BBCast Agro

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  • 30/09/2021 - Cenário da maçã
    Olá! Hoje é 30 de setembro de 2021. Meu nome é Fabíola Lira, assessora de Agronegócios em São Borja, Rio Grande do Sul, e falaremos hoje sobre o cenário da maçã.

    A maçã é a fruta de clima temperado de maior importância comercial, enquanto fruta fresca, tanto no mercado externo quanto no interno. De acordo com o IBGE, em 2020 foram produzidas quase um milhão de toneladas no Brasil, com destaque para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, responsáveis por 97% da produção nacional.

    Primariamente, a maçã é destinada ao consumo in natura, chegando a cerca de 80% do total produzido. Pode também ser encontrada na forma de sucos, bebidas, vinagre, geleias e doces, por exemplo. Vale ressaltar que a empregabilidade da atividade é expressiva, pois dentre os custos de produção, a mão-de-obra representa cerca de 50%, face a necessidade de operações manuais, desde podas, raleios, roçadas, aplicação de defensivos, até a colheita propriamente dita.

    A comercialização, por sua vez, ocorre durante o ano inteiro, de forma escalonada, principalmente via centrais de abastecimento, supermercados e varejistas.

    Com a maior abertura do comércio e o retorno das aulas presenciais, as cotações da fruta voltaram a apresentar leve aumento quando comparado às últimas semanas e favoreceram as vendas, sobretudo de frutas miúdas e de padrões mais acessíveis, como a Fuji Calibre 165 cat 3, comercializada, em média, a 34 reais por caixa de 18 quilos.

    Neste contexto de maior consumo e redução dos estoques, a tendência é que haja uma recuperação nos preços da fruta.

    O Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa investir em renovação e implantação de pomares, irrigação, cultivo protegido (telas anti-granizo), armazenagem (câmara fria) e, até mesmo, sistema packing house.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 29/09/2021 - Cenário do arroz
    Olá! Hoje é quarta-feira, 29 de setembro de 2021. Meu nome é Fabíola Lira, sou assessora de Agronegócios no Banco do Brasil em São Borja, Rio Grande do Sul, e falaremos hoje sobre o cenário do arroz.

    De acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), observou-se nas últimas semanas o arrefecimento da demanda interna por parte dos setores varejista e atacadista, devido ao atual patamar de preços elevados e ao menor poder de compra de grande parte da população.


    Atualmente, conforme o Indicador Esalq/Senar-RS, os preços do arroz em casca com classificação de 58% grãos inteiros estão próximos aos 75 reais por saca de 50 kg. Houve redução de 3,8%, se comparado ao mesmo período do mês anterior.


    No entanto, o setor avalia que os preços seguirão em patamares remuneradores, acima da média histórica, porém inferiores aos registrados no segundo semestre de 2020, o que somado à elevação dos custos de produção (de 20 a 30%) e à concorrência por área com a soja, deverá resultar em pequena expansão das lavouras de arroz no país.


    Para a safra 21/22, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), espera-se incremento de apenas 1,4% da área cultivada em relação à safra anterior. Com isso, a produção nacional tende a alcançar 11,8 milhões de toneladas, ou seja, acréscimo de 0,4% em relação à safra 20/21.


    No tocante às exportações, no mês de agosto, foram embarcadas 114,5 mil toneladas (em equivalente casca), superando em 19,5% o volume registrado em julho. Vale ressaltar que esta é a maior quantidade mensal escoada pelo Brasil desde outubro de 2020 (quando 153,5 mil toneladas foram embarcadas), conforme divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior.

    Para você, produtor que procura investir na atividade, o Banco do Brasil, maior parceiro do agronegócio, dispõe de linhas específicas para aquisição de máquinas e implementos, bem como para construção e ampliação de unidades de armazenagem. Para mais informações, procure seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 28/09/2021 - Cenário do café conilon
    Olá! Hoje é terça-feira, 28 de setembro de 2021. Eu sou Rossana Maria Cláudio, assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Vitória da Conquista, Bahia, e vamos falar um pouco sobre o cenário do café conilon.

    O Vietnã, principal produtor mundial da variedade, passa por problemas logísticos de escoamento da produção, devido à falta de contêineres, que tem prejudicado as exportações. Além disso, com o aumento dos casos de Covid-19 no país, novas restrições sanitárias foram impostas pelo governo, podendo impactar a colheita que terá início em outubro.

