BBCast Agro

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BBCast Agro episodes

  • 26/08/2024 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 27 de agosto de 2024, eu sou Graça Fogli, Assessor(a) de Agronegócios do Banco do Brasil em Araraquara, SP, e hoje vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

        A estimativa de produção de cana-de-açúcar no Brasil a safra 2024/2025 está em 689,8 milhões de toneladas. Em 22 de agosto passado, a publicação   conta sobre o segundo maior volume de cana a ser colhido na série histórica acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atrás apenas da produção obtida no ciclo anterior.

      Com área de 8,63 milhões de hectares destinados à colheita, aumento de 3,5% em relação à última safra, a redução na produção de 3,3% é explicada pelo menor desempenho das lavouras. A Conab estima queda na produtividade de 6,6%, e espera-se 79,95 toneladas de cana por hectare.

      Segundo a Conab, os baixos índices pluviométricos aliados às altas temperaturas registradas na região Centro-Sul do país são os principais fatores que devem reduzir a produção em relação à safra passada.

      A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) deve divulgar os números oficiais da produção no Centro Sul, na primeira quinzena de agosto, nesta semana, em data ainda a ser anunciada.

      Mas, há expectativas feitas por estudiosos do setor. A estimativa para a moagem de cana no período é de média calculada em 45,79 milhões de toneladas, redução de 4,5% em relação ao ano anterior. O ATR deve ser de 150,11 kg/tonelada, o que representa aumento de 0,6%.   A produção de açúcar deve registrar queda de 5,2% na primeira quinzena, para 3,29 milhões de toneladas.

      A proporção de cana utilizada para a produção de açúcar está prevista para ser de 50,14%, leve redução em relação aos 50,82% do ano anterior.  A produção de etanol hidratado a partir da cana-de-açúcar e do milho deve totalizar 1,41 bilhões de litros, redução de 0,77%. A produção de etanol anidro deve alcançar 947 milhões de litros, aumento de 2,58% em relação ao ano passado.

       O próximo cenário da cana deverá abordar o grave problema a ser enfrentado pelo setor de produção, depois das queimadas ocorridas no estado de São Paulo. De acordo com a Orplana, o fogo atingiu cerca de 59 mil ha e deve causar prejuízos próximos a 350 mi de reais.

      Para atender as necessidades da cultura da cana-de-açúcar, o produtor pode sempre contar com o Banco do Brasil. Há linhas de crédito para investimento, como implantação e reforma de canaviais, irrigação, compra de máquinas e implementos para a atividade, além do tradicional crédito de custeio agrícola e CPR.

        Quer saber sobre as principais cadeias do agronegócio, e muito mais? Inscreva-se na nossa página do Broto! www.broto.com.br.

        Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.

