BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 29/10/2021 - Cenário da bubalinocultura
    Olá! Hoje é 29 de outubro de 2021. Meu nome é Leobino Almeida dos Santos, sou assessor de Agronegócios em Belém, Pará, e falaremos sobre o cenário da bubalinocultura.

    O búfalo (bubalus bubalis) é uma espécie animal originária da região asiática compreendida pela Índia, Sri Lanka e Indochina. Devido suas características zootécnicas de adaptabilidade e rusticidade, foi trazida para o estado do Pará no final do século 19 por um criador, de onde se disseminou pelo Brasil.

    A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) considera que existam, no mundo, cerca de 200 milhões de cabeças de búfalos, sendo que cerca de 97% destas encontram-se na Ásia. No Brasil, o rebanho aproximado é de 3 milhões de cabeças.

    Segundo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) 66% desse rebanho estão na Região Norte do Brasil, 13% no Sudeste, 9% no Nordeste, 8% no Sul e no Centro-Oeste 4%.

    A renda bruta com a bubalinocultura em 2019, conforme a ABCB, foi de 1,1 bilhão de reais, com 70% deste valor oriundo da produção de leite e 30% da produção de carne.
    O leite de búfala é mais valorizado do que o da vaca, por conta de suas características de teor e qualidade proteica, conferindo melhor palatabilidade dos produtos derivados, principalmente o queijo. O preço médio do litro de leite de búfala em setembro de 2021 ficou em R$ 2,50.
    Além disso, com a valorização da carne bovina desde 2019, a carne bubalina também se elevou, pois nos estados do Pará e Amapá, que detêm 59% do rebanho nacional, a relação de preço do quilo do peso vivo do búfalo é de 70% do quilo do peso vivo do boi gordo, aproximadamente. Fatores que beneficiaram essa cadeia produtiva.
    O Banco do Brasil, além de custear a produção, conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa investir, em recuperação de pastagens degradas, implantação de ordenha mecânica e geração de energia alternativa.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    3 min
  • 28/10/2021 - Perspectivas climáticas para a safra de verão 21/22
    Olá! Hoje é 28 de outubro de 2021. Meu nome é Marshall Santos, sou consultor de agrometeorologia da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, e hoje traremos as últimas atualizações das perspectivas climáticas para a safra de verão 2021/22.

    De acordo com o Centro de Previsão Climática da Agência Norte-Americana de Meteorologia e Oceanografia (NOAA), o resfriamento das águas do Pacífico Equatorial se intensificou de maneira significativa ao longo do mês de setembro.

    Segundo a NOAA, as anomalias de temperatura na região do Pacífico Equatorial excedeu a casa de meio grau negativo e, atualmente, todos os padrões oceânicos e atmosféricos estão condizentes com o fenômeno La Niña.

    Com isso, podemos oficialmente dizer que La Ninã está de volta. O fenômeno deve atuar até pelo menos o próximo verão, com probabilidade em torno de 87%. Sua intensidade, a princípio, deve atingir níveis variando entre moderado a forte em seu pico de atuação, que está previsto para ocorrer entre os meses de novembro a janeiro.

    Quanto aos efeitos no Brasil, o prognóstico de chuva para os meses de outubro a dezembro, fornecido pelo Instituto Nacional de Meteorologia, está condizente com o padrão típico de La Niña.

    Com isso, no Sul do Brasil, as chuvas devem ficar abaixo da média em toda a região no acumulado do trimestre.

    Na região Sudeste, as chuvas devem ocorrer abaixo da média sobre Todo o estado de São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas e triângulo mineiro. Nas demais áreas da região, como centro-norte mineiro e no estado do Espírito Santo, estão previstas chuvas acima da média.

    No Centro-Oeste, o estado do Mato Grosso, centro-norte de Goiás e Distrito Federal devem ser contemplados com chuvas acima do esperado, enquanto no sul de Goiás e estado do Mato Grosso do Sul espera-se volume de chuva abaixo da média climatológica.

    No Matopiba, ainda são esperadas chuvas acima da média em todas as regiões produtoras. Com relação aos níveis atuais de umidade no solo para o arranque inicial da safra, as chuvas que retornam aos poucos sobre o Brasil Central e Sudeste têm contribuído para a reposição da água no solo. No entanto, ainda aguarda-se acumulados mais precisos para o avanço do plantio em maior escala nessas regiões.

    Apesar disso, de acordo com a Conab, o plantio dos principais cultivos de verão, como a soja e o milho, avançam dentro do esperado, em torno dos 30%.

