BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 15/09/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 15 de setembro de 2022, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra (MT), e falaremos sobre o cenário da pecuária de corte.

    Sob influência da expectativa de melhor desempenho do consumo interno e do bom panorama das exportações, o mercado físico do boi gordo fechou os primeiros dias de setembro mantendo a estabilidade de preços em praticamente todas as praças brasileiras.

    A arroba do boi comum vem sendo negociada com deságio médio de R$ 30,00/arroba em comparação ao “boi China” e as escalas de abate se mantendo ao redor de 10 dias.

    O Indicador CEPEA Esalq/B3 do dia 12/09/22 registrou R$ 306,25/arroba. Já no mercado futuro (B3) observou-se o valor de R$ 320,05 no contrato de nov/22.

    As exportações brasileiras de carne bovina in natura têm apresentado bom desempenho em 2022. Em agosto, por exemplo, foram embarcadas 203,23 mil toneladas, 21,5% superior a julho/22 e 11,81% acima do mesmo período do ano passado.

    No mercado interno, as vendas estão lentas, fazendo o valor da carcaça casada bovina no atacado (SP) recuar 1,81% na comparação mensal e expressivos 10,44% na anual, e este movimento negativo seguiu na primeira semana de setembro.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualizou suas estimativas para as importações globais de carne bovina em 2023, onde espera-se uma queda de 19%. Mesmo com recuo maior do que o esperado, o Brasil continuará sendo o principal fornecedor.

    Em agosto, a Conab divulgou as perspectivas da agropecuária para a safra 22/23 nacional. Dentre as estimativas divulgadas para a bovinocultura de corte, destaca-se o incremento de 1,1% na produção total de carne bovina em 2022 ante 2021 e perspectiva de aumento de 2,9% para 2023. Esse acréscimo foi pautado na mudança gradual do ciclo pecuário, com maior oferta de animais ao abate.

    Para as exportações as perspectivas também foram positivas, com incremento de 20,1% na variação de 2022 em relação a 2021 e expectativa de aumento de 5,0% para 2023. A abertura de novos mercados, a elevada demanda chinesa e a retirada da vacinação contra a febre aftosa em novos estados brasileiros possibilitaram este cenário.

    As boas condições e perspectivas para exportações exigem do produtor aprimoramento nos sistemas de produção para atender as exigências do mercado internacional e, para isto, o Banco do Brasil disponibiliza linhas de crédito para viabilizar as adequações, além de oferecer o importante mecanismo de contratos de opções e a termo, como forma de proteção de preços na hora da comercialização dos animais.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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  • 14/09/2022 - Cenário do leite
    Olá, hoje é quarta-feira, 14 de setembro de 2022, eu sou Alexandre Nunes Leite Rosas, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Ponta Grossa (PR) e vamos falar sobre o cenário da Pecuária Leiteira.

    Os preços médios ofertados pelo litro de leite em agosto de 2022 apresentaram média de R$ 3,57 segundo o Cepea, o que representa novo recorde na série histórica. Esse valor apresenta uma valorização nominal de 51,3% em relação ao pagamento de agosto de 2021 e alta de 11,8% em relação a julho de 2022.

    O aumento recorde das cotações em todo país foi provocado pela baixa captação registrada entre junho e agosto, período em que, segundo dados do IBGE, foram captados 11,2 bilhões de litros, queda de cerca de 9%, comparativamente, ao mesmo período em 2021.

    Com a baixa oferta do mercado interno, intensificação das importações e, como reflexo, aumento do preço do litro do leite, o mercado consumidor registrou queda significativa na demanda por leite e derivados, e aumento do estoque nacional. Esses fatores devem contribuir para o recuo da cotação a partir de setembro, diminuindo a receita do produtor.

    Em contrapartida, os custos de produção tiveram pequena queda, em face das reduções com despesas com farelo de soja, milho, energia elétrica, e maior disponibilidade de forragens e silagens.

    A relação de troca segue melhorando com, aproximadamente, 32 litros de leite para 1 saco de 60 kg de ração, o que mostra a tendência de melhora no custo de produção e favorecimento ao produtor perante este fator.

    Com essa tendência de baixa de preço para o leite, a partir de setembro, o produtor deve seguir atento ao custo de produção para minimizar o impacto de possível redução da receita na rentabilidade da atividade.