    Esses fatores têm refletido de forma altista na cotação do produto na Bolsa de Londres, mantendo a cotação externa em patamar superior a 2.100 dólares por tonelada nos principais vencimentos. No Brasil, registram-se preços acima de 750 reais por saca de 60 quilos, em Vitória, Espírito Santo, mesmo com a previsão de aumento da produção na próxima safra brasileira.

    Este cenário favorável de preços tem sido contrabalanceado pela alta nos preços dos insumos e consequentemente nos custos de produção, o que reforça a importância do planejamento adequado para aquisição destes no melhor momento.

    Em relação à safra 21/22 no Brasil, as lavouras de conilon apresentam floradas uniformes em toda a região produtora do Espírito Santo, sendo importante destacar que esse período é determinante no ciclo da cultura, pois definirá o seu potencial produtivo para a próxima safra, sendo o seu volume e uniformidade, fatores decisivos para uma boa produção.

    Observa-se que ainda podem ocorrer eventos adversos à produção e comercialização do café conilon, como a insuficiência de chuvas, a falta ou redução do manejo nutricional e controle de pragas e doenças, bem como possíveis oscilações do câmbio.

    Assim, é importante o planejamento prévio da produção, pois permite o acesso ao crédito agrícola no período ideal, possibilitando ao produtor realizar o custeio de sua lavoura e a comercialização do café de forma escalonada, beneficiando-se da boa perspectiva de preços para o grão no período da safra.

    O Banco do Brasil, maior parceiro do agronegócio, disponibiliza linhas de crédito para custeio e investimento, atendendo tanto a manutenção da lavoura quanto a reforma e ampliação das áreas, além da possibilidade de investimento para construção de infraestrutura de armazenagem e beneficiamento da produção. Ainda, o BB dispõe de linhas de crédito para comercialização e CPR para necessidades adicionais do cafeicultor.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 27/09/2021 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá! Hoje é segunda-feira, 27 de setembro de 2021. Meu nome é Nívia Malheiros Bassi, sou assessora de Agronegócios no Banco do Brasil em Novo Horizonte, São Paulo, e vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    Ao que tudo indica, 2021/22 terá a menor moagem de cana-de-açúcar em dez safras. A combinação da estiagem severa, que não se via há pelo menos uma década, com três episódios de geadas intensas, somadas à já prevista redução de área de plantio e às queimadas recentes, estão levando os canaviais da região Centro-Sul a uma quebra consistente.

    Na safra 21/22, que teve início em abril, até a segunda metade de agosto, a moagem no Centro-Sul acumulou queda de 5,8%. Nesse período, a quantidade de cana processada pelas usinas atingiu 392,6 milhões de toneladas, ante 416,8 milhões de toneladas no mesmo período da safra passada.

    De acordo com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a produtividade no mês de agosto foi de 65,3 toneladas por hectare ante 79,7 toneladas observadas no mesmo período da safra 20/21 – queda de 18,1%. No acumulado da atual safra observa-se redução de 14,3%.

    A baixa produtividade e as geadas contribuíram para o avanço da colheita. Estima-se que no Centro-Sul tenha atingido 5,39 milhões de hectares até 31 de agosto, incremento de 9,9% ante o mesmo período de 2020, e já representa cerca de 71% da área prevista para colheita na safra 21/22.

    Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (ÚNICA), a safra atual está projetada em 530 milhões de toneladas no centro-sul do Brasil, ante 605 milhões da safra passada. Assim, o preço pago ao produtor continua em ascensão, minimizando os efeitos da baixa produtividade. De 1º de abril a 1º de setembro, o indicador de concentração de açúcares registrou 140,3 quilos de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar, leve aumento em relação ao observado no ciclo 20/21.

    A próxima safra de cana será desafiadora, tanto para as usinas quanto para os produtores rurais, pois os custos de produção estão em elevação e os canaviais necessitarão de cuidados adicionais em termos de manejo, comparativamente a outras culturas.

    O Banco do Brasil conta com linhas de crédito próprias para o investimento em renovação e o custeio dos canaviais. O produtor pode contar ainda com o seguro agrícola para se proteger de eventos climáticos adversos, como estes que prejudicaram a safra atual.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 24/09/2021 - Cenário do milho
    Olá! Hoje é sexta-feira, 24 de setembro de 2021. Meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso, Mato Grosso, e vamos falar um pouco sobre o cenário do milho.

    O relatório divulgado pelo USDA na última segunda-feira (20) apontou que a colheita de milho norte-americana atingiu 10% do total da área prevista de 34,43 milhões de hectares.

    Também indicou que o desenvolvimento está mais avançado em relação à média dos últimos 5 anos, com 57% da safra em estado de maturação. As lavouras em condições excelentes e boas estão em 59%, ficando 2 pontos percentuais abaixo do registrado no ano passado.