    Para sua maior proteção contra eventuais intempéries climáticas no decorrer da safra, conte sempre com as soluções e serviços para mitigação de riscos oferecidas pelo BB Seguros, disponíveis através dos canais do Banco do Brasil. Até mais!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    3 min
  • 27/10/2021 - Cenário do café conilon
    Olá! Hoje é quarta-feira, 27 de outubro de 2021. Eu sou Clayton Igarashi, assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Caratinga, Minas Gerais, e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    Após as chuvas recentes na maior região produtora de café conilon no Brasil, as lavouras no Espírito Santo encontram-se em bom estado fisiológico e vegetativo, com perspectivas de uma safra recorde em 2022.

    O preço do produto no mercado interno tem mantido a tendência de recorde histórico, com uma média de R$ 784,00/saca no mês de outubro, ocorrendo uma pequena queda nos últimos cinco dias. Contudo, o mercado futuro do café conilon em Londres operou, na última segunda-feira, com expressiva valorização para os principais contratos, em virtude de problemas para escoamento do produto pelo Vietnã, ocasionados pela falta de contêineres.

    A alta dos preços dos insumos como cloreto de potássio, fosfatados e glifosato vem impactando os custos de produção do cafeicultor. Além disso, seguem atentos à possibilidade de encontrarem dificuldade de adquirir esses produtos para a próxima safra, visto o cenário atual de escassez desses em nível mundial.

    Com a dificuldade de se encontrar mão deobra no Espírito Santo – situação agravada durante a pandemia do coronavírus – os cafeicultores têm buscado técnicas que facilitem o manejo da lavoura, como o microterraceamento, que trazem mais segurança para os trabalhadores e podem diminuir em 30% a utilização de mão de obra. A técnica, muito usada no manejo de cafezais de arábica em terrenos montanhosos, tem se mostrado vantajosa também para o conilon.

    Para atender essas e outras demandas, o cafeicultor pode contar com o apoio do Banco do Brasil, que disponibiliza linhas de crédito para investimento, atendendo às práticas conservacionistas do solo, assim como de linhas de crédito para comercialização do produto e o custeio da aquisição dos insumos. E, a fim de mitigar o risco de preço, assegurar margens satisfatórias e resultados mais previsíveis para sua safra, aproveitando os preços recordes históricos para o produto, contamos com as Opções Agropecuárias do Banco do Brasil.

    Conte sempre com a assessoria em agronegócios e toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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    3 min
  • 26/10/2021 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá! Hoje é terça-feira 26 de outubro de 2021. Meu nome é Maria da Graça Ribeiro Fogli, sou assessora de Agronegócios no Banco do Brasil em Araraquara, São Paulo, e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    A safra está em andamento no Centro-Sul do país. Até 1º de outubro, 36 unidades estavam com a safra encerrada e mais 52 devem finalizar ainda neste mês. O clima adverso nas safras 2020 e 2021, com estiagens prolongadas e geadas no inverno passado, têm refletido no menor produtividade e antecipação da finalização da safra. Já para as safras das regiões Norte e Nordeste, que tiveram início em agosto, espera-se produção 2,5% superior à anterior.

    No Centro-Sul foram cultivados 7,36 milhões de hectares, ou seja, 89,3% da área e 91% do volume nacional produzido. Nesta safra houve redução de 4,6% em área ante a anterior, principalmente devido à concorrência com soja e milho.

    Assim, espera-se que a produção da safra 2021/22 totalize 592 milhões de toneladas, de acordo com a Conab. A região Centro-Sul deverá processar 538,8 milhões de toneladas, recuo de 4,6% em relação à safra passada. Algumas unidades esperam perdas de até 15%. A produtividade está 21% inferior, com média projetada de 72,5 toneladas/ha.

    A boa notícia é que o preço da tonelada da cana continua em ascensão, próximo a R$150,00/t, garantindo boa rentabilidade aos fornecedores.

    Quanto aos produtos derivados, a produção de açúcar deverá atingir 36,9 milhões de toneladas, 10,5% inferior à safra passada. O mix de produção é estimado em 46,6% de cana transformada em açúcar e 53,4% em etanol.

    A produção do etanol tende a recuar 13,1% e totalizar 25,8 bilhões de litros. O preço do etanol está acima do observado ano passado, refletindo o repasse de preços para a gasolina, em linha com a paridade internacional.