        Fica a dica de crédito consciente e sustentável.  Até a próxima!
    5 min
  • 26/08/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 26 de agosto de 2024, sou Fabiola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
       Iniciando com a soja, espera-se que Haja uma limitação nas movimentações de alta no Mercado. A Bolsa de Chicago deverá permanecer atenta a possibilidade de corte de juros para a economia Americana e a novos desdobramentos da supersafra dos EUA. Os movimentos de compra dos Chineses deverão se intensificar ao longo da semana. No Meio-Oeste americano, há previsões de dias um pouco mais secos para as regiões centrais, essa previsão também será monitorada pelo mercado, ainda que os impactos sejam menos significativos nas precificações. A combinação de dólar em estabilidade e CBOT operando próximos das mínimas dos últimos quatro anos deverão manter a pressão negativa sob as cotações da soja e o mercado deve trabalhar com vieses de baixa no curto, médio e longo prazos.
       No tocante ao milho, De acordo com Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), as previsões climáticas para os próximos dias nos EUA apontam para temperaturas acima da normalidade em grande parte da região produtora, podendo favorecer as lavouras que já estão em maturação, com a colheita se iniciando nos próximos dias. O relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura estadunidense (USDA), indicou que 67% das lavouras estão em condições classificadas como boas a excelentes, estando nove pontos percentuais acima que o mesmo período do ano passado. Na Argentina, a Bolsa de Cereais divulgou sua primeira estimativa do grão para a Safra 2024/25. O órgão projetou uma redução na área plantada de 1,3 milhão de hectares em relação à safra anterior (17,1% a menos), justificado pelas preocupações com a alta incidência de praga neste ano (em especial a cigarrinha), baixa rentabilidade da cultura e perspectivas do fenômeno La Niña, que pode apresentar chuvas abaixo da normalidade para o país. No Brasil, os preços podem seguir em estabilidade com viés de baixa, devido ao aumento da oferta do cereal com o término da colheita da 2ª safra em importantes estados produtores.
      Para o café, destaca-se que, Diante das incertezas climáticas, os preços devem continuar apresentando alta volatilidade. A baixa oferta pelos países produtores de robusta, mantém a perspectiva de bons preços e a cotação do dólar sustenta os preços no café no Brasil. Colheita se encerrando em várias regiões produtoras, com queda na produção esperada com relação ao início da safra. O clima nos próximos dias deve continuar desafiador, com previsão de permanência da seca e possibilidade de novas geadas. Produtores mantém a estratégia de comercialização da atual safra, com vendas parciais para cumprir com as despesas imediatas e obrigações.
      Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: O mercado atacadista deve encontrar dificuldades no escoamento de seu produto na última semana do mês de agosto. No entanto, a expectativa é de que não haja espaço para recuo na cotação da arroba do boi gordo negociada entre o pecuarista e a indústria frigorífica. O clima seco encarece o trato dos animais durante este período de entressafra de boi e de capim nas principais regiões produtoras. Tal fato esfria as negociações no mercado de reposição. Ainda assim, a cotação do bezerro e do boi magro deve seguir firme durante a semana, uma vez que a oferta deve continuar restrita.  A estabilidade nas cotações do milho e farelo de soja podem favorecer a busca por animais de reposição, tanto boi magro para terminação na entressafra do boi, quanto o bezerro para recria. O mercado futuro pode apresentar oportunidades para proteção do preço da arroba do boi gordo produzido em confinamento, com abate entre os meses de novembro de 2024 e janeiro de 2025. O Brasil segue sendo o país exportador com a cotação de arroba de boi mais barata dentre os principais exportadores. O valor abaixo de U$ 45/@ pode propiciar oportunidade para abertura de novos mercados e melhor escoamento da produção, estimulando a produção e favorecendo o movimento de alta durante o período de entressafra e, como no entendimento de analistas de mercado, de virada do ciclo pecuário.

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 23/08/2024 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 23 de agosto de 2024, meu nome é Giuliano Pradella, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó/SC, e falaremos sobre o cenário da soja.

    Para a safra 2024/25 no Brasil, há expectativa de acréscimo de 2,78% da área cultivada, alcançando de 47,3 milhões de ha. No MT, maior Estado produtor brasileiro, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, projeta uma área de soja para a safra 2024/25 estimada em 12,66 milhões de hectares, alta de 1,47% em relação à safra passada. No Brasil, já foram comercializados 18,2% da próxima safra, inferior à média das últimas 5 safras, que é de 22,7%.

    De acordo com a NOAA, no Brasil houve uma queda na probabilidade da ocorrência do fenômeno climático La Niña, para o trimestre outubro, novembro, dezembro, com probabilidade equivalente a neutralidade. Nos EUA as previsões climáticas mantêm-se favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de soja.

    O indicador CEPEA em 21/08 foi cotado a R$ 129,14/saca, apresentando desvalorização acentuada em relação ao início do mes, onde a saca era cotada a R$ 137,18. A cotação dos prêmios nos portos continua em elevação, para setembro/2024 a cotação está em US$ 1,16/bushel. O contrato de soja na CBOT com vencimento em setembro/24 encerrou o dia 21/08 cotado a US$ 9,63/bushel, queda de 5,77% em relação ao observado no início do mês de agosto, esta queda reflete o bom desenvolvimento da safra-norte americana e a expectativa de uma ampla oferta mundial da soja.

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a linha de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos, Operação de travamento de cambio (NDF) e as Opções Agro BB.

     Atualmente, temos opções de venda (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:
    - out/24 com strike/preço garantido entre U$ 9,35 e U$ 9,64/bushel e
    - dez/24 com strike entre U$ 9,35 e U$ 9,77/ bushel

    Você pode consultar outros vencimentos e fazer simulações diretamente no APP BB, acessando “Menu”, “Agro” e depois “Contratar opções Agro.”

