Bicho de 7 cabeças

Bicho de 7 cabeças

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Bicho de 7 cabeças episodes

  • Ep.53 - Como mapear a confusão?
    Fazer o meu mapa imaginário provou-se um desafio maior do que pensava. Mapear território que está em constante mudança é complicado. Os cartógrafos que tenho "lá em cima" devem estar exaustos. Isto foi o possível de mapear no imediato, mas enquanto escrevo isto a geologia do pensamento já alterou a cartografia toda.
    4 min
  • Ep.52 - De lágrimas nem uma pinga
    Natália Correia atravessou o século XX como se a miopia do seu tempo lhe reservasse as janelas de um templo vindouro, onde a palavra fosse a chama poética. 
    Viveu rodeada de gente que a admirava mas não a compreendia, de críticos e de jovens que prometiam amá-la num "futuro que houve dantes". 
    Viveu entre a ilha e a utopia, emergiu para mostrar o avesso da contemporaneidade, foi feminista, assumiu causas e agigantou-se pelas liberdades.
    O livro de poemas O Dilúvio e a Pomba, publicado em 1979 está dividido em três partes: a primeira com o título "Onde o mar, com paredes de vidro, rodeia o centro inviolável: a Ilha"; a segunda "A Árvore da Vida"; e a terceira "O Espírito é tão real como uma árvore". 
    É nesta que se situa o poema "O Livro dos Mortos" cujos versos testemunham a índole da autora, a sua crença e a afirmação do seu caráter.
    "Por favor, em funeral
    não me ponham pranto à volta.
    Isso do choro faz mal
    a quem do peso se solta."
    3 min
  • Ep.46 - Falar sobre Cavani não é necessariamente falar sobre futebol
    Desafiei-me a falar sobre Edinson Cavani contornando o futebol e a telenovela que envolveu o uruguaio, alimentada por dezenas de horas de comentário "desportivo". Cavani estava garantido, mas acabou por não ficar no Sport Lisboa e Benfica. Há coisas assim, não há? Parecem certas, mas, entretanto, algo acontece e deixam de o ser. O importante é olhar em frente e confiar. Ou será que é confinar?
    4 min
  • Ep.45 - O desconsolo da Pandemia; no bairro Riobom vive-se um dia de cada vez
    O bairro construído numa fábrica têxtil e ocupado por cabo-verdianos era o lugar dos convívios.
    Agora, os mais velhos sentem os dias mais vazios. 
    Há anos foram prometidas obras, desenhadas, pelos arquitetos que formam o laboratório de habitação básica do Porto.
    Nas casas construídas com zincos tenta-se viver o melhor dos dias que amanhecem sempre com vista para um rio bom... o rio Douro.
    5 min

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Há sempre mais alguma coisa a dizer. E aqui, o assunto é surpresa.