BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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  • 15/10/2021 - Cenário do algodão
    Olá! Hoje é sexta-feira, 15 de outubro de 2021. Meu nome é Marcos Lira, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra, no Mato Grosso, e vou falar um pouco sobre o cenário do algodão.

    A cotação internacional da pluma disparou no mês de setembro e iniciou outubro em patamares superiores a um dólar por libra-peso nos contratos de dezembro de 2021 e julho de 2022.

    Tal elevação remete aos problemas logísticos, como falta de contêineres para exportação em nível mundial, além de complicações climáticas na Índia e Estados Unidos, respectivamente, o primeiro e terceiro maiores produtores mundiais da pluma. O relatório do USDA de outubro reduziu a previsão de produção norte-americana em 3% e a indiana em 2% para a safra 21/22.

    No Brasil, o cenário não é diferente: vendedores, atentos às cotações internacionais, permanecem firmes em seus pedidos de venda, enquanto compradores com necessidades imediatas para repor estoques aceitam pagar preços mais elevados, uma vez que a cotação interna vem registrando altas consecutivas em outubro e fechou a última segunda-feira em seis reais por libra-peso (novo recorde).

    As exportações brasileiras de pluma totalizaram 140 mil toneladas em setembro. Apesar de 11% inferior ao volume embarcado no mesmo período de 2020, o valor médio diário foi quase 3% superior, refletindo a recuperação econômica de importantes países importadores.

    Destaca-se a celebração do dia mundial do algodão no dia 07/10, data oficial da ONU em homenagem a cultura, que beneficia 75 países e sustenta mais de 100 milhões de famílias no mundo todo.

    Também foi destaque nacional o lançamento de uma linha de roupas com rastreabilidade de seus produtos, desde a fazenda até a venda em suas lojas. Para 2022 está previsto outro lançamento com a mesma sistemática, indicando ser esta uma tendência para atender o mercado consumidor cada vez mais exigente em aspectos socioambientais.

    Esta é uma vitória da cotonicultura brasileira, pois garantindo a rastreabilidade e qualidade do início da produção até o consumidor final, amplia mercados e possibilidades de agregar valor ao produto.

    Ao produtor parceiro que pretende adquirir ou modernizar seu parque de máquinas, colheitadeiras e, até mesmo, financiar a construção de algodoeiras, o Banco do Brasil dispõe de várias linhas de investimento com taxas de juros e prazos atrativos.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

    Banco do Brasil, pra tudo que o agro imaginar.
    3 min
  • 14/10/2021 - Estimativas para safras de soja, milho e café
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é quinta-feira, 14 de outubro de 2021. Eu sou Alexandre Muzy Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil em Brasília, e vamos falar sobre as principais estimativas de safra para a soja, milho e café, bem como seus reflexos nos preços destas commodities.

    Um cast um pouquinho mais extenso que o de costume. Contudo, com informações extremamente relevantes para que o produtor acompanhe os direcionamentos do mercado.

    Iniciamos a abordagem da soja com os dados da Conab divulgados no dia 07/10, estimando a safra nacional 2021/22 em 140,75 milhões de toneladas, ante 141,26 milhões de toneladas na estimativa de setembro de 2021. O clima segue beneficiando o avanço do cultivo no Brasil, que está em ritmo mais acelerado quando comparado à safra anterior. Espera-se que seja concluído dentro da janela ideal de cultivo, gerando a expectativa de uma safra nacional cheia.

    Já na terça-feira, dia 12/10, o USDA divulgou dados baixistas. O mercado se posicionou aguardando um leve incremento na produção dos Estados Unidos, vista a melhora nas condições das lavouras e estoques refletindo os dados do relatório trimestral de estoques norte-americanos, divulgados pelo USDA em 30/09.

    Os estoques da safra 2020/21 foram condizentes com o esperado (6,97 milhões de toneladas). Contudo, o relatório de outubro do USDA elevou a estimativa de safra dos Estados Unidos para 121,06 milhões de toneladas, quantidade 1,7% superior à estimativa de setembro, e apontou estoques finais da safra 2021/22 em 8,7 milhões de toneladas, superando em 73% a estimativa de setembro e em 11% o volume esperado pelo mercado.