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 22/08/2024 - Cenário da suinocultura
    Olá, hoje é dia 22 de agosto de 2024, meu nome é Nátaly Villa, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Bauru (SP) e falaremos sobre o cenário da suinocultura independente.

    O setor está em um momento de valorização de preço, devido a exportações aquecidas e diminuição de preço de insumos. As exportações evitam excesso de oferta no mercado interno, o que mantém bons preços da carne e favorece os produtores independentes. Nos últimos seis meses, de acordo com o CEPEA, o preço do milho, o principal insumo para a alimentação suína, teve um decréscimo, desonerando o custo para o produtor de suínos. O farelo de soja, por sua vez, outro insumo de importância para o setor suinícola, se valorizou em maior intensidade que o animal no mesmo período.

    De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de carne suína fresca, refrigerada e congelada superam sua participação em relação a julho do ano passado. A receita obtida em exportação no mês de julho atingiu cerca de 287 milhões de dólares, aproximadamente 23% acima do verificado no mesmo período ano passado. Quanto ao volume exportado, cerca de 120 mil toneladas, houve um aumento de 27%, porém, em relação ao preço pago nota-se uma queda de 2,8%.

    De acordo com o CEPEA, o preço do suíno vivo pronto para abate continua em alta desde abril de 2024, sendo o indicador do suíno vivo no mês de julho em Minas Gerais de R$ 7,78 e no Rio Grande do Sul de R$ 6,99. O impulso vem da maior procura por novos lotes de suínos para abate para atender às demandas interna e externa.

      Na questão de custo de produção, é importante que o suinocultor tenha um planejamento da compra de insumos e que utilize ferramentas para proteção de preços, como aquisição antecipada ou aquisição de uma opção de milho, protegendo-se da alta do preço.

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 21/08/2024 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 21 de agosto de 2024, sou Cicero Hiroto, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Ribeirão Preto São Paulo e vamos falar sobre o mercado de CAFÉ ARÁBICA.

      O tempo seco durante a colheita acelerou o processo nas principais regiões cafeeiras, e estima-se que mais de 90% da área de produção do arábica já esteja colhida. Contudo, as previsões de queda no volume de café arábica em relação ao início da safra estão se confirmando, devido ao menor peso dos grãos colhidos, o que resulta em um rendimento menor entre o café colhido e o café beneficiado. Essas reduções nas estimativas de produção, divulgadas pelas principais consultorias, têm chamado a atenção do mercado.

      Na última semana, a previsão de frente fria se concretizou nas regiões produtoras de café, atingindo áreas propensas à formação de geadas.

      Os preços do arábica seguem com alta volatilidade nas bolsas, registrando ora altas, ora baixas, e os preços no mercado físico tiveram uma elevação, mesmo durante o período de colheita no Brasil.

      Além da preocupação com próxima a safra no Brasil, o setor continua monitorando as condições climáticas do Vietnã, maior produtor de café robusta. A seca nas novas áreas de plantio vietnamitas é motivo de grande preocupação.

      Diante dessas incertezas climáticas, do mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, a perspectiva é de que a oscilação nos preços continue. No dia 16 de agosto de 2024, os preços no Brasil nas principais praças registraram uma média superior a R$ 1.450 por saca de arábica.

      O Banco do Brasil oferece créditos de custeio, investimento e comercialização para a condução eficaz da lavoura, proteção contra intempéries e fixação de preços, possibilitando assegurar margens diante da alta volatilidade do mercado cafeeiro e preocupações climáticas.

      Como forma de proteção de preço, o BB disponibiliza o termo de mercadoria e as opções agro, ferramentas importantes para proteger as margens de rentabilidade na cafeicultura.