    Diante desse cenário, o produtor conta com o apoio do Banco do Brasil, por meio do BB Custeio Agropecuário para aquisição de insumos e despesas com serviços e mão de obra. O BB também disponibiliza linhas de investimento para benfeitorias, máquinas e equipamentos.
    Para ouvir este e outros BBcast Agro acesse blog.broto.com.br/bbcast-agro/ ou busque por “BBcast Agro” em sua plataforma de streaming de preferência.

    Conte sempre com assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
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  • 13/09/2022 - Estimativas de safra USDA e Conab
    Olá, hoje é terça-feira, 13 de setembro de 2022, meu nome é Alexandre Bittencourt, e sou Assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil e falaremos sobre as projeções de safra divulgadas pelo USDA e Conab.

    No dia 24 de agosto de 2022 foi divulgada primeira perspectiva de área e produção brasileira para a safra 2022/23, onde foi estimada a produção nacional de grãos em 308,2 milhões de toneladas. Essa estimativa representa o recorde de produção nacional e incremento de 14% em relação à safra passada.

    Para a soja, a Companhia estima produção de 150,4 milhões de toneladas, uma elevação de 21,2% ante a safra anterior e para o milho uma elevação de 9,4%, totalizando produção de 125,5 milhões de toneladas.

    Em relação à produção mundial, o USDA divulgou ontem, dia 12 de setembro de 2022, em seu relatório mensal de oferta e demanda uma estimativa de redução de três milhões de toneladas em relação ao relatório do mês anterior, passando para uma expectativa de produção total de 389,8 milhões de toneladas. Essa elevada retração foi vinculada a redução 4,15 milhões de toneladas na expectativa de produção dos Estados Unidos, que passou a ter a safra 2022/23 estimada em 119,16 milhões de toneladas.

    Esse dado surpreendeu o mercado, que esperava uma estabilidade ou pequena elevação na estimativa de produção do País. Com isso, as cotações da oleaginosa tiveram elevação acentuada nos principais contratos. Também adicionou viés positivo para as cotações da soja a redução no percentual de lavouras entre boas e excelentes condições de 57 para 56 porcento, divulgado no relatório de desenvolvimento das lavouras dos EUA pelo USDA na tarde de ontem.

    Maior surpresa foi observada nas projeções para o milho, visto que a safra mundial foi reduzida em 7 milhões de toneladas em relação á safra anterior e a safra 2022/23 norte-americana em 10,5 milhões de toneladas, passando para produção esperada de 354,2 milhões de toneladas. Além disso, o percentual das lavouras de milho dos EUA entre boas e excelentes condições também foram reduzidas de 54 para 53%. Com isso, as cotações do cereal na Bolsa de Chicago apresentaram elevada valorização.

    Essa expectativa de retração na oferta mundial, ocasionada também por perdas na produção europeia e asiática, adicionam uma elevada atenção para a safra sul-americana. O cultivo já foi iniciado em algumas áreas no Brasil e o mercado de clima seguirá com grande representatividade no direcionamento dos preços, visto que as projeções climáticas apontam que o desenvolvimento da safra de verão brasileira e de grãos da Argentina transcorrerá sobre a influência do fenômeno climático La Niña.

    Essa volatilidade na precificação desses produtos abrirá janelas de oportunidade de negociação da produção com preços valorizados, importantes para formação do preço médio de comercialização. As opções agropecuárias também seguem como importantes ferramentas para fixação de preços.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Obrigado e até a próxima.
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  • 12/09/2022 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é segunda-feira 12 de setembro de 2022, meu nome é Sérgio Luiz Sousa, Assessor de Agronegócios em Campos Novos-SC e vamos falar sobre o cenário do Trigo.

    A safra brasileira segue em pleno desenvolvimento. Segundo dados da CONAB, a expectativa é que a produção brasileira seja recorde, superior a 9,3 milhões de toneladas, volume 22% superior ao da safra passada.

    Boa parte desse aumento se deve a produção dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, que juntos são responsáveis por 86% da produção nacional.

    No RS é esperada a maior safra da história, com produção superior a 4 milhões de toneladas, reflexo do clima favorável. Atualmente, 96% das lavouras estão entre fase vegetativa e floração, com boas condições.

