitos negativos do período seco ainda são motivos de preocupação.

    Os estoques certificados baixos em NY e o estreitamento na relação estoque/consumo são fatores que podem limitar a redução das cotações no médio prazo.

    O que se espera é que a volatilidade elevada persista na semana, com foco na oferta da safra Brasil 2022 e na preocupação com seu menor volume, além do movimento cambial, tensões geopolíticas mundiais e demanda externa arrefecida.

    E, finalizando com o Boi Gordo, temos:

    O mercado de reposição deve permanecer lento para a próxima semana, com preços acomodados. A tendência é de queda dos preços no curto prazo, acompanhando os valores no mercado do boi gordo.

    É possível que ocorram altas pontuais no valor da arroba, uma vez que no mês de outubro a indústria começa a se preparar para atender ao aumento na demanda de carne bovina sazonal de final de ano e da primeira quinzena do mês, motivado pela entrada salarial. Ainda, a partir deste mês se inicia o período de maior demanda chinesa para as festividades do ano novo lunar.


    A indústria deverá continuar trabalhando estoques e suas escalas de abate, procurando ditar o ritmo das negociações. Os contratos a termo tornam esse quadro ainda mais favorável para a ponta compradora. Desta forma, para a próxima semana, espera-se um cenário de estabilidade podendo ter volatilidade e possibilidade de altas pontuais.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável!

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    5 min
  • 07/10/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 07 de outubro de 2022, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    As cotações no mercado externo, na Bolsa de Chicago, se movimentaram positivamente nos últimos dias. No período de 29/10 a 04/10 o contrato de dezembro/23 encerrou no dia 05 cotado a U$ 6,83, valorização de 2,5%. Apesar da desconfiança dos investidores com a economia global, a menor oferta mundial da safra 22/23 em relação à safra 21/22 continua dando suporte às cotações. Preocupações com a manutenção do corredor seguro de grãos no Mar Negro e a colheita de milho americana, que está atrasada em relação a média dos últimos 5 anos, também influenciaram. De acordo com o relatório do Departamento de Agricultura americano, divulgado na segunda-feira, a colheita no país atingiu 20% da área, contra 27% no mesmo período do ano passado e 22% na média dos últimos anos.

    No mercado interno, os preços vinham em estabilidade, mas com a recente desvalorização do dólar nesta semana, as cotações na B3 acompanharam o câmbio. No período analisado, o contrato com vencimento em janeiro/23 encerrou o dia 05/10 cotado a R$ 91,75 a saca, baixa de 2,29% em relação aos preços do dia xx/xx. Já o preço físico, referência Campinas/CEPEA, encerrou cotado a R$ 83,27 a saca, desvalorização de 1,55% no mesmo período.

    A produção recorde da 2ª safra brasileira neste ano e a demanda externa aquecida estão refletindo nas exportações nacionais do grão. De acordo com a Secex, em setembro, o Brasil exportou 6,78 milhões de toneladas, volume 137% maior que o total exportado em setembro de 2021.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Para simular e contratar é rápido e prático. Basta abrir o APP do Banco do Brasil e no Menu Principal acessar a aba “Agro” e em seguida clicar em “Simular e contratar opções agro” e seguir as orientações em tela. Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 06/10/2022 - Cenário da floricultura
    Olá, hoje é 6 de outubro de 2022, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios no Banco do Brasil em Tangará da Serra-MT e falaremos sobre a produção de flores no Brasil.

    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (IBRAFLOR), existem no país cerca de 8 mil produtores de flores e plantas ornamentais que cultivam mais de 2,5 mil espécies comerciais em 15.600 hectares. As principais espécies cultivadas são as rosas, crisântemos, alstroemerias, lírios e lisianthus. Quando falamos de flores de corte e, das flores cultivadas em vasos, as mais produzidas são as orquídeas, seguidas de kalanchoes, crisântemos e antúrios.

    O principal estado produtor é São Paulo, que concentra praticamente 50% da produção de flores nacional, tendo a cidade de Holambra como a principal produtora. O destaque também vai para Santa Catarina, com a maior parte da produção concentrada na região de Joinville e para o Rio Grande do Sul, com a produção da região de Pareci Novo.

    O setor brasileiro de flores, considerando produção, atacado e varejo, cresceu em média, 10% ao ano, nos últimos 10 anos. Um estudo recente realizado pelo Cepea mostra que, em 2017, o PIB da cadeia de flores e plantas ornamentais foi de R$ 7,16 bilhões, destes, 23% gerado na produção. Quando deflacionado, esse PIB a preços atuais atinge os R$ 9,1 bilhões.