    Os futuros do milho em Chicago vêm sendo pressionados negativamente pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, devido à maior disponibilidade do grão no mercado, o que já era esperado para o período.

    No entanto, sofrem influência adicional em relação às preocupações com a normalização do canal de escoamento pela costa do Golfo.

    No fechamento do dia 21/09 na CBOT, o contrato para dezembro de 2021 fechou em 5,17 dólares por bushel e para julho de 2022 em 5,29 dólares por bushel.

    Internamente, o indicador Esalq/B3, referência Campinas/São Paulo, em seu fechamento no dia 21 de setembro, apontou para 92,08 reais a saca, refletindo uma certa estabilidade nos preços no mercado doméstico, sinalizando que as vendas estão mais retraídas, e o produtores que possuem o grão buscando preços mais altos no final do ano.

    De acordo com a consultoria de mercado AgRural, o plantio da Safra Verão de milho 2021/22 chegou a 22% na região Centro-Sul nesta semana.

    As boas chuvas registradas nos três estados do Sul, onde se concentram os trabalhos de plantio neste momento, estão favorecendo a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, sem impactos significativos no ritmo da semeadura.

    Visando apoiar o produtor rural na compra antecipada dos insumos na próxima safra, o BB disponibiliza o custeio antecipado para o milho Segunda Safra, que será cultivado em 2022.

    Historicamente, a compra antecipada de insumos tem permitido melhores condições negociais, maior segurança quanto ao recebimento dos insumos no período adequado e possibilidade de melhores retornos econômicos da atividade.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 23/09/2021 - Cenário da avicultura de corte
    Olá! Hoje é 23 de setembro de 2021. Meu nome é Emerson Gheri, sou assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Rio Verde, Goiás, e falaremos hoje sobre o cenário da produção de frango de corte.

    Na primeira quinzena de setembro, os preços do frango vivo pagos aos avicultores independentes nos estados de São Paulo e Minas Gerais ficaram na média de 6,00 a 6,15 reais o quilo do peso vivo, respectivamente. Nos últimos 12 meses, sua valorização foi de 53%, trazendo equilíbrio para as margens da atividade.

    A produção de carne de frango, segundo o IBGE, aumentou 7,8% no primeiro semestre de 2021, comparado ao mesmo período de 2020, sendo produzidas, de janeiro a junho, 7,26 milhões de toneladas de carcaça.

    O Brasil exportou no mês de agosto de 2021 cerca de 351 mil toneladas de carne de frango. No acumulado de janeiro a agosto de 2021, foram exportados 2,81 milhões de toneladas, aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos sete dias úteis de setembro de 2021, já foram exportadas 171 mil toneladas, o que resulta em uma média diária de 24,4 mil toneladas. Esse valor é 61% superior ao registrado no mesmo período de setembro de 2020.

    Os preços da tonelada de carne de frango, comercializados no mercado internacional neste mês, giraram próximos a 1.750 dólares, conforme dados disponibilizados pela SECEX.

    O custo de produção é o principal desafio dos avicultores: nos últimos 12 meses, elevou-se em 45%. Este aumento foi devido à valorização do preço do milho, do farelo de soja e do pinto de um dia, sendo a ração responsável por 80% do custo de produção da atividade.

    De forma a aproveitar o melhor momento para compra de milho e se proteger dos elevados preços na entressafra, o BB oferece aos avicultores independentes linhas de crédito para o financiamento de construção e ampliação de armazéns.

    Contem sempre com a assessoria em agronegócios e de toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 22/09/2021 - Cenário da pecuária leiteira
    Olá! Hoje é quarta-feira 22 de setembro de 2021, eu sou Marcelo Luiz Pinto, assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares, Minas Gerais, vamos falar sobre o cenário da pecuária leiteira.

    Baixa disponibilidade de leite no mercado, alto custo de produção e risco climático seguem cadenciando o ritmo da cadeia produtiva do leite no país.

    As negociações no mercado atacadista apresentaram leve alta nas cotações do leite UHT, leite em pó e muçarela entre os dias 12 e 18 de setembro. No entanto, o repasse no varejo tem sido mais difícil, com o mercado consumidor mais retraído.

    O preço do leite pago ao produtor apresentou sucessivas altas desde abril e fechou em 2,36 reais por litro na média Brasil do CEPEA. Ainda assim, a rentabilidade da atividade segue impactada pelo custo de produção. Segundo o ICPLeite/Embrapa, a alta no custo de produção nos últimos 12 meses foi próxima de 40%, puxada especialmente pelo alimento concentrado, que aumentou 64% e o volumoso, que subiu cerca de 58% no mesmo período. Além disso, cotações de fertilizantes e defensivos agrícolas também pressionam o custo de produção do leite.