    Também é esperado crescimento da produção no Paraná, para 3,9 milhões de toneladas, alta de 21% ante a safra passada. A colheita avança no estado, com 12% da área já colhida, mas a ocorrência de chuvas preocupa os produtores nesta fase, pois pode comprometer a qualidade final dos grãos. Atualmente, 78% das lavouras se encontram em boas condições.

    As geadas que atingiram a região Sul em meados de agosto não trouxeram perdas significativas, apesar da forte intensidade do fenômeno em regiões de relevância para a cultura, como norte do RS e sul do PR.

    Nos demais estados produtores, destaca-se a colheita no oeste Baiano, que apesar da pequena área plantada, alcançou ótimas produtividades, em torno de 145 sacas por hectare, em sistema irrigado. O trigo é uma grande oportunidade para a rotação de culturas na região.

    Na Argentina, segundo Bolsa de Cereales de Buenos Aires, foram cultivados 6,1 milhões de hectares, área 9% inferior à safra passada. A região norte do país sofre com falta de chuvas e geadas que atingiram as lavouras, fazendo com que 24% da área encontre-se em condições ruim ou regular.

    As cotações recuaram diante do incremento da oferta com o avanço da colheita no Hemisfério Norte, escoamento da safra ucraniana e início da colheita em algumas regiões do Brasil. O indicador Cepea/Esalq registrou queda de 10,3% nos últimos 30 dias, com o cereal cotado a R$ 1.848,70/t no dia 06/09. Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis e a safra cheia se confirme, haverá uma concentração de oferta do produto no mercado nacional, pressionando negativamente as cotações.

    Para auxiliar o produtor na melhor estratégia de negociação da produção, o Banco do Brasil disponibiliza linha de comercialização para este e outros cereais de inverno. Consulte sua agência BB e parceiros agro para maiores informações.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Boa safra!
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  • 09/09/2022 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 09 de setembro de 2022, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso – Mato Grosso e falaremos sobre o cenário do milho.

    No dia 29 de agosto as cotações internacionais na Bolsa de Chicago atingiram seus maiores níveis dos últimos dois meses, apoiadas pela consecutiva piora nas condições das lavouras norte-americanas e pelo levantamento da consultoria privada Pro Farmer, que apontou produção de milho nos EUA 4% inferior ao estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em seu relatório de agosto. Após essa valorização, o início de setembro foi de recuo nas cotações, motivado por realização de lucros e preocupações com crescimento econômico mundial, que poderia influenciar em uma menor demanda pelo grão. Na quarta-feira, dia 07, o contrato com vencimento em dezembro/22 foi cotado a U$ 6,71 bushel.

    A colheita brasileira do milho segunda safra está praticamente finalizada. A CONAB divulgou nesta quinta-feira (08) o 12º levantamento de safra, estimando produção total de 113,27 milhões de toneladas, redução de 1,24% na produção em relação ao levantamento de agosto. O ajuste mais significativo foi na produção da 2ª safra no estado do Paraná, que recuou 6,5%, estimada agora em 13,93 milhões de toneladas. Apesar deste recuo, a produção representa uma recuperação em relação à safra 20/21, que apresentou problemas climáticos (estiagem e geadas) e totalizou 6,5 milhões de toneladas.

    Embora a produção total projetada seja um recorde para a série histórica, os estoques finais foram estimados em 9,45 milhões de toneladas, um dos menores nos últimos anos, reflexo da quebra de safra do ano passado, além da demanda externa e interna que continua elevada.

    O preço físico, referência Campinas/CEPEA, praticamente manteve-se estável nos últimos dias, cotado a R$83,54 a saca. A retração na comercialização por parte dos produtores está mantendo os preços nesse patamar.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar à exposição às oscilações dos preços, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB. Conheça o simulador de opções, acessando o app do BB em Menu, selecionando Opção Agro, lembrando que é possível simular e contratar a Opção desejada diretamente no aplicativo.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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  • 08/09/2022 - Cenário da certificação florestal
    Olá, hoje é quinta-feira, 08 de setembro de 2022, meu nome é Karin Corrêa Foggiato, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Curitiba/PR e vamos falar sobre o cenário da Certificação Florestal.