    Também, segundo dados do Cepea, o PIB per capita deste segmento é 76% superior ao PIB médio da agropecuária, o que evidencia a elevada agregação de valor por trabalhador da atividade, formada predominantemente por agricultores familiares, com produção intensiva e alto uso de tecnologia em pequenas áreas.

    O Banco do Brasil dispõe de linhas para o setor de floricultura, como custeio da produção e investimentos em estruturas, inclusive energia fotovoltaica para substituição da demanda de energia elétrica, sistema para gestão e automação de processos, aquisição e instalação de câmara fria e construção, adequação e manutenção de instalações utilizadas na atividade produtiva.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 05/10/2022 - Cenário do leite
    Olá, hoje é quarta-feira, 05 de outubro de 2022, eu sou Marcelo Luiz Pinto, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares - MG e vamos falar sobre o cenário da Pecuária Leiteira.

    Os preços médios ofertados pelo litro de leite em setembro de 2022 apresentaram média de R$ 3,57, segundo o CEPEA. Esse valor apresenta valorização nominal de 27,9% em relação ao pagamento de setembro de 2021, porém quando comparado a agosto de 2022, houve recuo de 14,6%.

    Com a entrada da estação chuvosa, os preços do leite pagos aos produtores tendem a apresentar novas baixas em outubro, referente ao leite coletado em setembro. Apesar da oferta de leite restrita e do impacto do custo de produção na atividade, o preço dos produtos lácteos vem apresentando tendência de baixa.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o BB Custeio Agropecuário, antecipando as compras dos principais insumos utilizados na atividade, a fim de se proteger de possíveis altas na cotação do milho no período de aquisição do grão.

    Para ouvir este e outros BBCast Agro acesse: blog.broto.com.br/bbcast-agro ou busque por BBCast Agro em sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 04/10/2022 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 04 de outubro de 2022, meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em São João da Boa Vista-SP e falaremos sobre o cenário climático.

    O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, no mês de setembro, em sua divulgação sobre o La Niña, reforça a continuidade do Fenômeno durante os meses de Outubro, Novembro e Dezembro, com 89% de probabilidade de que se mantenha. Essa informação segue publicação do NOAA, que também previu em seu relatório de setembro o prosseguimento do La Niña durante a primavera, mas com tendencia de evolução gradual para neutralidade até o trimestre Janeiro a Março/2023.

    No Brasil, de acordo com divulgação do Climatempo, há previsão de chuvas abaixo da média, durante a Primavera na Região Sul. Ao Norte do país, os eventos chuvosos devem ser um pouco acima da média histórica. No Sudeste e no Centro Oeste, o La Ninã provoca um risco maior para irregularidade de chuvas mais ao sul destas Regiões. Para a Região Nordeste, tendência de chuvas dentro da média histórica, com destaque para a porção sul da Bahia, com previsão de chuvas acima da média.

    Na Previsão Climática Trimestral Out – Nov – Dez, indica maior probabilidade de chuva acima da média entre as regiões Norte, Centro e Leste do país, com destaque em partes da BA, MA e PI. Em grande parte do Centro Sul do País, o qual inclui grande parte do MS e SP, a previsão indica maior probabilidade de chuva abaixo do normal, também devido à influência da La Niña. É possível que pontos da Região Sul manifeste o padrão de excesso de chuva, como se observado recentemente.

    A previsão de temperatura indica valores acima média, em áreas da porção Norte do País. Possibilidades abaixo da média, estão entre o centro e sul da BA, norte de MG e ES. Demais áreas, dentro das médias históricas.

    Em relação ao solo, de acordo com o Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), as regiões mais centrais do país que passaram por irregularidades de chuvas, ainda apresentam baixa disponibilidade hídrica.

    Devido à variabilidade das previsões climáticas para o vasto território nacional, o planejamento da safra associada monitoramento climático, auxiliam a tomada de decisões.

    E, para apoiar o produtor rural, o Banco do Brasil conta com mitigadores de risco, para que o produtor possa se precaver de situações climáticas, e parceria com a Agritech FieldPro, desenvolvedora de um dispositivo para acompanhamento climático.

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    4 min
  • 03/10/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 03 de outubro de 2022, meu nome é Alexandre Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês hoje as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

    Iniciamos nosso panorama pela soja:

    •Em Chicago, o clima de receio em relação ao cenário da economia mundial seguirá exercendo pressão negativa nos contratos futuros de soja que sofre, também, influência de outras commodities. A comercialização da soja norte americana também deverá ser observada, visto que com o feriado até 10 de outubro na China (Golden Week), as exportações tendem a diminuir.