    A tendência é que os custos continuem elevados devido aos baixos estoques de grãos, alta nos fertilizantes e um clima mais adverso.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode investir em soluções estratégicas, visando atenuar o impacto do custo de produção na rentabilidade da atividade, financiando, por exemplo, uma usina fotovoltaica por meio da linha de crédito Inovagro, bem como aumentar a capacidade de armazenamento de grãos na propriedade fazendo uso da linha de crédito PCA.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 21/09/2021 - Cenário da soja
    Olá! Hoje é terça-feira, 21 de setembro de 2021. Meu nome é Jader Felix Freitas, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Santa Maria, Rio Grande do Sul, e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    Com a proximidade da colheita da soja nos Estados Unidos e a partir das informações do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, de que 57% das lavouras estão em condições entre excelentes e boas e que 95% das áreas se encontram em fase de enchimento de grãos, com produção prevista de 119,04 milhões de toneladas para a safra em curso, houve pressão de baixa nas cotações da commodity na Bolsa de Chicago, que perdeu, na última semana, a linha dos 13 dólares por bushel. No entanto, estão reagindo rapidamente apesar da proximidade do início da colheita da safra americana.

    Outro fator de influência nas cotações será o clima, pois há previsão do evento La Niña nos próximos meses de novembro, dezembro e janeiro. Esse evento traz risco de estiagens e, historicamente, afeta negativamente os níveis de produtividade nas lavouras da América do Sul e, especialmente, na região sul do Brasil.

    No Brasil, o período do plantio da soja inicia no mês de setembro nas principais regiões produtoras. A Conab divulgou, em seu relatório de perspectiva da safra brasileira 2021/2022, uma produção recorde de 141,26 milhões de toneladas de soja, aumento de 3,9% ante à safra anterior. Dentre os principais fatores que podem contribuir para este aumento estão:

    •A expectativa de aumento de área de produção, passando de 38,53 milhões de hectares para 39,91 milhões de hectares e;
    •O aumento da produtividade, com estimativa de 3.539 quilos por hectare, caso ocorram condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.

    Muitos sojicultores reduziram o volume de comercialização antecipada em relação à safra anterior, que no mesmo período registrava 49,3% até o início do plantio, pois os preços que estavam em níveis historicamente nunca atingidos em reais, no patamar de 100 reais por saca. Ocorre que os preços foram apresentando sucessivas altas durante o desenvolvimento e depois da colheita, atingindo valores superiores a 170,00 reais por saca, em meados dos meses de maio e junho de 2021. Em face disso, mesmo com preços atualmente atrativos, a comercialização antecipada da safra 2021/22 que se inicia está estimada em 25,6%, de acordo com a Consultoria Safras & Mercados.

    Embora as cotações internas da soja tiveram leves oscilações nos últimos dias, ainda seguem em patamares elevados, porém abaixo dos recordes registrados.

    De acordo com o indicador Esalq/B3, referência em Paranaguá, os preços da oleaginosa oscilam entre 171 e 173 reais por saca. Ainda assim, esse patamar de preços assegura margem de remuneração satisfatória aos produtores brasileiros, apesar do crescente aumento dos custos de produção.

    Face ao cenário favorável à cultura e considerando as expectativas de crescimento de produção, o Banco do Brasil, sendo o maior parceiro do produtor rural, ampliou a disponibilidade de recursos para o plano safra, com destaque no crédito para construção, ampliação e modernização de unidades armazenadoras.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 20/09/2021 - Cenário do trigo
    Olá! Hoje é segunda-feira, 20 de setembro de 2021. Meu nome é Sergio Luiz Correa de Souza, assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Campos Novos, Santa Catarina, e vamos falar sobre o cenário do trigo.

    Com a safra em andamento, as possíveis perdas começam a ser mais bem avaliadas. No Paraná, estado responsável por 45% da área plantada no país, as primeiras áreas começam a ser colhidas na região norte do estado, onde planta-se mais cedo (abril e maio), com redução no rendimento estimado em até 20%. Na média geral, as perdas previstas para o estado são pequenas, entre 5 e 10%. As condições climáticas (chuva e temperatura) se normalizaram, e os tratos culturais (adubação de cobertura e controle de pragas e doenças) estão sendo realizados normalmente.