      Contate seu gerente Agro e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 19/08/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 19 de agosto de 2024, sou Fabíola Lira, estou Assessor(a) de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
       Iniciando com a soja, espera-se que   O Mercado continue reagindo negativamente ao relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Após uma semana de baixas na CBOT, há possibilidade de recuperação técnica na Bolsa de Chicago. A redução da aversão ao risco no mercado financeiro pode refletir positivamente nos preços da comodity. A queda acentuada das cotações em Chicago, possibilita a atuação de compradores chineses na soja norte-americana. Segundo a agência climática norte-americana (NOAA), os mapas climáticos para o mês de agosto seguem favoráveis para o cinturão produtor dos Estados Unidos. Com o recuo do dólar, baixas em Chicago e com a pressão negativa dos dados do Relatório do USDA, o mercado deve trabalhar com vieses de baixa no curto, médio e longo prazos.
       No tocante ao milho,   A Índia desponta como um novo agente importador do grão devido a uma nova Política Nacional de Biocombustível. Essa política incluiu o cereal como matéria-prima por conta de problemas na produção da cana-de-açúcar. O aumento na produção avícola também contribuiu para o crescimento do consumo interno, fazendo com que o país perdesse o status de exportador e se tornasse importador do grão. De acordo com Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), o clima nos EUA deve apresentar temperaturas um pouco mais altas e precipitações um pouco abaixo das normais o que irá impactar as condições das lavouras. A baixa das cotações de soja e trigo continuam pressionando o milho nos próximos dias e a possível recessão americana pode desvalorizar o dólar pressionando as cotações internas. O relatório da Conab aponta para uma produção total de milho de 115,6 milhões de toneladas, cerca de 12,3% a menor em relação ao ano anterior. As boas safras na Argentina e nos EUA e a redução na produção nacional deve pressionar as exportações brasileiras e o órgão projeta uma redução do estoque final de milho, próximo a 5 milhões de toneladas, cerca de 29,6% inferior comparada ao mesmo período.
       Para o café, destaca-se que,   Confirmando as previsões anteriores, os preços do café mantêm perspectiva de bastante volatilidade. O café robusta demonstra força nos preços após o clima adverso na safra do principal exportador, o Vietnã, mantendo suporte ao mercado. O clima nos próximos dias deve continuar desafiador, com previsão de temperaturas irregulares e mais geadas até o fim do inverno. O Mercado continuará monitorando as condições climáticas no Brasil e a safra que entra agora em sua reta final. Os trabalhos no campo são mais rápidos, mas existe ainda a preocupação com o rendimento da produção brasileira, ainda assim o fator da colheita BR mantém pressão negativa sobre as cotações.
      Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que:   De acordo com o MAPA, em julho de 2024 o abate de fêmeas continuou elevado, foram abatidas cerca de 935 mil, volume 20% superior ao número de fêmeas abatidas em julho de 2023. Dados preliminares indicam que em agosto de 2024 o número tende a diminuir se comparado com o mês anterior. Neste mês verificamos a redução no diferencial de base de algumas praças pecuárias com SP. Os principais foram MS e PR, onde não tem diferença nos preços pagos na arroba do boi gordo. Em SP os frigoríficos estão com posição mais confortável devido aos contratos de animais de confinamento adquiridos antecipadamente através de contratos a termo. Segundo o IMEA a intenção de confinamento no 3º trimestre no estado de MT ficou em 874 mil cabeças, aumento de 20,6% em relação a intenção verificada no 2º trimestre de 2024. Reforça-se a necessidade de adoção de estratégias de proteção de preços, visando garantir margem nas operações de confinamento.

      Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 16/08/2024 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 16 de agosto de 2024, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Uberaba, Minas Gerais e vamos conversar sobre o cenário do milho.

        Nesta segunda-feira, dia 12, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgou seu levantamento de oferta e demanda global referente ao mês de agosto. O relatório não apresentou grandes novidades para o cereal. Apenas pequenas reduções nas estimativas de produção e estoque global. Para a safra americana, apesar do órgão ter apontado uma leve redução na área colhida, também foi projetado aumento na produtividade média, elevando assim a expectativa de produção total em 1,18 milhões de toneladas, sendo esperado agora 384,74 milhões de toneladas. Caso essa estimativa se concretize, será a terceira maior safra de milho da série histórica americana. Após a divulgação do relatório, os preços se valorizaram no pregão de segunda-feira. Entretanto, já no de terça feira, os futuros devolveram boa parte dos ganhos do dia anterior, encerrando o contrato de dezembro de 24 cotado a US$ 3,97/bushel.