    Já a safra mundial foi estimada em 385,14 milhões de toneladas, superando em 0,2% a estimativa de setembro de 2021 e os estoques projetados em 104,57 milhões de toneladas, quantidade 5,7% superior à estimativa do mês anterior.

    As projeções do USDA ocasionaram baixas consecutivas nas cotações da soja na CBOT, rompendo a barreira dos 12 dólares por bushel, que também foram pressionadas pelos dados de avanço da colheita divulgados no dia 12/10, apontando que 49% da área com a cultura nos Estados Unidos já foi colhida, avançando 15% frente à apuração de 03/10.

    Contudo, é esperado que o retorno da China às compras de soja norte-americana, após o feriado nacional chinês na semana passada, possa reverter parte das perdas observadas nas cotações da oleaginosa na CBOT.

    No mercado brasileiro, o cenário é de oferta restrita. Contudo, as cotações seguem impactadas pelas cotações internacionais, porém atenuadas pela valorização do dólar frente ao real.

    Em relação ao milho, a Conab elevou a safra nacional 2021/22 para 116,31 milhões de toneladas, ante 115,04 milhões de toneladas na estimativa inicial. O estoque da safra 2020/21 (contabilizado até 31 de janeiro de 2022) foi estimado em 6,9 milhões de toneladas, o menor desde a safra 2015/16. Já o da safra 2021/22 foi estimado em 11,5 milhões de toneladas.

    Os dados do USDA também foram baixistas para o milho. Enquanto o mercado aguardava redução média de 3% na safra norte-americana em relação aos dados de setembro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou a safra 2021/22 do país em 381,5 milhões de toneladas, quantidade 0,2% superior à apontada no relatório anterior. Para os estoques, era esperado incremento de até 0,9% em relação ao apontamento de setembro – contudo, foram estimados em 38,1 milhões de toneladas, volume 6,5% superior.

    Já a safra mundial foi estimada em quase 1,2 bilhão de toneladas, praticamente em linha com a estimativa de setembro de 2021. Já os estoques globais foram projetados em 301,74 milhões de toneladas, quantidade 1,4% superior à estimativa do mês anterior.

    As projeções do USDA vêm pressionando as cotações do milho na CBOT desde sua divulgação. O avanço da colheita nos Estados Unidos, que passou de 39% para 41% da área cultivada, também foi fator baixista para precificação do cereal.

    Dados que podem amenizar as baixas remetem à expectativa de compras chinesas de milho norte-americano e a elevação da demanda por biocombustíveis, face ao aumento progressivo nos preços do petróleo.

    No mercado interno brasileiro, o cenário para o milho é de oferta restrita, fator que vem adicionando suporte aos preços do cereal.

    Para o café, a Conab divulgou no final de setembro seu 3º Levantamento da Safra 2021, no qual reduziu sua estimativa anterior em 1,93 milhão de sacas, totalizando quase 46,9 milhões de sacas dos cafés arábica e conilon, volume 25,7% inferior ao registrado na safra anterior.

    Cabe ressaltar que a variedade arábica apresenta o efeito da bienalidade, que intercala anos de maior produção com anos de menor produção. A safra atual, que acaba de ser colhida é de bienalidade negativa. Somado à essa condição fisiológica da planta, tivemos um desenvolvimento de safra em condições climáticas desfavoráveis, com chuvas abaixo da média em importantes regiões produtoras. Isso fez com que a produtividade média das lavouras recuasse para 26 sacas por hectare, 22,2% menor que a obtida na safra passada. Houve também redução de 4,4% na área cultivada.

    A produção do arábica deve totalizar 30,73 milhões de sacas, com redução de 36,9% em relação à safra passada. Para o conilon, que não sofre os efeitos da bienalidade como o arábica, a produção deve apresentar incremento de 12,8% e totalizar 16,15 milhões de sacas, com a sua produção concentrada nos estados do Espírito Santo, Rondônia e Bahia.