    O Brasil está entre os principais países produtores de papel, celulose e painéis de madeira do mundo. Além do fornecimento de madeira, o setor contribui para a conservação das florestas naturais e manutenção da biodiversidade através do manejo sustentável de suas áreas.

    O manejo florestal sustentável é um conjunto de técnicas aplicadas para capturar recursos naturais sem danificar o meio ambiente, garantindo a renovação desses recursos e permitindo o seu uso constante por diversas gerações.

    Uma forma muito utilizada pelo mercado para atestar a sustentabilidade das florestas cultivadas é através da certificação das áreas por meio dos padrões da Forest Stewardship Council - FSC - uma organização internacional não governamental e sem fins lucrativos com sede na Alemanha.

    No sistema FSC, existem 2 modalidades de certificação: de manejo florestal e de cadeia de custódia:

    - Certificação do manejo florestal: avalia se o manejo ambiental, econômico e social está de acordo com os padrões FSC.
    - Certificação de cadeia de custódia: específica para empresas de processamento, como serrarias, fábricas e outras. Neste caso, é verificado se a origem da matéria prima é de florestas certificadas, ou seja, certifica a rastreabilidade do produto.

    Os benefícios com a certificação são inúmeros, tais como: produto final diferenciado, com melhor preço de venda; abertura de novos mercados; melhoria da imagem institucional; áreas naturais preservadas, melhores condições de trabalho, dentre outros.

    No Brasil, foi formado um Grupo de Trabalho do FSC (GTFSC-BR), que atua desde 1996 com o objetivo de firmar padrões locais específicos, os quais devem ser utilizados pelas certificadoras que operam no país para avaliação das áreas florestais.

    O Banco do Brasil, principal parceiro do Agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais, Linhas de Crédito de Investimento e Custeio, CPRs para plantio e condução das florestas, bem como Linhas para cobrir os custos da certificação de manejo sustentável das áreas, com prazos adequados e taxas de juros compatíveis com o mercado.

    Conte sempre com a Assessoria Especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 06/09/2022 - Cenário do feijão
    Olá, hoje é terça-feira, 06 de setembro de 2022, meu nome é Ana Paula Cunha, sou assessora de agronegócios em Brasília - DF e falaremos hoje sobre o cenário do feijão.

    Com a colheita da segunda safra (safrinha) finalizada, é possível afirmar que, embora tenha havido oscilações climáticas durante o ciclo da cultura, os resultados foram considerados muito bons – com destaque para o aumento de 72,5% na produção de Feijão Preto, totalizando 371,6 mil toneladas. Já o Feijão Cores teve acréscimo de 22,8%, com uma produção final de 557,6 mil toneladas. Estes volumes, somados às 430,5 mil toneladas de Feijão Caupi, conferiram à safra 2021/22, o montante de 1.359.000 toneladas, 19,5% superior produzido na safra passada.

    Estes números expressivos, especialmente relacionados ao Feijão Preto, resultaram em forte pressão baixista nos preços, reflexo do aumento da oferta. A exemplo, somando-se as duas safras (verão e safrinha), a produção total de Feijão Preto ultrapassou quase 56 mil toneladas o consumo estimado pelos órgãos oficiais.

    Para a terceira safra, os quase 540 mil hectares semeados, basicamente nas regiões centro – oeste e nordeste do país, estão em pleno desenvolvimento. As previsões de forte concorrência com as culturas de milho e trigo, se concretizaram e há uma estimativa de redução na área plantada. Nos estados da Bahia, Goiás e Minas Gerais, as lavouras já estão na fase de maturação e colheita, com bons resultados e ótima qualidade do produto colhido.

    Por outro lado, nos estados de Pernambuco e Alagoas, houve redução do potencial produtivo devido ao plantio tardio, ocasionado pelo excesso de chuvas, que, por sua vez, resultaram em menor formação de grãos e com qualidade inferior. Assim, nestas localidades é previsto um rendimento 20% inferior à safra passada.