    •Em contraponto, o andamento da colheita do EUA e seus dados de produtividade poderão influenciar CBOT. O clima seco, apesar de favorecer a colheita prejudica a maturação de parte das lavouras.

    •As condições meteorológicas para o plantio na América do Sul tendem a ser inseridas na precificação internacional. Apesar da perspectiva de La Niña, o clima atual segue favorecendo o plantio, fator de pressão negativa no curto prazo.

    •No Brasil, a janela favorável para o plantio a e perspectiva de safra recorde irão pressionar o mercado interno e destravar a comercialização da nova safra. O produtor deverá ficar atento ao câmbio, aproveitando altas para firmar posições de venda. O plantio da safra de soja 2022/23 já atingiu 2% da área total esperada. A semeadura iniciou adiantada nesta temporada superando o total plantado em igual período do ano passado e acima também da média dos últimos cinco anos, ambos indicados em 0,8%.

    Para o milho:

    •O avanço da colheita de milho nos EUA tende a pressionar negativamente as cotações no mercado externo. As previsões são de temperaturas elevadas e chuvas abaixo da normalidade, o que pode favorecer os trabalhos a campo.

    •Soma-se como fator de pressão negativa a preocupação com a economia global e o crescimento econômico de importantes nações.

    •Fator que pode atuar como limitador da pressão negativa é o receio com a manutenção do corredor para escoamento de grãos no Mar Negro e o avanço do conflito entre Rússia e Ucrânia.

    •No Brasil, o produtor ainda segue retraído nas vendas de milho no mercado físico, fator que, atrelado ao movimento cambial, tende a limitar o reflexo das baixas externas no preço doméstico durante a semana, refletindo em estabilidade dos preços.

    •A previsão climática aponta para acumulados de chuva significativos para a região Centro-Sul do Brasil, maiores que 50 mm em áreas do Sul de MG, RJ e parte de SP, que poderão contribuir para elevar a umidade no solo e favorecer o plantio da safra 2022/23 nestes estados.

    Para o café:

    •Maior oferta da safra brasileira de 2022, ainda que em volume inferior ao previsto, deve manter pressão negativa nos preços externos no curto prazo.

    •Precipitação e bom início da safra, com abotoamento e floradas em bom volume, aumentam otimismo com tamanho safra 2023 mas discussões sofre efeitos negativos do período seco ainda são motivos de preocupação.

    •O menor volume da safra 2022 e consequente manutenção de estreitamento na relação estoque consumo devem sustentar especulações é limitar redução de cotações no médio prazo.

    •Previsões de continuidade nas chuvas reduzem incertezas, mas intensidade e reflexos da estiagem anterior na produção ainda mantêm especulações sobre efeito do clima no também no médio prazo.

    •Apesar do direcionamento de baixa no custo prazo, a volatilidade deve permanecer elevada no mercado, direcionada pela oferta disponível no Brasil, direcionamento cambial, tensões geopolíticas mundiais, cenário interno e consumo mundial.

    E finalizando com o Boi Gordo temos:

    •O mercado de reposição segue lento e com preços estáveis. Assim, deve acompanhar o mercado físico do boi gordo no curto prazo.

    •Para a primeira quinzena de outubro, a expectativa é de recuperação nos preços da carne bovina, em decorrência da entrada dos salários na economia interna, fato que motiva a reposição entre atacado e varejo.

    •A ocorrência de chuvas deve melhorar a capacidade de suporte das pastagens e permitir aos criadores segurar o animal no pasto por mais tempo. No entanto, para o confinador traz a dificuldade de retenção do animal, uma vez que os custos de nutrição ainda exercem pressão sobre as margens da atividade.

    •Considerando o fraco fluxo de negócios e a pressão exercida pelos frigoríficos sobre o preço da @ do boi gordo, espera-se que o mercado físico do boi gordo opere com viés de baixa na próxima semana.

    Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável!

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana e até a próxima!
    5 min
  • 30/09/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 30 de setembro de 2022, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré SP e falaremos sobre o cenário da soja.

    A cotação da soja, contrato Nov/22 na Bolsa de Chicago, fechou o dia 28/09 cotado a U$ 14,09/bushel, alta de 1,00% em relação ao início deste mês.