    Os dados do USDA divulgados em junho deste ano para a safra brasileira 2021 também apontam redução em volume ante a safra passada, passando de 69,9 milhões de toneladas para 56,3 milhões de toneladas, redução de 19,5%. Com isso, o departamento acredita que os embarques brasileiros do grão deverão recuar 21,8%, e os estoques finais chegarão ao menor patamar dos últimos quatro anos, com recuo de 62,3%.

    Em termos de balanço global de café, o USDA estima uma redução de 6,2% na produção, recuos de 4,2% nas exportações e 19,8% nos estoques finais, muito em razão da quebra de safra brasileira.

    Assim, considerando a importância do Brasil em termos da produção global de café, quase 35% nesta safra, o movimento de preço externo e interno tem refletido a menor disponibilidade atual e as preocupações em relação à próxima safra brasileira, que além da estiagem pela qual as lavouras estiveram expostas ao longo dos últimos meses, também sofreu com eventos de geadas que comprometeram o potencial produtivo da próxima safra.

    Neste cenário, nos últimos 12 meses os preços nas principais praças de comercialização no Brasil tiveram valorização média superior a 120%, com movimento de alta mais intensa registrado a partir de abril deste ano, período em que também houve redução das exportações mensais brasileiras de café.

    Há que se observar também que outros importantes países produtores, mesmo com safras regulares e sem problemas que afetem o volume a ser produzido neste ciclo, dificilmente produzirão o suficiente para preencher a lacuna que vem sendo deixada pela quebra da safra brasileira e as perspectivas de menor volume a ser produzido na safra 2022.

    Dessa forma, acredita-se que este cenário de déficit previsto para a safra global atual (produção-consumo) ainda leve mais uma safra para se tornar superavitário, propiciando firmeza aos preços do café, pelo menos até as primeiras estimativas da safra 2022, a serem divulgadas nos próximos meses, após as floradas e desenvolvimento dos frutos. Cabe destacar que chuvas recentes, em maior volume, têm beneficiado as floradas, que seguem mais uniformes que as verificadas no ano passado.

    Que as chuvas continuem adequadas e que tenhamos um bom desenvolvimento da safra 2022 de café a partir de agora!

    Ah, e para dar tranquilidade ao produtor nesse mercado com oscilações constantes de preços, o Banco do Brasil possui as opções agropecuárias, para travar os preços de comercialização da produção futura e termos de moedas, para a proteção contra as oscilações do câmbio. Para facilitar ainda mais, o produtor pode realizar simulações destas Opções diretamente no aplicativo do Banco do Brasil, acessando no menu principal a aba “Agro” e depois “Simulador de opções Agro”. Após decidir pelo melhor vencimento/prêmio, procure sua agência de relacionamento para finalização da operação.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!

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  • 13/10/2021 - Cenário do café arábica
    BBcast Agro apresenta: Cenários Agro

    Olá! Hoje é quarta-feira, 13 de outubro de 2021. Eu sou José Antônio Luiz de Oliveira Silva, assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Boa Esperança, Minas Gerais, e vamos falar sobre o cenário do café arábica.

    Os preços do café estão em níveis elevados, os maiores desde a safra 2014/2015, influenciados pela menor produção mundial, expectativas de elevação no consumo com retomada econômica, redução dos estoques e incertezas em relação à safra 2022 brasileira.

    A combinação da elevada cotação do grão no mercado externo e a valorização do dólar ante o real estão propiciando preços internos para a saca de café nunca vistos antes. Desta forma, é importante que o produtor reflita sobre a conveniência de assegurar resultados financeiros aproveitando-se destes patamares de preços, considerando níveis de proteção compatíveis com os custos de produção, margens esperadas e a capacidade produtiva estimada para 2022.

    Estar atento aos movimentos do mercado e aproveitar-se de momentos com picos de preços para negociar é uma estratégia importante para reduzir os riscos da elevada volatilidade de preços, comum na cultura do café.