    Para o plantio da nova safra de verão (águas) 22/23, observa-se tendência de redução de área – especialmente no Paraná, tradicionalmente o estado com maior representatividade nesta safra. Os órgãos oficiais estimam uma redução de 12% no estado, motivada pela estagnação do preço do Feijão Preto e dos custos de produção mais altos. Há uma expectativa que boa parte destas áreas migrem para a cultura da Soja que, no momento, apresenta uma rentabilidade mais atrativa ao produtor.

    Como o plantio desta safra está apenas iniciando, é de suma importância que o produtor acompanhe de perto estas movimentações do mercado – para a tomada de decisão mais assertiva, especialmente àqueles que ainda não comercializaram a sua produção.

    O Banco do Brasil, principal parceiro do agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais, linhas de crédito de investimento e custeio para a cultura do feijão – com prazos adequados e taxas de juros compatíveis com o mercado.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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  • 05/09/2022 - Cenário climático
    Olá, hoje é segunda-feira, 05 de setembro de 2022, meu nome é Sttefanne Camp, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Campinas-SP e falaremos sobre o cenário climático.

    Conforme relatório publicado em Agosto pela NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA), há previsão de continuidade do fenômeno La Niña, com expectativa de diminuição gradual da probabilidade de ocorrência, passando de 86% na Primavera, para 60% entre Dezembro e Fevereiro/2023.

    No Brasil, de acordo com divulgação do Climatempo, há previsão para estiagem durante a Primavera na Região Sul. Ao Norte do país, os eventos chuvosos devem ser mais intensos. Já na área Central, o La Ninã provoca um risco maior para irregularidade do retorno das chuvas no início da nova estação.

    O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), na Previsão Climática Trimestral Set – Out – Nov, indica maior probabilidade de chuva acima da média entre as regiões Norte, Nordeste, centro-norte de GO e MG. Em grande parte da Região Sul, centro-sul e leste do MS, SP, sul e oeste de MG, a previsão indica maior probabilidade de chuva abaixo da faixa normal. Na Região Sul, esta previsão se deve à manutenção da La Niña.

    Vale destacar, que esse período é caracterizado por chuvas escassas na faixa central do país e mais abundantes nos extremos norte, leste e sul do Brasil.

    A previsão de temperatura aponta maior probabilidade de ocorrência de valores acima média em praticamente toda a Região Centro-oeste, centro-norte e oeste de SP, oeste de MG, e grande parte das Regiões Norte e Nordeste. A previsão de maior probabilidade de temperaturas abaixo da média, está presente apenas em parte do litoral sul da BA.

    De acordo com o Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), as regiões que passaram por irregularidades de chuvas e apresentam baixa disponibilidade de água no solo, poderão ter impactos, como baixa vazão em seus mananciais

    Com base no exposto e dado à variabilidade das previsões climáticas para o vasto território nacional, o monitoramento do clima, a eficiência de uso dos recursos hídricos e recomposição florestal, ganham importância.

    E para apoiar o produtor rural, o BB disponibiliza recursos para acompanhamento climático, como a estação meteorológica inovadora desenvolvida pela Agritec FieldPro, parceira do Banco do Brasil, além de recursos para investimentos na melhoria ou modernização dos sistemas de irrigação, bem como para a recomposição de matas ciliares.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
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  • 02/09/2022 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira, 02 de setembro de 2022, meu nome é Giuliano Pradela, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó (SC), e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    As cotações da soja na Bolsa de Chicago atingiram o valor de U$ 15,07/bushel em 31/08 com redução de 0,36% na sessão. Para o vencimento em novembro, as cotações vêm oscilando entre U$ 13,56 e U$ 14,85/bushel, encerrando o dia 31/08 cotado a US$ 14,06/bushel.

    As previsões meteorológicas norte-americanas para a primeira quinzena de setembro apontam temperaturas acima da média e chuvas com volumes variando entre 5mm e 50mm, com distribuição irregular nos principais estados produtores. De acordo com o último relatório do USDA, 57% da área cultivada encontra-se em condições boas e excelentes e 93% das lavouras estão em enchimento de grãos, fase determinante para a produção. Os dados divulgados no acompanhamento de safra da PRO FARMERS CROP TOUR, estão alinhados com o último relatório de oferta e demanda do USDA, com estimativa de colheita acima de 123 milhões de toneladas.