    Há expectativa de clima mais favorável para a próxima safra, com mais disponibilidade de água durante o ciclo produtivo. O cenário é de bons preços e negócios internacionais aquecidos, já que o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar e os estoques mundiais estão baixos.

    O Banco do Brasil dispões de linhas de investimento para melhoria da estrutura produtiva, irrigação, máquinas, implementos e renovação de canaviais.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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    4 min
  • 25/10/2021 - Cenário do arroz
    Olá! Hoje é segunda-feira, 25 de outubro de 2021. Meu nome é Fabíola Lira, sou assessora de Agronegócios no Banco do Brasil em São Borja, Rio Grande do Sul, e falaremos hoje sobre o cenário do arroz.

    O balanço global de oferta e demanda de arroz, divulgado pelo USDA agora em outubro, mostra uma produção de 510,7 milhões de toneladas e um consumo de 512,3 milhões de toneladas, ambos recordes.

    O estoque final (de passagem) de 183,6 milhões de toneladas, apesar do leve recuo de 0,9% ante a safra passada, ainda remete à boa disponibilidade de arroz no mercado mundial.

    Entre março e setembro deste ano, a exportação brasileira do cereal foi 48,6% inferior quando comparada ao mesmo período de 2020, com destaque para os meses de agosto e setembro de 2021. Nesse período, apresentaram os maiores volumes embarcados no período, respectivamente, de 114.540 e 130.200 toneladas, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

    Com a colheita da safra 2020/21 finalizada e a safra 2021/22 em processo de semeadura, o preço do arroz vem apresentando queda ao longo de outubro. O Indicador Esalq/Senar-RS do arroz em casca com classificação de 58% grãos inteiros está próximo aos R$ 72,00/saca de 50 kg e acumula baixa de 3,2% na parcial do mês corrente até o dia 20.

    Pressionando ainda mais os preços, o expressivo fluxo de chuvas em diversas regiões do estado do Rio Grande do Sul dificultou o carregamento dos lotes já comercializados e reduziu o interesse em novas negociações nas últimas semanas, conforme aponta o Centro de Estudo Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No entanto, o setor permanece otimista de que níveis remuneradores serão mantidos acima da média histórica.

    Para produtores interessados em novos investimentos, o Banco do Brasil dispõe de linhas específicas para aquisição de máquinas e implementos ou mesmo para construção e ampliação de unidades de armazenagem. Para maiores informações sobre estas e outras oportunidades, procure seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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    3 min
  • 22/10/2021 - Cenário do milho
    Olá! Hoje é sexta-feira, 22 de outubro de 2021. Meu nome é Danila Sá, sou assessora de agronegócios no Banco do Brasil em Barreiras, Bahia, e vamos falar um pouco sobre o cenário do milho.

    Após as baixas observadas nas cotações do milho na bolsa de Chicago, como reflexo do relatório do USDA projetando aumento de produção e estoques dos Estados Unidos, o valor dos contratos voltou a valorizar desde a última semana, fundamentado pela expectativa de aumento na demanda de milho para fabricação de etanol e pela exportação norte-americana, com reportes superiores a 1 milhão de toneladas.

    Assim, o contrato de dezembro de 2021 passou dos US$ 5,12/bushel, no fechamento do dia 14/10, para patamar próximo a US$ 5,37/bushel nos últimos dias.

    No mercado interno, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa apresenta certa estabilidade desde a última semana, cotado próximo a R$ 90,00/sc. Apesar da expectativa de estoque interno apertado, os compradores seguem abastecidos no curto prazo e esperam uma oferta mais ampla com a colheita da safra de verão. Nesse sentido, estão ofertando preços mais baixos para a aquisição do produto.

    Para a safra de milho verão brasileira 2021/22, a Conab projeta o cultivo de 4,41 milhões de hectares, incremento de 1,6% ante a safra passada. Além disso, estima uma produção de 28,3 milhões de toneladas.

    No Rio Grande do Sul, de acordo com a Emater, 65% dos 834 mil hectares estimados já foram cultivados. Ao mesmo tempo, as lavouras estão com boa germinação e desenvolvimento inicial uniformes.

    Em Santa Catarina, a Epagri/CEPA aponta que deverão ser cultivados 325 mil hectares e produzidas 2,7 milhões de toneladas. O plantio alcança mais de 50% da área na região do litoral e do alto vale do Itajaí, bem como 25% para a região Oeste.