    Estamos no início da safra e na hora de fazer seu custeio para assegurar compras de insumos à vista, o que permitirá negociar descontos vantajosos. É também possível associar o custeio com proteções de preço.

    E, para isso, o BB possui proteções de preço em vários níveis, seja na Bolsa de Nova Iorque ou na B3. Informe-se com seu Gerente Agro sobre as Opções Agropecuárias do Banco do Brasil a fim de mitigar o risco de preço, assegurar margens satisfatórias e resultados mais previsíveis para sua safra.

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  • 11/10/2021 - Cenário do trigo
    Olá! Hoje é segunda-feira, 11 de outubro de 2021. Meu nome é Sergio Luiz Sousa, assessor de Agronegócios em Campos Novos, Santa Catarina, e falaremos hoje sobre o cenário do trigo.

    A colheita avança no Paraná, com mais de 1/3 das lavouras já colhidas e o restante com potencial produtivo definido. Segundo o Deral, a estimativa de produção é de 3,5 milhões de toneladas, 11% superior ao registrado na safra passada.

    Nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as lavouras chegam à fase final do ciclo, com início de colheita prevista para as próximas semanas. Segundo dados dos órgãos estaduais de assistência técnica, espera-se aumento de 70% na produção do Rio Grande do Sul e 92% na de Santa Catarina, em comparação com a safra anterior – sendo esses resultados do aumento da área cultivada e da recuperação da quebra de safra de 2020.

    Para esta safra, a Conab estima que a produção nacional de trigo deve superar 8 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 30% em relação à safra anterior.

    De modo geral, a preocupação atual em relação às lavouras de trigo na região Sul remete à possibilidade de ocorrência de chuvas, ventos fortes e granizo na colheita, que podem acarretar, principalmente, na perda de qualidade final do grão.

    Apesar do início da colheita nas principais regiões produtoras brasileiras, o preço do trigo no mercado interno continua em um patamar favorável ao produtor, sendo comercializado em média a 85 reais a saca, ou seja, aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.

    No cenário internacional, a atenção se volta à autorização de plantio de trigo transgênico na Argentina, que é condicionada à aprovação da importação e uso comercial pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Brasil. Cabe ressaltar que diversas associações ligadas às indústria do trigo e à cadeia produtiva já se manifestaram contrariamente ao possível parecer positivo da CTNBio para importação deste trigo.


    E como podemos ajudar nossos clientes nesse momento? O Banco do Brasil conta com financiamento de estocagem, que possibilita ao agricultor comercializar sua safra em melhores condições de mercado. Para mais informações acerca desta e de outras linhas de crédito, procure sua agência BB.

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  • 08/10/2021 - Cenário do milho
    Olá! Hoje é sexta-feira, 08 de outubro de 2021. Meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Sorriso, Mato Grosso, e vamos falar um pouco sobre o etanol de milho.

    A produção brasileira de etanol de milho se intensificou a partir da safra 2014/15, saindo de 84,9 milhões de litros para 3,3 bilhões de litros estimados para a safra 2021/22, de acordo com a União Nacional de Etanol de Milho (Unem). O biocombustível já responde por 8% do mercado de etanol no Brasil, e a projeção é que alcance 8 bilhões de litros na safra 2027/28.

    De acordo com a Unem, o Brasil possui 17 usinas em operação, uma em pré-operação e 23 usinas em projeto.

    O Mato Grosso é o maior produtor nacional de etanol de milho e concentra o maior número de usinas em operação: 11. A evolução da moagem para produção de etanol no estado saltou de 1,47 milhões de toneladas na safra 18/19 para 6,48 milhões de toneladas na safra 21/22, conforme o Imea.

    Com a chegada da indústria de transformação do milho em biocombustível, o produtor passou a contar com um importante player comprador, o que fortaleceu a demanda interna de milho e, em reflexo, os preços do cereal.