    Além do clima e da safra nos EUA, o mercado da soja pode ser influenciado por outros fatores, como o posicionamento dos agentes frente à possível recessão na economia mundial, mecanismos para conter a inflação, incertezas sobre a demanda chinesa em função da diminuição do crescimento do seu PIB e consequente redução na demanda.

    Segundo dados da Conab, em seu último relatório, a perspectiva para a safra de soja 2022/2023 é de nova ampliação de área. A estimativa é de que sejam cultivados 42,4 milhões de ha, área cerca de 3,5% superior à da safra 21/22.

    O INMET, em seu Boletim Agroclimatológico de agosto/22 (previsão Setembro/Outubro/Novembro), aponta para uma probabilidade de 70 a 80% de continuidade de La Niña de intensidade fraca nos próximos três meses, com chuvas abaixo da média para os estados da região Sul, SP e parte do MT e MS, sendo o fator clima determinante para uma boa produção.

    No Brasil, o preço da oleaginosa vem acompanhando as cotações externas e variações cambiais. O indicador Esalq/BMF/BOVESPA, em 31/08, foi cotado a R$ 190,97/ saca, redução de 2,43% em relação ao início de agosto. Contudo, o prêmio nos portos vem apresentando elevação nas últimas semanas, cotado para o mês de setembro em torno de US$ 2,70/Bushel.

    Para o produtor ter maior previsibilidade em seu fluxo de caixa, garantir sua margem de lucro e minimizar a exposição às oscilações dos preços, o BB disponibiliza as Opções Agro e o Termo de Moedas (NDF). As Opções Agro podem ser simuladas e contratadas de forma simples e rápida diretamente no aplicativo do BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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  • 01º/09/2022 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 01º de setembro de 2022, meu nome é Vinícius Veras, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Dourados – MS e vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

    O mês de agosto manteve o cenário de demanda interna retraída e escalas de abate alongadas, cenário que foi agravado pelas notícias de férias coletivas em várias plantas frigoríficas, provocando aumento na oferta de animais para o abate, mesmo se tratando de entressafra. Desta forma, as cotações físicas da arroba do boi gordo foram pressionadas negativamente no período.

    A cotação da arroba em 30/08/22 - Indicador CEPEA Esalq / B3 fechou em R$ 312/arroba, já o mercado futuro apresentou pequena recuperação no final do mês, com o contrato nov/22 cotato a R$ 311,50.

    De acordo com a Secex, as exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada mantiveram o bom ritmo de negócios em agosto, sendo embarcadas, até a terceira semana mais de 128 mil toneladas, com média diária de 8,569 mil toneladas, alta de 3,8% na quantidade média diária e valorização de 10,1% no preço médio da tonelada ante o registrado no mesmo período do ano passado. Esse bom movimento favorece a permanência do ágio para o “Boi China” entre R$ 20,00 a R$30,00 reais por arroba acima do boi direcionado ao mercado interno.

    O mercado atacadista de carne bovina está fechando o mês em estabilidade, mantendo a procura de carne arrefecida e estoques sendo abastecidos com folga. Em função da boa oferta de animais, as escalas de abate continuaram confortáveis, com média nacional em torno de 12 dias úteis.

    Quanto ao mercado de reposição, a elevada oferta somada a menor demanda ao longo do mês tem gerado movimento negativo nos preços do bezerro em 2,13% ante o mês passado.

    A notícia boa vem do mercado futuro, que sinaliza valorizações no indicador, ao contrário de anos anteriores, em que o pico das cotações ocorreu no contrato de outubro. Neste caso, os contratos com vencimento para nov.22 e dez.22 são os que apresentaram maiores incrementos, justificados pela expectativa de melhora no consumo da carne bovina no mercado interno devido às festividades anuais, copa do mundo e eleições.

    Além disso, espera-se também um escoamento para mercado externo se mantendo aquecido, principalmente para a China e países no Oriente Médio, como sazonalmente ocorre neste período.

    Para auxiliar na programação das atividades realizadas no final da entressafra e início de safra, o Banco do Brasil disponibiliza recursos de custeio e investimentos para auxiliar os produtores nas estratégias de produção. O Banco do Brasil também disponibiliza a oportunidade de contratos de opções e a termo, como forma de proteção na hora de comercialização dos animais.

    Contem sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…