    No Paraná, 75% dos 422 mil hectares estimados pelo Deral já foram cultivados, com mais de 98% das lavouras em boas condições de desenvolvimento germinativo e vegetativo. A produção esperada no estado é de 4,1 milhões de toneladas.

    Visando apoiar o produtor rural na compra antecipada dos insumos para a próxima safra, o BB disponibiliza o custeio antecipado para o milho segunda safra, que será cultivado em 2022.

    Historicamente, a compra antecipada de insumos tem permitido melhores condições negociais, maior segurança quanto ao recebimento dos insumos no período adequado e possibilidade de melhores retornos econômicos da atividade.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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    4 min
  • 21/10/2021 - Cenário da pecuária de corte
    Olá! Hoje é quinta-feira, 21 de outubro de 2021. Meu nome é Karoline Furlaneto Castro, sou assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, e vamos falar sobre o cenário da pecuária de corte.

    Após a confirmação, em meados de setembro, de dois casos de encefalopatia espongiforme bovina (ou “mal da vaca louca”), o governo brasileiro suspendeu as exportações de carne bovina para a China. Essa suspensão permanecerá vigente até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações repassadas sobre o caso. A China, juntamente com Hong Kong, são responsáveis por 59% das exportações brasileiras da proteína.

    Até o presente momento, mesmo com todos os esclarecimentos prestados pelo governo brasileiro, o governo chinês ainda não retomou as importações da proteína brasileira.

    Apesar do embargo, as exportações totalizaram 218,53 mil toneladas em setembro de 2021, recorde mensal de exportação e volume 31% superior ao de setembro de 2020. No entanto, dados preliminares da Secex indicam que os embarques parciais de outubro já refletem a ausência da China nas compras, pois até o dia 10 apenas 30,43 mil toneladas haviam sido embarcadas, queda de 43% ante a setembro de 2021 e 37,7% ante a outubro de 2020.

    Esperava-se que a relação comercial fosse restabelecida rapidamente, porém isso ainda não aconteceu, e o preço da arroba bovina tem sido pressionado negativamente desde então. O indicador Cepea/B3, na parcial de outubro até o dia 19, acumulava baixa de 6,6%. No momento, os frigoríficos estão gerindo estoques, com escalas de abate alongadas, mantendo-se afastados do mercado. Já os pecuaristas estão encontrando dificuldades em comercializar os animais.

    Dessa forma, o produtor deve ficar atento aos movimentos do mercado, levar em consideração a época de disponibilização para abate dos animais de 2º giro de confinamento e avaliar os custos de manutenção destes animais, para então decidir o melhor momento de comercialização.

    E para apoiar você, pecuarista, o BB dispõe de diversas soluções de crédito, como a CPR, como capital de giro para aproveitar o melhor momento de venda e planejar a compra de insumos ou reposição, o BB Custeio Pecuário para antecipar o planejamento da alimentação e suplementação do rebanho e o BB Opções Agropecuárias para garantir preço mínimo de venda do boi, de acordo com a saída do gado da fazenda.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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  • 20/10/2021 - Cenário da pecuária leiteira
    Olá! Hoje é quarta-feira, 20 de outubro de 2021. Eu sou Marcelo Luiz Pinto, assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares, Minas Gerais, e vamos falar sobre o cenário da pecuária leiteira.

    Apesar do enfraquecimento da demanda no mercado de derivados do leite, o preço pago ao produtor em outubro deve ficar estável. Os Conseleites de Minas Gerais e Santa Catarina projetam leve alta, ao passo que os Conseleites do Paraná e Rio Grande do Sul projetam baixa.

    Com a volta de diversos serviços presenciais, há expectativa de que a demanda por derivados de leite diminua, e o padrão de consumo domiciliar volte aos patamares próximos ao período pré-pandemia. Além disso, espera-se que ocorra o aumento da oferta de leite com a entrada da estação chuvosa nas principais regiões produtoras, fator que tende a pressionar negativamente a cotação do leite em novembro.