      No Brasil, a Conab também divulgou, na última terça-feira, seu Levantamento Safra 2023/24 para o mês de agosto. A produção nacional para este ciclo praticamente não foi alterada, sendo estimada a produção de 115,64 milhões de toneladas. O órgão elevou a estimativa das exportações para 36 milhões de toneladas, ante 33,5 milhões do relatório anterior. Com isto, o estoque de milho projetado em fevereiro de 2025 foi de 5 milhões de toneladas no ano-safra 2023/24, sendo este montante 29,6% inferior ao da safra 2022/23.

      A colheita do milho 2ª safra está praticamente finalizada e os preços têm apresentado movimento de estabilidade nos últimos dias. No dia 13/08, o indicador do milho referência CEPEA/B3 encerrou cotado a R$ 59,22 por saca.

      O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens.

      Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3, com vencimento em:    - Novembro/24, com strike/preço garantido entre R$ 59,98 e R$ 62,71 por saca, e  - Janeiro/24, com strike/preço entre R$ 62,21 e R$ 65,46 por saca.

     Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.    Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.

     Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    5 min
  • 15/08/2024 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 15 de agosto de 2024, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos (SP) e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.

      No dia 13 de agosto de 2024, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 235,40. Na B3, o contrato futuro de outubro de 2024 fechou o dia cotado em R$ 242,50. Segundo dados da Secretaria de Comercio Exterior, as exportações de carne bovina in natura chegaram a 71,3 mil toneladas nos primeiros sete dias uteis do mês de agosto de 2024.

     A desvalorização cambial nas últimas semanas trouxe ganho de competitividade do boi gordo brasileiro no mercado internacional e reflete positivamente na receita da indústria exportadora. As exportações de carne bovina seguem em ritmo forte, o que estimula a indústria exportadora a comprar animais para repor sua escala de abate, uma vez que há redução na oferta de boi gordo terminado, além da diminuição na disponibilidade de vacas de descarte.

     Assim, foram ineficientes as tentativas de compras abaixo dos valores de referências, mantendo-se a cotação da arroba firme. Além disso, o período de pagamento de salários e a data festiva do dia dos pais tende a aumentar o ritmo de reposição entre o varejo e o atacado, fatos que trazem expectativa de preços firmes na primeira quinzena do mês.

     Dessa forma, acredita-se em uma semana com preços em estabilidade com viés de alta nas principais praças, principalmente, devido a um menor volume de animais prontos para o abate do sistema de confinamento, o que diminui a oferta. Reforçamos a necessidade de adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços.

     Os produtores devem aproveitar a janela de oportunidade no mercado futuro para mitigar o risco da atividade. Para isso, o BB disponibiliza as Opções Agro, atualmente temos opções de venda – Put referenciadas na B3, com vencimento em: setembro de 2024 com preço garantido (strike) entre R$ 233,50  e 235,90 /@, e outubro de 2024 com strike entre R$ 231,60 e 236,40 /@.

     Para consultar outros vencimentos e fazer uma simulação acesse o app BB, menu agro. Além disso, com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 14/08/2024 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é 14 de agosto de 2024. Meu nome é Sergio Luiz Sousa, Assessor de Agronegócios em Campos Novos - SC e vamos falar sobre o cenário do Trigo.

      O plantio está finalizado no país. Segundo dados da Conab, foram semeados 3,069 milhões de hectares, redução de 11% na área cultivada em relação à safra anterior. Apesar da redução da área, estima-se um aumento de 9 % na produção, devido à recuperação da frustração da safra de 2023, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

      Apesar da maior parte do trigo estar na fase de desenvolvimento vegetativo, algumas regiões já iniciaram as colheitas. No PR e MS ainda está na fase inicial, já nos estados de MG e GO, a colheita está mais avançada, com 60% e 78% respectivamente das áreas já colhidas.

      A Região Sul continua sendo a principal região produtora do país, respondendo por 85% da área cultivada.  Segundo dados do Departamento de Economia Rural - DERAL/PR, o Paraná cultivou 1,15 milhão de hectares, diminuição de 18% em relação à safra passada. Nas regiões norte e oeste do estado as lavouras caminham para a fase final do ciclo, o tempo seco prejudicou o desenvolvimento para algumas áreas e espera-se uma perda na produtividade. Já nas demais regiões as lavouras apresentam desenvolvimento acima da média.