    A razão para o avanço do processamento de milho para etanol remete à versatilidade das usinas em produzir também outros subprodutos. Como exemplo, a cada tonelada de milho processada, além de 430 litros de etanol, são gerados 300 quilos de farelo (DDG e WDG), comercializados como ração de baixo custo para as cadeias produtivas de aves, suínos e bovinos de corte, em especial no sistema de confinamento.

    Face ao momento positivo pelo qual passa o setor, vislumbra-se um cenário de aumento de área de plantio do cereal, além de investimentos cada vez maiores em tecnologia para aumentar a produtividade e a consequente oferta do grão.

    Para apoiar as usinas e produtores, o Banco do Brasil possui soluções negociais, como convênios de originação da produção, que visa apoiar as cadeias produtivas agropecuárias, proporcionando aos produtores rurais a obtenção de recursos de custeio e/ou investimento agropecuário para suas atividades e, às usinas, a originação da matéria-prima necessária às suas atividades. Além disso, pode auxiliá-los na escrituração e comercialização dos créditos de descarbonização (Cbios).

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  • 07/10/2021 - Cenário da suinocultura
    Olá! Hoje é 07 de outubro de 2021. Meu nome é Alexandre Correa Petry, sou assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Chapecó, Santa Catarina, e falaremos hoje sobre o cenário da suinocultura independente.

    Quando falamos em suinocultura independente, estamos nos referindo à produção de suínos que é feita fora do sistema de integração, onde não há compromisso de compra ou venda do suíno entre o suinocultor e o frigorífico, sendo essa produção predominantemente destinada ao mercado interno brasileiro.

    Ao longo de 2021, os preços do suíno vivo base Cepea/Esalq, na praça de São Paulo, apresentaram pequena valorização acumulada de 1,98%. No entanto, o mês de setembro apresentou recuperação dos preços do suíno terminado independente frente ao registrado em agosto, com valorização de 22,4%, cotado a 7 reais e 61 centavos o quilo.

    A melhora de preço também foi observada na carcaça suína, que fechou o mês cotada em 10 reais e cinquenta e dois centavos, aumento de 13,6% durante o mês de setembro. Na comparação com a carcaça de frango congelada, houve, no mesmo período, valorização no preço do suíno frente ao frango em cerca de 12%.

    Apesar da boa recuperação do preço do suíno terminado independente em setembro, este ainda está distante das boas cotações alcançadas em 2020, quando chegou à média de quase 14 reais por quilo no mês de novembro.

    Para o suinocultor independente, os últimos meses têm sido desafiadores em razão do aumento dos custos de produção, assim como tem ocorrido com outras atividades agrícolas e pecuárias.

    Nesse sentido, a cotação da saca de milho, que é o principal componente do custo de produção do suíno, continua elevada, ainda que durante o mês de setembro o indicador Cepea tenha retraído 2%, fechando o mês cotado a 91 reais e 83 centavos a saca.

    Por outro lado, na relação de troca, quantidade de quilo de milho que um quilo kg de suíno terminado compra, houve melhora de 11,78% ao longo do mês de setembro, em relação ao período anterior.

    A aquisição antecipada do milho e outros insumos, construção de unidades de armazenagem e fábrica de rações são algumas alternativas que o Banco do Brasil dispõe para apoiar a suinocultura. Procure sua agência de relacionamento e saiba com mais detalhes como podemos ajudá-lo.

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  • 06/10/2021 - Cenário da pecuária leiteira
    Olá! Hoje é quarta-feira, 06 de outubro de 2021. Eu sou Marcelo Luiz Pinto, assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Governador Valadares, Minas Gerais, e vamos falar sobre o cenário da pecuária leiteira.

    O preço do leite pago ao produtor em setembro fechou em dois reais e 38 centavos por litro na média Cepea Brasil, registrando leve aumento de dois centavos em relação a agosto e mantendo o ciclo de altas sucessivas desde o mês de abril.

    Ainda segundo o Cepea, as negociações no mercado atacadista seguem estáveis. Houve alta de 0,17% para o queijo muçarela nos preços negociados entre os dias 06 e 27 de setembro pela indústria no estado de São Paulo e queda média de 1,72% no leite UHT para o mesmo período.