    O recuo na cotação da arroba do boi gordo em setembro e na primeira quinzena de outubro também afetou o fluxo de caixa do produtor de leite, com a desvalorização da vaca descarte e do bezerro. Essa questão requer atenção, especialmente aos produtores que não se protegem contra a alta do custo de produção.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o Banco do Brasil e proteger o custo de produção com as Opções Agro BB, através da call (opção de compra) de milho, garantindo um custo de produção atrativo na ração concentrada. Além disso, pode utilizar o BB Custeio Agropecuário para aquisição de insumos e planejamento da produção de volumoso para o período em que ocorrerá a redução das chuvas em 2022.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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  • 19/10/2021 - Cenário da soja
    Olá! Hoje é terça-feira, 19 de outubro de 2021. Meu nome é Fabíola Lira, sou assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em São Borja, Rio Grande do Sul, e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    Os dados de projeção de safra do USDA, com estimativas de produção e estoques dos Estados Unidos acima do esperado pelo mercado, pressionaram as cotações da soja na Bolsa de Chicago na semana anterior. O contrato com vencimento em maio de 2022 chegou a ser cotado a US$ 12,25/bushel na última semana, mas recuperaram parte das perdas com o retorno da demanda chinesa. O avanço da colheita com percentual acima da média de anos anteriores, segue como fator de limitação para altas.

    Os preços físicos internos também recuaram, embora ainda estejam em patamares elevados. A alta do dólar e as compras da China dão sustentação aos preços no Brasil, mesmo com o avanço da colheita nos Estados Unidos e do plantio da safra 2021/22 no Brasil.

    As previsões meteorológicas indicam chuvas com volumes maiores nas regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país para o mês de outubro, contribuindo para acelerar os trabalhos de plantio. Na região do MATOPIBA há previsão da chegada das chuvas a partir do dia 20/10, garantindo umidade nos solos e o início dos plantios nas áreas de sequeiro.

    Há estimativa de que a safra nacional de soja 2021/22 seja recorde, com produção de 141,26 milhões de toneladas, conforme dados da Conab. Tal feito deve resultar da projeção do acréscimo de 1,38 milhão de hectares na área a ser cultivada com a cultura e do clima beneficiando a produtividade das lavouras, estimada em 3.539 kg/ha.

    O indicador Esalq/B3 apresentou variação negativa na média inicial no mês de outubro/21. Contudo, continua em patamares de preços que asseguram margens de remuneração satisfatórias aos produtores brasileiros, apesar do aumento dos custos de produção, principalmente de fertilizantes e defensivos químicos.

    Face ao cenário favorável e considerando as expectativas de crescimento de produção, o Banco do Brasil, sendo o maior parceiro do produtor rural, ampliou a disponibilidade de recursos para o plano safra, com destaque no crédito para linha de investimento Moderfrota, que tem como finalidade financiar a aquisição isolada de máquinas, equipamentos e implementos (novos ou usados).

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  • 18/10/2021 - Cenário do açaí
    Olá! Hoje é segunda-feira, 18 de outubro de 2021. Meu nome é Leobino Santos, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Belém do Pará, e falaremos sobre o cenário do açaí.

    O açaizeiro (Euterpe oleracea) é uma espécie de palmeira originária e presente em florestas úmidas e várzeas do Bioma Amazônico. Os principais estados produtores são Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Rondônia. Pará e Amazonas protagonizam a produção nacional, respondendo, respectivamente, por 94% e 5% do total produzido. No entanto, outros estados começam a cultivar o açaí, como Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Tocantins.

    O Brasil é maior produtor de açaí e o maior exportador de polpa congelada. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada em 2020, a produção agrícola nacional de açaí contabilizou quase 1,5 milhão de toneladas.

    De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a conquista de novos mercados e o apelo de consumo saudável fizeram com que as exportações do estado do Pará, que é responsável por 94% do volume embarcado da fruta, crescessem quase 15.000% nos últimos 10 anos, passando de 41 toneladas em 2011 para quase 6 mil toneladas em 2020. Os principais consumidores internacionais são Estados Unidos, Japão, Austrália, Alemanha, Reino Unido e Porto Rico.

    No mercado interno, a maior parcela da produção é consumida diretamente nos estados produtores, fazendo parte da dieta diária das famílias. O restante é escoado, principalmente, para os estados do Sul e Sudeste.

    Com a valorização da fruta, o Brasil passou de exportador de palmito de açaí na década de 1980, para principal exportador da polpa congelada, atividade aderente aos princípios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

    Neste contexto, a crescente demanda interna e externa vem impulsionando o manejo sustentável e o cultivo comercial da espécie, fatores importantes para o desenvolvimento da cadeia produtiva. No entanto, nos últimos três meses, os preços pagos ao produtor no Pará apresentaram queda e atualmente giram ao redor de R$ 1,75/kg da fruta, de acordo com a Conab.

    O Banco do Brasil, além de custear a produção, conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa aplicar em manejo de açaizais nativos, implantação de lavouras e sistemas de irrigação.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…