      No Rio Grande do Sul, o plantio foi finalizado, segundo dados da EMATER/RS, o estado cultivou 1,312 milhão de hectares, redução de 13% em relação à safra passada. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, e os agricultores aproveitam para fazer a aplicação da adubação nitrogenada antes da chegada de novas chuvas.

      No Estado de Santa Catarina a área de trigo diminuiu 7%, caindo de 134 para 124,5 mil hectares. As condições climáticas seguem favoráveis para o desenvolvimento das lavouras.

      No cenário externo, a expectativa de oferta mundial recorde na temporada 24/25 influenciou negativamente os preços. Na Argentina o plantio foi finalizado com aumento de 7% na área semeada, que é de 6,3 milhões de hectares, com expectativa de produção de 18,1 milhões de toneladas, ou 18% de aumento em relação à safra passada.

      O indicador Cepea/Esalq-Paraná registrou aumento nos preços de 1,38% nos últimos 30 dias, cotado a R$ 1.561,10 a tonelada. Comparado ao mesmo período do ano anterior o aumento foi de 21%. A confirmação da diminuição da área plantada no Brasil e do baixo volume dos estoques domésticos, estão sustentando variações positivas no preço no mercado interno.

        Para apoiar nossos clientes, o Banco do Brasil orienta aos produtores que tiveram suas culturas afetadas com os eventos climáticos a acionarem os mitigadores de risco como Proagro e seguro agrícola. Para mais informações, consulte sua agência BB e parceiros agro.

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Boa safra.
    4 min
  • 13/08/2024 - Cenário da banana
    Olá, hoje é terça-feira, 13 de agosto de 2024, meu nome é Sttefanne Camp, sou Assessora de Agronegócios em Campinas-SP e falaremos sobre o cenário da Banana.

      Segundo o IBGE, os Estados de SP, BA, MG e SC são responsáveis por mais de 49% do total produzido no Brasil. A produção e a comercialização ocorrem durante o ano inteiro de forma escalonada.

      Na safra atual, no mês de julho, houve redução da oferta da fruta devido as condições climáticas desfavoráveis no Vale do Ribeira. Isto ocorreu em função das baixas temperaturas e o tempo nublado que tem limitado o desenvolvimento dos bananais, reduzindo produção e sobretudo frutas de primeira categoria. A previsão é de que haverá pequeno aumento da disponibilidade da banana Prata somente em setembro e da nanica apenas no próximo ano.

      Em Minas Gerais, notadamente nas regiões de Delfinópolis e Norte de Minas, os preços da variedade Prata seguem em alta. Isto se deve a um considerável recuo da produção, devido ao volume de chuvas nos primeiros meses do ano e aos maiores problemas fitossanitários, especialmente o mal-do-panamá. A expectativa é que a normalização ocorra apenas em 2025.   Já na região de Bom Jesus da Lapa-BA, outra importante região produtora da fruta, os preços da variedade Prata seguem elevados. Em contrapartida, os preços da Banana Nanica seguem estagnados em função da baixa demanda no período.

      Segundo levantamento feito pelas principais Centrais de abastecimento de todo o Brasil, o mercado de banana prata apresentou elevação de preços em julho em relação a junho para a maioria das Ceasas, com a oferta menor que a demanda houve aumento em torno de 52% na Ceasa Belo Horizonte, e 59 % na Ceasa Rio de Janeiro.

      Já o mercado de banana nanica no mesmo período sofreu elevação de preços por causa da queda da oferta ter sido maior do que a queda da demanda (diminuição da produção em São Paulo e Santa Catarina junto à menor qualidade de alguns carregamentos). Baixas temperaturas e templo nublado tem comprometido o desenvolvimento dos bananais. Destaque para as elevações de 21 % na Ceagesp São Paulo, 31% na Ceasa São Luiz-MA, chegando a 52% Ceasa Curitiba.

        O Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa renovar ou implantar pomares; sistemas de Irrigação, infraestrutura de transporte interno, câmaras de climatização e “Packing house”;

      Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…