    O Conseleite MG ainda projeta nova alta no preço do leite coletado em setembro, a ser pago ao produtor em outubro. Apesar da leve queda, de 0,06%, na cotação do leite SPOT no estado em relação ao mês anterior.

    O prolongamento da seca em algumas regiões produtoras mantém o custo de produção elevado, estreitando a margem de rentabilidade da atividade.

    Diante deste cenário, o produtor de leite pode contar com o Banco do Brasil e investir em irrigação de pastagem, cercas eletrificadas para otimizar o manejo do pastejo e bem-estar animal através da linha de crédito INOVAGRO.

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  • 05/10/2021 - Cenário da soja
    Olá! Hoje é terça-feira, 05 de outubro de 2021. Meu nome é Douglas Conche, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Alta Floresta, Mato Grosso, e falaremos hoje sobre o cenário da soja.

    A colheita da Soja nos Estados Unidos atingiu 16% da área cultivada, e o clima segue favorável para o avanço dos trabalhos de campo. O USDA manteve em 58% o percentual de lavouras em condições boas e excelentes, sendo prevista a produção de 119,04 milhões de toneladas.

    Em Chicago, o contrato com vencimento em maio de 2022 se manteve próximo aos 13 13,00 dólares por bushel na última semana. Os preços físicos internos seguem estáveis e em patamares elevados. A alta do dólar e as compras da China dão sustentação aos preços no Brasil, mesmo com a colheita nos Estados Unidos em andamento.

    No Brasil, o plantio já foi iniciado nas principais regiões produtoras. No Mato Grosso, segundo o IMEA, alcança 1,2% da área prevista, de 10,75 milhões de hectares. Estima-se que cerca de 1% da área a ser cultivada no Brasil já foi plantada.

    Face às altas temperaturas e baixa umidade do solo, os trabalhos seguem lentos, com produtores aguardando melhores condições climáticas para intensificar o plantio, pois só estão previstas chuvas mais frequentes e volumosas para o início de outubro, em especial na região central do país.

    A Conab divulgou estimativa de produção recorde de 141,26 milhões de toneladas de soja para a safra 2021/22, aumento de 3,9% ante à safra anterior. Para isso, espera-se incremento de 1,38 milhões de hectares e clima beneficiando a produtividade das lavouras, estimada na média de 3.539 quilos por hectare.

    O indicador Esalq/B3 oscilou entre 165,84 e 174,99 reais por saca em setembro, com alta de 5,7%. Esses patamares de preços asseguram margens de remuneração satisfatórias aos produtores brasileiros, apesar do aumento dos custos de produção, principalmente de fertilizantes e defensivos químicos.

    Face ao cenário favorável e considerando as expectativas de crescimento de produção, o Banco do Brasil, sendo o maior parceiro do produtor rural, ampliou a disponibilidade de recursos para o plano safra, com destaque no crédito para linha de investimento na Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que tem como finalidade, em especial, a adoção de técnicas e sistemas de produção mais sustentáveis, visando aumentar a produtividade das lavouras.

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  • 04/10/2021 - Cenário do cacau
    Olá! Hoje é segunda-feira, 04 de outubro de 2021. Meu nome é Gildenize Ferreira, sou assessora de Agronegócios no Banco do Brasil em Linhares, Espírito Santo, e falaremos hoje sobre o cenário do cacau.

    O cacaueiro é uma espécie arbórea tropical, originário da Amazônia, sendo seu fruto, o cacau (amêndoas), considerado uma commodity.

    A produção de cacau gerou 3,8 bilhões de reais valor bruto da produção agrícola em 2020, segundo dados do MAPA. O Brasil ocupa a 7ª posição na produção mundial, sendo Pará e Bahia os maiores produtores internos, com participação de 94% do valor bruto da produção agropecuária (VBPA).

    Os preços do cacau no Brasil sofrem influência direta da precificação externa, que é atrelada, em especial, às condições de produção em países africanos, que detêm 70% do mercado global, com destaque para Costa do Marfim e Gana, que juntos somaram quase 50% do volume produzido globalmente em 2019, de acordo com a FAO.