    Nas demais regiões produtoras do sul do país (Centro Sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), que apresentam os plantios mais tardios, as lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo e floração. Por este motivo, sofreram menos em relação à estiagem e às geadas que ocorreram nos meses de junho e julho, devendo, com isso, ter menores perdas em relação à produtividade inicial estimada. Ressaltamos que toda e qualquer análise de eventuais prejuízos deverá ser feita entre o produtor, sua assistência técnica e o perito, analisando caso a caso.
    Outras regiões tritícolas produtoras, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Bahia, são pouco representativas (5% da área total), impactando pouco no cenário nacional.

    Com a alta do preço em dólar do produto no mercado internacional e certa estabilidade na cotação da moeda norte-americana, os preços no mercado interno também têm se mantido estáveis, com o produto sendo comercializado próximo a R$ 87,00/saca – preço base Paraná, mas apresentando uma leve alta em relação à última semana. Este preço, caso permaneça neste patamar, possibilitará ao triticultor uma boa rentabilidade, compensando, assim, eventuais perdas na produtividade.

    Em relação ao mercado externo, tem-se outro fator que poderá refletir no mercado interno brasileiro: a baixa qualidade, até o momento, do trigo argentino. O cereal, tal como aqui, também sofreu com as intempéries climáticas. Caso este fator persista, o nosso mercado interno poderá ser afetado – tendo em vista que o país vizinho contribui com praticamente a metade do trigo consumido no Brasil.

    A preocupação agora é com a eventual ocorrência de chuvas na fase da colheita, especialmente na região Sul do Brasil, que poderá prejudicar a qualidade do produto. A mudança no comportamento dos compradores pode fortalecer ou enfraquecer a demanda do mercado interno. E como podemos ajudar nossos clientes nesse momento?

    O Banco do Brasil conta com dois produtos para ajudar os triticultores com seu fluxo de caixa, sendo eles: Cédula de Produto Rural (CPR) e financiamento de estocagem. Essas alternativas de crédito devem ser analisadas com seu gerente, levando em conta as perspectivas de mercado, as despesas de carregamento e estocagem e o custo financeiro da operação. Para mais informações, consulte sua agência BB.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 17/09/2021 - Cenário do algodão
    Olá! Hoje é sexta-feira, 17 de setembro de 2021. Meu nome é Karoline Furlaneto, sou assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, e falaremos hoje sobre o cenário do algodão.

    A valorização da cotação da pluma no mercado internacional e do câmbio vem beneficiando os preços internos do algodão, mantendo-os em patamares superiores ao observados no ano passado. A cotação atual está em R$ 170,74 por arroba de pluma no mercado físico mato-grossense, e o indicador CEPEA/ESALQ registra 526,85 centavos de reais por libra-peso em 15 de setembro de 2021.

    Contudo, a volatilidade dos preços tem mantido o produtor cauteloso nas vendas, aguardando melhores ofertas e oportunidades para negociar a safra. O estado do Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, tem comercializado cerca de 40% da Safra 2021/2022.

    O atraso ocorrido na colheita, devido ao volume de chuvas abaixo do esperado no verão passado, ainda está repercutindo no ritmo menor de exportações observado em agosto de 2021, quando comparado com o mesmo período do ano passado. A colheita está praticamente encerrada no Brasil, mas o índice de beneficiamento da safra atual está em 30% no Mato Grosso e 50% na Bahia, principais estados produtores.

    Em termos de produção de algodão para a safra 2021/2022, as projeções do último relatório do USDA, publicado em 13/09/2021, são de elevação nas áreas plantada nas safras brasileiras e norte-americanas.

    Mas cabe ressaltar que, para os produtores brasileiros, as questões climáticas são desafiadoras para escolher a proporção entre a quantidade de área a ser plantada com as lavouras de milho safrinha ou algodão safrinha 2022 em sucessão à soja. Ambas as culturas estão oferecendo vantagens econômicas no Brasil.

    A comercialização de algodão tende a se fortalecer neste ciclo 2021/2022, porque os estoques chineses da safra anterior foram colocados à venda e negociados rapidamente. Esse é um bom indicador da necessidade da indústria de fiação para atender às demandas. Os Estados Unidos voltaram a ser o parceiro preferencial nas importações da fibra pela China, como parte do acordo comercial firmado entre as partes. A China está recompondo suas reservas estatais de algodão.

    Face ao cenário favorável à cultura e considerando as expectativas de crescimento de produção, o Banco do Brasil, sendo o maior parceiro do produtor rural, ampliou a disponibilidade de recursos para o plano safra, contando ainda com linhas próprias e CPR, para as necessidades adicionais de custeio.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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