    Segundo os dados do USDA publicados em 12/09, a perspectiva para a safra de soja 2022/23 nos EUA foi reduzida para 119,16 milhões de toneladas, recuo de 4,15 milhões de toneladas, e ainda pode sofrer alteração com a realização da colheita em andamento.

    Para o Brasil, a estimativa de produção foi mantida em 149 milhões de toneladas em uma área de 42 milhões de ha. Na Argentina, a estimativa é de 51 milhões de toneladas em 17 milhões de ha cultivados.

    A colheita nos EUA já alcança 8% de sua área até 26/09, 7% menor que o registrado no mesmo período de 2021. As condições das lavouras pioraram em seu último relatório semanal do USDA, que registrou 55% das lavouras em estado bom e excelente. O mercado da soja vem sofrendo influência, principalmente, pelos seguintes fatores: tamanho da safra sul-americana e seu desenvolvimento, posicionamento dos agentes frente à possível recessão na economia mundial, mecanismos para conter a inflação, incertezas sobre a demanda chinesa face a diminuição do crescimento do seu PIB e conflitos geopolíticos na Europa. Ressaltamos a estratégia de comercialização da soja pelo governo argentino com a política de câmbio travada a 200 pesos/dólar até esta data.

    A previsão do INMET para o mês de outubro indica tendência de chuvas abaixo da média no RS, MT, GO e MATOPIBA e acima da média no PR, MS, MG e SP, estes últimos, em função do excesso de chuvas, deverão sofrer atrasos no avanço do plantio.

    Para o longo prazo, permanece a estimativa de ocorrência de La Niña, com incidência do fenômeno climático pela terceira safra consecutiva.

    No Brasil, o preço da oleaginosa, de acordo com o indicador Esalq/BMF/BOVESPA, em 28/09, foi cotado a R$ 185,87/saca, redução de 1,71% em relação ao início de setembro. Contudo, o prêmio nos portos tem se mantido valorizado, precificado para o mês de setembro em torno de 2,10 US$/Bushel.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 29/09/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 29 de setembro de 2022, meu nome é Vinicius Veras, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Dourados - MS e vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    O mercado físico do boi segue com poucas novidades na última semana, com preços relativamente estáveis, sendo observado ajustes positivos, principalmente nos animais destinados à exportação, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Em algumas localidades, com oferta confortável de animais para abate, escalas de abate ainda alongadas e a indústria trabalhando estoques, os preços da arroba oscilaram levemente em campo negativo.

    A cotação da arroba do Boi no dia 27/09/22, Indicador CEPEA Esalq/B3, fechou em R$ 306,7/@, acumulando recuo de 2,56% desde o início do mês. A diferença para os contratos futuros segue estreita, com vencimento nov/2022 cotado a R$308,70/@.

    Os embarques de carne bovina, de acordo com dados da Secex atingiram 155,05 mil toneladas, com um volume médio diário embarcado de 9,69 mil toneladas, alta de 8,8% ante set/21. Caso o ritmo seja mantido, o volume de quase 187 mil toneladas de set/21 será ultrapassado. No Mercado Interno, o consumo da carne bovina segue arrefecido e o fluxo de reposição até o varejo segue lento. Por outro lado, há expectativa de recuperação do mercado para a primeira quinzena do mês de outubro, dado a entrada de massa salarial. Para o 4ºT/22 espera-se que o mercado doméstico apresente recuperação, em especial devido às eleições, auxílios pagos pelo Governo, Copa do Mundo e o melhor desempenho da economia.

    O IBGE divulgou informações sobre fechamento do rebanho bovino no Brasil em 2021, que totalizou 224,6 milhões de cabeças de gado, recorde no Brasil, com crescimento de 3,1% ante 2020 e superando o recorde anterior, de 218,2 milhões de cabeças em 2016. Este crescimento do rebanho bovino brasileiro a partir de 2019, quando se iniciou a fase do ciclo pecuário caracterizado pela retenção de matrizes, foi resultado dos bons preços dos bezerros. No entanto, o aumento nos abates observados em 2022 dá indícios de reversão deste ciclo, com aumento no número de abate de matrizes.

    Considerando a maior pressão de oferta com a provável inversão do ciclo pecuário, importante o pecuarista estar atento a este movimento e aproveitar os últimos meses de 2022, que indicam ter boa demanda externa e melhor desempenho no consumo doméstico e preços firmes, para firmar posições e se proteger contra baixas futuras. Para isso, o BB disponibiliza as opções agro, que podem ser simuladas e contratadas diretamente no APP do Banco do Brasil.

    Em caso de dúvidas, consulte seu gerente de relacionamento para maiores informações. E conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min

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