    A produção brasileira de cacau é considerada uma atividade extremamente sustentável, pois seu plantio tradicional resultou em um sistema de produção agroflorestal (SAF), conhecido como cacau cabruca. Essa forma de produção é predominantemente realizada pela agricultura familiar, demonstrando também sua relevância socioeconômica.

    Em termos de preços internos, os valores atuais giram ao redor de 798 reais a saca de 60 quilos no estado do Pará, 840 reais a saca na Bahia e 845 reais a saca no Espírito Santo. Já na Bolsa de Nova York, as cotações atingiram 2.564,50 por tonelada na última semana.

    O Brasil possui a cadeia produtiva completa e um grande mercado consumidor, atualmente entre os cinco maiores do mundo. Assim como na produção de cafés especiais, a produção brasileira de cacau é valorizada pelo padrão premium (cacau fino), no qual qualidade e sabor diferenciados são bonificados por fabricantes de chocolates finos, diferentemente dos países africanos, que majoritariamente produzem cacau “a granel”.

    Nesse sentido, para que possamos ampliar nossa participação no mercado global de cacau, bem como no nicho premium, gerando maiores receitas aos produtores, há necessidade de investimentos na atividade para que se obtenham ganhos de qualidade e produtividade.

    Para isso, o Banco do Brasil conta com diversas linhas de crédito de investimento e soluções negociais, que podem ser direcionadas à renovação ou implantação das lavouras, irrigação e integração com cooperativas e empresas.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 01/10/2021 - Cenário do algodão
    Olá! Hoje é sexta-feira, 1º de outubro. Meu nome é Marcos Lira, sou assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra, no Mato Grosso, e vou falar um pouco sobre o cenário do algodão.

    O preço internacional da pluma apresentou queda na segunda quinzena de setembro, reflexo dos impactos no mercado financeiro em face à situação da incorporadora chinesa Evergrande. Apesar disso, com a intervenção do governo chinês, a cotação recuperou os valores anteriores, com o contrato de dezembro de 2021 passando de 90 centavos de dólar por libra peso para um dólar por libra peso nesta semana, o maior patamar desde janeiro de 2012.

    Nos Estados Unidos, a disponibilidade de pluma se eleva com o avanço da colheita, e as exportações seguem expressivas, tendo como principal destino a China. Contudo, produtores acompanham os possíveis efeitos do furacão SAM nas lavouras, visto a oferta e estoque já estarem menores.

    A colheita no Brasil está em fase final, com a produção de 2,35 milhões de toneladas de pluma sendo confirmada, redução de 21% comparado à safra 19/20. Ressaltamos que o Brasil comercializou mais de 80% da safra recém colhida e, no momento, cotonicultores empenham-se no cumprimento de contratos de venda já realizados. Com o atraso na colheita, apenas 55% da pluma foi beneficiada, refletindo no desempenho das exportações em setembro, 25% inferiores ao registrado em setembro de 2020.

    Para a safra brasileira 2021/22 está previsto incremento de 12% na área cultivada, influenciado pelos preços elevados e expectativa de aumento no consumo global. Como o período atual é de vazio sanitário, o plantio terá início em novembro e dezembro. Contudo, 40% da safra já foi comercializada antecipadamente.

    Fato relevante foi a Portaria 375 do Mapa, que passou a vigorar em setembro e estabelece critérios para certificação voluntária de produtos de origem vegetal destinados à exportação, garantindo qualidade de origem e segurança aos importadores. É uma conquista para os cotonicultores brasileiros, visto que a pluma nacional será colocada em pé de igualdade com a pluma norte-americana, nossa maior concorrente.

    Ao produtor parceiro do Banco do Brasil, lembramos que o custeio agrícola para algodão safra e safrinha, a linha de estocagem para aqueles produtores que ainda não comercializaram, bem como a linha de CPR para pluma e caroço de algodão estão disponíveis para contratação.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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